sexta-feira, maio 29, 2026

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Ranking do leite tem nova líder e marca histórica de 100 mil litros/dia


leite, lácteos
Foto: Wenderson Araujo/CNA

A produção de leite no Brasil segue dinâmica e competitiva. É o que mostram dados do Levantamento Top 100 2026, realizado pela MilkPoint em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). Juntas, as 100 maiores fazendas representam cerca de 4,7% de todo o leite formal captado no Brasil.

Nesse cenário, o relatório trouxe um marco histórico para o agronegócio nacional: pela primeira vez, as duas propriedades no topo do ranking superaram a média anual de 100 mil litros de leite comercializados por dia.

Essa marca também vem acompanhada de uma reviravolta no topo da tabela. A Fazenda Colorado, de Araras (SP), que por 12 anos consecutivos manteve a liderança de produtividade, perdeu a primeira posição para a Fazenda São José, localizada em Tapiratiba (SP).

Ganhos impressionantes de escala

Em 2025, os 100 maiores produtores do Brasil comercializaram 1,29 bilhão de litros de leite, volume 8% maior do que o registrado no levantamento anterior. Considerando a produção média das fazendas listadas no ranking, o crescimento foi de 8,7%, com 35.392 litros de leite produzidos por dia.

Esse avanço também supera o crescimento da produção leiteira no Brasil como um todo. Conforme estimativa da equipe MilkPoint Mercado, a produção formal de leite aumentou 107,4% no ano passado. Enquanto isso, a produção total cresceu aproximadamente 81,2%.

Ao comparar os dados de 2025 com os de 2001, primeiro ano de publicação do ranking, os ganhos de produtividade ficam ainda mais evidentes. A produção atual das propriedades leiteiras aumentou 444% frente ao primeiro levantamento.

Mapa do leite mostra MG no topo e PR na cola

Minas Gerais segue isolada como o estado com mais fazendas no ranking (39 propriedades) , seguida pelo Paraná (23) e São Paulo (12).

No recorte por municípios, Carambeí (PR) retomou a liderança nacional com 8 propriedades no Top 100 , desbancando a vizinha Castro (PR), que ficou com 7. Juntas, apenas as fazendas de Carambeí responderam por 9% de todo o volume do Top 100.

Entre as regiões, o Sudeste concentra 53,3% do volume total do levantamento, mas o Centro-Oeste foi o que mais cresceu percentualmente, expandindo sua produção em 16% em relação ao ano anterior.

O fim do pasto e a soberania da raça holandesa

O levantamento também revela que existe uma consolidação avassaladora dos modelos confinados entre as propriedades do ranking. Das 100 fazendas, 85 operavam em confinamento total em 2025. Em 2020, esse número era 70.

A raça holandesa domina amplamente o Top 100, estando presente em 82% das propriedades. O girolando, cruzamento de gir com holandês, aparece em segundo lugar, com 14%.

Do ponto de vista de produtividade, o destaque fica por conta da região Sul, que alcançou no ano passado uma média de 40,47 litros por animal/dia, contra a média nacional do Top 100 de 36,31 litros.

Custos, rentabilidade e desejos de crescimento

Segundo os dados, o custo médio de produção do grupo ficou em R$ 2,31 por litro. Já as grandes fazendas chegaram a receber em média R$ 2,77 por litro, uma remuneração 23% superior à de produtores de pequeno porte.

Apesar das margens pressionadas, o plano é expandir. Quase metade dos produtores (48%) declarou que a rentabilidade piorou em 2025 frente a 2024. Ainda assim, 91% das fazendas planejam crescer nos próximos três anos. Desse total, 19% delas projetam uma expansão ousada, superior a 50% no volume.

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Dirigente do Fed admite juros mais restritivos se choque de energia persistir


Dirigente do Fed admite juros mais restritivos se choque de energia persistir

A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, afirmou nesta sexta-feira (29), na Conferência Econômica de Reykjavík de 2026, na Islândia, que a persistência do choque de energia ligado à guerra no Oriente Médio pode exigir uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos. Segundo ela, interrupções prolongadas no abastecimento de petróleo podem ampliar os efeitos inflacionários além de um impacto temporário.

Bowman disse que o cenário central ainda considera que, com a resolução do conflito, os problemas de oferta de petróleo tendem a diminuir, limitando o efeito sobre a inflação e reduzindo impactos sobre a atividade econômica. No entanto, ela ponderou que, se as interrupções avançarem pelo segundo semestre, o Fed poderá começar a observar efeitos mais amplos e persistentes nos preços.

A dirigente afirmou que a atual postura do banco central norte-americano é “moderadamente restritiva” e busca preservar a estabilidade do mercado de trabalho enquanto a inflação retorna à meta de 2%. Na avaliação dela, reagir de forma imediata a um choque energético temporário pode prejudicar a economia. Por outro lado, uma alta de juros seria justificável se os preços elevados persistirem, em um ambiente de emprego ainda apertado e Produto Interno Bruto (PIB) crescendo acima do potencial.

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Bowman também afirmou que o crescimento dos Estados Unidos segue resiliente, mas destacou que o mercado de trabalho permanece vulnerável a choques adversos e que o processo de desinflação parece ter estagnado. Ela acrescentou que ganhos de produtividade associados à inteligência artificial podem exercer pressão baixista sobre a inflação.

Para o setor agropecuário, a sinalização do Fed é relevante porque juros mais altos nos Estados Unidos podem influenciar o dólar, o custo global do crédito e o fluxo para mercados de commodities. Além disso, a manutenção de preços elevados do petróleo afeta combustíveis, frete e insumos dependentes de energia. O discurso, porém, não apresentou estimativas numéricas para esses efeitos sobre cadeias produtivas específicas.

O quadro descrito por Bowman indica que a trajetória dos juros nos Estados Unidos seguirá dependente da duração do choque no petróleo e do comportamento da inflação nos próximos meses. Sem novos dados sobre oferta de energia e atividade, ainda não há base técnica suficiente para definir a magnitude de eventual ajuste monetário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre, com avanço da agropecuária


Paraná projeta safra de soja de 21,78 milhões de toneladas em 2025/26

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 frente ao quarto trimestre de 2025, já com ajuste sazonal, e somou R$ 3,3 trilhões. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29). No período, os três grandes setores da economia cresceram: agropecuária (2,0%), indústria (1,0%) e serviços (0,5%).

Segundo o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, em valores correntes, o país gerou R$ 2,8 trilhões em Valor Adicionado a preços básicos e R$ 461,2 bilhões em Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%, enquanto o acumulado em quatro trimestres registrou alta de 2,0%.

De acordo com o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, a agropecuária esteve entre as atividades que mais contribuíram para o crescimento do trimestre, ao lado da indústria extrativa e de outras atividades de serviços. No campo, o avanço anual foi associado ao crescimento da produção e ao ganho de produtividade da agricultura.

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O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, apontou condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras e expansão da área plantada de soja. Com isso, a estimativa anual da oleaginosa subiu 4,8%, alcançando recorde na série histórica. Em sentido contrário, culturas relevantes no primeiro trimestre tiveram queda, como milho (-2,5%) e arroz (-10,6%).

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0% frente ao trimestre anterior, e a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5%. Já no setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7% na margem, enquanto as importações subiram 4,4%. Na comparação anual, porém, as exportações cresceram 7,4%, com contribuição de produtos alimentícios, petróleo e gás natural e outros equipamentos de transporte.

Para o agro, os dados indicam um início de ano sustentado por desempenho agrícola, especialmente da soja, em um ambiente de expansão econômica moderada e recuperação do investimento na comparação trimestral.

A leitura técnica do IBGE mostra que o resultado do primeiro trimestre foi influenciado por produção agrícola mais forte, sobretudo da soja, e por melhora no consumo e no investimento frente ao fim de 2025. A próxima divulgação do PIB, referente ao segundo trimestre de 2026, está prevista para terça-feira (1º de setembro).

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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PIB cresce 1,1% no 1º trimestre e Fazenda mantém projeção de 2,3% para 2026


PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em nota, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou que o resultado ficou marginalmente acima da projeção do boletim macrofiscal de maio, embora a composição do crescimento tenha diferido do previsto pelo órgão.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB registrou alta de 1,8%, também em linha com a mediana das estimativas de analistas consultados pelo mercado. Segundo os dados informados, as projeções para a variação trimestral iam de 0,6% a 1,7%, enquanto, no confronto anual, variavam de 1,1% a 3,0%.

De acordo com a SPE, a indústria teve desempenho acima do esperado no período, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo da estimativa do órgão. A secretaria afirmou ainda que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento, compensando a contribuição do setor externo.

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Para 2026, a Fazenda manteve a projeção de crescimento de 2,3% para o PIB. A expectativa oficial é de expansão apoiada pela indústria e pelos serviços, mesmo com uma desaceleração esperada da agropecuária ao longo do ano.

Para o público do setor rural, o dado reforça um cenário de atividade econômica ainda em crescimento, mas com ritmo projetado mais moderado nos próximos trimestres. A nota da SPE, no entanto, não detalha quais segmentos da agropecuária tiveram desempenho abaixo do esperado nem apresenta, neste material, números específicos para o setor.

A secretaria projeta desaceleração do avanço na margem no segundo e no terceiro trimestres, com dissipação do efeito de políticas públicas e compensação parcial pela redução do custo do crédito. Para o quarto trimestre, a expectativa é de retomada com maior tração da indústria manufatureira em resposta à flexibilização monetária.

Até o momento, a sinalização oficial é de desaceleração gradual da atividade em 2026, sem revisão da projeção anual de 2,3%. Para avaliar os efeitos sobre a agropecuária, será necessário acompanhar os próximos detalhamentos setoriais do IBGE e as atualizações macroeconômicas da Fazenda.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Pecuária Sul reúne mais de 400 estudantes em semana técnica


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Embrapa Pecuária Sul realizou entre domingo (25) e quinta-feira (29) a Semana Acadêmica, com a participação de mais de 400 estudantes de oito instituições de ensino técnico e superior. Durante a programação, os alunos tiveram contato com tecnologias aplicadas à pecuária e à gestão rural. A iniciativa foi voltada à aproximação entre pesquisa, formação técnica e sistemas produtivos.

Segundo a Embrapa Pecuária Sul, a programação apresentou conteúdos ligados ao melhoramento e à sanidade de bovinos de corte, ao melhoramento de forrageiras, à gestão de propriedades rurais, à ovinocultura e à ciência e tecnologia de carnes. Ao todo, participaram estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) e escolas técnicas estaduais da região.

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Júlio Barcellos, afirmou que a unidade da Embrapa funciona como espaço de formação ao permitir que os estudantes relacionem a base teórica à prática profissional. Já o estudante da Escola Técnica de Dom Pedrito, Caio Cesar da Rosa, destacou que o contato direto com as tecnologias contribui para a compreensão dos conteúdos apresentados em sala de aula.

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De acordo com o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, a interação com escolas técnicas e universidades é estratégica porque esse público deverá atuar futuramente nos sistemas produtivos. Ele informou que o evento recebeu mais de 400 alunos e que uma nova edição está prevista para o segundo semestre.

Em termos práticos, ações desse tipo ampliam a difusão de conhecimento técnico em áreas centrais da pecuária, como sanidade animal, genética, manejo de pastagens e administração da produção. O conteúdo divulgado, no entanto, não detalha indicadores de adoção das tecnologias nem metas para a próxima edição.

A Semana Acadêmica reforça o papel da pesquisa agropecuária na formação de técnicos e profissionais ligados ao campo. Com base nas informações divulgadas pela Embrapa Pecuária Sul, a continuidade da iniciativa no segundo semestre deve manter o foco na transferência de tecnologia, embora ainda não tenham sido informados cronograma, número de vagas ou novas linhas temáticas.

Fonte: embrapa.br

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Reforma da Conab em Ponta Grossa amplia armazenagem de grãos para 300 mil toneladas


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

A primeira fase da reforma da unidade armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Ponta Grossa (PR) foi entregue nesta sexta-feira (29), elevando a capacidade de estocagem de grãos de 180 mil para 300 mil toneladas. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pela Conab, a capacidade total da estrutura deverá chegar a 420 mil toneladas ao fim das obras, previsto para dezembro de 2027.

A etapa concluída somou R$ 24,5 milhões em investimentos. Desse total, a Itaipu Binacional aplicou R$ 15 milhões na recuperação estrutural, com impermeabilização de seis armazéns, reforma de telhados e da balança e reforços na estrutura. A Conab destinou R$ 9,5 milhões à instalação de três novos tombadores e à cobertura da moega, usada no recebimento de grãos a granel.

De acordo com os órgãos envolvidos, as intervenções reduziram infiltrações, ampliaram o controle térmico interno e reforçaram a conservação dos grãos e o controle de pragas. A unidade recebe cerca de 100 carretas por dia e é apontada pela Conab como a maior da estatal e uma das maiores do país.

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Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, assinou a ordem de serviço da segunda etapa, orçada em R$ 35 milhões. Somadas as duas fases, o investimento previsto chega a R$ 59,5 milhões, com recursos da Itaipu Binacional, da Conab e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).

Segundo o MDA, a nova etapa também financiará projetos executivos para reformas nas unidades armazenadoras de Cambé (PR), Rolândia (PR) e Maracaju (MS). A ampliação da rede armazenadora pública ocorre em um contexto de recomposição dos estoques federais. O ministério informou que, desde 2023, foram adquiridas 842 mil toneladas de alimentos, incluindo 343 mil toneladas de arroz.

Para o setor agropecuário, a ampliação da armazenagem pública pode melhorar a recepção e conservação de grãos e dar suporte operacional a políticas de estoque. O efeito sobre preços, comercialização e apoio ao produtor depende da execução das próximas etapas e da estratégia de formação e gestão desses estoques.

Com a segunda fase contratada e prazo até dezembro de 2027, o avanço da obra em Ponta Grossa será um indicador da capacidade de expansão da armazenagem pública. Até o momento, não foram detalhados cronograma físico completo, metas intermediárias de operação ou volumes futuros por produto.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Café segue pressionado por safra recorde


Os contratos futuros de café seguiram pressionados na última semana, em meio à combinação de fatores macroeconômicos desfavoráveis e expectativa de avanço da colheita brasileira. Segundo análise da StoneX, o fortalecimento global do dólar, refletido no avanço do Dollar Index, voltou a pesar sobre as commodities agrícolas e pressionou moedas emergentes, incluindo o real brasileiro, que encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com alta de 3,5%, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento cambial contribuiu para ampliar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. No campo dos fundamentos, a proximidade de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal vetor de baixa para os preços, diante da perspectiva de aceleração da colheita nos próximos períodos.

O mercado também acompanhou as atualizações sobre as exportações brasileiras em abril e as novas estimativas do USDA. Esses dados reforçaram, ainda que parcialmente, a expectativa de uma produção global mais elevada no ano, o que manteve os agentes atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período. O patamar representou um novo fundo em cerca de um ano e meio, refletindo o peso das expectativas de maior oferta brasileira e do cenário externo menos favorável.

No caso do robusta, o contrato equivalente terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%. Apesar da pressão predominante, o mercado ainda observa fatores capazes de limitar perdas mais intensas, como os estoques certificados em níveis reduzidos e as atualizações das projeções para o El Niño, que seguem inspirando cautela entre os agentes.

 





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Dívida líquida do setor público atinge 67,4% do PIB em abril, diz Banco Central


Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril

A dívida líquida do setor público chegou a 67,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). O resultado superou em 0,6 ponto percentual o nível de março e estabeleceu um novo recorde da série histórica iniciada em dezembro de 2001. No mesmo período, a dívida bruta do governo geral alcançou 80,4% do PIB, maior patamar desde junho de 2021.

A informação foi apresentada pelo chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha, ao comentar os dados fiscais do mês. Segundo ele, março já havia registrado o maior nível da série para a dívida líquida, e abril voltou a renovar essa marca.

De acordo com o Banco Central, a dívida líquida passou de 66,8% do PIB em março para 67,4% do PIB em abril. Já a dívida bruta do governo geral atingiu 80,4% do PIB, ante percentual inferior no mês anterior, e ficou próxima do nível de 80,6% observado em junho de 2021.

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A dívida líquida mede o endividamento do setor público descontados os ativos financeiros do governo. Já a dívida bruta é um dos principais indicadores usados para acompanhar a trajetória fiscal do país e a percepção de risco da economia. O trecho divulgado não detalha os fatores específicos que levaram à alta em abril, nem apresenta a decomposição completa do movimento.

Do ponto de vista econômico, a evolução desses indicadores fiscais é acompanhada de perto por agentes de mercado e setores dependentes de financiamento. No agronegócio, o ambiente de dívida pública elevada pode influenciar expectativas para juros, custo de capital e condições de crédito, com reflexos sobre investimentos, custeio e capital de giro de produtores e empresas da cadeia.

Sem a abertura completa dos componentes de abril, não é possível definir, com base apenas nos dados apresentados, o peso de cada fator sobre a alta do endividamento. Ainda assim, o novo recorde da dívida líquida mantém o quadro fiscal no centro do monitoramento de mercado, setor produtivo e tomadores de crédito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE


PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária subiu 2,0% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o avanço foi de 0,7%. No mesmo período, o PIB total do Brasil cresceu 1,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% em relação a um ano antes.

Os números fazem parte das Contas Nacionais Trimestrais e indicam que a agropecuária teve desempenho superior ao da economia brasileira na comparação dessazonalizada entre trimestres. O resultado reforça o peso do setor na composição da atividade econômica no início de 2026, em um contexto de crescimento também na indústria e nos serviços.

Entre os demais segmentos, o PIB da indústria avançou 1,0% ante o quarto trimestre de 2025. Dentro do setor, a atividade extrativa mineral subiu 3,6% e a construção cresceu 2,9%, enquanto a indústria de transformação registrou alta de 0,1%. Já eletricidade e gás, água e esgoto recuaram 0,3% no período.

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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB industrial teve alta de 1,6%. Nessa base de comparação, a atividade extrativa avançou 13,1%, a construção cresceu 1,3% e a transformação subiu 0,7%, enquanto eletricidade e gás, água e esgoto caíram 1,7%.

O setor de serviços, que responde por cerca de 70% da economia brasileira, cresceu 0,5% ante os três meses anteriores e 2,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Os dados divulgados pelo IBGE não detalham, neste recorte apresentado, quais atividades agropecuárias específicas contribuíram para o avanço de 2,0% no trimestre. Esse detalhamento é necessário para identificar com maior precisão o peso de culturas agrícolas, pecuária e outras atividades na composição do resultado.

Com o avanço trimestral de 2,0%, a agropecuária iniciou 2026 acima do ritmo do PIB total do país. A extensão desse movimento ao longo do ano dependerá dos próximos levantamentos do IBGE e de informações complementares sobre produção, clima e desempenho das cadeias agropecuárias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES abre linha de até R$ 21,2 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus


BNDES abre linha de até R$ 21,2 bilhões para renovar frota de caminhões e ônibus

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta sexta-feira (29) o protocolo para pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito de até R$ 21,2 bilhões voltada à renovação da frota de veículos pesados no país. A operação faz parte do programa Move Brasil 2 e será realizada por agentes financeiros credenciados. A medida abrange caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o BNDES, do total autorizado, R$ 14,5 bilhões virão de recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões serão do próprio banco. O programa reserva R$ 2 bilhões para ônibus e micro-ônibus e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associadas a cooperativas.

Podem acessar a linha transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, permitidos apenas para autônomos e cooperados, os veículos devem ter sido fabricados a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e cumprir critérios de rastreabilidade fiscal.

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Os prazos variam conforme o perfil do tomador. Para transportadores autônomos, o financiamento pode chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas de transporte de cargas, o prazo é de até 60 meses, com até 6 meses de carência. No transporte de passageiros, o prazo também pode alcançar 120 meses. As taxas podem ficar próximas de 13% ao ano, segundo as regras divulgadas pelo banco, e o limite é de até R$ 50 milhões por cliente.

O histórico recente indica demanda por esse tipo de crédito. Entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o programa anterior de renovação de frota consumiu mais de R$ 9,7 bilhões, em 8.444 operações, com 15,6 mil caminhões financiados. Para o agronegócio, que depende majoritariamente do transporte rodoviário para insumos e escoamento da produção, a medida pode influenciar a renovação de veículos usados em rotas de grãos, proteína animal, açúcar, etanol e produtos perecíveis. O efeito sobre custo logístico, porém, dependerá da adesão ao programa, da oferta de crédito pelos agentes e das condições finais de contratação.

Os pedidos devem ser feitos nas instituições financeiras credenciadas, já que o BNDES não opera diretamente com o cliente final nessa modalidade. O prazo para protocolo vai até quinta-feira (28 de agosto de 2026), e a comunicação da contratação ao banco deve ocorrer até segunda-feira (28 de setembro de 2026). O programa poderá ser encerrado antes, caso os recursos disponíveis se esgotem.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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