sábado, junho 13, 2026

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IBGE recebe R$ 143,4 milhões em remanejamento para ações censitárias


IBGE recebe R$ 143,4 milhões em remanejamento para ações censitárias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recebeu R$ 143,4 milhões do remanejamento de R$ 262,2 milhões autorizado no orçamento federal, conforme a Portaria SOF/MPO nº 222, publicada em junho de 2026. Segundo o órgão, os recursos foram reclassificados como investimento para dar continuidade às ações dos censos demográfico, agropecuário e geográfico. A medida alcança a estrutura de coleta, processamento e tratamento de informações em todo o país.

Do total remanejado pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, cerca de 54,7% foram destinados ao IBGE. A mudança não altera o valor global já aprovado para os programas, mas ajusta a classificação da despesa para permitir a execução em itens de investimento, como equipamentos, tecnologias e infraestrutura operacional.

De acordo com o IBGE, o reforço busca sustentar a continuidade das operações censitárias e aprimorar processos de campo e de tratamento de dados. O órgão informou que a medida atende às necessidades operacionais ao longo do exercício fiscal e está amparada pela legislação orçamentária vigente.

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Para o setor agropecuário, a menção ao Censo Agropecuário dá relevância direta ao remanejamento. Esse levantamento reúne informações sobre área produtiva, uso da terra, perfil dos estabelecimentos, produção, tecnologia, mão de obra e características regionais da atividade rural. Esses dados servem de base para políticas públicas, crédito, assistência técnica, planejamento logístico e análises de mercado.

Em nota divulgada pelo instituto, o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o reforço de recursos amplia a capacidade de produção de estatísticas e informações públicas. O texto oficial não detalha, porém, o cronograma de execução do novo montante nem a divisão exata dos recursos entre os diferentes censos contemplados.

Com o remanejamento, o IBGE ganha margem orçamentária para manter ações estratégicas de coleta e estruturação de dados. No caso do agro, o alcance prático do reforço dependerá da execução dos investimentos e do detalhamento operacional das etapas do Censo Agropecuário, informação que ainda não foi especificada no ato publicado.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Como o setor do tabaco se tornou protagonista no combate ao trabalho infantil?


Por: Cristina Quatke, vice-presidente de Responsabilidade Social do SindiTabaco

Quando se fala em combate ao trabalho infantil no meio rural, é importante olhar para exemplos concretos de ações que geraram resultados ao longo do tempo. O setor do tabaco no Sul do Brasil é um desses casos. Há 28 anos, muito antes de o tema ganhar a relevância que possui atualmente, as empresas associadas ao SindiTabaco iniciaram uma jornada estruturada para conscientizar produtores sobre a legislação, reforçar a importância da educação e criar oportunidades para crianças e adolescentes das comunidades rurais.

O primeiro passo foi dado em 1998, com o programa O Futuro é Agora!, pioneiro no setor agrícola brasileiro. A iniciativa levou informação, orientação e projetos educacionais para milhares de famílias produtoras de tabaco.

Ao longo dos anos, esse compromisso foi fortalecido por meio de parcerias com instituições públicas e privadas. Em 2008 e 2011, acordos firmados com o Ministério Público do Trabalho ampliaram as ações para toda a Região Sul, reforçando a importância da matrícula e frequência escolar dos filhos dos produtores, além de campanhas educativas e atividades de conscientização.

Outra frente importante foi a realização dos Ciclos de Conscientização sobre saúde, segurança e proteção da criança e do adolescente. Desde 2009, a iniciativa já impactou quase 50 mil pessoas em mais de 70 municípios dos três estados do Sul. Em 2012, mais de 1,3 mil profissionais das equipes de campo das empresas associadas receberam treinamento específico sobre proteção da criança e do adolescente, com participação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os resultados desse trabalho foram evidenciados pelo Censo Demográfico do IBGE, que apontou, em 2010, que as pequenas propriedades produtoras de tabaco apresentaram o maior índice de redução do trabalho infantil do Brasil em comparação com o censo anterior.

Mas o setor entendeu que conscientizar era apenas parte da solução. Era preciso criar perspectivas concretas para os adolescentes do campo.

Foi com esse propósito que nasceu, em 2015, o Instituto Crescer Legal. Mantido pelas empresas associadas ao SindiTabaco, o Instituto passou a atuar no desenvolvimento de jovens rurais por meio da educação, do empreendedorismo e da qualificação profissional.

Desde 2016, o Programa de Aprendizagem Profissional Rural oferece uma oportunidade inédita para adolescentes entre 14 e 17 anos, unindo formação, geração de renda e desenvolvimento de competências para a gestão das propriedades rurais. Os resultados mostram a relevância dessa iniciativa:

✔ 1,2 mil jovens atendidos em 62 turmas de 23 municípios da Região Sul até 2025;

✔ 38% das propriedades familiares passaram a diversificar sua produção com hortaliças, frutas e grãos;

✔ 48% dos jovens demonstraram interesse em atuar como sucessores da propriedade familiar;

✔ 87% concluíram o Ensino Médio ou ingressaram no Ensino Superior;

✔ 71% melhoraram suas habilidades de comunicação, 65% ampliaram seu engajamento comunitário e 57% se tornaram mais proativos.

Mais do que números, esses resultados mostram que o combate ao trabalho infantil passa necessariamente pela criação de oportunidades para os jovens e pelo fortalecimento das famílias rurais.

Em 2021, esse trabalho recebeu reconhecimento nacional com o Prêmio Brasil Amigo da Criança. Mas a principal conquista continua sendo a construção de um futuro com mais educação, qualificação e perspectivas para as novas gerações do campo.

O protagonismo do setor do tabaco no combate ao trabalho infantil não surgiu por acaso. É resultado de quase três décadas de investimento contínuo em conscientização, educação, parcerias institucionais e desenvolvimento das comunidades.

Porque proteger a infância e criar oportunidades para os jovens é um compromisso que se constrói todos os dias.





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PEC sobre autonomia financeira do Banco Central avança no Senado


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10), em votação simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central do Brasil (BC). O texto, que tramitava no colegiado havia mais de dois anos, agora segue para análise do plenário. Antes da votação, houve tentativa do governo de adiar a deliberação para discutir ajustes com o relator.

O substitutivo apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) transforma o Banco Central em uma entidade pública de natureza especial. Pela proposta, a autoridade monetária passaria a formular o próprio orçamento, submetido ao Conselho Monetário Nacional (CMN) e a uma comissão do Senado. O texto também prevê a inclusão do Pix na Constituição.

O governo resistiu à versão aprovada. Segundo o argumento apresentado durante a tramitação, a mudança institucional poderia elevar a volatilidade dos resultados primários. Isso ocorreria porque, com a saída do BC da condição de autarquia, eventuais transferências entre o Tesouro Nacional e a instituição deixariam de ser registradas como fluxo financeiro e passariam a entrar no resultado primário.

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Como alternativa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apresentou uma emenda para manter o Banco Central como autarquia federal. Pela proposta, o orçamento da autoridade monetária ficaria sob aprovação apenas do CMN. Wagner afirmou que o texto foi construído com participação do presidente do BC e de integrantes da equipe econômica, entre eles o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Durante a sessão, senadores discutiram a possibilidade de unificar os textos, mas não houve acordo. A expectativa é que novos ajustes sejam debatidos na tramitação em plenário.

Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado porque decisões que alterem a governança do Banco Central podem influenciar a condução da política monetária, a percepção fiscal, o comportamento do câmbio e o custo do crédito. Esses fatores têm relação direta com financiamento rural, formação de preços de insumos e competitividade das exportações do agronegócio.

Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o alcance prático das mudanças depende da redação final e de eventual acordo entre relator e governo. Até o momento, não há definição sobre quais ajustes poderão ser incorporados ao texto na próxima etapa da tramitação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil e Trinidad e Tobago ampliam agenda agropecuária no Caribe


Brasil e Trinidad e Tobago ampliam agenda agropecuária no Caribe

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a Trinidad e Tobago, realizada nesta quarta-feira (10), avançou em tratativas de cooperação agropecuária com foco em comércio, pesquisa e inovação. A agenda reuniu autoridades dos dois países, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e centros de pesquisa do Caribe. Entre os temas discutidos estão material genético, exportações brasileiras, cacau e distribuição regional de fertilizantes.

Segundo o Mapa, a delegação brasileira, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, reuniu-se com o ministro da Agricultura, Terras e Pesca de Trinidad e Tobago, Ravi Ratiram, e com o diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim. No encontro, foram debatidos intercâmbio de material genético, ampliação do comércio agropecuário e cooperação tecnológica.

Trinidad e Tobago manifestou interesse em acessar material genético brasileiro de mandioca, café e coco-anão. O país também apresentou proposta para instalação de uma planta esmagadora de soja, com produção de óleo vegetal e ração animal voltada ao mercado caribenho. O Brasil, por sua vez, indicou interesse em avançar nos protocolos de certificação sanitária para exportação de carne bovina, carne suína, pet food e citros.

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Na área tecnológica, a missão apresentou o uso de bioinsumos no Brasil, com cerca de 42 milhões de hectares manejados com tecnologias de controle biológico, de acordo com o ministério. A comitiva também visitou o Caribbean Agricultural Research and Development Institute (CARDI), que atua em 14 países da Comunidade do Caribe (CARICOM), para discutir cooperação em banana resistente à Fusarium TR4, milho, trigo tropical, forrageiras e melhoramento genético da raça ovina Berganês.

Outra frente da agenda foi o Cocoa Research Centre (CRC), da Universidade das Índias Ocidentais, que mantém cerca de 2.400 acessos genéticos de cacau. Também houve visita técnica a Point Lisas, polo petroquímico com potencial logístico para distribuição de fertilizantes na região.

Os desdobramentos comerciais e sanitários ainda dependem de avanço técnico e regulatório entre os países. Com base na agenda divulgada, a cooperação pode ampliar intercâmbio em pesquisa, genética e acesso a mercados, mas não foram informados prazos para conclusão de protocolos ou implementação dos projetos discutidos.

Fonte: gov.br

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Preço do etanol cai em 18 estados e média nacional recua para R$ 4,18 por litro


Preço do etanol cai em 18 estados e média nacional recua para R$ 4,18 por litro

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 estados na semana passada, subiram em três e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na média nacional, o biocombustível recuou 0,95% e passou a R$ 4,18 por litro nos postos pesquisados. Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, o valor caiu 1,27%, para R$ 3,88 por litro.

De acordo com os dados compilados pela ANP, as altas semanais foram registradas no Acre, onde o preço médio subiu 1,13%, para R$ 5,39 o litro; na Bahia, com avanço de 3,74%, para R$ 4,99; no Pará, com alta de 0,78%, para R$ 5,17; e no Distrito Federal, com elevação de 2,2%, para R$ 4,18.

O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 2,94 por litro, em São Paulo. O maior valor registrado na semana foi de R$ 6,60 por litro, no Acre. Entre as médias estaduais, o menor preço também ficou em São Paulo, a R$ 3,88, enquanto o Amapá teve a maior média, de R$ 5,85 por litro.

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No recorte de competitividade frente à gasolina, o etanol foi considerado vantajoso em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,24%, nível favorável ao biocombustível. Os porcentuais foram de 69,99% na Bahia, 63,72% no Distrito Federal, 65,58% em Goiás, 58,74% em Mato Grosso, 63,37% em Mato Grosso do Sul, 66,83% em Minas Gerais, 64,34% no Paraná e 60,06% em São Paulo.

Esse indicador é acompanhado pelo setor sucroenergético porque influencia o consumo do hidratado no mercado interno. Além do preço nas bombas, a competitividade depende do rendimento dos veículos flex. O levantamento informado não detalha, porém, os efeitos por usina, distribuidora ou região produtora nesta semana.

Os números da ANP indicam manutenção de um ambiente competitivo para o etanol na média nacional, com destaque para estados do Centro-Sul, onde estão concentradas produção e oferta. O comportamento das próximas semanas dependerá da evolução dos preços da gasolina, da oferta do biocombustível e da dinâmica da safra de cana-de-açúcar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de café avança no Brasil, mas qualidade dos grãos preocupa


Governo de SP lança programa para impulsionar café canephora e atrair novos mercados
Foto: Governo do Estado de Rondônia

A colheita de café começou a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil neste início de junho, após um avanço mais lento até a segunda quinzena de maio. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas frequentes e a maturação irregular dos grãos vinham dificultando os trabalhos no campo.

Com o retorno do tempo mais seco neste começo de mês, produtores conseguiram acelerar a colheita. De acordo com o Cepea, mesmo com as temperaturas mais baixas, as condições climáticas recentes favoreceram tanto o amadurecimento dos frutos quanto o rendimento das operações nas lavouras.

Apesar da melhora no ritmo da safra, produtores demonstram preocupação com a peneira do café colhido até agora. Segundo o Centro de Pesquisas, o tamanho dos grãos estaria abaixo do registrado na safra passada, principalmente nas regiões do Sul de Minas Gerais e da Mogiana Paulista.

Ainda assim, pesquisadores ressaltam que é cedo para uma avaliação definitiva da qualidade da safra, já que pouco volume foi beneficiado até o momento e a colheita ainda está em fase inicial.

O Cepea também aponta que muitos produtores têm aproveitado o início da colheita para negociar os primeiros lotes disponíveis. O movimento ocorre tanto pela necessidade de reforçar o caixa quanto pela tentativa de aproveitar os atuais patamares de preços do café.

A expectativa é que esse cenário mantenha o ritmo de comercialização aquecido nas próximas semanas, mesmo diante das incertezas sobre o desempenho final da safra.

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PEC da autonomia financeira do Banco Central entra em votação na CCJ do Senado


PEC da autonomia financeira do Banco Central entra em votação na CCJ do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vota nesta quarta-feira (10), a partir das 9h, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que amplia a autonomia financeira, orçamentária e administrativa do Banco Central do Brasil (BC). O substitutivo mais recente transforma o órgão em uma entidade pública de natureza especial. A proposta conta com apoio da cúpula da autoridade monetária, mas enfrenta resistência da equipe econômica do governo.

Pelo texto relatado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), o Banco Central passaria a formular o próprio orçamento, que seria analisado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e por uma comissão do Senado. A PEC também constitucionaliza o Pix, garantindo ao BC a regulação e a operação do sistema de pagamentos, além da gratuidade para pessoas físicas e da proibição de venda ou cessão do serviço.

Segundo informações divulgadas no texto-base da cobertura, o governo argumenta que a mudança pode aumentar a volatilidade dos resultados primários. Isso ocorreria porque, com a alteração da natureza jurídica do Banco Central, transferências entre Tesouro Nacional e a instituição deixariam de ser classificadas como fluxo financeiro e passariam a entrar no resultado primário.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Na noite de terça-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou apoio à proposta, mas afirmou que pretende discutir ajustes no texto. Já o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que a matéria será votada e não será retirada de pauta. O relator tem afirmado que não pretende aceitar mudanças.

Grupos favoráveis à proposta calculam reunir ao menos 15 votos entre os 27 integrantes da comissão, acima do mínimo de 14 para aprovação. O principal desafio é garantir presença em uma semana de Congresso esvaziado pelo calendário eleitoral.

Para o setor agropecuário, a tramitação é acompanhada por envolver temas como condução monetária, previsibilidade institucional, juros, câmbio e meios de pagamento. Esses fatores influenciam custo de crédito rural, formação de preços e fluxo financeiro nas cadeias produtivas, embora eventuais efeitos dependam da aprovação final da PEC e de sua regulamentação posterior.

Até a votação na CCJ, não há mudança prática imediata para produtores ou agentes do mercado. O alcance econômico da proposta dependerá do resultado desta quarta-feira (10), da tramitação nas demais etapas do Congresso e da definição sobre como as novas regras seriam aplicadas ao orçamento e à operação do Banco Central.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do arroz reage no RS com avanço das exportações e alta do dólar


arroz
Foto: Freepik

Os preços do arroz em casca voltaram a apresentar leve recuperação no Rio Grande do Sul, impulsionados principalmente pelo aumento da demanda internacional pelo cereal. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço das exportações brasileiras, aliado à valorização dos indicadores externos e à alta do dólar, fortaleceu o interesse de compradores por lotes destinados ao mercado externo.

Apesar da melhora nos preços, o mercado interno ainda segue com baixa liquidez. Pesquisadores apontam que as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado e a menor participação dos agentes nas negociações continuam limitando o ritmo dos negócios no país.

Outro fator que ajudou a sustentar as cotações foi a menor disponibilidade de arroz com rendimento de 56% de grãos inteiros, padrão mais utilizado nas exportações. Com a necessidade de recompor volumes, exportadores passaram a buscar também lotes com 58% de inteiros, ampliando a procura pelo produto e contribuindo para o movimento de alta.

De acordo com o Cepea, esse cenário reforça a influência do mercado externo sobre a formação dos preços do arroz no Brasil neste momento, especialmente em meio à valorização cambial e ao maior apetite internacional pelo cereal brasileiro.

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Anec eleva projeção de embarques de soja do Brasil em junho para 14,38 milhões de toneladas


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou, nesta terça-feira (10), a projeção de embarques de soja do Brasil em junho para 14,38 milhões de toneladas. A estimativa considera a média do intervalo entre 13,95 milhões e 14,80 milhões de toneladas. O volume supera em 16,3% a previsão da semana passada e fica 4,3% acima do exportado em junho de 2025.

Com a revisão, a Anec indica manutenção de ritmo elevado nas exportações brasileiras de soja no fim do primeiro semestre. Segundo a entidade, o País deve encerrar o período com embarques entre 72,47 milhões e 73,31 milhões de toneladas, acima das 68,05 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.

Os números acompanham o escoamento da safra recorde de soja colhida pelo Brasil em 2026. A atualização sugere maior oferta disponível para exportação e reforça a movimentação nos corredores logísticos ligados aos portos.

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Para o milho, a projeção de embarques em junho subiu para 645,8 mil toneladas, ante 485,7 mil toneladas estimadas na semana anterior. O avanço é de 33,0%. Na comparação anual, o volume também fica 13,6% acima das 568,7 mil toneladas exportadas em junho de 2025. Segundo o dado divulgado, o movimento ocorre em meio ao avanço gradual da colheita da segunda safra.

No farelo de soja, a Anec elevou a estimativa para 2,31 milhões de toneladas em junho, frente a 1,65 milhão de toneladas projetadas na semana passada. Se confirmada, a alta será de 39,6% na comparação semanal e de 38,3% em relação às 1,67 milhão de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado.

A projeção para DDGS ficou em 77,0 mil toneladas, praticamente estável ante a estimativa anterior, mas 34,7% acima das 57,2 mil toneladas de junho de 2025. Para o trigo, não há previsão de embarques no mês.

As estimativas da Anec indicam continuidade do fluxo externo de grãos e derivados no curto prazo, com destaque para a soja. O comportamento final dos embarques dependerá do andamento da programação portuária ao longo do mês, já que a entidade trabalha com intervalos estimados e pode revisar os números nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do etanol cai em 18 estados na semana, aponta ANP


Preço do etanol cai em 20 estados e recua para R$ 4,27 por litro, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 estados na semana passada, subiram em 3 e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis em 5, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas. Na média nacional, o litro recuou 0,95%, para R$ 4,18. Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, a queda foi de 1,27%, para R$ 3,88 por litro.

O levantamento da ANP mostra comportamento regional distinto no mercado de etanol hidratado, com predominância de recuo nos preços ao consumidor. As altas da semana foram registradas no Acre, onde o litro subiu 1,13%, para R$ 5,39; na Bahia, com avanço de 3,74%, para R$ 4,99; no Pará, com alta de 0,78%, para R$ 5,17; e no Distrito Federal, com aumento de 2,2%, para R$ 4,18.

Entre os extremos pesquisados, o menor preço encontrado em posto foi de R$ 2,94 por litro, em São Paulo, enquanto o maior valor chegou a R$ 6,60 no Acre. No recorte por médias estaduais, São Paulo registrou o menor preço médio, de R$ 3,88 por litro, e o Amapá, o maior, de R$ 5,85.

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Na relação com a gasolina, o etanol foi considerado competitivo em apenas sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,24%, nível favorável ao biocombustível na comparação com o derivado de petróleo. Os porcentuais foram de 69,99% na Bahia, 63,72% no Distrito Federal, 65,58% em Goiás, 58,74% em Mato Grosso, 63,37% em Mato Grosso do Sul, 66,83% em Minas Gerais, 64,34% no Paraná e 60,06% em São Paulo.

Esse indicador é acompanhado pelo setor sucroenergético porque influencia o consumo nos postos e, por consequência, o ritmo de comercialização do biocombustível produzido pelas usinas. Executivos do setor observam que, a depender do modelo do veículo, o etanol pode manter vantagem econômica mesmo com paridade superior a 70% frente à gasolina.

Os dados da ANP indicam acomodação dos preços do etanol no varejo na última semana, com manutenção da competitividade em parte dos principais mercados consumidores. Sem informações adicionais sobre oferta, estoques ou repasses nas usinas, a evolução dos preços nas próximas semanas dependerá do comportamento regional da demanda e da relação com a gasolina.

Fonte: Estadão Conteúdo

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