domingo, julho 19, 2026

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O dado escondido que expõe a força das cultivares



A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica


A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica
A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica – Foto: Canva

A semente reservada para uso próprio revela mais do que uma saída do mercado certificado, pois indica quais cultivares continuam relevantes depois do teste no campo. Segundo análise de Alexandre Garcia, baseada em dados públicos do Anexo 33 do Ministério da Agricultura, a safra 2025/26 reúne mais de 21 mil registros e 2,1 milhões de hectares declarados, ante 3,35 milhões de hectares inscritos para sementes certificadas.

A leitura trata a semente salva como indicador de retenção agronômica. Diferentemente de uma compra influenciada por crédito, prazo ou campanha comercial, a decisão de reservar sementes tende a refletir a aprovação do produtor sobre desempenho, adaptação e resultado da genética utilizada.

Na distribuição por biotecnologia, IPRO e I2X somam 78% da área analisada, em linha com a participação nas classes comerciais certificadas. A base inicial de sementes Básica e Genética mostra transição acelerada, com redução de Intacta RR2 PRO® e avanço de Intacta 2 Xtend®.

O levantamento também relaciona participação à profundidade de portfólio. Intacta RR2 PRO® aparece com 213 cultivares na base salva, seguida por Intacta 2 Xtend®, com 168. Plataformas com menos opções mostram maior concentração. Na Enlist E3®, duas cultivares representam mais de 82% da área salva, enquanto na Xtend® uma cultivar responde por 64%.

A distribuição regional reforça que a vida agronômica pode superar a vida comercial. O Rio Grande do Sul lidera em volume absoluto e concentra quase toda a área de RR1, além de grande parte de Enlist E3® e Xtend®. Mato Grosso apresenta participação reduzida. Os dados podem apoiar decisões sobre renovação de portfólio, posicionamento regional e dependência de poucas cultivares, mas não representam projeção de vendas nem capturam o mercado informal.


 





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Por que tanta gente ainda está fora da bolsa?


A participação da população no mercado de ações varia de forma expressiva entre os países e revela diferenças no modo como cada sociedade lida com poupança, investimento e formação de patrimônio. Segundo infográfico publicado pelo IB na Prática, 55% dos norte-americanos investem em ações, enquanto no Brasil esse percentual é de apenas 8%.

Os Estados Unidos aparecem na liderança, com 185,4 milhões de investidores. Em seguida vêm o Canadá, onde 49% da população participa do mercado, e a Austrália, com 37%. Reino Unido e Nova Zelândia registram, respectivamente, 33% e 31%. Entre os demais países listados estão Suécia, com 22%, Rússia, com 21%, Finlândia e Suíça, ambas com 19%, além da Irlanda, com 17%.

O Brasil ocupa a 22ª posição, com 17,1 milhões de investidores. Embora o número absoluto seja relevante, a baixa proporção em relação à população mostra que a presença no mercado acionário ainda é restrita na comparação com economias de maior adesão.

Na avaliação de Adriano Leite, diretor de relações com investidores, a diferença vai além dos indicadores e reflete uma questão cultural. Em países mais desenvolvidos, o investimento integra com maior frequência a educação financeira, com a compreensão de que a construção de patrimônio depende não apenas do trabalho, mas também de decisões consistentes ao longo do tempo.

Leite observa que o acesso ao mercado brasileiro se tornou mais fácil, mas o conhecimento ainda precisa avançar para que mais pessoas transformem renda em patrimônio. Educação, disciplina e visão de longo prazo são apontadas como essenciais para ampliar essa participação. Nesse cenário, a mudança ganha força quando investir deixa de ser visto como privilégio e passa a integrar os hábitos financeiros da população.

 





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NOPA: Esmagamento de soja dos EUA de junho supera expectativas e aumento de…


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O esmagamento de soja dos Estados Unidos foi de 5,83 milhões de toneladas em junho, segundo informou a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) nesta quarta-feira (15). O volume superou largamente a expectativa do mercado de 5,55 milhões de toneladas, e em relação a junho de 2025, o aumento foi de 16%. 

O gráfico abaixo mostra o comportamento do processamento norte-americano da oleaginosa – indicando 2025/26 na linha preta, mais grossa – confirmando os números bem acima do intervalo e a demanda interna por soja nos EUA bastante fortalecida. 

 

NOPA Julho 2026 (1)
Gráfico: Karen Braun

O boletim apontou ainda os estoques de óleo de soja norte-americanos em 1,501 bilhão de libras, abaixo da média esperada pelo mercado de 1,650 bilhão. Assim, o volume testou suas mínimas em oito meses. 

NOPA Julho 2026 (2)
Gráfico: Karen Braun
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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Sul em alerta para chuvas e tempestades intensas


A atuação de um padrão atmosférico favorável à formação de temporais deve manter o Sul do Brasil em alerta ao longo dos próximos dias. De acordo com informações do Meteored, o Rio Grande do Sul seguirá como a área mais afetada durante o fim de semana, enquanto Santa Catarina e Paraná passam a enfrentar maior risco de tempestades severas a partir de terça-feira (21).

Segundo o Meteored, o alerta para tempo severo permanece em vigor desde esta sexta-feira (17). A configuração atmosférica é influenciada pelo fortalecimento do fenômeno El Niño, que favorece a combinação de sistemas capazes de intensificar a formação de tempestades e volumes elevados de chuva sobre o Cone Sul da América do Sul.

Entre sábado (18) e domingo (19), a previsão indica que os temporais devem atingir diversas regiões do Rio Grande do Sul. A partir de segunda-feira (20), as instabilidades começam a avançar em direção à divisa com Santa Catarina, mas ganham força principalmente na terça-feira (21), quando também passam a atingir áreas do Paraná.

Na segunda-feira (20), as primeiras tempestades isoladas podem alcançar municípios catarinenses próximos à fronteira com o Rio Grande do Sul, com intensificação prevista durante a noite, especialmente no Oeste e no Sul do estado. Na terça-feira (21), enquanto o Rio Grande do Sul ainda deve registrar temporais, Santa Catarina e o Oeste do Paraná passam a concentrar as áreas de maior instabilidade.

Ainda conforme o Meteored, a tendência é de que as tempestades persistam sobre Santa Catarina e, principalmente, na metade Oeste do Paraná até, pelo menos, quinta-feira (23). Embora todo o território dos dois estados possa registrar temporais, o Oeste reúne maior potencial para ocorrência de granizo, rajadas intensas de vento e eventos extremos, como microexplosões e tornados isolados.

Os maiores acumulados de chuva seguem previstos para o Rio Grande do Sul, onde os volumes podem se aproximar de 300 milímetros. Em Santa Catarina e no Paraná, entretanto, há possibilidade de precipitações superiores a 120 milímetros em apenas 24 horas, principalmente na terça-feira (21) em território catarinense e na quarta-feira (22) no Paraná. Até o fim da semana, os acumulados podem chegar ou ultrapassar 200 milímetros.

O Meteored destaca que esses volumes são considerados incomuns para o período e ressalta que o Índice de Previsão Extrema (EFI), utilizado pelo modelo ECMWF, indica elevada probabilidade de ocorrência de precipitações próximas ou superiores aos maiores registros históricos esperados para esta época do ano.

Diante desse cenário, a previsão aponta risco de granizo, ventos intensos, alagamentos e enxurradas. O Meteored orienta que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil. Em caso de tempestades, a recomendação é procurar abrigo em local seguro, evitar a travessia de áreas alagadas e, em regiões suscetíveis a enchentes ou deslizamentos, manter um plano de evacuação. Em situações de emergência, os contatos são a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193).

Segundo o Meteored, o fortalecimento do El Niño tem papel importante na configuração atmosférica atual. Embora sua influência direta ocorra sobre o Pacífico Central, o fenômeno altera a circulação global da atmosfera, modificando a posição de jatos de vento, sistemas de alta e baixa pressão e os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

O Meteored explica que, sobre a América do Sul, um Jato de Baixos Níveis excepcionalmente fortalecido, com ventos superiores a 150 km/h, transporta calor e umidade da Amazônia para a Região Sul. Ao mesmo tempo, um jato subtropical em altos níveis favorece a ascensão do ar, criando condições para a manutenção das tempestades.

Ainda de acordo com o Meteored, a interação entre esses sistemas intensifica os movimentos ascendentes da atmosfera e fortalece a organização das áreas de instabilidade. A passagem de frentes frias contribui para ampliar os volumes de chuva, enquanto um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil dificulta o deslocamento desses sistemas, mantendo as tempestades sobre as mesmas áreas por mais tempo.





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Nova regra abre caminho para renegociação rural



Podem ser beneficiados produtores e cooperativas


Podem ser beneficiados produtores e cooperativas
Podem ser beneficiados produtores e cooperativas – Foto: Divulgação

Uma nova possibilidade de renegociação de dívidas rurais entrou em vigor com a publicação de uma medida provisória voltada a produtores e cooperativas afetados por perdas de safra ou de renda. Segundo o advogado Fábio Lamonica Pereira, especialista em Direito Bancário e do Agronegócio, a MP 1.376/2026 autoriza linhas de crédito para liquidar ou amortizar operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural, com juros reduzidos e prazos alongados.

Podem ser beneficiados produtores e cooperativas que, entre 2019 e 2025, tenham registrado perdas em pelo menos duas safras, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada, comprovada por laudo técnico. A medida prevê condições mais favoráveis para quem perdeu três ou mais safras por eventos climáticos extremos, com queda de ao menos 40% da renda.

Entre as dívidas elegíveis estão operações de custeio, comercialização, industrialização e investimento contratadas até o fim de 2025, além de operações renegociadas, prorrogadas ou inadimplentes nos períodos definidos no texto. Ficam de fora débitos inscritos em Dívida Ativa da União e valores já quitados antes da publicação.

Na regra geral, os limites chegam a R$ 400 mil para o Pronaf, R$ 2 milhões para o Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores, com taxas anuais de 6%, 9% e 12%. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos. Na condição excepcional, os tetos sobem e o prazo pode alcançar dez anos.

A contratação depende de regulamentação do Conselho Monetário Nacional e deve ocorrer em até 120 dias após a publicação. O principal ponto de atenção é a comprovação das perdas por laudo técnico. A orientação é reunir documentos, mapear as operações e procurar a instituição financeira, já que a vigência da medida depende de sua conversão em lei pelo Congresso Nacional.





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Exportações paranaenses somam US$ 8,9 bilhões


As exportações do Paraná somaram US$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (16), e mostram que o desempenho foi impulsionado principalmente pelo Complexo Soja e pelo setor de carnes.

Segundo o Deral, o Complexo Soja foi o principal responsável pelo avanço das receitas externas, com crescimento de 18% na comparação anual. O faturamento passou de US$ 3,05 bilhões, no primeiro semestre de 2025, para US$ 3,6 bilhões em igual período deste ano. O grupo de carnes, segundo maior segmento exportador do Estado, também apresentou expansão, com alta de 16% na receita. Juntos, os dois setores responderam por mais de 70% de toda a receita obtida com as exportações paranaenses.

O boletim aponta que o Complexo Soja, sozinho, representou 40,4% da receita total das exportações do Paraná entre janeiro e junho. A soja em grão liderou o desempenho, com US$ 2,43 bilhões em receitas, resultado 12,5% superior ao observado no mesmo período do ano passado.

O farelo de soja ocupou a segunda posição entre os produtos do complexo, acumulando US$ 659,4 milhões em exportações, também com crescimento superior a 12%. Já o óleo bruto de soja apresentou o maior avanço proporcional entre os principais itens exportados. A receita alcançou US$ 461,5 milhões no semestre, aumento superior a 73% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Apesar da elevação no faturamento, o volume total embarcado pelo Paraná registrou retração de 3%. Conforme o Deral, a redução está relacionada principalmente à menor quantidade exportada de milho, que permaneceu no mercado interno, além da queda nas exportações de produtos florestais e de açúcar.





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Clima pode abrir espaço para exportações de arroz



Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável


Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável
Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável – Foto: coniferconifer

O clima pode abrir uma nova oportunidade para as exportações de arroz do Mercosul nos próximos meses, especialmente diante dos riscos de perdas produtivas em regiões dependentes de importações. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, o alerta da FAO sobre os efeitos do El Niño na América Central e no Caribe merece atenção por seu possível impacto sobre a demanda internacional.

Caso a produção local seja prejudicada, países como Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Haiti e Cuba poderão ampliar as compras externas para garantir o abastecimento. Esse movimento teria potencial para alterar o fluxo comercial do cereal e criar novas oportunidades para fornecedores próximos e competitivos.

Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável. Além de reunirem produção com capacidade de competir no mercado externo, os países contam com uma vantagem logística relevante. A rota pelo Atlântico é o caminho natural para atender parte desses mercados, o que pode fortalecer a presença do Mercosul nas exportações.

Outro fator que pode ampliar esse espaço é uma eventual redução da oferta exportável de grandes produtores asiáticos, como Índia, Tailândia e Vietnã. Se o El Niño também afetar esses países, a disputa pelo arroz disponível tende a aumentar, contribuindo para preços internacionais mais firmes e melhores condições de comercialização na safra 2026/27.

O cenário ainda não representa uma previsão consolidada, mas indica um movimento que deve ser acompanhado de perto. No mercado de arroz, mudanças climáticas costumam antecipar ajustes na oferta, na procura e nos preços, com reflexos diretos sobre as estratégias comerciais dos países produtores.





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Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão


A cotonicultura no Brasil será destaque no 18º Encontro Técnico do algodão, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). O evento reunirá pesquisadores, produtores rurais, consultores, técnicos, profissionais da indústria e de toda a cadeia produtiva do algodão e tem como objetivo transformar informações relevantes em soluções e decisões, com o formato de painéis será realizado entre os dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá (MT).

O gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, explica que a cultura do algodão é extremamente estratégica para o estado de Mato Grosso, uma cultura de alta relevância também para a Fundação Mato Grosso. “Nós temos pesquisas nas diversas áreas de conhecimento voltadas para a cultura do algodão. Neste 18º Encontro Técnico de Algodão, teremos a oportunidade de mostrar grande parte dessas pesquisas. Por exemplo, nós temos pesquisas na área de solos, ensaios que envolvem adubação, nitrogênio, potássio, ensaios de longa duração de mais de 12 anos”, disse.

Os temas da programação serão distribuídos em oito painéis voltados para a difusão de conhecimento e debate em torno dos desafios da cotonicultura de alta produtividade, como detalha Luís Carlos. “Apresentaremos projetos na área de plantas daninhas, que envolve o controle de plantas daninhas de difícil controle, como caruru, pé-de-galinha, vassourinha-de-botão. Toda a parte fitossanitária da cultura: entomologia, o controle das principais pragas, mosca-branca, ácaros e um cenário da situação do bicudo no estado de Mato Grosso. Toda a parte de nematologia, como um panorama de ocorrências de nematoides na cultura do algodão, além da área fitossanitária no que diz respeito ao controle de doenças, fungicidas, onde apresentaremos informações atualizadas sobre os resultados e performance dos produtos nesses segmentos”, finalizou.

Ao longo dos dois dias, haverá ainda o painel de retrospectiva da safra de Mato Grosso e Bahia, geopolítica e desafios na tomada de decisão na cotonicultura, além de espaços dedicados às empresas parceiras, apresentação de resultados de pesquisa da Fundação MT, debates técnicos, momentos de networking e coquetéis de encerramento ao fim de cada dia. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site da Fundação MT.

 Programação Oficial

05 de agosto de 2026

08h — Abertura oficial

Painel 1: Retrospectiva da Safra 2025/2026

Moderador: Eduardo Kawakami (head de Pesquisa, Melhoramento Genético e Plantas – TMG).

Relato dos Produtores:

Cid Ricardo dos Reis (Grupo Bom Futuro – Região Sudeste e Vale do Araguaia).

André Lavezo (Amaggi – Região Oeste).

Fernando Piccinini (Grupo Bom Jesus – Região Médio Norte).

Vitor Paulo Vargas (SLC Agrícola – Região Bahia).

Análise da Safra 2025/2026 e Manejo Estratégico do Algodoeiro para Ajuste aos Cenários Climáticos e Econômicos: Fábio Echer (professor e pesquisador da Unoeste).

O Que Realmente Importa Sobre o Clima da Safra 2026/2027? Paulo Etchichury (meteorologista e consultor de Clima Aplicado à Agricultura).

Debate

Painel 2: Inovação

Inovação Transformadora nos Tempos Atuais: Júnior Borneli (fundador da StartSe).

Painel 3: Atualidade e Futuro no Manejo de Plantas Daninhas no Sistema Soja/Algodão

Banco de Sementes: Estratégias para Reduzir a Pressão de Seleção de Plantas Daninhas na Sucessão Soja-Algodão: Valter Vaz (pesquisador de Plantas Daninhas na Cooperativa Comigo – GO).

Vassourinha-de-botão, Pé-de-galinha e Caruru: Resultados da Fundação MT: Vicente Pontes (Fundação MT).

Debate

Painel 4: Entomologia — Tecnologia e Manejo de Pragas Críticas

Mosca-branca e Ácaro-rajado: Pontos de Atenção para um Manejo Consistente: Marco Tamai (professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia).

Lagartas — Status das Biotecnologias e Enfrentamento ao Bicudo-do-algodoeiro: Eduardo Barros (consultor Agronômico e pesquisador da Supera Soluções Agronômicas).

Situação do Bicudo no Estado de Mato Grosso: Márcio Souza (coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias no Instituto Mato-Grossense do Algodão).

Biotecnologia no Controle do Bicudo: Perspectivas Futuras: Anderson Meda (head de Pesquisa – TMG).

Debate

06 de agosto de 2026

08h — Abertura

Painel 5: A Base da Alta Produtividade do Algodão: Manejo e Desafios

Fertilidade do Solo no Algodão: Histórico de Pesquisa da Fundação MT: Leandro Zancanaro (pesquisador e Consultor da Origens Parcerias Agrícolas).

Compactação do Solo na Cultura do Algodão: Manejo em Ano de El Niño: Guilherme Anghinoni (pesquisador e consultor da Solo Raiz).

Adubação Potássica: Estratégias para Máxima Eficiência: Patrícia Matias (Fundação MT).

Debate

Painel 6: Nematoides no Algodoeiro: Resultados e Estratégias que Transformam Dados em Produtividade

Dinâmica Populacional de Nematoides no Algodoeiro: Evidências de Campo e Resultados da Fundação MT com Drª. Rosângela Silva.

Resistência Genética de Nematoides no Algodoeiro: Tania Santos (Fundação MT).

Situação Atual de Meloidogyne enterolobii em Mato Grosso: Tania Santos (Fundação MT).

Debate

Painel 7: Cenário Fitossanitário da Cultura do Algodão: Desafios e Estratégias no Manejo de Doenças

Panorama Fitossanitário da Cultura do Algodão: Do Tombamento às Doenças Foliares: Mônica Müller (Fundação MT) e Amarildo Padilha (gerente técnico da ABC Agrícola).

Cenário de Doenças na Cotonicultura da Bahia: Desafios e Perspectivas de Manejo: Fabiano Perina (Embrapa Algodão).

Avanços e Resultados de Pesquisa no Manejo de Doenças do Algodão: Mônica Müller (Fundação MT) e Victor Porto (Fundação MT).

Debate

Painel 8 — Fechamento: Geopolítica e Desafios na Tomada de Decisão na Cotonicultura

Moderadora: Renata Maron (comunicadora e palestrante de agronegócios).

Debatedores: Marcos Jank (professor Sênior de Agronegócio Global do Insper) e Alexandre de Marco (vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão – Ampa).





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Uva gera R$ 389,7 milhões no Paraná


A produção de uvas no Paraná passa por uma mudança de perfil, com maior participação da matéria-prima destinada à agroindústria, embora as variedades de mesa ainda concentrem a maior parte da renda gerada pela atividade. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também apresenta um panorama da viticultura no Brasil e no mundo.

Conforme o boletim, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informa que a uva foi a quarta fruta mais produzida no mundo em 2024, respondendo por 7,3% do total de 1 bilhão de toneladas colhidas entre cerca de 50 espécies de frutas, nozes e castanhas. A produção mundial alcançou 75,9 milhões de toneladas em 6,4 milhões de hectares, com o Brasil ocupando a 12ª posição entre os produtores, responsável por 2,4% do volume colhido. Já a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) aponta que 49,2% dessa produção foi destinada ao consumo in natura, 42,3% à elaboração de vinhos e 7,6% à produção de uvas-passas.

Para 2026, o boletim destaca que o Brasil estima colher 2,2 milhões de toneladas de uvas em 83,2 mil hectares, conforme projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul lidera a produção nacional, com 47,7% da colheita, voltada principalmente para a fabricação de vinhos, espumantes, sucos, vinagres, geleias e outros derivados.

Ainda segundo o levantamento, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo e Bahia concentram 93,5% da produção brasileira. Enquanto o estado gaúcho tem foco na transformação industrial, Pernambuco e Bahia se destacam na produção de uvas finas de mesa voltadas à exportação e ao mercado interno. O Paraná aparece na quinta posição nacional, com participação de 2,7%, estimando colher 58 mil toneladas em aproximadamente 4 mil hectares em 2026.

Os dados do Deral mostram que, em 2025, a cultura ocupou 3,2 mil hectares distribuídos em 258 dos 399 municípios paranaenses. A produção alcançou 50,4 mil toneladas, gerando Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 389,7 milhões. Com esse resultado, a uva ocupa a terceira posição entre as frutas que mais geram renda no estado.

O boletim aponta que a viticultura paranaense passou por mudanças ao longo da última década. Entre 2016 e 2025, a área cultivada foi reduzida em 21%, enquanto a produção caiu 6,3%. Nos últimos 20 anos, a participação das uvas de mesa, finas e rústicas, diminuiu de 76,3% para 64,6% do volume produzido. Em contrapartida, as uvas destinadas à agroindustrialização ampliaram sua participação de 23,7% para 35,4%, indicando um novo direcionamento para a atividade.

Apesar desse avanço, as uvas de mesa continuam sendo as principais responsáveis pela receita da cadeia. Em 2025, elas responderam por R$ 312,3 milhões, o equivalente a 80,1% do VBP estadual, enquanto as variedades destinadas à agroindústria geraram R$ 77,4 milhões, correspondentes a 19,9% do total.

Marialva permanece como principal referência na produção de uvas finas de mesa no Paraná. O município cultivou 450 hectares, colheu 13,5 mil toneladas e registrou VBP de R$ 129,6 milhões, concentrando 28,5% da área destinada à atividade e 41,5% da produção e da renda do segmento. Já Rosário do Ivaí se destaca nas uvas rústicas de mesa, com 150 hectares cultivados, produção de 1,5 mil toneladas e VBP de R$ 14,4 milhões.

Na produção voltada à agroindústria, Bituruna lidera entre os municípios paranaenses. Em 2025, os 100 hectares destinados à elaboração de vinhos e sucos renderam 1,5 mil toneladas de uvas e movimentaram R$ 6,5 milhões, representando 6,9% da área cultivada e 8,4% da produção e do Valor Bruto da Produção do segmento.





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Demanda firme reduz oferta de soja padrão



As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas


As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas
As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas – Foto: Nadia Borges

A soja atravessa julho com forte valorização no Centro-Oeste, acumulando alta próxima de R$ 10 no mês em meio à demanda firme e à menor disponibilidade de produto padrão. Segundo Samuel Martens, analista de inteligência de mercado, as compras no mercado spot seguem aquecidas no Centro-Oeste e no Matopiba, com relatos de negociação de grandes volumes ao longo da semana.

Na BR-163 e no oeste de Mato Grosso, os negócios foram reportados a US$ 24,00, com referência de +180su6. No sul do estado, os valores chegaram a US$ 26,00, com +190su6, enquanto Itaqui registrou US$ 28,50, com +170su6, para embarques entre setembro e outubro. O movimento mostra que a procura permanece consistente em diferentes praças.

As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas e precisam de soja padrão, o que aumenta a disputa pelo grão disponível. Na exportação, alguns participantes reduziram o programa de milho no Arco Norte e ampliaram o de soja. A mudança estendeu para a janela entre agosto e outubro uma operação que normalmente termina em julho, elevando a dificuldade de encontrar produto dentro das especificações e pressionando os prêmios para cima.

Nos Estados Unidos, o balanço apertado também sustenta os contratos futuros em Chicago. Uma eventual redução de produtividade, combinada a margens de esmagamento consideradas muito favoráveis, tende a manter as cotações acima de US$ 12,00. O mapa do GFS para o período de 15 a 29 de julho de 2026 mostra a previsão de chuva acumulada em 15 dias, informação acompanhada pelo mercado diante da possibilidade de impacto climático sobre a produção americana.

 





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