Solo saudável guia reforma de canaviais
A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática
Agrolink
– Leonardo Gottems

A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante – Foto: Pixabay
A reforma de canaviais tem ganhado relevância no planejamento agrícola diante da necessidade de conciliar produtividade, custos e conservação do solo. A avaliação é de Sergio Luiz de Almeida, líder em P&D, assuntos regulatórios e crescimento de mercado em proteção de cultivos e biológicos na América Latina, ao tratar da inovação e da sustentabilidade nesse processo.
A decisão de renovar uma área de cana-de-açúcar está ligada principalmente ao declínio da produtividade e às condições da terra. Quando a produção de açúcar e etanol por hectare cai de forma consistente, a reforma passa a ser uma medida necessária para recuperar o desempenho da lavoura e preservar a viabilidade econômica da operação.
Outro fator considerado é a saúde do solo. Infestações persistentes de pragas, desequilíbrios biológicos e problemas químicos podem indicar perda de fertilidade e necessidade de intervenção. Nesse cenário, testes de solo e acompanhamento técnico ajudam a definir o momento mais adequado para a renovação, evitando decisões baseadas apenas na idade do canavial.
Com o avanço dos custos de produção, cresce a importância de tecnologias capazes de prolongar a longevidade das plantas e adiar investimentos mais elevados. O uso de insumos modernos pode permitir a postergação do ciclo de reforma em pelo menos um corte adicional, reduzindo despesas operacionais e melhorando o aproveitamento da área já implantada.
A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante. A alternância favorece a recuperação do solo, auxilia no manejo de pragas e pode reduzir custos na reforma seguinte. A adoção de variedades mais resistentes complementa essa estratégia ao permitir a substituição de canaviais antigos com maior segurança produtiva.
O material aponta ainda a valorização do investimento, com o custo de formação por hectare passando de R$ 10,5 mil na safra 2021 para R$ 12,5 mil na safra 2022. Esse cenário reforça a necessidade de decisões mais criteriosas, com foco em eficiência, sustentabilidade e retorno econômico.

