quinta-feira, abril 2, 2026

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Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil


açúcar etanol
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.

De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.

Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.

Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.

Pressão nos fertilizantes

A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.

“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.

Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).

Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.

“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.

Mudança no mix ganha força

Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.

De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.

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JBS inaugura centro de biotecnologia para desenvolver ‘superproteínas’


Centro de Biotecnologia Avançada JBS
Foto: Divulgação JBS

A JBS inaugura nesta quarta-feira (1º), em Florianópolis, Santa Catarina, a JBS Biotech, centro de biotecnologia avançada dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos.

A unidade atua em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas, elevando o padrão competitivo da cadeia de proteína animal.

Instalado no Sapiens Parque, o complexo é liderado pela engenheira química Fernanda Berti, doutora em Desenvolvimento de Processos Químicos e Biotecnológicos, e foi estruturado para atuar desde a pesquisa inicial até a validação de novas tecnologias para aplicação industrial.

Com estrutura de mais de 4.000 metros quadrados dedicados à pesquisa e desenvolvimento, a JBS Biotech conta com mais de 20 laboratórios altamente especializados, projetados segundo padrões internacionais de qualidade e segurança operacional.

A atuação da unidade abrange todo o ciclo de desenvolvimento tecnológico, da ciência básica e biologia molecular à engenharia, simulação de dados e validação de resultados.

“A JBS Biotech é capaz de desenvolver desde proteínas funcionais – as chamadas superproteínas – até novas soluções em ingredientes que contribuam para produtos mais saudáveis. Mas, mais do que produzir um item final, nosso objetivo é desenvolver tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial”, destaca o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.

“Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores”, afirma Fernanda, CEO da JBS Biotech.

“Isso inclui o avanço da nutrição de precisão, com o desenvolvimento de ingredientes e proteínas desenhadas para modular respostas fisiológicas específicas, tanto em humanos quanto em animais”, completa.

Proteínas de alta qualidade

Segundo ela, no centro dessa iniciativa está o compromisso de oferecer ao consumidor proteínas de alta qualidade, ampliar o acesso a novas tecnologias de produção de proteínas e contribuir para a construção de um modelo produtivo cada vez mais eficiente.

A pesquisadora enfatiza que, na prática, isso abre caminho para proteínas de alta qualidade nutricional, ricas em aminoácidos essenciais, na proporção adequada ao consumo, além de propriedades funcionais específicas.

Esses ingredientes podem ser desenhados para atuar de forma direcionada, desde ganho de massa muscular até suporte imunológico e desempenho metabólico, ampliando o conceito de nutrição tradicional para uma nutrição mais personalizada e baseada em ciência.

O conhecimento gerado também é aplicado na melhoria de produtos já existentes, ampliando qualidade e valor nutricional. Entre as frentes de pesquisa está o desenvolvimento de peptídeos e bioingredientes com potencial antioxidante e antimicrobiano, que podem contribuir para a redução de aditivos em alimentos e para o avanço de produtos com perfil clean label.

“Esta iniciativa nasce da nossa convicção de que ciência, tecnologia e inovação são essenciais para garantir a segurança alimentar em um mundo em rápida transformação”, completa Tomazoni.

Ciência aplicada à inovação industrial

JBS Biotech
Foto: Divulgação JBS

O avanço da biotecnologia tem impulsionado o crescimento de setores estratégicos da economia global ao viabilizar produtos de alto valor agregado, associados à eficiência produtiva, à responsabilidade ambiental e à segurança alimentar.

Alinhado a esse cenário, o centro conta com uma estrutura que integra sequenciadores de última geração, análises moleculares avançadas, ciência de dados ômicos ‒ genômicos, proteômicos e metabolômicos ‒, além de capacidade completa para culturas celulares, de micro-organismos e de plantas. Tomazoni destaca que essa infraestrutura posiciona a JBS Biotech como um centro de excelência para inovação, reduzindo a distância entre ciência, indústria e consumidor.

Já Fernanda ressalta que a infraestrutura permite, por exemplo, o mapeamento detalhado de perfis biológicos e nutricionais, abrindo caminho para aplicações futuras em nutrição personalizada, em que necessidades individuais podem orientar o desenvolvimento de ingredientes e soluções proteicas específicas.

Um dos pilares dessa visão é a estruturação do biobanco, com armazenamento criogênico de amostras biológicas, que, aliado às capacidades de biotecnologia aplicada, protege e amplia a valorização de matérias‑primas da cadeia agroindustrial.

A JBS Biotech integra competências multidisciplinares que abrangem desde a ciência básica — como biologia, química e física — até a ciência aplicada — engenharia química, bioquímica, bioprocessos e ciência de alimentos — com o objetivo de otimizar processos produtivos convencionais e viabilizar a criação de novos processos tecnológicos.

De acordo com a companhia, essa base permite ao centro atuar tanto em inovação incremental, com melhorias em processos e produtos já existentes, quanto em inovação disruptiva, voltada à criação de novas soluções para a cadeia de alimentos.

Valor agregado à cadeia

Aprofundar o modelo de economia circular já consolidado pela JBS é outro eixo estratégico do centro. Pesquisas utilizam tecnologias de extração e bioconversão para transformar coprodutos em bioingredientes de maior valor agregado, como proteínas funcionais, suplemento alimentar e compostos bioativos.

“Mais do que o produto final em si, o grande valor da biotecnologia está no aprendizado científico que esse processo proporciona”, explica Tomazoni. “A geração contínua de conhecimento constitui um ativo estratégico que assegura propriedade intelectual, orienta decisões e sustenta a competitividade, ao conectar inovação às tendências de mercado, por exemplo as ‘superproteínas’, com potencial, inclusive, de melhorar produtos que já oferecemos.”

A cadeia produtiva permite aproveitar melhor os recursos gerados nos processos convencionas para atender diferentes setores, como de insumos e produtos farmacêuticos, cosméticos, médicos e de suplementos alimentares. “Estamos mapeando aquilo que hoje é tratado como subproduto para desenvolver novas aplicações industriais”, afirma Fernanda Berti.

Saúde animal e eficiência

A biotecnologia tem um papel cada vez mais relevante na saúde dos animais, ao apoiar o desenvolvimento de produtos veterinários seguros e eficientes, que se integram às práticas já consolidadas de manejo e cuidado nos diferentes sistemas de produção.

As pesquisas incluem o desenvolvimento de soluções nutricionais e bioativas que contribuem para a prevenção de doenças e melhoria do desempenho animal, reduzindo a necessidade de intervenções mais intensivas. Essas soluções contribuem para o fortalecimento das estratégias de prevenção e controle sanitário, apoiando o bem‑estar animal e a produção responsável de alimentos ao longo de toda a cadeia.

Segundo Fernanda, a biotecnologia contribui para a eficiência operacional da produção de proteína animal, ao auxiliar na organização de dados relacionados aos sistemas produtivos. O uso combinado de ciência de dados e biotecnologia permite maior precisão nas decisões, promovendo ganhos de produtividade, redução de perdas e uso mais racional de recursos.

Conforme ela, o uso de produtos veterinários desenvolvidos com base científica favorece a melhoria contínua dos processos, a redução de perdas e o uso mais racional de recursos, promovendo maior previsibilidade e eficiência sem abrir mão das boas práticas já adotadas pelo setor.

Nova etapa de investimento em biotecnologia

JBS Biotech
Foto: Divulgação JBS

A inauguração do centro se conecta a iniciativas anteriores da companhia em biotecnologia, incluindo investimentos em proteína cultivada na Europa. Com o novo centro no Brasil, a empresa amplia sua capacidade de desenvolver soluções em diferentes frentes da cadeia de alimentos.

De acordo com a CEO da JBS Biotech, em um cenário de crescimento da demanda global por proteína e maior exigência por qualidade nutricional, o avanço da ciência em novos ingredientes proteicos amplia as possibilidades de desenvolvimento de alimentos com maior precisão nutricional e funcional.

“Nossa missão é tangibilizar o conhecimento biotecnológico”, resume Fernanda. “Queremos transformar ciência em soluções que gerem valor duradouro para a empresa e para a sociedade.”

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Boi gordo hoje: preço da arroba mantém alta; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer desta terça-feira (31).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue pautado pela restrição de oferta, o que faz com que as indústrias encontrem dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“A demanda por exportação permanece aquecida, considerando o forte ritmo de embarques durante o primeiro trimestre, lembrando que tanto importadores chineses quanto exportadores brasileiros têm acelerado o ritmo das negociações para preencher o maior volume possível da cota de 1,106 milhão de toneladas que foi destinada ao Brasil”, destacou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 360,75 — ontem: R$ 360,42
  • Goiás: R$ 341,96 — ontem: R$ 340,89
  • Minas Gerais: R$ 347,35 — ontem: R$ 346,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,32 — ontem: R$ 349,09
  • Mato Grosso: R$ 356,82 — ontem: R$ 356,15

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes durante a terça-feira. De acordo com Iglesias, a firmeza dos preços está centrada na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados mesmo em um momento de perda de competividade em comparação às proteínas concorrentes.

“Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda”, enfatiza o analista.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 21,80 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,1800 para venda e a R$ 5,1780 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1790 e a máxima de R$ 5,2365. Em março, a moeda subiu 0,91% e no trimestre houve queda de 5,61%.

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FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural


Foto: Agência FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento da regra por, no mínimo, 6 meses. A proposta busca garantir tempo para ajustes no sistema e evitar prejuízos aos produtores que, segundo a entidade, já cumprem sua parte na regularização ambiental.

Além disso, a medida estabelece novas exigências ambientais para a concessão de crédito rural, especialmente na Amazônia Legal, região que concentra estados como Mato Grosso e Pará.

De acordo com o vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, esse embróglio se deve à falta de conclusão das análises do cadastro ambiental rural que foram transferidas para o Ministério de Gestão no início do governo Lula em 2023.

“Os agricultores têm feito o seu cadastro, mas o governo tem sido moroso, demorado e não tem feito o plano de regularização ambiental, apresentado a sua análise sobre o car que foi oferecido”, afirmou.

A crítica também se estende ao Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como critério para restrições de crédito. Segundo Jardim, o mecanismo apresenta inconsistências e pode impedir o acesso a financiamentos. Além disso, ele considera a medida descabida ao penalizar produtores por uma análise que não foi concluída pelo próprio governo.

Manifestação

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além das limitações técnicas, a medida transfere ao sistema financeiro responsabilidades que não são suas ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a liberação da operação.

Isso tende a ampliar a insegurança jurídica das operações e elevar os custos operacionais, sem necessariamente garantir maior efetividade na política de proteção ambiental.

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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta restrita mantém preço em alta; média avança pela 8ª semana consecutiva



A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta


Foto: Canva

A oferta restrita de mandioca mantém os preços da raiz em alta nas regiões acompanhadas pelo Cepea – entre 23 e 27 de março, as cotações subiram pela oitava semana consecutiva. Apesar de alguns produtores terem retomado a colheita, a maioria ainda adia a comercialização para priorizar outras atividades e/ou por considerar a rentabilidade baixa.

Esse cenário manteve a disponibilidade abaixo da demanda industrial, impulsionando os valores, que operam no maior patamar desde novembro do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar das recentes valorizações, produtores sinalizam uma redução nas áreas a serem ocupadas com mandioca, considerando baixa a rentabilidade, custos ainda elevados e menor acesso ao crédito para custear a atividade. 





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Produtores de cana marcam protesto por falta de fertilizantes


cana de açúcar
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

Na próxima terça-feira (7), por volta das 9h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enfrentará um protesto do setor produtivo da cana-de-açúcar.

Caravanas de várias cidades da Zona da Mata são esperadas na mobilização que está sendo organizada pela Associação de fornecedores de cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Sindicape).

O segmento enfrenta uma crise derivada da safra recém finalizada, com queda no preço da cana em decorrência do tarifaço dos Estados Unidos sobre o açúcar e etanol brasileiros.

Em relação ao novo ciclo, o governo estadual já anunciou socorro emergencial com fertilizantes para auxiliar os agricultores a investirem na nova safra com a manutenção dos milhares de empregos da Zona da Mata.

“O problema é que deputados de oposição se recusam a votar o orçamento anual (LOA) com mudanças sugeridas pela governadora Raquel Lyra, mesmo após várias reuniões conosco. Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido e nada de fertilizante em pleno tempo agrícola para a realização do plantio, ameaçando a próxima safra e os empregos”, criticam Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da AFCP e do Sindicape.

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Após relatório do USDA, saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de março


preço soja cotação - preços ao produtor agropecuário
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de março com preços mistos no físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os melhores momentos do dia foram registrados pela manhã, com ofertas mais atrativas.

Depois, com a divulgação do relatório do USDA, Chicago subiu e abriu algumas oportunidades. No entanto, o cenário mudou ao longo do dia. Os prêmios começaram a corrigir, junto com a queda mais firme do dólar, o que acabou deixando as cotações sem direção única.

Nos portos, houve pouco reporte de grandes movimentações, enquanto no mercado interno os negócios ocorreram em ritmo moderado ao longo do dia.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 124,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 125,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve-se em R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 130,50

Soja no mercado internacional

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, reagindo ao relatório de intenção de plantio divulgado pelo USDA. A área plantada nos Estados Unidos em 2026 foi estimada em 84,7 milhões de acres, número abaixo da expectativa do mercado, que projetava 85,55 milhões.

Se confirmada, a área será 4% superior à do ano passado, quando foram cultivados 81,225 milhões de acres. O número também ficou abaixo da estimativa divulgada no Fórum Anual do USDA em fevereiro, de 85 milhões de acres. Em 20 dos 29 estados produtores, a área aumentou ou permaneceu estável.

Já os estoques trimestrais de soja, na posição de 1º de março, foram estimados em 2,10 bilhões de bushels, alta de 10% na comparação anual e acima da expectativa do mercado, de 2,08 bilhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar, ou 0,97%, a US$ 11,71 por bushel. A posição julho avançou 11,00 centavos, ou 0,93%, a US$ 11,86.

Entre os subprodutos, o farelo para maio subiu US$ 1,50, ou 0,47%, para US$ 316,40 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio fechou a 678,88 centavos de dólar, com ganho de 0,59%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,25%, cotado a R$ 5,1800 para venda e R$ 5,1780 para compra. Durante a sessão, a moeda variou entre R$ 5,1790 e R$ 5,2365. No acumulado de março, houve alta de 0,91%, enquanto no trimestre foi registrada queda de 5,61%.

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Confinamento exige controle diário da alimentação para evitar perdas; veja dicas


O quadro “Dicas do Scoton”, no Giro do Boi desta terça-feira (31), trouxe um alerta vital para a saúde financeira da pecuária intensiva. O confinamento é, antes de tudo, uma indústria de precisão onde a comida representa o segundo maior custo da operação, podendo chegar a 85% dos gastos totais, segundo o Índice de Custo de Bovinos Confinados (ICBC/USP).

Para manter o negócio saudável, a gestão rigorosa da dieta e o monitoramento da Curva de Consumo de Matéria Seca (CMS) são as únicas garantias de que o lucro projetado não se perca por falhas no cocho. O erro mais comum no confinamento moderno é basear a gestão apenas na média geral de consumo, uma variável dinâmica que depende diretamente do tempo de cocho e da categoria animal.

Confira:

Importância do controle diário

O controle diário e o “ajuste fino” da dieta permitem uma intervenção cirúrgica lote a lote, transformando dados em dinheiro no caixa. O veredito para o produtor é claro: o confinamento em 2026 exige um painel de controle que correlacione o que o boi come com o tempo de sistema. Utilizar gráficos de dispersão e ciência de dados permite identificar currais problemáticos antes que eles gerem prejuízo.

O “olhômetro” custa caro e não sobrevive à pressão por margens em tempos de mercado instável. O lucro na engorda intensiva só se realiza se a gestão nutricional for um compromisso diário. “Gerar informação, analisar e reverter em melhoria contínua é o que garante a sua margem”, afirma o especialista.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Piso mínimo e risco máximo: intervenção estatal na formação de preços no agro em ano eleitoral


Cotação da soja, preços
Cotação da soja

A edição da Medida Provisória nº 1343/2026, que propõe, nas palavras do ministro Renan Filho, o “aperfeiçoamento da Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete”, nos leva a refletir sobre os limites da intervenção do Estado na formação de preços.

Ainda que a medida tenha um caráter social, ao buscar proteger determinado elo da cadeia produtiva, seus efeitos práticos recaem diretamente sobre relações comerciais privadas, impactando custos logísticos em um cenário instável e imprevisível, agravado pela geopolítica internacional.

Não se trata de questionar o papel do Estado em corrigir eventuais assimetrias de poder de negociação. Intervenções dessa natureza exigem cautela, sob pena de produzirem efeitos contrários aos pretendidos.

Ao invés de promover equilíbrio, tais intervenções são capazes de gerar distorções ao aumentar a imprevisibilidade regulatória, desencadeando impactos negativos na cadeia, fato preocupante quando falamos de um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional e quase 30 milhões de empregos diretos e indiretos.

É certo que o contexto internacional agrava esse cenário. Tensões geopolíticas, como a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, pressionam os preços dos combustíveis, um insumo essencial para o agronegócio. Produtores rurais já lidam com elevação de custos de produção e crédito mais caro.

Em um ambiente de tamanha volatilidade, no qual já se cogita inclusive o risco de desabastecimento de diesel, com potenciais efeitos sobre a colheita da safra atual e o plantio da safra de inverno, a regulação adicional do frete tende a comprimir ainda mais as margens já estreitas, reduzindo a competitividade da produção nacional.

Os efeitos não se restringem à cadeia produtiva. O aumento de custos inevitavelmente será transmitido ao consumidor final. Não apenas commodities voltadas à exportação são impactadas, mas também produtos essenciais ao consumo doméstico, como arroz e feijão, o que implicará em pressão inflacionária adicional, com impactos diretos sobre o custo de vida da população.

No agronegócio, decisões de investimento são estruturadas com base em horizontes de médio e longo prazo. Plantio, expansão de área, aquisição de maquinário e investimentos em tecnologia dependem de segurança jurídica e previsibilidade regulatória. Na ausência desses elementos, o efeito pode ser a retração de investimentos, ou, em casos mais extremos, a própria decisão de simplesmente não produzir.

Em cenários como o atual, existem instrumentos mais eficientes para lidar com desequilíbrios de mercado sem comprometer sua dinâmica. O fortalecimento do seguro rural e a ampliação do acesso ao crédito são exemplos relevantes.

Da mesma forma, políticas de apoio à renda podem se mostrar mais eficazes, sobretudo em contextos de elevada volatilidade. A discussão sobre pisos mínimos é uma discussão sobre equilíbrio. A competitividade do agronegócio brasileiro depende de escala e eficiência, seja para abastecer o mercado interno, seja para competir globalmente. E escala e eficiência pressupõem, necessariamente, um ambiente regulatório estável, previsível e confiável.

Intervenções pontuais podem ser necessárias para preservar esse equilíbrio. No entanto, quando mal calculadas, correm o risco de comprometer exatamente o que pretendem proteger.

Não se fortalece uma cadeia produtiva fragilizando um ou mais elos, seja o produtor, o transportador, o exportador ou, em última instância, o consumidor que, nesse ano, é o próprio eleitor.

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em relações governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o agronegócio, como a chamada MP do Agro e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental


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Exigências ambientais travam crédito rural no pior momento do agronegócio


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Foto: Sistema Famasul

A partir de abril, o crédito rural no Brasil entra em uma nova fase, mais técnica, mais rigorosa e, na prática, mais restritiva. O que antes era basicamente uma análise documental passa a incorporar critérios ambientais, cruzamento de dados e monitoramento por satélite, elevando o nível de exigência para o produtor acessar recursos.

No centro dessas mudanças está a consolidação de regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) que tornam obrigatória a validação das informações ambientais das propriedades, especialmente por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de dados de satélite do Prodes, do INPE. Não basta mais declarar conformidade: será preciso comprová-la.

O crédito deixou de ser declaratório, agora é auditável.

Na prática, imóveis com inconsistências ambientais ou pendências cadastrais podem ter o financiamento bloqueado. A exigência começa a valer de forma mais efetiva agora e tende a se ampliar.

O problema é que a realidade no campo está longe de ser tão simples quanto a regra no papel.

Em regiões estratégicas, especialmente na franja do bioma amazônico, há milhares de produtores que fizeram tudo dentro da lei, mas não conseguem comprovar essa regularidade. Não por descumprimento, mas por falhas do próprio Estado. Processos de regularização fundiária travados, análise do CAR que não avança, sobreposição de cadastros e uma burocracia que se arrasta por anos.

O produtor cumpre a lei, mas o sistema não cumpre o produtor.

O resultado é perverso: quem deveria estar apto ao crédito acaba excluído por entraves administrativos que não controla. E, nesse novo modelo, sem regularidade comprovada, não há financiamento.

Essa mudança ocorre em um momento já delicado. O crédito rural vem se tornando mais escasso, com aumento da inadimplência e maior cautela por parte dos bancos.

Mais exigência em um cenário de menos dinheiro disponível.

Além disso, o sistema financeiro também endureceu. Com maior percepção de risco, os bancos passaram a exigir mais garantias e reduzir a exposição ao crédito rural, tornando o acesso ainda mais seletivo.

Para o produtor, isso representa uma mudança estrutural. A produtividade já não garante acesso ao financiamento. A nova regra é clara: é preciso estar regular no papel — mesmo quando o próprio Estado não entrega esse papel.

No novo agro financeiro, produzir bem já não basta, é preciso vencer a burocracia.

Entidades do setor alertam que essas exigências podem aprofundar desigualdades regionais, penalizando justamente áreas de expansão agrícola onde os gargalos fundiários e ambientais são mais evidentes.

No fim, o risco é restringir crédito em um momento de custo alto, margens apertadas e endividamento crescente.

Porque, no campo, a equação é direta: sem crédito, não há plantio, e sem plantio, não há Brasil.

Diante disso, o mínimo que se espera é bom senso. Essa medida precisa ser adiada.

Não se trata de negar a importância das exigências, mas de reconhecer o momento. Implementar esse nível de rigor em meio a uma crise financeira, com produtores descapitalizados e sem rentabilidade, é aprofundar um problema que já é grave.

Que se debata, que se ajuste, que se construa uma transição viável. Mas não agora, não quando o produtor já está sendo pressionado por todos os lados.

Exigir mais de quem já não tem margem não é solução, é empurrar o campo para o limite.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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