sábado, maio 30, 2026

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Decreto prorroga redução de PIS/Cofins sobre querosene de aviação e biodiesel


MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%

O Decreto n.º 12.991, publicado em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (29), prorrogou até 31 de julho de 2026 a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação (QAV). A norma também estende, no mesmo prazo, a desoneração tributária do biodiesel. As medidas haviam sido adotadas em abril e perderiam validade no fim de maio.

Segundo o texto oficial, o decreto altera o Decreto n.º 5.059/2004 e mantém, entre 8 de abril e 31 de julho deste ano, o coeficiente de redução de 0,99987 para as contribuições federais incidentes sobre o querosene de aviação. Na prática, a regra preserva tributação residual sobre o combustível usado pelas companhias aéreas.

No caso do biodiesel, o coeficiente de redução foi mantido em 1, o que corresponde à alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins. O novo decreto também revoga dispositivos de normas editadas em abril, consolidando em um único ato as regras válidas até o fim de julho.

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As desonerações foram anunciadas no contexto de medidas adotadas pelo governo federal para reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis e sobre a inflação. A justificativa oficial é de contenção de custos na cadeia de energia e transporte.

Para o público do agronegócio, o ponto de maior interesse técnico está no biodiesel. O combustível renovável tem ligação direta com a agroindústria e com matérias-primas do campo, especialmente o óleo de soja, além de integrar a política de mistura obrigatória ao diesel. Nesse cenário, a manutenção da alíquota zero sobre tributos federais tende a preservar o ambiente tributário do setor no curto prazo, embora o decreto não apresente estimativa de impacto fiscal ou efeito quantitativo sobre preços.

No caso do querosene de aviação, a medida se concentra no transporte aéreo e na cadeia de combustíveis. O texto oficial não detalha, porém, repasses esperados ao consumidor nem efeitos específicos sobre frete ou logística.

Com a prorrogação, o quadro tributário para QAV e biodiesel permanece inalterado até 31 de julho. Qualquer avaliação sobre efeito em preços, demanda ou competitividade dependerá da evolução do petróleo, do mercado de combustíveis e de eventuais novas definições do governo após esse prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agropecuária Maragogipe inova com ultrassonografia em gado; confira


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi destacou nesta semana o Dia de Campo, promovido pela Agropecuária Maragogipe. O evento, realizado em Itaquiraí (MS), contou com a presença de mais de 700 profissionais do setor, parceiros e clientes e celebrou os 53 anos da marca, reconhecida por sua excelência em genética CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) e pecuária de alta performance.

Durante a celebração, a Agropecuária Maragogipe anunciou a adoção da ultrassonografia de carcaça em tempo real como uma nova ferramenta para seleção de gado. A técnica visa mensurar indicadores essenciais no animal vivo, com o objetivo de elevar a produção de carne premium, já que a propriedade apresenta médias de abate de animais com peso acima de 23 arrobas.

Confira:

Inovações na seleção de gado

Foto: Nataly Porto.
Foto: Nataly Porto.

O programa voltado para a qualidade da carne utilizará a ultrassonografia no curral de contenção, técnica reconhecida internacionalmente que mensura três fatores econômicos decisivos diretamente no gado vivo. Com esses dados, a fazenda poderá multiplicar as melhores linhagens e apartar os animais que necessitam de ajustes, adequando seu rebanho às exigências do mercado.

Wilson Brochmann, pecuarista e agricultor, afirmou que o sucesso da Agropecuária Maragogipe está na gestão com “cabeça de agricultor”. Ele trouxe para o curral de engorda a precisão técnica e o planejamento rigoroso, buscando otimizar o espaço nas pastagens e aumentar o plantel de matrizes nelore puras.

Resultados e parcerias

A Agropecuária Maragogipe responde por quase 10% da genética CEIP comercializada no Brasil, destacando-se pela seleção Nelore de alto padrão, respaldada por uma parceria de 26 anos no programa DeltaGen. A equipe técnica enfatiza que o foco está na produção das próprias fêmeas, uma vez que “matriz de qualidade não se compra, se produz dentro de casa”.

Com a implementação de DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) genômicas em todo o plantel, a fazenda elimina a imprevisibilidade nos acasalamentos. Atualmente, a Agropecuária possui mais de 80 reprodutores contratados nas principais centrais de sêmen do país.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Conab destina R$ 62 milhões ao PAA no Paraná


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta sexta-feira (29), em Curitiba (PR), a contratação de R$ 62 milhões para executar projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. Segundo a estatal, os recursos permitirão a compra de aproximadamente 6,5 mil toneladas de produtos da agricultura familiar na chamada de 2025. A operação envolve atendimento a cozinhas solidárias, unidades socioassistenciais e ações de abastecimento dentro e fora do Paraná.

De acordo com a Conab, cerca de 150 propostas apresentadas por mais de 110 cooperativas e associações foram contempladas, alcançando aproximadamente 4.050 produtores rurais. Entre os itens previstos estão hortifrutis, carnes bovina, suína e de frango, leite em pó, feijão, arroz, milho, amendoim, mel, ovos, farinha de mandioca, farinha de milho, açúcar mascavo e palmito de pupunha.

Do volume total, 1,3 mil toneladas terão como destino mais de 40 cozinhas solidárias habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) no Paraná. O restante será distribuído a entidades socioassistenciais do estado e também encaminhado para Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

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Para a cadeia da agricultura familiar, a medida amplia um canal institucional de comercialização com compra pública já contratada. Isso reduz a dependência exclusiva do mercado privado para parte das organizações fornecedoras e dá previsibilidade a cooperativas e associações aptas a vender ao programa.

A Conab também informou a assinatura de dois Termos de Pactuação da Agricultura Familiar. Um deles prevê R$ 1,3 milhão para a entrega de 163 toneladas de alimentos a 22 cozinhas solidárias paranaenses. O outro destina R$ 470 mil para o fornecimento de 58 toneladas a quatro cozinhas do estado.

Na armazenagem, os produtos das modalidades Compra Direta e Compra Institucional passaram a ser estocados na unidade da Conab em Rolândia (PR). Em 2025, mais de 200 toneladas foram doadas a partir da estrutura, e a estatal informou que finaliza a formação de estoque de 460 toneladas para atendimento prioritário às cozinhas solidárias.

Além da compra de alimentos, o evento marcou a entrega de 28 toneladas de sementes crioulas, no valor de cerca de R$ 1,8 milhão, e a manutenção de parceria com a Universidade Federal do Paraná até janeiro de 2028 para capacitação em agroecologia, gestão e acesso a mercados. Com base nas informações divulgadas, o efeito imediato recai sobre comercialização, renda e logística da agricultura familiar; eventuais resultados sobre produção e expansão de oferta dependerão da execução dos projetos ao longo do período contratado.

Fonte: gov.br

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Junho terá duas ondas fortes de frio, El Niño e pouca chuva; veja a previsão do tempo para o mês


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

Junho marca a reta final do outono e a chegada oficial do inverno no Brasil. O solstício de inverno ocorre no dia 21 de junho, às 5h24 (horário de Brasília), e o mês deve ser caracterizado por temperaturas mais amenas, predomínio de tempo seco em grande parte do país e a atuação de duas massas de ar polar mais intensas, segundo previsão da Climatempo.

O fenômeno El Niño, que está em desenvolvimento no Oceano Pacífico Equatorial, pode ter seu início oficializado ainda durante junho. No entanto, por estar em fase inicial, a expectativa é que seus efeitos sobre o clima brasileiro sejam limitados neste primeiro momento.

Temperaturas acima da média em grande parte do país

A previsão indica que junho terá temperaturas médias acima do normal em boa parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. As áreas com maior potencial para registrar calor acima da média incluem o centro-leste de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, noroeste mineiro e o interior nordestino.

Por outro lado, o Sul do Brasil, grande parte de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Mato Grosso do Sul e áreas do sul e da Zona da Mata de Minas Gerais devem registrar temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média. Nestas regiões, a combinação entre a passagem de massas de ar polar e a maior presença de nebulosidade favorecerá dias mais frios.

Duas ondas de frio devem marcar o mês

A Climatempo destaca a ocorrência de dois episódios de queda acentuada de temperatura. O primeiro deve ocorrer entre o fim da primeira quinzena e o início da segunda metade de junho. Já a segunda massa de ar frio, considerada a mais intensa do mês, está prevista para a última semana de junho, já durante os primeiros dias do inverno.

Essa incursão de ar polar poderá provocar temperaturas inferiores a 10°C em diversas áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Também há possibilidade de geadas isoladas ao longo do mês nas regiões de fronteira com o Uruguai e nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O risco de geadas mais amplas aumenta no fim de junho.

Além disso, o avanço do ar frio pode provocar episódios de friagem em Rondônia, Acre e no sul do Amazonas, principalmente na última semana do mês.

Chuvas ficam próximas da média na maior parte do Brasil

Historicamente, junho é um dos meses mais secos do ano em grande parte do território nacional. Para 2026, a previsão é de volumes de chuva próximos da média climatológica em boa parte do país.

No Norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as águas mais quentes do Atlântico Tropical devem favorecer precipitações acima da média no Amapá, Pará e oeste do Maranhão.

Já Roraima, o extremo norte do Amazonas e o litoral leste do Nordeste devem registrar volumes ligeiramente abaixo da média. Apesar disso, a chuva continuará frequente nessas áreas, que estão entre as mais chuvosas do país nesta época do ano.

No Sul, a expectativa é de precipitações próximas ou um pouco abaixo da média no Rio Grande do Sul, cenário bem diferente do observado em junho de 2025, quando diversas áreas da região registraram acumulados de chuva até três vezes superiores ao normal.

Mais chuva no Centro-Sul e no Pantanal

A passagem de frentes frias e a formação de áreas de baixa pressão devem aumentar a frequência de instabilidades no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul de Minas Gerais, Zona da Mata mineira e Rio de Janeiro.

Essas regiões podem registrar volumes de chuva ligeiramente acima da média para junho. O Pantanal também está entre as áreas que devem ser beneficiadas por precipitações superiores ao padrão esperado para o período.

No litoral leste do Nordeste, os episódios de chuva forte ainda podem ocorrer, embora com menor intensidade em comparação aos meses de abril e maio.

Clima típico de junho

O mês de junho é marcado pela redução das chuvas em grande parte do interior do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e no interior do Nordeste. Nestas regiões, a baixa umidade relativa do ar passa a ser uma característica frequente, com índices abaixo de 30% durante as horas mais quentes do dia.

Enquanto isso, as chuvas seguem mais regulares no Norte do país, principalmente no Amapá, norte do Pará, Amazonas e Roraima, além da faixa litorânea do Nordeste, onde sistemas como os Distúrbios Ondulatórios de Leste continuam favorecendo a formação de precipitações.

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Acordo Mercosul-Canadá avança em cinco capítulos, informa Itamaraty


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

Cinco capítulos do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Canadá avançaram para a etapa de encerramento das negociações durante a rodada realizada nesta semana em Toronto, no Canadá, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (30). O Itamaraty afirmou que novos encontros entre os chefes negociadores estão sendo planejados para as próximas semanas, com o objetivo de concluir o acordo. A pasta não detalhou quais capítulos específicos chegaram à fase final.

De acordo com a nota oficial, as negociações continuarão entre grupos técnicos que tratam de comércio de bens, serviços e serviços financeiros, entrada temporária de pessoas a negócios, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas bilaterais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e temas legais e institucionais.

As tratativas haviam sido retomadas em outubro de 2025. Durante a rodada em Toronto, houve também reunião entre o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, e os chefes negociadores do Mercosul para discutir o andamento das conversas e as demandas de cada parte.

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Segundo dados informados pelo governo brasileiro, o Canadá tem cerca de 41 milhões de habitantes, Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 2,2 trilhões e importações anuais de US$ 541 bilhões. Em 2025, o fluxo de comércio entre Brasil e Canadá somou US$ 10,4 bilhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 7,3 bilhões, alta de 14,8% em relação ao ano anterior, enquanto as importações totalizaram US$ 3,1 bilhões, avanço de 12,8%.

No comércio com o Canadá, o agro aparece entre os itens de maior interesse para o Brasil. Entre os principais produtos exportados ao mercado canadense estão açúcar e café. No sentido inverso, o Brasil importou adubos e fertilizantes, além de máquinas e outros bens industriais. Por isso, o avanço do acordo é acompanhado por setores ligados à produção, à agroindústria e ao abastecimento de insumos.

Ainda não há detalhes oficiais sobre cronograma final, cronologia de implementação ou eventuais reduções tarifárias por produto, o que limita uma avaliação mais precisa sobre os efeitos práticos para as cadeias agropecuárias neste momento.

A evolução das negociações indica continuidade do processo, mas os impactos para exportadores, importadores e cadeias do agronegócio dependerão do texto final do acordo e das condições de acesso a mercado que vierem a ser consolidadas nas próximas rodadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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FPBio critica suspensão de sanções a distribuidoras inadimplentes no RenovaBio


FPBio critica suspensão de sanções a distribuidoras inadimplentes no RenovaBio

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) criticou, nesta sexta-feira (30), a decisão do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu até 31 de dezembro de 2024 os efeitos das sanções aplicadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a distribuidoras inadimplentes com metas do RenovaBio. Segundo a entidade, a medida transmite sinal adverso ao mercado e compromete a credibilidade do país no ambiente regulatório dos créditos de carbono.

A decisão do TCU determinou que a ANP elabore, com urgência, um programa de regularização para permitir a negociação de passivos das distribuidoras relacionados ao período em questão. A suspensão das penalidades valerá até que esse mecanismo seja implementado pela agência reguladora.

O pedido analisado pelo ministro partiu da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. A solicitação buscava a suspensão do atual modelo de implementação do mercado de Créditos de Descarbonização (CBios) ou, alternativamente, das penalidades aplicadas às distribuidoras que descumpriram metas do programa.

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Bruno Dantas rejeitou a suspensão do RenovaBio e do mercado de CBios. Na decisão, o ministro afirmou que o TCU não pode atuar como instância revisora da política pública nem contrariar decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que validaram o modelo regulatório do programa.

Em nota, a FPBio afirmou que a suspensão das sanções beneficia agentes inadimplentes e enfraquece o cumprimento das regras do programa. A frente também argumentou que a medida desconsidera esforços feitos por Executivo, Legislativo e setor regulado para aperfeiçoar o RenovaBio e enfrentar práticas irregulares no mercado de combustíveis.

O tema tem relação direta com o setor agropecuário porque o RenovaBio é um dos principais instrumentos da política nacional de biocombustíveis, com efeitos sobre cadeias como soja, milho, cana-de-açúcar e outras matérias-primas usadas na produção de biodiesel e etanol. O texto de origem não informa o número de distribuidoras atingidas nem o volume financeiro dos passivos envolvidos.

No curto prazo, o foco do mercado passa a ser a elaboração do programa de regularização pela ANP e a forma como eventuais passivos serão negociados. Sem detalhes operacionais adicionais divulgados até o momento, ainda não há base suficiente para estimar o efeito econômico da medida sobre preços, oferta de CBios ou investimentos na cadeia de biocombustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Microrganismos da Caatinga podem ajudar agricultura a enfrentar seca e solos pobres


Cactus na Caatinga
Foto: Apoena Biotech

As condições extremas da Caatinga, marcadas por longos períodos de seca, temperaturas acima de 40°C e solos pobres em nutrientes, podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de bioinsumos agrícolas voltados à resistência climática e à sustentabilidade no campo.

Um estudo da Apoena Biotech realizado no semiárido brasileiro investiga microrganismos adaptados a esse ambiente hostil, capazes de sobreviver sob baixa disponibilidade hídrica e intensa radiação solar. Segundo os pesquisadores, essas características fazem da microbiota da Caatinga uma fonte promissora para aplicações biotecnológicas na agricultura.

A pesquisa aponta que muitos desses microrganismos desenvolveram mecanismos raros de sobrevivência, como capacidade de entrar em dormência durante meses, retomando a atividade após as primeiras chuvas, além de eficiência metabólica em condições extremas e produção de compostos de proteção celular.

O objetivo é utilizar essas propriedades no desenvolvimento de bioinsumos capazes de auxiliar culturas agrícolas em regiões afetadas pela seca e pela baixa fertilidade do solo.

Durante a primeira etapa da pesquisa, realizada entre janeiro e março, foram coletadas 98 amostras em diferentes áreas da Caatinga, incluindo solos próximos às raízes de plantas, crostas biológicas superficiais, tecidos vegetais, rochas e solos sob arbustos. A expectativa é de que novas coletas sejam realizadas durante o período seco, ampliando o número de cepas isoladas.

Segundo os pesquisadores, o interesse biotecnológico está concentrado em microrganismos capazes de induzir resistência à seca nas plantas, fixar nitrogênio, solubilizar fósforo e produzir substâncias relacionadas ao crescimento vegetal.

O estudo também utiliza técnicas de análise genética e molecular para identificar genes ligados a características agronômicas de interesse. Após essa triagem, os microrganismos passam por testes laboratoriais para avaliar o potencial de aplicação em sistemas agrícolas.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o avanço desse tipo de tecnologia pode contribuir para modelos de produção menos dependentes de insumos químicos e mais adaptados aos desafios climáticos do semiárido.

Além do potencial agrícola, os pesquisadores destacam que a Caatinga ainda é um dos biomas menos explorados do ponto de vista biotecnológico, apesar de ocupar cerca de 11% do território nacional e influenciar diretamente a vida de mais de 27 milhões de pessoas.

A expectativa é que os próximos estudos avancem para testes em condições reais de cultivo e ampliem o uso dessas cepas em soluções voltadas à agricultura sustentável e à adaptação às mudanças climáticas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor deve redobrar atenção às cultivares


A escolha das cultivares de soja para a próxima safra já começou em diversas regiões produtoras do País e, neste ano, a decisão tende a ser ainda mais estratégica para o agricultor. Com os preços das commodities pressionados, aumento nos custos de produção e uma possibilidade de 98% de ocorrência do El Niño no segundo semestre, segundo o Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, especialistas alertam que esta definição deixou de ser apenas operacional e passou a ter impacto ainda maior nos resultados da lavoura.

De acordo com Rafael Neubauer, representante comercial da Conceito Sementes, o cenário exige do produtor uma análise técnica mais criteriosa antes da compra. “O agricultor não pode olhar apenas para o custo imediato. É fundamental escolher materiais adaptados à região, com histórico consistente de produtividade e características adequadas para cada realidade de solo e clima”, afirma.

Entre os principais pontos de atenção estão o grupo de maturação da cultivar, o zoneamento agrícola, a textura do solo, o histórico da propriedade, a resistência a doenças e nematoides, além da qualidade fisiológica da semente, como índices de germinação e vigor.

Critérios técnicos ganham peso na próxima safra

O grupo de maturação está diretamente ligado ao ciclo da soja e influencia o comportamento da planta em cada região produtora. Em média, as cultivares podem variar entre materiais mais precoces, com cerca de 100 dias de ciclo, até variedades tardias, que podem chegar a 125 dias entre emergência e colheita. A escolha correta depende de fatores como altitude, regime de chuvas, segunda safra e planejamento operacional da fazenda.

Já o zoneamento agrícola funciona como uma referência técnica para indicar quais cultivares são mais adequadas para cada microrregião do País. Além de contribuir para maior estabilidade produtiva, ele também impacta diretamente questões como acesso ao seguro rural. Outro fator determinante é a textura do solo. Em áreas mais argilosas, que retêm maior volume de água, o produtor pode trabalhar com uma faixa menor de ciclos. Já em solos arenosos, mais suscetíveis ao déficit hídrico, variedades de ciclo médio ou tardio tendem a oferecer mais segurança produtiva, especialmente em anos de instabilidade climática.

Além disso, o histórico do talhão também deve entrar na conta. A presença de nematoides, doenças ou períodos de estresse hídrico influencia diretamente na escolha da cultivar e no tratamento de sementes mais adequado. “O agricultor precisa avaliar se a cultivar foi realmente desenvolvida e validada para a realidade da sua região. Muitas vezes, uma variedade produz bem em uma área específica, mas apresenta baixa estabilidade em diferentes ambientes. O que faz diferença no longo prazo é a consistência de resultados”, destaca o especialista.

A qualidade também ganha peso em um ano marcado por menor oferta no mercado. O excesso de chuvas nos campos de sementes reduziu a disponibilidade de lotes de alto padrão fisiológico, elevando a preocupação com germinação e vigor. “Embora a legislação brasileira exija mínimo de 80% de germinação para sementes certificadas, trabalhamos com valores muito superiores a esse e com alto padrão na análise de vigor a ser entregue. A semente é a base da produtividade. Não adianta investir em fertilidade, manejo e tecnologias de proteção se o agricultor começa a safra com uma cultivar mal posicionada ou com baixa qualidade fisiológica”, completa Neubauer.





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Mercosul e Canadá avançam em nova rodada de acordo comercial


EUA e México abrem três rodadas de negociação para revisar o USMCA

A X Rodada Negociadora do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Canadá foi realizada entre domingo (25) e quinta-feira (29), em Toronto. Segundo nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Agricultura e Pecuária, cinco capítulos avançaram para a etapa de encerramento de negociações. O encontro reuniu grupos técnicos e tratou de temas ligados a comércio de bens, serviços, regras de origem, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

De acordo com a nota oficial divulgada nesta sexta-feira (30), as negociações foram retomadas em outubro de 2025 e buscam ampliar as relações econômicas e comerciais entre os dois blocos. Durante a rodada, também houve encontro do ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, com os negociadores-chefes do Mercosul.

Entre os temas discutidos estiveram comércio de bens, serviços e serviços financeiros, entrada temporária de pessoas a negócios, salvaguardas bilaterais, comércio inclusivo e aspectos legais e institucionais. O comunicado, no entanto, não detalha quais cinco capítulos avançaram nem informa prazos fechados para a conclusão do acordo.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o agro, o tema tem relevância por envolver acesso a mercado e fluxo de insumos. Em 2025, as exportações brasileiras ao Canadá somaram US$ 7,3 bilhões, alta de 14,8% sobre o ano anterior, segundo os ministérios. Entre os principais produtos enviados ao mercado canadense aparecem açúcar e café, além de minérios, aeronaves e equipamentos de engenharia civil.

No sentido inverso, o Brasil importou US$ 3,1 bilhões do Canadá em 2025, aumento de 12,8%. Entre os principais itens comprados estão adubos e fertilizantes, além de motores, máquinas não elétricas, aeronaves e medicamentos. Como fertilizantes têm peso direto no custo de produção agrícola, uma eventual redução de barreiras comerciais pode ter reflexos operacionais para o setor, embora a nota não apresente detalhes sobre tarifas, cronograma de desgravação ou produtos sensíveis.

As partes informaram que novas reuniões entre os chefes negociadores estão sendo planejadas para as próximas semanas, com o objetivo de concluir o acordo. Até o momento, não foram divulgados os termos finais nem os efeitos específicos por cadeia produtiva, o que limita avaliações mais precisas sobre impactos para exportadores e importadores do agronegócio.

Fonte: gov.br

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Raça angus avança em Rondônia e cresce 80% no uso de genética


angus, boi, gado
Foto: Associação Brasileira de Angus

O uso da genética angus em Rondônia cresceu 80% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Programa Carne Angus Certificada durante o Rondônia Angus Show, realizado na Rondônia Rural Show. O avanço reforça o movimento de produtores em busca de animais mais rentáveis, adaptáveis e voltados à produção de carne premium.

De acordo com o gerente nacional do programa, Maychel Borges, Rondônia vem ganhando espaço dentro da pecuária de qualidade no país. Segundo ele, o aumento da comercialização de sêmen angus mostra o interesse crescente dos pecuaristas locais pela raça e pela certificação da produção.

“A nossa função é auxiliar o pecuarista rondoniense a entender o processo de certificação e mostrar como ele pode atingir os critérios que o programa exige”, afirmou.

Crescimento acima da média

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, destaca que o avanço em Rondônia supera a média registrada pelo mercado nacional da raça. No mesmo período do ano passado, o crescimento da genética angus no país ficou em 31%.

Segundo ele, o cenário positivo da pecuária de corte e a valorização dos animais meio-sangue angus ajudam a explicar o resultado observado no Norte do país. “É um mercado bastante aquecido, o que possibilita esse aumento na comercialização de genérica”, disse.

Pivato também citou a parceria com grandes frigoríficos como um dos fatores que impulsionam o mercado no estado, especialmente pela bonificação oferecida aos animais certificados.

Eventos e valorização da carne premium

Durante a ação realizada em Ji-Paraná, criadores, consumidores e visitantes participaram de um dia dedicado à raça. O evento contou com degustação de cortes certificados, como picanha, maminha, fraldinha red e chorizo.

Na ocasião, também foram divulgadas as datas da Rota Angus, que começa em julho, em Theobroma, e segue até Colorado do Oeste. Já o Concurso de Carcaças Angus Rolim de Moura está previsto para novembro.

Segundo Borges, além da expansão da genética, o objetivo é ampliar a rentabilidade dentro da porteira.

“O Concurso de Carcaças Angus mostra, na prática, como genética, manejo e nutrição podem se transformar em carcaças de alta qualidade e maior valor agregado”, afirmou.

*Com informações da assessoria de imprensa

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