quinta-feira, abril 30, 2026

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Secas mais longas e mudanças nas chuvas já ocorrem na Amazônia, apontam pesquisas


Focos de incêndio no Acre
Foto: Beatriz Cabral

A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.

Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”.

Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.

O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.

Seca

O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño.

Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.

“Estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra.

A bióloga e pesquisadora no Inpe, Liana Anderson destaca o papel dos cientistas diante da dissonância entre as evidências científicas dos impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas e as respostas para a sua mitigação e contenção.

Construindo modelos

Na pesquisa publicada no International Journal of Climatology, os cientistas utilizaram uma métrica que vem sendo trabalhada por Aragão desde 2007, aliada a dados da fase seis do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados.

O estudo foi conduzido no sudoeste da Amazônia, abrangendo o Acre e parte dos estados do Amazonas e de Rondônia. Abrigando áreas com mais de 90% de cobertura florestal, a região está sob forte pressão de desmatamento.

Os resultados mostram que, em cenários de altas emissões de gases de efeito estufa, há uma intensificação dos déficits hídricos durante a estação seca na Amazônia, sobretudo na porção sudoeste da floresta.

As projeções indicam estações secas mais longas e intensas, com aumento do estresse hídrico entre junho e setembro e déficits que podem ultrapassar -21 mm/mês até o fim do século no cenário mais pessimista.

Esse agravamento tende a produzir impactos diretos sobre a floresta, com maior mortalidade de árvores, degradação florestal e perda de biodiversidade, além da redução da capacidade da Amazônia de atuar como sumidouro de carbono, reforçando um ciclo de retroalimentação entre degradação e aquecimento global.

Para aprimorar as projeções futuras e as avaliações de risco climático na região, os pesquisadores sugerem, entre outros pontos, a adoção de análises integradas que incorporem mudanças no uso da terra, anomalias na circulação atmosférica e interações entre incêndios e secas.

Na pesquisa que analisou a seca extrema de 2023 e 2024, o grupo mapeou e quantificou o estresse hídrico, a degradação florestal e a dinâmica do fogo, identificando implicações para a gestão ambiental.

Conclusão do estudo

O estudo chegou à conclusão de que a seca intensificou a interação entre déficit hídrico, incêndios e degradação, com o fogo cada vez mais associado à debilitação da floresta em pé, e não apenas ao desmatamento. Enquanto o desmate remove totalmente a cobertura de vegetação, a degradação enfraquece a floresta sem destruí-la por completo.

De acordo com o trabalho, os resultados destacam a necessidade de uma governança integrada do fogo, reunindo indicadores climáticos aos sistemas de alerta, fortalecendo a coordenação institucional e incorporando a degradação florestal nas estratégias de mitigação e adaptação.

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Equipamentos da linha amarela ganham cada vez mais espaço no agronegócio


Escavadeira
Foto: Pixabay

As máquinas da linha amarela, normalmente relacionados com a construção civil, tem entrado cada vez mais no universo agro. Escavadeiras, carregadeiras, tratores e retroescavadeiras, são exemplos desses tipos de máquina.

A classificação deles como “linha amarela”, está relacionado a cor normalmente usada na pintura escolhida pelos fabricantes desses equipamentos. A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, terá exemplares dessas maquinas, mostrando a profissionalização e evolução do setor.

Antes vistas como coadjuvantes no cenário, a linha amarela tem se tornado cada vez mais presente no campo. Dados da Associação Brasileira de Tecnologia e Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), mostram que o agro está entre os principais destinos das 34,5 mil máquinas comercializadas em 2025. Equipamentos que antes eram relacionados a infraestrutura, hoje se tornam ferramentas estratégicas da produção agrícola.

“A integração da linha amarela nas propriedades rurais tem expandido a capacidade operacional do setor”, afirma João Marchesan, presidente da Agrishow.

“A modernização reflete-se diretamente nos indicadores de produtividade, proporcionando ganho de escala e otimização dos custos fixos”, complementa Marchesan.

A partir disso, a Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (Csmr) da Abimaq, começa a ganhar mais importância, conectando a industria de equipamentos com o campo. Com empresas globais, o grupo reforçou como a linha amarela deixou de ser apenas um suporte e hoje é peça estratégica no setor.

“O crescimento do uso das máquinas da linha amarela na agricultura reflete a busca constante por eficiência, produtividade e sustentabilidade no campo. A participação ativa na Agrishow reforça nosso compromisso em estar lado a lado com o agricultor, apresentando inovações que transformam desafios em oportunidades e impulsionam o futuro do agronegócio brasileiro”, ressaltou Andrea Zámolyi Park, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR) da Abimaq.

Agrishow

A Agrishow que na próxima segunda-feira (27), em Ribeirão Preto (SP) vem se consolidando em uma vitrine das principais inovações da linha amarela no campo, mostrando em primeira mão escavadeiras, pás-carregadeiras e tratores de esteira, com configurações especificas para as atividades do campo.

Além das máquinas, o evento também apresenta um ecossistema completo de soluções como movimentação de carga, apoio logístico e manutenção de áreas produtivas. Com destaque para equipamentos versáteis e inteligentes que auxiliam desde a construção de silos e sistemas de irrigação até o manejo diário da propriedade.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Expozebu 2026 começa neste sábado em Uberaba com 400 mil visitantes


vaca nelore Carina - campeã ExpoZebu
Foto: Divulgação

A 91ª Expozebu começa neste sábado (25) em Uberaba (MG), com uma programação focada em genética zebuína, negócios e eventos técnicos. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira ocorrerá até 3 de maio no Parque Fernando Costa.

A expectativa é receber cerca de 400 mil visitantes ao longo dos nove dias de evento. A agenda inclui julgamentos de animais, leilões, palestras, rodeio e atividades promovidas por núcleos da entidade.

Destaques da programação

Um dos destaques da edição de 2026 é a agenda de remates, com 40 leilões e nove shoppings genéticos programados. Parte das negociações começou antes da abertura oficial, com eventos desde a última quarta-feira (22).

O grupo Canal Rural transmite ao vivo 31 leilões da programação, permitindo acompanhamento para criadores e investidores em todo o país. Segundo a organização, a expectativa é repetir ou superar o volume de negócios da edição passada, que movimentou mais de R$ 200 milhões.

Programação técnica e atrações

A programação técnica contempla julgamentos das principais raças zebuínas, com cerca de 3 mil animais inscritos. Também estão previstos encontros setoriais, palestras e o Zebu Connect Day + Dia de Campo, agendado para 27 de abril.

Esta edição contará com uma etapa do Campeonato de Montarias em Touros do Circuito Rancho Primavera (CRP), dentro do Expozebu Rodeo Shows. As apresentações ocorrerão nos dias 24, 25, 30 de abril e 2 de maio, com shows de artistas como Gusttavo Lima, Leonardo e Ana Castela.

O Lance Rural fará cobertura em tempo real da Expozebu 2026, com notícias, resultados de julgamentos e acompanhamento dos remates. A programação completa dos leilões e transmissões pode ser acessada no site da ABCZ.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima pode reduzir produtividade no Centro-Oeste


O milho segunda safra no Centro-Oeste brasileiro avança sob condições climáticas adversas, marcadas por chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que já começam a afetar o desenvolvimento das lavouras. O cenário, observado nas últimas semanas em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, acende um alerta para possíveis perdas de produtividade em fases críticas do ciclo da cultura.

De acordo com monitoramento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o desenvolvimento do milho segunda safra segue, em geral, dentro de condições consideradas favoráveis, apesar da má distribuição das chuvas e da redução dos volumes em algumas regiões produtoras.

Ainda assim, a irregularidade climática tem provocado respostas distintas entre os estados. Enquanto algumas áreas mantêm bom desenvolvimento, outras já enfrentam limitações hídricas que comprometem o potencial produtivo.

No Mato Grosso do Sul, as chuvas esparsas dificultaram a finalização do plantio em áreas remanescentes. Mesmo com lavouras em bom estado geral, produtores enfrentam aumento da incidência de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-do-cartucho, exigindo intensificação no manejo fitossanitário.

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O principal ponto de atenção está nas regiões sudoeste e sul do estado. Nessas áreas, a combinação de baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas tem reduzido os estoques de água no solo. No município de Dourados, estimativas do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) indicam déficit hídrico persistente ao longo do ciclo, refletindo na perda de potencial produtivo da cultura.

Em Goiás, a umidade residual no solo ainda sustenta o desenvolvimento das lavouras na maior parte do estado. No entanto, o cenário começa a se deteriorar, especialmente nas regiões Sul e Leste. Nessas áreas, a redução das chuvas aliada às altas temperaturas intensifica a perda de água do solo justamente em fases críticas do milho, como floração e enchimento de grãos — períodos de maior demanda hídrica.

No município de Rio Verde, dados do SISDAGRO apontam aumento do déficit hídrico desde março, com impacto direto no rendimento. A estimativa é de perda de 52,6% no potencial produtivo.

A previsão climática para os próximos 15 dias indica manutenção da irregularidade das chuvas no Centro-Oeste.

De acordo com dados divulgados, os maiores volumes — acima de 60 mm — devem se concentrar no noroeste e oeste de Mato Grosso e no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os acumulados tendem a ficar abaixo de 40 mm, com possibilidade de volumes inferiores a 10 mm em regiões de Goiás, sudeste de Mato Grosso e Distrito Federal.

As temperaturas máximas devem variar entre 26 °C e 34 °C, podendo ultrapassar esse patamar em algumas áreas. A umidade relativa do ar também deve permanecer baixa, abaixo de 40%, favorecendo a continuidade do déficit hídrico.

O cenário reforça o aumento do risco produtivo para o milho segunda safra, especialmente se a irregularidade das chuvas persistir. A restrição hídrica nas fases mais sensíveis pode comprometer tanto o rendimento quanto a qualidade dos grãos.

 





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Carne suína ganha protagonismo com nova estratégia de comunicação do agro


carne suína, suíno, suinocultura - suínos
Foto: Prefeitura de Capão Bonito

A gastronomia tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para aproximar o agronegócio do consumidor final e fortalecer a percepção sobre a origem dos alimentos. O tema foi destaque no programa “Entre Gerações”, do Canal Rural, que discutiu o papel do marketing na conexão entre campo e cidade.

Dados apresentados no programa reforçam a relevância do setor. Nos nove primeiros meses de 2025, o agro brasileiro cresceu mais de 11% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado por uma safra robusta. Ainda assim, especialistas apontam que o desafio vai além da produção: é preciso comunicar melhor o que acontece dentro e fora da porteira.

Comunicação e valor agregado entram no centro da estratégia

A proposta do projeto “Entre Gerações” é justamente reduzir essa distância. A iniciativa reúne diferentes agentes do setor para ampliar o diálogo com a sociedade e transformar produtos agropecuários em marcas com maior valor agregado.

Para o especialista em marketing do agro José Luiz Tejon, a comunicação é parte central desse processo. Segundo ele, o marketing no setor vai além da venda.

“Marketing no agronegócio é reunir o talento do produtor às percepções e aos desejos do consumidor. Marketing não é fazer o que as pessoas querem, é fazer aquilo que elas não sabem que querem”, diz Tejon

Na prática, iniciativas como campanhas voltadas à carne suína têm buscado simplificar a comunicação e estimular o consumo, destacando atributos como segurança alimentar e versatilidade do produto.

Redes sociais e gastronomia impulsionam conexão com o público

O uso de conteúdos gastronômicos tem ganhado força como ponte entre produção e consumo. Criadores de conteúdo e chefs vêm apostando em receitas e demonstrações práticas para facilitar a decisão de compra e reduzir barreiras.

O influenciador e empresário do setor de carnes Netão explica que mostrar o produto pronto muda a forma como o consumidor se relaciona com o alimento.

“Se eu mostrar o prato pronto, eu estou resolvendo a dor do cliente.”

Segundo ele, a estratégia ajuda a simplificar a escolha e aumentar a confiança.

Netão também destaca que a comunicação digital abriu espaço para produtores e empreendedores se aproximarem do público. “Basta um celular para você começar.”

Além disso, a transparência sobre o processo produtivo tem impacto direto na percepção de valor. “Toda vez que você mostra um pouco do seu bastidor, você agrega mais valor ao seu produto”, afirma o empresário.

Origem e informação ganham peso na decisão de consumo

A busca por informações sobre origem, qualidade e segurança dos alimentos tem influenciado cada vez mais o comportamento do consumidor.

A empreendedora Flávia Brunelli destaca que esse movimento exige uma comunicação mais clara por parte do setor. Segundo ela, mostrar o que acontece na produção é fundamental para quebrar barreiras e ampliar o consumo.

Na avaliação dela, quando o consumidor entende a origem e os processos envolvidos, há maior confiança na escolha do produto.

Cadeia da suinocultura amplia produção e busca novos mercados

O debate também destacou o avanço da suinocultura brasileira. O abate de suínos no país passou de 39,26 milhões de cabeças em 2015 para 60,69 milhões no ano passado. No mesmo período, as exportações cresceram, com alta de 12% em 2025 frente a 2024, tendo as Filipinas como principal destino.

Com um mercado mais exigente, a indústria tem investido na diversificação de cortes e na adaptação aos diferentes perfis de consumo. A estratégia inclui ampliar o acesso a novos produtos e fortalecer a presença da proteína suína na alimentação cotidiana.

Nova geração aposta em comunicação, tecnologia e inovação

Para especialistas e representantes do setor, a nova geração tem papel central na transformação da comunicação no agro.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, avalia que ainda há desafios na relação com o consumidor, mas vê avanços na forma como o setor vem se posicionando.

Já entre produtores e influenciadores, a recomendação é clara: investir em conhecimento, comunicação e consistência. “Insistir, persistir e nunca desistir”, afirma Netão.

A combinação entre inovação, presença digital e estratégia de comunicação aparece como um dos principais caminhos para ampliar o alcance do agro e fortalecer sua conexão com a sociedade.

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Alckmin e ministro da Agricultura vão representar governo Lula na Agrishow


Geraldo Alckmin na abertura da Agrishow 2025
Foto: Agrishow/divulgação

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou nesta sexta-feira (24), ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, vão representar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), no domingo (26).

Segundo a equipe de comunicação do governo, não está prevista uma ida de Lula para o evento. Ele deve fechar o terceiro mandato à frente da Presidência sem ir até a feira do agro.

Como mostrou o Broadcast Agro, a ida do presidente ao evento começou a ser avaliada pelo Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira. Até então, estava descartada a presença de Lula na Agrishow, assim como foi nas edições anteriores do atual mandato.

A ideia, conforme a apuração do Broadcast Agro, era que Lula estivesse acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Agricultura, André de Paula.

Equipes do governo federal já organizavam a compra de passagens para Ribeirão Preto e a estrutura do evento para receber o presidente, apurou a reportagem.

O fato de ser ano eleitoral estava pensando na decisão, segundo fontes. Demais presidenciáveis também devem comparecer à Agrishow.

Na gestão atual, a participação do governo na Agrishow é envolta de imbróglios. Em 2023, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, se disse desconvidado do evento, o que levou a questionamentos sobre o patrocínio do Banco do Brasil ao evento.

Nas edições posteriores, Alckmin e Fávaro representaram o governo federal.

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Agro deve fazer Brasil bater recorde no consumo de diesel B em 2026


óleo diesel foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Regiões Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

Produção interna cresce e importações recuam

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

A demanda por diesel no Brasil deve alcançar novo recorde em 2026, impulsionada pelo agronegócio, exportações e transporte rodoviário de cargas. Segundo projeção da StoneX, o consumo de diesel B está estimado em 70,8 milhões de metros cúbicos, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

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Falhas na pulverização agrícola afetam produtividade e gera prejuízos no agro, alerta pesquisa


Deriva soja pulverização multissítio
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

A eficiência da pulverização agrícola segue como um dos principais desafios da produção no campo. Estudos da área de tecnologia de aplicação apontam que apenas parte dos defensivos aplicados atinge o alvo biológico.

Em condições reais, a deposição efetiva pode variar entre 30% e 70%, dependendo de fatores como tipo de equipamento, cultura e condições climáticas, como vento e umidade. O restante do volume aplicado pode ser perdido por deriva, evaporação ou escorrimento.

Deriva aumenta perdas e riscos

Entre os principais fatores de perda está a deriva, fenômeno que ocorre quando as gotas são levadas para fora da área-alvo.

Pesquisas da American Society of Agricultural and Biological Engineers (ASABE) e do USDA indicam que esse deslocamento pode ultrapassar 10% do volume aplicado em condições desfavoráveis.

Situações como uso de gotas muito finas, vento acima do recomendado e regulagem inadequada de equipamentos aumentam esse risco.

Além de reduzir a eficiência do controle de pragas, a deriva pode causar contaminação ambiental e danos a culturas vizinhas.

A FAO aponta que o manejo inadequado de pesticidas e a baixa eficiência na aplicação ainda estão entre os principais desafios da agricultura global.

Em países com grande escala produtiva, como o Brasil, pequenas perdas operacionais podem gerar impactos econômicos e ambientais relevantes.

Tecnologia avança, mas adoção ainda é desafio

A tecnologia de aplicação tem evoluído para reduzir perdas e aumentar a precisão no campo. O tema é foco de pesquisas conduzidas por universidades e centros especializados.

Um dos grupos que atuam nessa área é o liderado pelo pesquisador Adriano Arrué Melo, da Universidade Federal de Santa Maria, que desenvolve estudos voltados à redução da deriva e ao aumento da eficiência operacional.

Segundo o pesquisador, o principal desafio não está apenas na inovação, mas na adoção prática dessas soluções.

“A tecnologia existe e evolui rapidamente, mas o impacto real depende da aplicação correta no campo”, afirma.

Capacitação ganha importância no campo

A qualificação dos operadores aparece como fator central para melhorar a eficiência da pulverização.

Programas de treinamento têm buscado reduzir a distância entre pesquisa e prática. Um exemplo é o curso de boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas, já realizado em diversos municípios do Rio Grande do Sul.

As capacitações abordam temas como tamanho de gota, condições climáticas, regulagem de equipamentos e escolha de pontas de pulverização.

Segundo especialistas, esses fatores influenciam diretamente o risco de deriva e o desempenho da aplicação.

Além dos ganhos técnicos, a capacitação também atende a exigências legais. No Rio Grande do Sul, já é obrigatória a qualificação para aplicação de herbicidas hormonais. A medida reforça a necessidade de formação contínua no setor.

Especialistas defendem que a ampliação desse tipo de exigência para outros estados pode elevar o padrão de segurança e eficiência da agricultura brasileira.

Impacto direto na produtividade

A baixa eficiência na aplicação de defensivos afeta diretamente o custo de produção e o resultado no campo.

Com perdas operacionais elevadas, o produtor pode gastar mais insumos sem obter o efeito esperado no controle de pragas e doenças.

O avanço da tecnologia, aliado à capacitação, é apontado como caminho para reduzir desperdícios, aumentar a precisão e melhorar a rentabilidade da atividade.

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AgroNewsPolítica & Agro

Comissão aprova atualização de tecnologia em contratos de governo



Proposta autoriza atualização de tecnologia em contratos públicos durante a vigência


Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

23/04/2026 – 18:36  

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a inclusão, em contratos de até cinco anos firmados pelo poder público, de regras para a troca de máquinas e a atualização de versões de softwares durante a vigência de acordo.

O texto prevê a adoção de um novo modelo, chamado “como serviço”, com repasse de responsabilidade de infraestrutura e de manutenção para a empresa contratada. A atual Lei de Licitações e Contratos Administrativos permite acordos com este prazo apenas para aluguel de equipamentos e o uso de programas de informática. Além disso, a lei só permite a atualização dos referidos equipamentos e programas após o fim do contrato em vigor.

O que a proposta muda na lei:

O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado David Soares (Pode-SP), favorável ao Projeto de Lei 5297/25, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). Soares reforçou que o modelo atual é incompatível com a velocidade de inovação de tecnologia.

“A proposta confere maior racionalidade à gestão pública de tecnologia, ao permitir que os órgãos e entidades acompanhem o ritmo de evolução do setor, otimizando recursos públicos e evitando a defasagem funcional dos sistemas e equipamentos utilizados”, destacou no relatório.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil

Edição – Ana Chalub





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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologias para milho e soja movimentam equipe da Sipcam Nichino na edição 2026 da Agrishow, em Ribeirão Preto-SP


Ocorre na paulista Ribeirão Preto, no período de 27 de abril a 1º de maio, a edição 2026 da Agrishow, uma das maiores feiras do país nas áreas de máquinas e insumos para o agronegócio. Presente entre as principais empresas do setor de defensivos agrícolas, a Sipcam Nichino leva para seu estande informações relevantes sobre as soluções Fiera® e Click® Pro e também anuncia o lançamento de uma nova tecnologia para soja.

Lançado recentemente no país, o inseticida Fiera® trouxe ao mercado um conceito no controle da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje considerada a praga mais desafiadora do cereal, na safra de verão e na segunda safra.

“Está comprovado em experimentos: o controle da ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor de milho, para ele colher sucesso na quebra de ciclo, na contenção da praga e produzir mais e melhor”, explica Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino. “O inseticida age na fase ‘ninfal’ e na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com redução na postura e na eclosão de ovos”, ele continua.

Em relação ao herbicida Click® Pro, igualmente lançado em períodos recentes, o agrônomo ressalta a efetividade da solução no manejo de invasoras de difícil controle do milho.

“Trata-se de uma solução altamente inovadora, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona. É um herbicida de ação pós-emergente, seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas”, acrescenta Palazim.

Conforme o agrônomo, o produto revelou em testes e áreas comerciais entregar controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, “inclusive ante espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”.

Ainda durante a Agrishow, a Sipcam Nichino inicia as ações de lançamento do herbicida Cervino® Gold. “O sojicultor brasileiro passará a contar com uma solução consistente no manejo das plantas daninhas mais importantes da cultura. O novo herbicida superou seus competidores nas avaliações a campo”, antecipa Marcelo Palazim.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

 





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