sábado, maio 30, 2026

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CNA destaca aprovação do PL que dá segurança jurídica à aquicultura


Texto foi aprovado na CCJC da Câmara dos Deputados e está no Senado.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a aprovação do PL 4162/24, que exclui o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores e distingue a atividade aquícola da pesca, favorece a segurança jurídica e impulsiona o crescimento do setor.

A redação final da matéria foi aprovada na quarta (15), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado Federal.

A proposta integra a Agenda Legislativa do Agro 2026, lançada pela CNA em março, e reconhece a natureza agropecuária da aquicultura, alinhando-a às demais cadeias produtivas. Com isso, busca eliminar sobreposições normativas e reduzir entraves burocráticos que impactam diretamente os produtores.

Segundo a CNA, a iniciativa representa um passo importante para a modernização do ambiente regulatório da aquicultura no Brasil, ao promover maior coerência normativa e ampliar a competitividade da produção nacional, especialmente frente às exigências dos mercados internacionais.

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Francisco Hidalgo Faria o PL nº 4.162/2024 propõe a correção de uma distorção histórica no marco regulatório do setor da aquicultura brasileira ao revisar dispositivos da Lei nº 11.959/2009, que equiparam indevidamente a aquicultura à atividade pesqueira.

Um dos principais avanços do PL, explica, é a revisão da obrigatoriedade de inscrição no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores. Atualmente, as informações exigidas por esse registro já são prestadas no âmbito do Decreto nº 5.741/2006 (SUASA) pelos órgãos executores de sanidade agropecuária estaduais, sistema que garante controle sanitário, rastreabilidade e fiscalização em todas as etapas da cadeia produtiva da aquicultura, desde a produção até a comercialização.

De acordo com o relator da matéria na CCJC, deputado José Rocha (União/BA), o setor vem apresentando trajetória consistente de expansão na última década, posicionando o Brasil como player relevante em cadeias produtivas estratégicas, como tilápia e camarão.

“O projeto traz avanços substanciais, fruto de um amplo processo de diálogo com produtores, entidades representativas e especialistas. A atualização do marco legal tende a ampliar a previsibilidade regulatória, estimulando a atração de investimentos públicos e privados e reforçando a competitividade nos mercados interno e internacional. Entre os pontos mais relevantes está a redução de entraves burocráticos que historicamente impactaram o desenvolvimento da aquicultura no Brasil”, explicou.

Para o autor da proposta, deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR), o projeto reconhece a aquicultura como atividade agropecuária distinta da pesca e assegura ao produtor aquícola tratamento equivalente ao do produtor rural.

“Não é razoável exigir autorização para a captura de um peixe que foi produzido na própria propriedade. Essa é a lógica do projeto e do PDL, que busca sustar a exigência de carteirinha de pesca para aquicultores”, pontuou.

 





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Brasil abre mercado de miúdos de frango para o Vietnã


O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

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Navios que cruzam Ormuz precisam de autorização da Guarda, diz autoridade do Irã


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Por Parisa Hafezi e Jonathan Saul

DUBAI/LONDRES, 17 Abr (Reuters) – Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters, acrescentando que o descongelamento de recursos iranianos faz parte do acordo.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, escreveu no X que o estreito estava aberto depois que um acordo de cessar-fogo foi firmado no Líbano, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que um acordo para acabar com a guerra do Irã ocorrerá “em breve”, embora o momento ainda não esteja claro.

Centenas de navios e 20.000 marítimos ficaram retidos no Golfo esperando para passar pela importante hidrovia, que movimenta cerca de 20% dos fluxos de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

A autoridade iraniana afirmou que os trânsitos seriam restritos às rotas que o Irã considerasse seguras, acrescentando que as embarcações militares ainda estavam proibidas de cruzar o estreito.

“A liberação dos recursos do Irã foi parte do acordo para a reabertura do estreito”, observou a autoridade, referindo-se a uma receita congelada estimada em US$30 bilhões, gerada principalmente pelas exportações de petróleo e gás, bloqueadas em meio às sanções dos EUA contra Teerã.

Não ficou imediatamente claro se isso incluía as faixas do Esquema de Separação de Tráfego (TSS) estabelecidas para entrar e sair do Golfo, usadas pela navegação internacional desde a década de 1970.

“Até mesmo as embarcações dos EUA serão permitidas, excluindo os navios militares”, disse ele.

A fonte acrescentou que certas rotas através de Ormuz permaneceriam abertas, mas que elas precisariam ser determinadas como seguras pelo Irã.

“A navegação será feita em coordenação com o Irã e com a autorização da Guarda e da Organização Marítima e de Portos do Irã para garantir a segurança da navegação”, disse a autoridade.

Pouco depois da declaração de Araqchi, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Trump acrescentou que permanece em vigor o bloqueio militar dos EUA aos navios que navegam pelo estreito de e para portos iranianos, anunciado após as negociações com o Irã no último fim de semana no Paquistão, que terminaram sem acordo.

A mídia estatal iraniana, citando uma autoridade não identificada, disse que se o bloqueio dos EUA persistir, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e voltará a fechar o estreito.

(Reportagem de Parisa Hafezi e Jonathan Saul)





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STOXX 600 salta mais de 1% após Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


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Por Twesha Dikshit e Ragini Mathur

17 Abr (Reuters) – O STOXX 600 saltou mais de 1% e obteve seu quarto ganho semanal consecutivo nesta sexta-feira, depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz, canal para um quinto das remessas de energia do mundo, está aberto.

A hidrovia vital pode ser usada por todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua acordada no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi .

Os mercados globais se recuperaram com a notícia, com os índices de Wall Street próximos de recordes, enquanto os preços do petróleo caíram até 11%.

O índice de ações pan-europeu subiu 1,6%, chegando a 626,58 pontos, próximo aos níveis registrados antes do início do conflito.

Os rendimentos dos títulos públicos de curto prazo da zona do euro caíram acentuadamente para os menores níveis em um mês, enquanto os mercados de juros reduziram as apostas em futuros aumentos das taxas do BCE.

A maioria das bolsas regionais também subiu, com o DAX da Alemanha, o IBEX 35 da Espanha e o CAC 40 da França ganhando cerca de 2% cada.

As ações europeias tiveram um desempenho inferior ao de seus pares norte-americanos durante o conflito, refletindo a alta dependência da região aos suprimentos externos de petróleo e gás, com as preocupações com a inflação se intensificando com a alta dos preços do petróleo.

“Da forma como o mercado está reagindo, há sinais de que (a reabertura) pode ser algo mais significativo e, espera-se, sustentável, e que podemos, até certo ponto, sair dessa situação”, disse Ciaran Callaghan, chefe de pesquisa de ações europeias da Amundi.

Viagens e ações de luxo foram os maiores ganhadores, saltando mais de 4% cada.

A LVMH, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, subiram mais de 1,5%, depois de terem caído no início da semana devido a avisos de que a guerra estava afetando as vendas.

As companhias aéreas, atingidas pelo forte aumento dos custos de combustível e pela redução das reservas, também se recuperaram, com a Ryanair, a Lufthansa e a easyJet subindo entre 6% e 7,5%.

O índice aeroespacial e de defesa saltou 3,1%, enquanto os bancos da zona do euro ganharam 3,3%.

Entretanto, as ações do setor de energia caíram 4,2% com a queda dos preços do petróleo, e os pesos pesados Shell e BP perderam 5,6% e 7,4%, respectivamente.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,56%, a 626,58 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,73%, a 10.667,63 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,27%, a 24.702,24 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,75%, a 48.869,43 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,18%, a 18.484,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,51%, a 9.185,28 pontos.





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Rússia envia a primeira carga de trigo ao Irã via Mar Cáspio em anos


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MOSCOU, 17 Abr (Reuters) – A Rússia enviou trigo ao Irã pelo Mar Cáspio, pela primeira vez em anos, no primeiro trimestre de 2026, mostraram dados nesta sexta-feira, à medida que o lago salgado ganha importância como rota comercial entre os dois países devido à guerra no Oriente Médio.

O Irã já vinha recebendo cevada e milho russos pelo Mar Cáspio, mas o trigo estava sendo enviado dos portos do Mar Negro do país para os principais terminais de grãos do Irã no Estreito de Ormuz.

Os dados da unidade de controle de qualidade de grãos do Ministério da Agricultura mostraram que, nos primeiros três meses do ano, a Rússia enviou 500 mil toneladas métricas de milho para ração, 180 mil de cevada para ração e mais de 4 mil toneladas de trigo de grau alimentício de seus portos do Mar Cáspio para o Irã, o terceiro maior comprador de trigo russo nesta temporada.

“Os portos do Mar Cáspio não exportam trigo há mais de oito anos, todo o fluxo havia sido direcionado para o Mar Negro, para Novorossiysk”, disse Alexander Sharov, chefe da consultoria RusIranExpo.

Em março, a Rússia exportou 300.000 toneladas de grãos pelo Mar Cáspio, em comparação com quase nenhum embarque em março de 2025, quando havia restrições de exportação para cevada e milho, de acordo com dados de embarque de fontes do setor divulgados esta semana.

Os dados do Ministério da Agricultura mostraram que os embarques de grãos da região de Astrakhan aumentaram 61%, para 730.000 toneladas no primeiro trimestre. As remessas foram destinadas principalmente ao Irã.

A Rússia, o maior exportador de trigo do mundo, vem aprimorando sua logística de exportação do Mar Cáspio nos últimos anos, visando também os mercados dos países do Golfo Pérsico, Iraque e Afeganistão.

Ela opera três portos de grãos no Mar Cáspio, dois em Astrakhan e um em Makhachkala, com uma capacidade combinada de pelo menos 3 milhões de toneladas. Um novo terminal de 1,5 milhão de toneladas em Makhachkala deve entrar em operação em 2028.

(Reportagem de Olga Popova)





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Presidente do Líbano diz que futuro acordo não cederá território


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17 Abr (Rtrs) – O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta sexta-feira que qualquer acordo futuro alcançado pelo governo não cederia nenhum território ou prejudicaria os direitos nacionais do Líbano, sem dizer se estava se referindo a possíveis negociações com Israel.

O discurso televisionado foi seu primeiro discurso desde que os EUA intermediaram um cessar-fogo para acabar com os combates entre Israel e o grupo armado Hezbollah na quinta-feira. O texto do acordo diz que Israel e o Líbano manteriam conversações diretas para produzir uma “paz entre os dois países”.

(Reportagem de Enas Alashray e Laila Bassam)

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Investigação dos EUA sobre prática comercial do Brasil não pode ser teatro…


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Por Bernardo Caram

17 Abr (Reuters) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que a investigação aberta pelos Estados Unidos para analisar práticas comerciais do Brasil com base na Seção 301 da lei comercial norte-americana, “não pode servir como um mero teatro” para validar a imposição de tarifas.

Em entrevista à imprensa em Washington, onde participa das “reuniões de primavera” do FMI-Banco Mundial, Durigan disse esperar que todos os pontos levantados pelo governo do país norte-americano e respondidos pelo Brasil sejam devidamente considerados.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) abriu em julho do ano passado uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, citando temas como o Pix, desmatamento ilegal, proteção insuficiente à propriedade intelectual e decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo big techs.

Como mostrou a Reuters, o governo do Brasil fez reunião com membros do USTR sobre o Pix em Washington nesta semana e autoridades brasileiras avaliaram a conversa como produtiva, mas apontaram que persiste a percepção de que, independentemente disso, o tema pode ser usado pela administração do presidente Donald Trump para justificar a imposição de tarifas.

Na entrevista, Durigan disse que não tratou do tema da Seção 301 nas “duas ou três” reuniões nesta semana nas quais encontrou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ressaltando que discutiu pautas relacionadas a inteligência artificial, stablecoins (moedas digitais lastreadas a ativos reais) e cooperação internacional.

MINERAIS CRÍTICOS

O ministro afirmou que deve debater ainda nesta sexta-feira, com países do G7, temas relacionados a minerais críticos. Ele disse que o Brasil tem interesse em ampliar parcerias nessa área, mas rejeitou hipótese de o país apenas exportar esses insumos sem tratamento a países desenvolvidos.

“O que nos importa é que a gente garanta algum adensamento, alguma tecnologia no Brasil”, disse.

Em relação às medidas adotadas pelo Brasil para mitigar efeitos da guerra no Irã, Durigan afirmou que as ações podem eventualmente não ser prorrogadas em maio caso o conflito seja encerrado, mas ponderou que ainda há elevada incerteza sobre o tema.

Ele acrescentou que o governo brasileiro passará a ter uma “integração semanal” com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para que as ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sejam tomadas pelo país com base na experiência internacional.

Na entrevista, o ministro se posicionou contra uma eventual classificação, pelos EUA, de organizações criminosas que atuam no Brasil como terroristas. Para ele, embora perigosos, esses grupos “não se tratam de organizações terroristas”.

“O que eu tenho dividido, inclusive com os norte-americanos, foi o sucesso do anúncio da semana passada da ampliação da parceria da Receita Federal com a aduana norte-americana, e acho que isso pode ajudar mais do que botar um rótulo”, disse.

Durigan ainda afirmou que o plano do governo para renegociação de dívidas de famílias e empresas está pronto para ser anunciado. Ele disse que o pacote não envolverá gasto primário do Tesouro Nacional e ressaltou que o governo vai “mobilizar a garantia”, mas não explicou como isso seria feito sem impactar as contas públicas.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)





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IMEA em Campo aponta produção recorde de soja em MT e alerta para impacto do…


A análise da produção e as perspectivas para o campo em Mato Grosso foram apresentadas durante a palestra “IMEA em Campo”, ministrada pelo analista de campo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Henrique Eggers, nesta quarta-feira (16), durante a programação da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis.

O levantamento integra o projeto IMEA em Campo, desenvolvido em parceria com a Aprosoja-MT e IAGRO, com o objetivo de realizar avaliações técnicas diretamente nas lavouras, garantindo dados representativos sobre o desempenho das culturas no Estado.

Segundo Henrique, a edição deste ano teve ampla cobertura e foi considerada uma das mais completas do projeto. Ao todo, foram 71 dias de avaliações, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 análises realizadas e 103 municípios visitados. O levantamento contemplou 97,92% da área total de soja cultivada em Mato Grosso na safra 2025/26.

Durante as visitas, a equipe avaliou indicadores quantitativos e qualitativos das lavouras, como número de plantas por hectare, vagens e grãos por planta, peso e umidade dos grãos, além da presença de pragas, doenças, plantas daninhas e grãos avariados.

Com base nas análises, o IMEA estimou que Mato Grosso deve registrar produção recorde de soja na safra 2025/26, alcançando 51,56 milhões de toneladas. A área plantada foi estimada em 13,013 milhões de hectares, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare.

Henrique explicou que, embora a produtividade não tenha superado o recorde do ciclo anterior, o Estado alcançou o maior volume de produção já registrado, impulsionado pelo crescimento da área cultivada. Na safra passada, Mato Grosso colheu 50,89 milhões de toneladas, com produtividade recorde de 66,29 sacas por hectare.

O analista também destacou que a safra enfrentou desafios climáticos ao longo do ciclo, com déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, o que impactou o peso dos grãos. Um dos pontos de atenção foi o aumento de lavouras com grãos avariados. O levantamento apontou crescimento de 3,4% em comparação à safra anterior, fator que reduz diretamente o rendimento da produção.

Em relação ao milho segunda safra, Henrique alertou para o atraso no plantio, provocado pelo excesso de chuvas em fevereiro, que dificultou a colheita da soja e atrasou o avanço das operações no campo. O IMEA estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal, número superior ao registrado no ano passado.

Para o milho, a projeção atual indica área plantada de 7,39 milhões de hectares, produtividade média estimada em 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas. Segundo Henrique, o resultado final ainda depende diretamente do comportamento climático nas próximas semanas, especialmente das chuvas previstas para o fim de abril e início de maio.

O analista também abordou o cenário de mercado e custos de produção, apontando aumento nas despesas para a próxima temporada. Conforme dados divulgados pelo IMEA, o custo total estimado da soja para a safra 2026/27 é de R$ 8.037,13 por hectare, com alta de 4,70%. Para o milho, o custo total previsto é de R$ 7.303,96 por hectare, aumento de 8,59%.

Henrique ressaltou que, além da elevação dos custos, o produtor enfrenta cenário de rentabilidade mais apertada e incertezas climáticas com a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a trazer maior instabilidade nas chuvas e aumentar riscos para o desempenho produtivo.

17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e…


O ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera ministrou a palestra “O Agro brasileiro: perspectivas e desafios” durante a programação do 3º dia da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Na apresentação, Cabrera avaliou o atual cenário do setor, destacou desafios enfrentados pelos produtores e defendeu que o Brasil precisa avançar em decisões estratégicas para garantir competitividade e soberania.

Cabrera, que foi ministro entre os anos de 1990 e 1992, afirmou durante a palestra que o agronegócio atravessa um momento de crise, mas que o cenário também representa uma oportunidade de aprendizado. “É um momento de muito desafio para o produtor, mas também de lições. Eu tenho um velho ditado que diz que a gente nunca deve desperdiçar uma crise”, declarou.

Entre os principais pontos abordados, o ex-ministro citou a dependência brasileira de fertilizantes e criticou a demora para explorar reservas nacionais. Segundo destacou, o Brasil possui grandes reservas de cloreto de potássio, mas ainda enfrenta entraves para iniciar a extração. “O Brasil tem as maiores reservas de cloreto de potássio e, no entanto, há 15 anos está judicializada a abertura da primeira mina. Essa burocracia não pode continuar impedindo a geração de riquezas”, afirmou.

Cabrera também criticou a falta de planejamento do Governo Federal em políticas de biocombustíveis, destacando que o país possui o maior programa do mundo, mas não avança conforme previsto em lei. Ele citou como exemplo a ampliação da mistura do biodiesel no diesel, que deveria ter passado de B15 para B17 neste ano. “O governo não fez isso. Apareceu agora dizendo que precisa fazer testes. Se precisasse, por que isso não foi feito no ano passado?”, questionou.

Outro destaque foi a defesa de investimentos em infraestrutura logística, especialmente hidrovias e ferrovias. Cabrera classificou como “absurdo” o baixo aproveitamento dos rios brasileiros para transporte. “Apenas 4,5% da produção brasileira é trafegada por vias fluviais. Nós temos o maior potencial hidroviário ainda a ser explorado do mundo”, disse.

Sobre ferrovias, ele voltou a citar a Ferrogrão como exemplo de projeto estratégico travado por impasses. Para Cabrera, além de reduzir custos logísticos, a ferrovia também teria impacto ambiental positivo. “Se a Ferrogrão estivesse operando hoje, ela estaria reduzindo em 77% as emissões de CO2. É o maior projeto de descarbonização da economia do mundo”, afirmou.

O ex-ministro também avaliou que a obra é fundamental para a soberania nacional, ao integrar a região Norte e garantir capacidade de mobilização logística em cenários de crise. “A Ferrogrão não vai apenas favorecer o agronegócio, ela vai ser uma obra de integração para garantir essa soberania”, destacou.

Cabrera ainda defendeu que o agro precisa melhorar sua comunicação com a sociedade e combater narrativas negativas. Segundo ele, o setor não tem contado sua própria história e acaba sendo atacado por organizações contrárias ao agronegócio. “Alguém está contando a história, são ONGs. A gente não está contando. Talvez a gente precise de um cineasta para contar a nossa história”.

O ex-ministro também argumentou que parte das críticas internacionais estaria relacionada a interesses econômicos de concorrentes. “Antes, ninguém ligava para a gente. Agora o Brasil tomou o mercado. Nós estamos sendo convidados para um ringue, onde o pessoal está batendo abaixo da cintura”, disse.

Apesar de sua análise crítica da atual conjuntura, Cabrera deixou uma mensagem de otimismo aos produtores e reforçou que o Brasil tem potencial para ser ainda mais protagonista no cenário global. “O Brasil não tem problemas. O Brasil tem o bilhete sorteado da loteria global. O problema são as decisões erradas, sistemáticas. Quando esse país tiver a bússola certa, o céu é o limite”, concluiu.

Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e critica burocracia como entraves ao avanço do agro

17ª Parecis SuperAgro

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Irã diz que Estreito de Ormuz está aberto e Trump vê acordo “em breve” para…


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Por Parisa Hafezi e Steve Holland e Nayera Abdallah

DUBAI/WASHINGTON , 17 Abr (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz estava aberto após um acordo de cessar-fogo no Líbano, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã viria “em breve”.

Araqchi disse em um post no X que o estreito estava aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias mediada pelos EUA, que foi acordada na quinta-feira entre Israel e o Líbano para interromper os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Pouco depois da declaração de Araqchi, Trump postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Mas as declarações de ambos os lados geraram incertezas sobre a rapidez com que o transporte poderia ser retomado. Trump disse que o bloqueio dos EUA a navios que navegam para portos iranianos — anunciado depois que as negociações com Teerã no último fim de semana terminaram sem acordo — permaneceria até que “nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”.

O Irã respondeu de forma incisiva, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, alertando que Teerã tomaria “medidas recíprocas necessárias” se o bloqueio marítimo continuasse.

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que os EUA trabalharão com o Irã para recuperar seu urânio enriquecido e trazê-lo aos Estados Unidos como parte de qualquer acordo para acabar com a guerra. O programa nuclear de Teerã tem sido um dos principais pontos de atrito nas negociações até o momento.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que as diferenças entre os dois lados permanecem, que “nenhum acordo foi alcançado sobre os detalhes das questões nucleares” e que negociações sérias são necessárias para superar as diferenças.

Ele disse que Teerã esperava que um acordo preliminar pudesse ser alcançado nos próximos dias com os esforços do Paquistão, o mediador, com a possibilidade de estender o cessar-fogo para “criar espaço para mais conversas sobre o levantamento das sanções ao Irã e garantir a compensação por danos de guerra.”

Os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, provocando ataques iranianos aos vizinhos do Golfo Pérsico e reacendendo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano. Um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã expira na próxima semana.

Milhares de pessoas foram mortas e o conflito fechou efetivamente o Estreito de Ormuz — por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — ameaçando o pior choque do petróleo da história.

PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM, AÇÕES SOBEM

Os preços do petróleo caíram cerca de 10%, ampliando as perdas após a postagem de Araqchi. As ações globais, que já estavam sendo negociadas perto de recordes, subiram ainda mais com a notícia. 

As empresas de navegação receberam com cautela o anúncio do Irã de que o estreito estava aberto, mas disseram que precisariam de esclarecimentos, inclusive sobre o risco de minas, antes que as embarcações passassem pelo ponto de entrada do Golfo.

A Marinha dos EUA alertou, em um aviso aos marítimos, que a ameaça de minas em partes da hidrovia não era totalmente conhecida e que deveria ser considerada a possibilidade de evitar a área.

Uma autoridade sênior iraniana disse que os navios poderiam passar pelo estreito somente sob coordenação da Guarda Revolucionária do Irã.

Após uma videoconferência nesta sexta-feira, mais de uma dúzia de países disseram que estavam dispostos a participar de uma missão internacional para proteger a navegação no estreito quando as condições permitirem, informou o Reino Unido.

PROGRESSO DA DIPLOMACIA

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que provavelmente haveria mais negociações no fim de semana. Alguns diplomatas disseram que isso parecia improvável, dada a logística de reunir autoridades na capital paquistanesa, Islamabad, onde as negociações devem ocorrer.

Uma fonte paquistanesa envolvida na mediação entre os EUA e o Irã disse que houve progresso na diplomacia de bastidores e que uma próxima reunião poderia resultar na assinatura de um memorando de entendimento, seguido de um acordo abrangente dentro de 60 dias.

“Os dois lados estão concordando em princípio. E os detalhes técnicos virão depois”, disse a fonte sob condição de anonimato.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que houve um acordo sobre o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos como parte do acordo para reabrir o estreito, sem fornecer um cronograma.

Nas negociações do último fim de semana, os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de todas as atividades nucleares iranianas, enquanto o Irã sugeriu uma suspensão de três a cinco anos, de acordo com pessoas familiarizadas com as propostas.

O Irã exigiu a suspensão das sanções internacionais, enquanto Washington pressionou para que todo urânio altamente enriquecido fosse retirado do Irã. Duas fontes iranianas disseram que havia sinais de um acordo sobre o estoque de urânio enriquecido, com Teerã considerando enviar parte dele para fora do país.

Trump disse à Reuters que os EUA recuperariam o urânio enriquecido do Irã. “Vamos entrar com o Irã, em um ritmo tranquilo, e descer e começar a escavar com grandes máquinas… Vamos trazê-lo para os Estados Unidos”, disse ele em uma entrevista por telefone.

Ele mencionou a “poeira nuclear”, uma referência ao que ele acredita que restou depois que os EUA e Israel bombardearam as instalações nucleares do Irã em junho do ano passado.

Apesar do otimismo de Trump, fontes iranianas disseram à Reuters que “ainda há lacunas a serem resolvidas” antes de se chegar a um acordo preliminar, enquanto clérigos seniores adotaram um tom desafiador durante as orações desta sexta-feira.

Em Teerã, o clérigo Ahmad Khatami disse: “Nosso povo não negocia enquanto está sendo humilhado”, enquanto em Isfahan, o imã disse: “Não aceitamos os termos propostos pela outra parte.”

Em Islamabad, tropas foram posicionadas ao longo das rotas para a capital nesta sexta-feira, embora as estradas tenham permanecido abertas e o governo não tenha ordenado o fechamento de empresas, como fez antes da reunião anterior.

CESSAR-FOGO NO LÍBANO ENTRA EM VIGOR

O cessar-fogo apoiado pelos EUA, acordado entre Israel e o Líbano, parecia estar se mantendo em grande parte nesta sexta-feira, apesar dos relatos do Exército libanês sobre algumas violações israelenses. Paramédicos disseram que um ataque de drone israelense matou uma pessoa no sul do Líbano.

O conflito foi reacendido em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, provocando uma ofensiva israelense que, segundo as autoridades, matou cerca de 2.300 pessoas.

Não houve nenhum comentário imediato dos militares israelenses sobre as violações do cessar-fogo relatadas nesta sexta-feira.





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