terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Podridão de carvão desafia sojicultores



É preciso fazer um manejo adequado



É preciso fazer um manejo adequado
É preciso fazer um manejo adequado – Foto: Showtec

A podridão de carvão, causada pelo fungo Macrophomina phaseolina, representa uma ameaça crescente à produtividade da soja em regiões com altas temperaturas e períodos de seca. Segundo Pablo Augusto Cavalcante Coimbra, assistente de pesquisa na Corteva Agriscience, que compartilhou informações sobre o tema em seu perfil no LinkedIn, a doença também é conhecida como podridão cinzenta ou negra da raiz, e seu impacto pode levar à morte prematura das plantas, afetando severamente os rendimentos.

Os sintomas incluem murchamento das plantas, necrose e descoloração marrom-escura nas raízes e na base do caule. Em casos mais avançados, há formação de estruturas de resistência (escleródios) com aparência enegrecida. Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento da doença estão o estresse hídrico, altas temperaturas, compactação e baixa fertilidade do solo — condições que dificultam o crescimento das raízes e tornam o ambiente ideal para o patógeno.

O manejo da Macrophomina exige uma abordagem integrada, que combine práticas químicas, biológicas e culturais. Entre as soluções disponíveis, destaca-se o biofungicida GRAP BeesTRIC, à base do fungo Trichoderma harzianum. Essa tecnologia atua diretamente sobre o patógeno, promovendo uma alternativa eficaz e sustentável ao controle convencional. O uso de Trichoderma tem se mostrado promissor na recuperação da saúde do solo e no estímulo ao crescimento das plantas.

Além disso, estratégias como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo da irrigação para evitar estresse hídrico, correção nutricional, uso de cultivares resistentes e monitoramento constante da lavoura são fundamentais. Adotar essas medidas contribui não apenas para a mitigação da doença, mas também para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes e produtivos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Venda soja antes que o preço caia



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas



É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas
É preciso ficar de olho nas tensões geopolíticas – Foto: Divulgação

A soja brasileira colhida na safra atual, finalizada em maio, está sendo negociada com prêmios expressivamente acima da média histórica, impulsionados pela forte demanda chinesa. Segundo análise da TF Agroeconômica, isso ocorre em razão do afastamento da China do mercado norte-americano, em meio à disputa tarifária com o ex-presidente Donald Trump. Nos portos brasileiros, as cotações para agosto giram em torno de R$ 142,00 por saca, enquanto para setembro os preços chegam a R$ 145,00. Em contraste, para maio de 2026, as ofertas estão em R$ 136,00 por saca.

Apesar do cenário atual favorável, a TF alerta que esses prêmios elevados são temporários. Caso as tensões comerciais entre EUA e China sejam resolvidas nos bastidores, como já se especula, a tendência é de retração nos prêmios. Por isso, a recomendação é clara: produtores devem aproveitar os preços de agosto e setembro antes que ocorram recuos. A continuidade dos valores atuais depende, sobretudo, do comportamento da demanda chinesa e das condições climáticas no Brasil.

Entre os fatores de alta identificados pela consultoria estão a demanda firme da China pelas exportações brasileiras e os indicadores de elevação nos preços internos, com base nos dados do CEPEA (+1,55% em Paranaguá e +1,60% no interior). Por outro lado, há elementos de baixa como a ausência contínua da China no mercado americano, a fluidez das compras chinesas no Brasil, previsão de boas chuvas no Centro-Oeste e exportações americanas mais fracas. O USDA registrou vendas semanais de soja abaixo do esperado, o que reforça a pressão negativa sobre os preços internacionais.

Diante do cenário volátil e incerto, a recomendação da TF Agroeconômica é de comercialização imediata, aproveitando os patamares atuais antes que fatores externos provoquem desvalorização





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha a semana em queda em Chicago


A cotação da soja encerrou a sexta-feira (25/07) e a semana com queda expressiva na Bolsa de Chicago (CBOT), impactada por condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos e sinais de demanda internacional enfraquecida. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para agosto – referência para a safra brasileira – recuou 0,55% no dia, ou US$ 5,50 cents/bushel, sendo negociado a US$ 998,75. Já o contrato de setembro caiu 0,37%, ou US$ 3,75 cents/bushel, para US$ 1.002,00.

Entre os derivados, o farelo de soja para agosto teve desvalorização de 0,70% ou US$ 1,90 por tonelada curta, fechando a US$ 267,80. O óleo de soja também caiu 0,32%, ou US$ 0,18 por libra-peso, cotado a US$ 56,49. No acumulado da semana, a oleaginosa recuou 2,82% (US$ 29,00 cents/bushel), enquanto o farelo caiu 2,30% (US$ 6,20/ton curta). O óleo de soja, por sua vez, foi exceção, subindo 1,20% (US$ 0,67/libra-peso).

A pressão baixista sobre os preços se deve principalmente à expectativa de uma safra americana robusta, em função das condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos EUA. Além disso, a fraca demanda global contribui para o movimento de baixa. A ausência da China no mercado americano durante o período de pré-safra levanta preocupações, já que normalmente o país asiático estaria negociando volumes relevantes neste momento.

Outro fator relevante é o comportamento distinto entre os subprodutos da soja. Apesar de a demanda por óleo de soja se manter firme no mercado interno dos Estados Unidos — impulsionada pela indústria de biocombustíveis e alimentos —, o farelo enfrenta dificuldades. A menor demanda internacional reduz o escoamento do produto, pressionando os preços para baixo e gerando desequilíbrio na cadeia de derivados da oleaginosa.

Diante desse cenário, os preços da soja continuam testando os limites da linha de suporte dos US\$ 10 por bushel, um patamar psicológico importante para o mercado. Com a colheita norte-americana se aproximando e as incertezas quanto ao ritmo das exportações, o mercado segue atento às condições climáticas e às sinalizações comerciais entre EUA e China.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho caem, mas há saída



Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA



Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA
Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA – Foto: Nadia Borges

Diante do atual cenário de preços baixos no mercado de milho, a TF Agroeconômica recomenda que os produtores adotem estratégias distintas, conforme suas necessidades financeiras imediatas. Segundo a consultoria, quem precisa vender agora para saldar dívidas da safra deve fazê-lo, mas com uma importante ressalva: reservar entre 8% e 12% do valor obtido para aplicar em contratos futuros na B3. Essa tática visa compensar as perdas ocasionadas pela venda em um momento de baixa, aproveitando a possível recuperação dos preços no segundo semestre.

Para os que não estão pressionados financeiramente, a recomendação é manter o milho armazenado e esperar a valorização prevista com a redução dos estoques ao longo do segundo semestre. No entanto, a TF Agroeconômica alerta sobre o custo de carregamento da posição, como já vem destacando em análises anteriores. O movimento típico do mercado, com preços altos antes do plantio, queda durante a colheita e recuperação posterior, reforça a importância de ações planejadas neste momento.

Entre os fatores de alta observados estão os dados positivos das exportações dos EUA, segundo o USDA, e novas vendas para México e Coreia do Sul. No Brasil, a disputa entre indústrias de carne, etanol e exportadores pelo milho disponível no segundo semestre tem sustentado os preços internos. As cotações do CEPEA vêm apresentando melhora, reduzindo perdas acumuladas no mês.

Por outro lado, a pressão negativa vem de fatores externos e internos. A frustração com os termos do acordo comercial entre EUA e Japão esfriou o mercado em Chicago, e o provável impasse com o Canadá, principal comprador do etanol americano, também pesa. No Brasil, embora a entrada da safrinha devesse pressionar os preços para baixo, a forte disputa interna mantém as cotações em patamares elevados, afetando a competitividade nas exportações, como evidenciado pela perda recente de licitações sul-coreanas para outros fornecedores.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como a soja encerrou a semana?


O estado do Rio Grande do Sul encerrou a semana com vendas tímidas de soja e compradores focados no longo prazo, segundo informações da TF Agroconômica. “Pagamento Agosto R$ 139,00 (+0,22%) pagamento 30/08, setembro R$ 143,50 pagamento 30/09, outubro R$ 145,00 pagamento 30/10. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 (+2,29%) Cruz Alta – Pgto. 30/08 – para exportador, R$ 132,00 (+0,76%) Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 30/08 – para fábrica R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 123,00 a saca ao produtor”, comenta.

Comercialização lenta e estrutura pressionada em Santa Catarina. “A lentidão nas vendas preocupa, já que o aumento da produção pressiona uma capacidade de armazenagem e logística que já está sobrecarregada com a chegada da safra de inverno. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,19 (-1,16%)”, completa.

Oferta elevada e déficit de armazenagem pressionam o mercado de soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 137,30 (+0,81%). Em Cascavel, o preço foi 124,97 (+1,71%). Em Maringá, o preço foi de R$ 125,56 (+1,55%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 126,39 (+3,20%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,19 (-1,17%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Vendas lentas e pressão logística marcam a soja em Mato Grosso do Sul. “A lentidão nas vendas segue preocupando, indicando cautela por parte dos produtores e desafios para escoar a produção em um mercado pressionado por uma capacidade estática de armazenamento que deixa a desejar, mas como já explicado anteriormente, isso se repete por todo o Brasil, pois a produção cresce mais rápido do que a estrutura. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,65 (+0,02%), Campo Grande em R$ 120,80 (+0,14%), Maracaju em R$ 120,63, Chapadão do Sul a R$ 118,24 (-1,09%), Sidrolândia a em R$ 125,09”, informa.

Mato Grosso amplia exportações para a China, mas enfrenta gargalo logístico crítico. “Campo Verde: R$ 118,20 (+0,15%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,66, Nova Mutum: R$ 114,30 (+0,18%). Primavera do Leste: R$ 119,88 (+1,58%). Rondonópolis: R$ 119,88 (+1,58%). Sorriso: R$ 111,38”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho oscila pouco na B3 e recua em Chicago


O mercado futuro de milho na B3 encerrou a sexta-feira (25/07) em baixa, mantendo-se dentro de uma faixa estreita de oscilação ao longo da semana. Segundo a TF Agroeconômica, apesar das perdas pontuais no dia, os contratos de curto prazo ainda sustentaram ganhos semanais modestos, enquanto os contratos de longo prazo, como os da safra 2026/27, fecharam em queda. A estabilidade observada nos preços da bolsa e do mercado físico tem como suporte o atraso na colheita no Brasil, mesmo com a desvalorização semanal do dólar (-0,47%) e a queda em Chicago (-2,20%).

O indicador Cepea recuou 0,58% no dia, mas registrou uma leve alta de 0,55% na semana. Na B3, os contratos futuros fecharam assim: setembro/25 terminou cotado a R\$ 65,64 (queda de R$ 0,14 no dia, mas alta de R$ 0,16 na semana); novembro/25 encerrou a R$ 68,58 (queda de R$ 0,20 no dia e alta de R$ 0,33 na semana); e janeiro/26 ficou em R$ 72,12 (queda de R$ 0,23 no dia e alta de R$ 0,15 na semana).

Já na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho fechou o dia com leve alta, setembro subiu 0,82% e dezembro 0,84%, mas acumulou perda de 2,20% na semana. O mercado foi pressionado por fatores como clima favorável ao desenvolvimento da safra americana, expectativas frustradas com acordos comerciais, especialmente com o Japão, e tensões externas. Declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a possibilidade de tarifas unilaterais ao Canadá — principal comprador de etanol dos EUA — ampliaram o pessimismo do setor.

A falta de avanço nas negociações com outros potenciais compradores da safra americana também contribuiu para o recuo semanal. Apesar de algumas compras pontuais, o mercado ignorou esses volumes e seguiu operando com tendência de baixa. A única sustentação observada no momento é a demanda, que impede quedas mais acentuadas nos preços internacionais do cereal.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Café mantém preço alto no varejo em julho


Os preços do café tradicional permaneceram em patamar elevado no varejo, mesmo com a intensificação da colheita no Paraná. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (24) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o pacote de 500 gramas foi cotado a R$ 31,34 em julho. A variação representa uma alta de 0,64% em relação à média de junho, que foi de R$ 31,14.

“Essa leve variação confirma a estabilidade observada desde abril, quando os preços atingiram o pico do ano em R$ 31,61”, destacou o Deral.

Ainda de acordo com o órgão, a estabilidade ocorre em um nível elevado, considerando que em julho de 2024 o preço médio era de R$ 16,10, praticamente a metade do valor atual.

Com a entrada da nova safra, a expectativa é de alguma redução nos preços, embora o patamar de valor deva continuar acima do registrado no ano passado. O Deral aponta que, no Paraná, a colheita já alcança mais de 68% da área cultivada, indicando o pico de oferta no estado. Esse avanço tem pressionado os preços pagos aos cafeicultores. Em julho, o valor médio por saca caiu para R$ 1.500,00, cerca de 40% abaixo dos mais de R$ 2.000,00 registrados em junho. “Pela primeira vez na atual temporada, os preços ficaram abaixo da média registrada na safra anterior, de R$ 1.668,60”, informou o relatório.

Apesar de parte da produção já ter sido negociada a preços mais altos, a indústria começa a repassar os ganhos ao mercado atacadista. O setor tem praticado valores mais competitivos, o que pode abrir espaço para ajustes nos preços ao consumidor.

Diante dos preços elevados do café tradicional, o café solúvel tem se destacado como alternativa para os consumidores. O Paraná, que abriga um dos principais polos industriais do país nesse segmento, lidera as exportações nacionais. De acordo com dados do sistema Agrostat, no primeiro semestre de 2025 o estado embarcou 15.240 toneladas do produto, gerando US$ 199,6 milhões em receitas, o equivalente a 35% das 43.478 toneladas exportadas pelo Brasil no período.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Os Estados Unidos são o principal destino, absorvendo cerca de 15% das exportações paranaenses. Entretanto, a tarifa adicional de 50% imposta recentemente pelo governo Trump representa um risco relevante para o setor. A medida pode impactar diretamente as fábricas instaladas no estado e seus fornecedores, que não estão restritos ao Paraná.

O Deral avalia que, embora o impacto inicial seja regional, as consequências podem se refletir nos preços do café brasileiro de forma mais ampla. Mesmo com baixos estoques e a abertura de novos mercados, há risco de excesso de produto no mercado interno.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como o milho fechou a semana nos estados?


O estado do Rio Grande do Sul segue dependente do milho externo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Boa parte do milho que resta no estado está sendo destinado a consumidores menores, como granjas de ovos, ou ao consumo doméstico.As indicações de compra variam conforme a praça: R$ 65,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto oscilam entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem boa safra, mas a rentabilidade preocupa com as poucas oportunidades de mercado. “Em Campos Novos, produtores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias oferecem até R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas as ofertas continuam limitadas a R$ 75,00. A pouca movimentação e as margens apertadas exigem cautela por parte do produtor, que já começa a segurar investimentos para a próxima safra”, completa.

Colheita avança com boa produtividade no Paraná. “A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas da indústria mantém o impasse. Enquanto os vendedores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com alguns casos chegando a R$ 80,00, o setor de rações segue ofertando R$ 73,00 CIF, o que impede qualquer retomada mais consistente nas vendas”, indica.

Liquidez baixa e desafios logísticos marcam a safra no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul permanece travado, com liquidez extremamente baixa mesmo após leves ajustes em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, houve pequena valorização nos últimos dias, mas o movimento ainda é tímido. A retração de vendedores e compradores continua impedindo avanços nas negociações”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda aquecida impulsiona preços da soja, mas frete caro pressiona margens



Produtores apostam em entregas futuras com expectativa de frete menor




Foto: USDA

Os preços da soja registraram nova valorização no mercado brasileiro ao longo da última semana, impulsionados por uma combinação de fatores que reforçam o apetite da demanda tanto no Brasil quanto no exterior. A procura da China, principal compradora do grão, segue intensa e elevou os prêmios de exportação nos portos nacionais, favorecendo a sustentação das cotações.

De acordo com informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o movimento de alta foi limitado pelas recentes quedas no dólar e nos preços internacionais da oleaginosa. Além disso, o aumento nos custos de frete rodoviário, intensificado nas últimas semanas, tem reduzido a rentabilidade dos sojicultores brasileiros. O encarecimento logístico é apontado como um dos principais obstáculos no curto prazo.

O levantamento do Cepea também destaca que, diante desse cenário, muitos produtores têm optado por negociar contratos com entrega futura, deixando o mercado spot (de entrega imediata) em segundo plano. A expectativa é de que, com o avanço da colheita do milho safrinha e maior disponibilidade de caminhões, os preços do transporte rodoviário tendam a recuar nos próximos meses.

Essa estratégia de comercialização demonstra cautela por parte dos agricultores, que buscam maximizar a margem de lucro em um ambiente de incertezas cambiais e logísticas. Apesar do bom momento nas exportações, o custo elevado com transporte pode comprometer a competitividade do grão brasileiro no mercado global.

O cenário atual reforça a importância da eficiência logística e da gestão estratégica de contratos por parte dos produtores. Com o mercado externo atento ao fornecimento sul-americano, principalmente após as perdas registradas nos EUA, o Brasil segue como protagonista nas negociações da soja em 2024.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Segunda safra de milho caminha para recorde



A sanidade das lavouras também foi acompanhada



A sanidade das lavouras também foi acompanhada
A sanidade das lavouras também foi acompanhada – Foto: USDA

A segunda safra de milho no Brasil segue em ritmo avançado de colheita e deve alcançar produção recorde de 123,3 milhões de toneladas, segundo levantamento do Rally da Safra, da Agroconsult. O volume representa um crescimento de 19,5% em relação à temporada 2023/24. Considerada por especialistas como a “mãe de todas as safrinhas”, a atual temporada reforça lições importantes para o futuro da agricultura no país, com destaque para a eficiência climática e o uso de tecnologias no campo.

Apesar do atraso no plantio da soja no início do ano, que empurrou o calendário da safrinha, a ocorrência de chuvas em abril e maio foi fundamental para o bom desempenho das lavouras. A produtividade média nacional chegou a 113,8 sacas por hectare, um avanço de 13,1% frente ao ciclo anterior, enquanto o aumento da área plantada foi de 5,9%. Para Douglas Leme, gerente de Marketing e Cultivos para Milho da BASF, o resultado demonstra a coragem dos agricultores e o papel central das tecnologias agrícolas nesse cenário.

A sanidade das lavouras também foi acompanhada de perto pela Agroconsult. Pragas como lagarta-do-cartucho e da espiga foram predominantes, com incidência em até 79% das lavouras no médio norte do Mato Grosso. Já a cigarrinha apareceu em até 47% das propriedades no sul do Mato Grosso do Sul. Para enfrentar esses desafios, Leme reforça a necessidade de manejo preventivo e controle no início do cultivo, evitando perdas severas causadas por pragas e doenças.

Entre as ferramentas adotadas, destaca-se o novo inseticida Efficon®, lançado pela BASF. A inovação atua com efeito imediato de paralisação das pragas e ação prolongada, sendo eficaz no controle da cigarrinha-do-milho e pulgões. Com base no ingrediente ativo exclusivo dimpropiridaz, a solução representa um avanço no controle químico, como aponta o produtor Onivaldo Dante Jr., de Cambé (PR), que relata expectativa de dobrar a eficiência no manejo com o produto.

 





Source link