sábado, junho 13, 2026
News

Inverno seco eleva risco de incêndios e exige prevenção no campo


calor e incêndios
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Com a chegada do inverno e a redução das chuvas, produtores rurais precisam redobrar a atenção para o risco de incêndios nas propriedades. No Paraná, a combinação de tempo seco, baixa umidade do ar e ocorrência de geadas cria um ambiente favorável para a propagação do fogo, elevando o risco de prejuízos em lavouras, áreas florestais e pastagens.

Além dos danos econômicos, os incêndios representam uma ameaça à segurança das famílias que vivem no campo. Por isso, especialistas reforçam a necessidade de investir em prevenção e preparo para agir rapidamente em situações de emergência.

“O período de maior risco se estende até outubro. É fundamental que os produtores estejam atentos e preparados para prevenir e combater o fogo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Os números já indicam um cenário preocupante em 2026. Dados do MapBiomas mostram que, entre janeiro e março, o Paraná registrou 9.025 hectares queimados, área quase oito vezes e meia superior à observada no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1.073 hectares.

Tempo seco aumenta risco

De acordo com o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, o inverno é historicamente a estação mais seca no estado. Em muitas regiões, especialmente no Norte paranaense, são comuns longos períodos sem chuva.

“Os volumes médios de precipitação ficam entre 100 e 200 milímetros, mas há locais que podem passar praticamente um mês sem registrar chuva”, explica.

Esse cenário favorece a perda de umidade da vegetação, aumentando a facilidade de propagação das chamas quando ocorre algum foco de incêndio.

Prevenção começa nas propriedades

Segundo técnicos do Sistema Faep, a maior parte dos incêndios tem origem em ações humanas, o que reforça a importância de medidas preventivas dentro das propriedades.

Entre as recomendações estão a manutenção periódica de máquinas e equipamentos, a retirada de materiais secos acumulados, o cuidado com atividades que possam gerar faíscas e a atenção redobrada durante as festas juninas. O uso do fogo para manejo também não é permitido.

“O incêndio acontece onde a prevenção falha”, resume o técnico do Sistema Faep, Neder Maciel Corso.

A capacitação também é apontada como uma ferramenta importante para reduzir riscos. Desde 2010, mais de 10 mil pessoas já participaram dos treinamentos para brigadistas florestais oferecidos pelo Sistema Faep. Apenas entre janeiro e maio deste ano foram realizados 65 cursos voltados à prevenção e ao combate de incêndios.

Estruturas ajudam no combate

Além da prevenção, algumas estruturas podem fazer diferença no controle das chamas. Entre elas estão ferramentas manuais, abafadores, bombas costais, reservatórios de água e caminhões-pipa, especialmente em usinas e empresas florestais.

Outra medida recomendada é a construção de aceiros, faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para impedir o avanço do fogo e facilitar o acesso das equipes de combate.

“Também é importante que o produtor tenha identificados os pontos de captação de água que poderão ser utilizados em uma emergência”, orienta Corso.

O preparo prévio ganha ainda mais relevância em municípios que não contam com unidades próximas do Corpo de Bombeiros, situação que pode aumentar o tempo de resposta e dificultar o controle dos focos ainda no início.

*Com informações da assessoria de imprensa

O post Inverno seco eleva risco de incêndios e exige prevenção no campo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *