sexta-feira, julho 17, 2026

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Ameaça dos javalis preocupa agronegócio catarinense


A proliferação descontrolada dos javalis tornou-se uma das mais graves pragas do agronegócio catarinense e de vários Estados da federação. Desde os primeiros anos deste século os javalis destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e expõem trabalhadores a risco de morte. São frequentes os relatos de pessoas acuadas ou perseguidas e de cães mortos durante ações de controle. Machos adultos podem alcançar 200 quilos e investem com ferocidade quando ameaçados.

Estima-se que mais de 200 mil javalis estejam espalhados por 236 municípios, cerca de 80% do total catarinense. A incidência é maior na Serra, no Meio-Oeste e no Oeste, com forte presença em Lages, Campos Novos, Capão Alto, São Joaquim, Campo Belo do Sul, Água Doce, Bom Jardim da Serra e no entorno do Parque Nacional das Araucárias, entre Ponte Serrada e Passos Maia. Com a escassez de alimento nas matas, varas de até 50 animais avançam sobre propriedades, cidades e rodovias.

Os danos atingem lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortaliças e criatórios de aves e suínos. Em uma noite, vários hectares podem ser arrasados. A reprodução acelerada piora o quadro: as fêmeas têm, em média, duas ninhadas anuais, com cerca de oito filhotes cada. Sem predadores naturais e com elevada capacidade de adaptação, essa espécie exótica invasora também cruza com porcos domésticos e forma os chamados javaporcos, o que dificulta ainda mais o controle.

A ameaça sanitária exige atenção máxima. Javalis podem disseminar peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. Santa Catarina ocupa apenas 1,12% do território nacional, mas lidera a produção e a exportação brasileira de carne suína, é o segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite. Desde 2007, possui reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação e também é livre de peste suína clássica. Uma contaminação dos plantéis comerciais causaria perdas incalculáveis aos produtores, às agroindústrias e à economia estadual.

Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos em Santa Catarina, sem redução suficiente da população estimada. O manejo é legal e indispensável, mas depende de controladores registrados, equipes preparadas e regras exequíveis. A escassez de profissionais, a burocracia e o perigo das operações afastam muitos produtores, que recorrem à Polícia Militar Ambiental. O Instituto do Meio Ambiente mantém ações nos parques estaduais Fritz Plaumann e das Araucárias. Associações, produtores, Governo do Estado e Assembleia Legislativa também debatem o aperfeiçoamento dos procedimentos, enquanto o Ibama e o Ministério da Agricultura conduzem pesquisas e monitoramentos nacionais.

A Lei estadual nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autorizou o controle populacional e o manejo sustentável do Sus scrofa e de seus híbridos. Santa Catarina deu um passo necessário. Cabe agora à Câmara dos Deputados avançar em normas gerais que reconheçam a gravidade da praga e permitam aos estados adotar medidas compatíveis com suas realidades. A União deve fixar diretrizes, sem impedir respostas locais rápidas e eficazes.

A Faesc defende a desburocratização responsável do manejo, o fortalecimento das equipes autorizadas e a união entre os poderes públicos e o setor produtivo. Esta não é uma questão restrita ao agronegócio. Trata-se de proteger vidas, patrimônio, biodiversidade, saúde pública, segurança sanitária e estabilidade econômica. O problema se aproxima do limite do controle e exige decisão imediata.





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Indicador reflete liderança do Brasil no algodão


O Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, completa 30 anos de divulgação diária ininterrupta neste mês de julho. Desde 1996, o levantamento acumula quase 7,5 mil publicações e se consolidou como uma das principais referências para a formação de preços da pluma no Brasil, oferecendo ao setor uma base confiável para a tomada de decisões.

O Indicador da pluma posta na mesorregião de São Paulo conta com o apoio direto da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão há 23 anos. Ao longo de sua trajetória, o trabalho também recebeu suporte institucional e financeiro da Bolsa de Mercadorias e Futuros, da B3, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e da Cooperativa Agrícola Nacional Sudeste Centro-Oeste. Apesar das diferentes parcerias ao longo dos anos, o Cepea informa que a metodologia de cálculo foi mantida, garantindo a credibilidade e a aceitação do indicador entre os agentes do mercado.

Atualmente, além da referência para a pluma comercializada em São Paulo, o Cepea acompanha os preços do algodão tipo 41-4 em 13 praças distribuídas por Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O centro também monitora as cotações de caroço, torta, farelo, óleo e fios de algodão, a paridade de exportação pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), além de indicadores relacionados aos custos de produção, receitas, emprego, renda e Produto Interno Bruto da cadeia.

As informações são obtidas diariamente junto a cotonicultores, algodoeiras, cooperativas, corretores, comerciantes e indústrias têxteis. Segundo o Cepea, a continuidade do levantamento ao longo de três décadas demonstra a confiança dos agentes do setor na construção de informações baseadas em critérios científicos.

Para o pesquisador responsável pelo levantamento da pluma no Cepea, Lucilio Alves, a história do Indicador acompanha a transformação da cotonicultura brasileira. “O setor atravessou uma crise entre o final da década de 1980 e o fim dos anos 1990, quando a área cultivada e a produção nacional registraram fortes retrações, mas a demanda da indústria têxtil permaneceu relativamente estável, o que resultou na intensificação das importações”. Segundo ele, esse cenário impulsionou uma reestruturação marcada pela expansão da produção para novas fronteiras agrícolas, principalmente no Centro-Oeste e no oeste da Bahia.

De acordo com Alves, esse movimento consolidou um novo perfil para a atividade. “Essa transformação alterou significativamente a geografia da produção nacional, reduzindo a participação dos estados tradicionalmente produtores e ampliando o protagonismo de Mato Grosso, Bahia e Goiás”, destaca.

A partir da safra 1998/99, a cotonicultura iniciou um processo de recuperação sustentado pelo aumento da produtividade, resultado da adoção de novas tecnologias, da profissionalização da gestão e da maior eficiência dos sistemas de produção. Com isso, o Brasil deixou de depender das importações para abastecer a indústria nacional e passou a ocupar posição de destaque no mercado internacional.

Nos últimos anos, a produção nacional alcançou sucessivos recordes. Em 2025, o País superou pela primeira vez a marca de 4 milhões de toneladas de pluma produzidas. Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento estima uma produção de 4,06 milhões de toneladas. No cenário global, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores e assumiu a liderança nas exportações, superando os Estados Unidos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques atingiram o recorde de 3 milhões de toneladas em 2025 e, entre agosto de 2025 e junho de 2026, já somavam 3,22 milhões de toneladas, antes mesmo do encerramento da temporada comercial.

A série histórica do Indicador também evidencia a volatilidade dos preços ao longo dessas três décadas. Em valores corrigidos pelo IGP-DI, o maior patamar foi registrado em março de 2011, impulsionado por restrições na oferta e pela forte demanda internacional. Já as menores cotações ocorreram entre o fim de 2008 e o início de 2009, durante a crise financeira global.

O mercado voltou a registrar preços reduzidos nos últimos meses. Segundo o Cepea, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, as médias reais do Indicador ficaram entre as mais baixas de toda a série histórica, próximas aos níveis observados na crise de 2008/09. Embora tenha havido recuperação parcial no primeiro semestre de 2026, os preços permanecem em um patamar historicamente baixo, equivalente a cerca da metade dos registrados em meados da década de 1990, refletindo o aumento da oferta mundial e os ganhos de eficiência da produção brasileira ao longo dos últimos 30 anos.





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Estudo projeta mais 1,4 milhão de hectares desmatados sem Moratória da Soja


Estudo projeta mais 1,4 milhão de hectares desmatados sem Moratória da Soja

Um artigo publicado na revista Science aponta que o fim da Moratória da Soja pode resultar no desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia nos próximos dez anos. Segundo o estudo, o volume representa 14% acima das taxas históricas de desmatamento. As ações judiciais sobre o tema devem voltar à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto.

De acordo com os autores, essa perda florestal produziria cerca de 745 milhões de toneladas de CO2 equivalente, volume comparado no estudo ao total das emissões anuais do Canadá. A Moratória da Soja é um acordo voluntário entre empresas, sociedade civil e governo que impede a compra de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia a partir de 2008.

O trabalho reúne pesquisadores do WWF Brasil, Greenpeace Brasil, Land Conservation Association e de instituições universitárias de Wisconsin e Illinois, nos Estados Unidos. A publicação também indica que o fim do acordo pode ampliar a pressão sobre regiões com potencial de expansão agrícola e vulneráveis à especulação fundiária. A estimativa apresentada é de impacto potencial sobre até 28,7 milhões de hectares de florestas públicas, especialmente em áreas com perspectiva futura de expansão de infraestrutura.

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Os autores também analisaram os efeitos já observados da Moratória da Soja. Nos primeiros dez anos, o mecanismo reduziu em 35% o desmatamento em áreas de risco para expansão da soja, com perda florestal evitada estimada em 1,8 milhão de hectares.

No campo econômico, o estudo avaliou o argumento de que o acordo teria limitado oportunidades para produtores. Os dados indicam impactos diretos restritos: cerca de 739 mil hectares de áreas aptas à soja foram desmatados legalmente depois de 2008, e a maior parte não estava localizada em propriedades produtoras de soja. A pesquisa também identificou 1,7 milhão de hectares de áreas já abertas e aptas para a cultura na Amazônia.

Os pesquisadores compararam ainda os preços pagos aos produtores em municípios abrangidos pela Moratória e em regiões vizinhas não submetidas ao acordo. Segundo o estudo, o mecanismo não afetou a remuneração dos produtores nem provocou distorções de mercado.

No campo jurídico, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou em 5 de janeiro de 2026 a desfiliação oficial da Moratória da Soja. Em junho, terminaram as negociações conduzidas no STF, e as quatro ações que contestam a legalidade do pacto foram devolvidas aos ministros relatores para julgamento. O plenário da Corte deve começar a analisar os processos no dia 12 de agosto, incluindo a liminar do ministro Flávio Dino e as ações sobre a validade de uma lei de Mato Grosso ligada a incentivos fiscais e doações de terrenos públicos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Governo anuncia programa para apoiar empresas atingidas por novo tarifaço de Trump


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Foto: Governo Federal

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que lançará um programa de apoio às empresas brasileiras atingidas pelo novo tarifaço de 25% sobre produtos nacionais imposto pelos Estados Unidos com base na Seção 301.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, disse que a iniciativa pretende atingir o problema de diversos ângulos, como no fomento à diversificação de mercados, além de medidas que acionam uma nova fase do programa Brasil Soberano.

Ele ressaltou que a prioridade do governo é atender e apoiar setores atingidos pelo que chamou de injusta tarifa. De acordo com a pasta, a cobrança extra de Donald Trump pode impactar quase 2.400 empresas exportadoras. O ministro citou, em particular, os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliário, cerâmica, calçados e açúcar.

Em março, quando o Brasil foi atingido pela segunda tarifa, o governo mencionou crédito extra de R$ 15 bilhões para o Brasil Soberano, recurso aprovado pelo Senado e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com crédito para as empresas impactadas.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os mecanismos de proteção das empresas e dos empregos dos brasileiros já estão previstos. “Os setores afetados serão, mais uma vez, chamados ao diálogo e ampliaremos e reforçaremos o Programa Brasil Soberano”, disse.

Já o vice-presidente Geraldo Alckmin chamou de “programa de apoio” contra “os que sabotam o Brasil lá fora”. “O governo trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e nossa economia”, afirmou.

Desde o ano passado, quando houve o primeiro tarifaço, a participação dos Estados Unidos na exportação brasileira caiu de 12,4% para 9,4%, o que, segundo o Mdic, mostra que o país já vem conseguindo ddifersificar destinos de exportação.

A nova tarifa de 25% entra em vigor na próxima quarta-feira (22), mas o ministro Elias Rosa garantiu que o Brasil segue em negociação.

Produtos isentos e atingidos

A aplicação da sobretaxa de 25% pelos Estados Unidos atinge cerca de 3 mil produtos brasileiros.

Contudo, graças a uma forte pressão de indústrias de ambos os lados, o governo norte-americano poupou matérias-primas e alimentos essenciais para evitar desabastecimento interno e inflação ao consumidor estadunidense, mas puniu severamente setores industriais e o etanol brasileiro.

Veja a lista de produtos isentos:

  • Café (Verde, Torrado e Solúvel sem Sabor): O setor cafeeiro garantiu a maior vitória na negociação. Além da isenção dos grãos verdes e torrados, o USTR adicionou à lista de exclusão o café solúvel sem sabor (unflavored instant coffee).
  • Aeronaves e Peças (Embraer): Toda a cadeia de aviação civil — incluindo aeronaves, motores, turbinas de jato, peças de reposição e simuladores de voo — está totalmente isenta de tarifas (segundo as regras da nota 50(a)(iv)).
  • Minério de Ferro e Pelotas: Matérias-primas fundamentais para a siderurgia norte-americana não sofrerão nenhum acréscimo tarifário.
  • Ferro Gusa (Pig Iron): Isento após pressão direta de fundições e indústrias de aço dos EUA, que alertaram sobre a escassez global do insumo agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
  • Celulose Química de Madeira: O principal produto de exportação das gigantes brasileiras de papel e celulose permaneceu intocado na lista de isentos.
  • Carne Bovina e Proteínas: Carnes bovinas frescas, congeladas, preservadas e miudezas comestíveis mantiveram a isenção tributária.
  • Frutas Tropicais, Nozes e Mel: Laranjas, limões, limas, suco de laranja (congelado ou concentrado), açaí (polpa e preparações alimentares), abacate, manga, mamão, água de coco, castanha-do-Pará, castanha de caju e mel orgânico certificado estão livres da taxa de 25%.
  • Metais sob a Seção 232: Aço, alumínio e cobre que já pagam tarifas sob a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA ficaram isentos desta nova cobrança para evitar dupla tributação.

Quem será taxado:

  • Etanol (Biocombustível): O álcool combustível brasileiro segue taxado em 25%. O produto foi utilizado como retaliação direta às taxas aplicadas pelo Brasil ao etanol de milho americano.
  • Polpa de Dissolução de Alta Pureza: Foi retirada de última hora da lista de isentos propostos. O USTR atendeu a pressões que alegavam que produtores brasileiros desse insumo se beneficiavam de custos reduzidos associados ao desmatamento ilegal.
  • Aplicações Industriais de Compostos Químicos: Produtos de grande peso comercial como celulose industrial, preparações comerciais de açaí para fins não alimentares e fosfoaminolipídios comerciais seguem taxados. A isenção só foi mantida quando esses produtos forem importados estritamente para a fabricação de medicamentos (Pharma applications).
  • Setor Calçadista e de Vestuário Novo: Calçados novos de couro, partes de sapatos e vestuário novo em geral tiveram seus pedidos de isenção negados e enfrentarão a barreira de 25%.
  • Maquinários e Equipamentos: Tratores agrícolas, colheitadeiras, compressores de ar, ferramentas de jardinagem e máquinas voltadas à construção civil sofrerão a taxação integral.
  • Açúcar Orgânico: Segue taxado devido à produção concorrente nos EUA.
  • Pedras Ornamentais: O mercado de mármores, ardósias e granitos brasileiros (brutos ou trabalhados) continuará sofrendo o impacto da barreira tarifária de 25%.

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Cotação do boi gordo mantém elevação; veja os preços da arroba e do atacado


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima das referências médias ao longo desta quinta-feira (16).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que o atual posicionamento das escalas de abate exige que as indústrias atuem de maneira mais agressiva na compra de gado, enquanto a oferta no geral se mostra mais restrita.

“Ao mesmo tempo, os frigoríficos ainda operam com menor capacidade de abate neste momento em que a China se mostra menos participativa no mercado. O esgotamento precoce da cota chinesa ainda é um elemento importante a ser considerado nas estratégias dentro do mercado pecuário em 2026”, destaca.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 332,17 — ontem: R$ 330,50
  • Goiás: R$ 316,96 — ontem: R$ 316,96 
  • Minas Gerais: R$ 312,35 — ontem: R$ 311,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 330,57 — ontem: R$ 328,64
  • Mato Grosso: R$ 316,76 — ontem: R$ 315,88

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina seguiram estáveis no mercado atacadista nesta quinta-feira, refletindo um ambiente de negócios que sinaliza menor capacidade de sustentação das cotações na sequência do mês, conforme o efeito da entrada dos salários na economia perde força.

“Paralelamente, a carne bovina vem perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, que voltam a apresentar sinais de enfraquecimento, especialmente a carne de frango”, assinalou Iglesias.

  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,0993 para venda e a
R$ 5,0973 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e
a máxima de R$ 5,1133.

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AgroNewsPolítica & Agro

Como agir em casos de inundações e fortes chuvas no RS



Defesa Civil orienta moradores diante do risco de fortes chuvas e inundações



Foto: Ivan Lucas Miorandi

A partir de quinta-feira (16/7), o Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência prolongada de condições adversas do tempo, com previsão de temporais, chuva intensa, ventos fortes e descargas elétricas, o que pode favorecer a ocorrência de alagamentos e inundações em diferentes regiões do Estado. Diante desse cenário, a população deve acompanhar as informações nos canais oficiais da Defesa Civil estadual e da sua cidade, além de conhecer o Plano de Contingência do município e os riscos existentes na região onde mora ou transita.  

Em situações de risco de inundações, é fundamental seguir as orientações da Defesa Civil e adotar medidas preventivas de acordo com o nível de alerta emitido. Nos alertas moderados, recomenda-se manter calhas e ralos em boas condições, verificar a segurança de telhados e árvores antes de períodos de chuva intensa, conhecer o histórico de alagamentos da região e comunicar à Defesa Civil a existência de bueiros entupidos ou danificados.  

Com a elevação do nível de alerta, a recomendação é reduzir a exposição aos fenômenos, evitar deslocamentos desnecessários, manter-se abrigado durante os temporais e preparar um kit de emergência com documentos, água, roupas e medicamentos. Moradores de áreas com histórico de alagamentos devem verificar junto à Defesa Civil se há necessidade de deixar o local, além de adotar medidas para garantir a segurança dos animais domésticos.  

Nos níveis mais altos de alerta, a prioridade é buscar abrigo ou permanecer em local seguro até que o risco cesse. Também é importante estar preparado para evacuar áreas sujeitas a alagamentos, inundações e enxurradas, evitar atravessar locais inundados, a pé ou de carro, e não retornar às áreas evacuadas até a liberação oficial.   

A população deve seguir as orientações das autoridades, manter-se informada sobre a evolução da situação e, sempre que possível, compartilhar informações com vizinhos e prestar apoio a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.  





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Vendaval de 100 km/h deve atingir áreas de 5 estados, alerta Inmet


Foto: Inmet

Um alerta laranja, de perigo, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para risco de vendaval com intensidades que devem variar de 60 km/h a 100 km.

O aviso é válido a partir desta sexta-feira (17) e deve atingir, inicialmente, todo o Rio Grande do Sul, estado que deve sofrer com chuva forte ao longo dos próximos dias, especialmente o norte gaúcho, onde os acumulados tendem a ultrapassar os 300 mm.

mapa brasil alerta laranja
Foto: Reprodução

A partir de sábado (20), os ventos acompanhados de tempestades devem começar a atingir as seguintes áreas:

  • Oeste, sul e Região Serrana de Santa Catarina
  • Noroeste, sudoeste, oeste e centro-sul do Paraná

Já no domingo (19), o fenômeno avança ainda mais e, também seguido de chuva forte, deve afetar:

  • Mato Grosso do Sul: sudoeste, Pantanal, centro norte e leste
  • Mato Grosso: sudoeste, centro-sul e norte

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, as tempestades podem vir acompanhadas de vendaval, incluindo fenômenos conhecidos como microexplosão e tornado. Com isso, há riscos para quedas de árvores, destelhamento de casas e danos gerais em edificações e plantações nas áreas atingidas.

O Inmet avalia que os impactos do vendaval podem chegar a mais de 820 municípios (veja a lista completa aqui).

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Brasil divulga defesa na Seção 301 e cobra resposta dos EUA sobre etanol e açúcar


Preços do etanol hidratado e anidro recuam nas usinas paulistas, aponta Cepea

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta quinta-feira (16) a defesa do Brasil no âmbito da Seção 301, instrumento que embasou a aplicação de tarifas de 25% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Entre os argumentos apresentados, o governo brasileiro afirmou que propôs uma abordagem conjunta para os mercados de etanol e açúcar, mas não houve resposta das autoridades americanas sobre o tema.

Na manifestação, o MDIC afirmou que as tarifas dos Estados Unidos sobre o açúcar, acima da cota de 150 mil toneladas, chegam a cerca de 100%. Segundo a pasta, mesmo diante desse quadro, a proposta brasileira para discutir de forma conjunta os mercados de etanol e açúcar não avançou.

Sobre o etanol, o governo brasileiro sustentou que o país mantém um dos mercados mais abertos e competitivos do mundo. Também afirmou que a tarifa de 18% aplicada ao produto está em conformidade com os compromissos multilaterais assumidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e que a política brasileira é não discriminatória, sem direcionamento contra parceiros comerciais específicos.

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O MDIC declarou ainda que não reconhece a legitimidade da Seção 301 como instrumento amparado pelas regras multilaterais de comércio. Ao mesmo tempo, informou que, desde julho de 2025, foram realizadas mais de 30 reuniões com autoridades americanas.

Na defesa, o governo brasileiro também citou dados do próprio governo dos Estados Unidos para afirmar que os americanos acumularam, nos últimos 15 anos, superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços na relação com o Brasil.

O texto inclui outros pontos questionados pelos EUA. Na área ambiental, o governo destacou o fortalecimento da fiscalização desde 2023 e reduções superiores a 50% na degradação florestal, especialmente na Amazônia. Também afirmou ter aprimorado critérios do crédito rural para alinhar o financiamento agropecuário a objetivos sociais, ambientais e climáticos.

Segundo o MDIC, o Brasil iniciará imediatamente os trâmites previstos na Lei de Reciprocidade e retomará o tema no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Prêmios firmes e dólar em alta sustentam preços da soja no mercado brasileiro


soja
Foto: Pixabay/Divulgação

O mercado brasileiro de soja registrou cotações firmes nesta quinta-feira (16). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar compensou a queda dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios de exportação permaneceram fortalecidos, sustentando os preços no mercado interno.

De acordo com o analista, o volume de negócios seguiu limitado, já que os produtores continuam retendo a soja à espera de preços mais atrativos. “Poucas ofertas foram registradas na sessão, com o produtor segurando a soja à espera de preços ainda melhores”, afirma.

Silveira destaca ainda que diversas praças brasileiras seguem negociando acima da paridade de exportação. “Mesmo assim, o vendedor segue sem ímpeto para negociar”, observa.

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Preços de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 143,00 para R$ 142,50
  • Rio Grande (RS): cotações seguiram em R$ 142,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros.

A pressão veio da queda do petróleo, da valorização do dólar frente às principais moedas e da redução das preocupações com o clima nos Estados Unidos. Os boletins meteorológicos mais recentes indicam perda de intensidade do calor no cinturão produtor norte-americano, reduzindo os riscos para o potencial produtivo da safra, que segue apresentando bom desenvolvimento.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi o relatório semanal de exportações dos Estados Unidos. As vendas líquidas de soja da safra 2025/26 somaram 188,3 mil toneladas na semana encerrada em 9 de julho, com a China liderando as compras, ao adquirir 133,9 mil toneladas. Para a temporada 2026/27, foram negociadas mais 1,769 milhão de toneladas. O resultado ficou dentro da expectativa do mercado, que projetava vendas entre 700 mil e 2 milhões de toneladas, considerando as duas safras.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato agosto da soja fechou cotado a US$ 11,95 por bushel, com queda de 7,25 centavos, ou 0,60%. O vencimento novembro encerrou a US$ 11,95 por bushel, baixa de 6,75 centavos, ou 0,56%.

Entre os subprodutos, o farelo para agosto avançou US$ 4,00, encerrando a US$ 322,90 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto caiu 0,49 centavo, fechando a 72,43 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0993 para venda e R$ 5,0973 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1133.

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Alckmin diz que Lula orientou diálogo com Trump após investigação do USTR


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (16), em Brasília, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o governo federal a manter diálogo e negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde a conclusão da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. A apuração resultou em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos, Alckmin declarou que a orientação do Palácio do Planalto, desde o início, foi pela manutenção do diálogo. Segundo ele, o Brasil segue aberto à negociação.

"Desde o início, o presidente Lula orientou o diálogo. Sempre foi o diálogo. E o diálogo é permanente. O diálogo é sempre. O Brasil está sempre aberto ao diálogo", disse.

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Alckmin também afirmou que a reação do governo brasileiro não deve ser tratada como retaliação. De acordo com o vice-presidente, a atuação está amparada pela Lei de Reciprocidade, aprovada em 2025, e voltada à defesa de interesses diplomáticos e nacionais.

"A lei não é retaliatória, não há retaliação. Existe uma lei defendendo o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, e foi aprovada por unanimidade no Congresso. É um instrumento jurídico, legal, importante, que o governo analisará o momento e a forma de fazer", afirmou.

A coletiva foi realizada na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em Brasília. Participaram também o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

A posição apresentada pelo governo federal combina manutenção do diálogo com os Estados Unidos e análise do uso da Lei de Reciprocidade após a tarifa de 25% aplicada a produtos brasileiros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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