quinta-feira, abril 23, 2026

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Diesel cai pela primeira vez desde o começo da guerra no Oriente Médio


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Foto: Pixabay

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra a primeira queda no preço médio do diesel comum após o começo da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro. 

De acordo com levantamento semanal feito pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o preço médio cobrado pelos postos ficou em R$ 7,43, redução de R$ 0,02. Na semana anterior, o litro do combustível foi vendido a R$ 7,45.

O litro da gasolina comum foi vendido a R$ 6,77 no mesmo período. Na semana passada, o preço do combustível ficou em R$ 6,78.

O etanol também teve redução de R$ 0,01 e passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, o litro.

Pacote

Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.

Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.

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Brasil tem tudo isso de jumento? Especialistas dizem que não


Jumentos no pasto
Foto: Freepik

A divulgação de uma estimativa internacional que aponta a existência de 730 mil jumentos no Brasil reacendeu o debate sobre a real dimensão da população desses animais no país.

Pesquisadores e entidades afirmam que o número está superestimado e pode mascarar o risco de extinção da espécie, especialmente no Nordeste. Uma carta aberta assinada por cientistas e organizações critica os dados e aponta inconsistências metodológicas.

Segundo o grupo, o número mais recente calculado por pesquisadores brasileiros indica cerca de 78 mil jumentos em 2025 — quase dez vezes menos que a projeção divulgada.

Base de dados é questionada

A principal crítica recai sobre a origem das estimativas.

Os dados utilizados internacionalmente têm como base informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que não realiza censos próprios e trabalha com projeções a partir de dados secundários.

Especialistas explicam que, no caso dos jumentos, essas estimativas são ainda mais frágeis. Isso porque a espécie tem menor relevância nas estatísticas globais de produção agropecuária, o que reduz a precisão das informações.

Além disso, o Brasil deixou de divulgar dados oficiais específicos sobre jumentos na Pesquisa da Pecuária Municipal em 2013. Desde então, as projeções passaram a ser feitas com modelos estatísticos, que tendem a suavizar quedas ou oscilações mais bruscas.

Diferença entre estimativas e dados oficiais

A divergência entre números não é recente. Em 2017, o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou cerca de 376 mil jumentos no Brasil, enquanto estimativas internacionais apontavam mais de 800 mil animais no mesmo período.

Para pesquisadores, essa diferença indica limitações das projeções e reforça que os dados não devem ser usados para análises detalhadas ou formulação de políticas públicas.

Na prática, a leitura de crescimento populacional sugerida pelos números mais recentes não condiz com a realidade observada no campo.

Abate e falta de cadeia produtiva pressionam espécie

Especialistas apontam que a redução da população está diretamente ligada ao abate de jumentos para exportação de peles, prática autorizada desde 2016.

O país conta atualmente com apenas um frigorífico ativo nesse segmento. A atividade, segundo estudos, não possui uma cadeia produtiva estruturada, sem controle sobre reprodução, reposição de animais ou previsibilidade de oferta.

Esse modelo é considerado extrativista e pode levar ao esgotamento do recurso ao longo do tempo.

Demanda internacional e pressão sobre o rebanho

A pele dos jumentos é utilizada na produção de ejiao, um produto da medicina tradicional chinesa. A demanda global é elevada e, segundo organizações internacionais, exige milhões de peles por ano.

Esse cenário tem levado à redução de rebanhos em diferentes regiões do mundo. Na África, por exemplo, países já proibiram a exportação de peles para conter o avanço da atividade.

Risco de extinção e falta de monitoramento

Levantamentos recentes indicam uma queda expressiva da população de jumentos no Brasil nas últimas décadas. Estimativas apontam redução de até 94% desde os anos 1990.

Pesquisadores alertam que o jumento nordestino, considerado um ecótipo único, está entre os mais ameaçados.

A ausência de dados atualizados e de políticas públicas estruturadas de monitoramento agrava o cenário. Especialistas defendem a criação de séries históricas confiáveis e mecanismos de acompanhamento mais precisos para orientar ações de preservação.

Sem isso, há o risco de que estimativas imprecisas continuem a distorcer a realidade e dificultem o enfrentamento do problema.

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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito rural empresarial soma R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026


O crédito rural empresarial somou R$ 404 bilhões em contratações entre julho de 2025 e março de 2026, aumento de 10% em relação aos R$ 368 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola, com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro e do Banco Central do Brasil.

No mesmo período, os recursos efetivamente concedidos — aqueles já liberados na conta do produtor — totalizaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% em relação à safra anterior. Entre os destaques está a emissão de Cédula de Produto Rural por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% e alcançou R$ 183,1 bilhões. Como o instrumento é utilizado principalmente para o custeio da safra, sua soma ao crédito tradicional destinado a essa finalidade elevou o volume de recursos disponíveis para custeio a R$ 303,1 bilhões, alta de 13% em comparação com a safra 2024/2025.

A Secretaria de Política Agrícola avaliou que os números refletem a continuidade do financiamento ao setor. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, ressaltou a secretaria.

A análise por finalidade mostra comportamentos distintos entre as modalidades de crédito. A linha destinada à industrialização registrou expansão, com aumento de 74% nas contratações, que alcançaram R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, totalizando R$ 26,4 bilhões. O resultado indica maior procura por financiamento voltado ao processamento agroindustrial.

Por outro lado, linhas tradicionais apresentaram retração no período. O crédito de custeio somou R$ 120 bilhões em contratações e R$ 114,3 bilhões em concessões, com queda de 11% e 15%, respectivamente. O investimento registrou R$ 45,5 bilhões em contratações e R$ 37,6 bilhões em concessões, recuos de 16% e 30%. As operações destinadas à comercialização também diminuíram, com contratações de R$ 27,2 bilhões e concessões de R$ 25,5 bilhões. Segundo o boletim, a redução nas linhas de investimento está associada à cautela do setor diante das taxas de juros vigentes e à expectativa de queda da Taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Entre os programas analisados, o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária foi o único a registrar crescimento, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. No total, o número de contratos firmados no período caiu 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural contabilizou 156.485 contratos, enquanto os demais produtores somaram 127.615 operações. As transações vinculadas à CPR chegaram a 125.310 contratos.

Na distribuição regional, a Região Sul do Brasil manteve a liderança no número de operações contratadas, enquanto a Região Sudeste do Brasil concentrou o maior volume financeiro.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos controlados somaram R$ 106,5 bilhões em concessões, redução de 7%. Dentro desse grupo, os Recursos Obrigatórios atingiram R$ 42,8 bilhões, crescimento de 19%. A Letra de Crédito do Agronegócio na modalidade controlada registrou aumento expressivo e alcançou R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões e os Fundos Constitucionais totalizaram R$ 14,5 bilhões.

Já as fontes não controladas chegaram a R$ 97,3 bilhões. Nesse grupo, destacaram-se a LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, que alcançou R$ 44,4 bilhões e registrou crescimento de 39%. O BNDES Livre apresentou recuo de 11%, totalizando R$ 4,4 bilhões.

A execução do Plano Safra 2025/2026 indica que, até março de 2026, foram concedidos R$ 43,4 bilhões de um total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis, o equivalente a 38% do montante previsto. No custeio, R$ 24,7 bilhões foram liberados de um total programado de R$ 63 bilhões. Para investimento, foram concedidos R$ 18,4 bilhões dos R$ 49,5 bilhões previstos, enquanto na comercialização foram aplicados R$ 307 milhões de R$ 845 milhões programados.

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera a execução dos recursos, com R$ 7,1 bilhões liberados para custeio e R$ 7 bilhões para investimento. O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil executou 59% do volume programado de custeio e 69% das operações de investimento. Já o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas para custeio.

Ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito contratado que aguardam liberação. Desse total, R$ 10,8 bilhões correspondem a financiamentos sem vínculo com programa específico, enquanto R$ 2,2 bilhões estão relacionados ao Pronamp. Outros valores estão vinculados ao Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e ao Programa de Modernização da Frota de Tratores e Implementos Agrícolas.

A Secretaria de Política Agrícola avalia que o cenário aponta continuidade no acesso ao financiamento agropecuário. “O Boletim do Crédito Rural de julho/2025 a março/2026 revela um setor agropecuário que mantém a trajetória de crescimento no volume global de recursos, com destaque para a expansão da CPR e da industrialização. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento e custeio convencional sinaliza maior seletividade dos produtores, associada ao ambiente de juros elevados”, explicou a secretaria.

Segundo a análise, ainda existe margem para ampliação das operações até o encerramento do Plano Safra, uma vez que 62% dos recursos equalizáveis permanecem disponíveis para contratação nos próximos meses.





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Radar Rural: novo videocast do Canal Rural traz leitura estratégica do setor


Com apresentação de João Nogueira e Beatriz Gunther, o Radar Rural é o novo videocast do Canal Rural
Beatriz Gunther é editora sênior do site do Canal Rural; João Nogueira atua como editor executivo do Mercado & Cia

Intempéries climáticas, conflitos geopolíticos e economia do país fragilizada. Esses são apenas alguns dos desafios enfrentados diariamente pelo produtor rural brasileiro, que com o passar dos anos fica cada vez mais resiliente e segue alimentando o mundo.

As águas são turbulentas e, no campo, cada decisão conta. É nesse contexto que nasce o Radar Rural, novo videocast do Canal Rural. Toda semana, os jornalistas João Nogueira e Beatriz Gunther trazem os principais fatos do mercado e como decisões políticas e econômicas impactam o agronegócio.

Com foco no Plano Safra, na mudança de gestão no Ministério da Agricultura antes das eleições e nos impactos da guerra no Oriente Médio, o primeiro episódio já está no ar:

Pensado para o formato digital, o videocast é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, o programa é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30.

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Líderes dos EUA e do Irã iniciam negociações em busca de acordo


Foto gerada por IA para o Canal Rural

As delegações de alto nível dos Estados Unidos e do Irã iniciaram oficialmente, neste sábado (11), uma rodada de conversas diretas e presenciais em Islamabad, no Paquistão.

De acordo com agências de notícias internacionais, o encontro busca consolidar um cessar-fogo frágil de duas semanas e discutir os termos para o fim de um conflito que já dura seis semanas e impacta severamente os mercados globais, especialmente o de petróleo e combustíveis.

Composição das delegações

De acordo com comunicados da Casa Branca e reportagens veiculadas na mídia norte-americana, a comitiva é chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que viajou acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner.

Do lado iraniano, a liderança das negociações cabe ao presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, conforme confirmado pela mídia estatal iraniana.

Pontos centrais e divergências

Conforme apurado pelas agências internacionais, os temas na mesa são críticos:

  • Exigências de Teerã: O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país entra nas negociações com “total desconfiança” e exige a liberação de ativos financeiros congelados (estimados em US$ 6 bilhões), segundo o Institute for the Study of War (ISW) e o jornal britânico The Guardian.
  • Segurança Marítima: O controle do Estreito de Ormuz é o ponto de maior tensão. A Reuters destaca que os EUA buscam a reabertura total da via, enquanto o presidente Donald Trump afirmou em redes sociais que iniciou um processo de “limpeza” do local.
  • Programa Nuclear: Já a Associated Press relata que a proposta de 15 pontos dos EUA exige restrições severas ao programa nuclear iraniano.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ovos/Cepea: Preços recuam na semana, mas média mensal segue alta


A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui. Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25). Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias. A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea. 

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AgroNewsPolítica & Agro

CNA alerta para vazio sanitário e semeadura da soja



CNA reforça ações para combater a ferrugem asiática na safra de soja



Foto: Pixabay

Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.

Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.

O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.

Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.

De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.





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É seguro comer carne mal passada? Especialista esclarece


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O programa Giro do Boi desta semana abordou a segurança da carne mal passada, esclarecendo que a segurança do alimento depende mais da técnica de preparo e da origem do que do ponto de cozimento.

Segundo o professor Sérgio Pflanzer, especialista em carne da Unicamp, em cortes íntegros, como picanha e filé mignon, a contaminação bacteriana, como Salmonella e E. coli, fica restrita à superfície.

O calor intenso do selamento é suficiente para eliminar microrganismos presentes na parte externa, garantindo a segurança da carne mal passada, que é rosada por dentro.

Confira:

Importância da selagem adequada

Pflanzer destaca que, ao selar a carne em altas temperaturas, as fibras musculares de cortes inteiros permanecem virtualmente estéreis. Assim, a carne mal passada é segura para consumo, desde que tenha sido bem selada.

No entanto, o cenário muda para hambúrgueres e almôndegas, onde o processo de moagem pode misturar a contaminação da superfície com o interior. Para carnes moídas, a recomendação é que o núcleo atinja pelo menos 71°C para garantir a eliminação total de patógenos.

Fatores de segurança na escolha da carne

Pflanzer informa que o risco real na segurança da carne não está na suculência, mas em fatores como selo de inspeção, procedência garantida e refrigeração adequada. O “vermelho” no centro da carne não é sangue, mas mioglobina, uma proteína que transporta oxigênio nos músculos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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O dólar como cabo eleitoral de Lula


presidente Lula aumento IOF
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom

A política brasileira sempre teve uma relação íntima com o dólar. Quando o real ganha força, o governo respira. Para a gestão Lula, que enfrenta desafios de aprovação, a valorização da nossa moeda não é apenas um dado financeiro, mas uma ferramenta de sobrevivência política. 

O mecanismo é direto: dólar baixo significa importações mais baratas. Como grande parte da produção nacional hoje é atrelada a custos em dólar de fertilizantes a máquinas, o real forte reduz o custo de produção no Brasil.

Esse alívio na base da cadeia ajuda a segurar os preços finais, funcionando como um freio na inflação que o eleitor sente na gôndola. 

A proteína animal é o exemplo claro dessa dinâmica. Com o dólar em queda (que já acumula baixa de 7,5% em 2026), exportar carne torna-se menos lucrativo comparado ao mercado interno. Isso aumenta a oferta de comida dentro do país e força a queda dos preços. 

Para um governo que fez da “picanha” um símbolo, ver o preço das proteínas recuar é o argumento mais forte para reconquistar o bolso do cidadão.

No momento, o Planalto aposta que o carrinho de compras cheio falará mais alto do que as queixas dos exportadores. Se o dólar seguir cedendo, Lula terá o que comemorar: um possível alívio imediato no prato do brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Paridade do etanol chega perto de 70%, mas gasolina ainda compensa mais


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em seis estados na semana encerrada em 11 de abril.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol apresenta paridade de 69,28% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Em Goiás, a paridade era de 69,79%; em Mato Grosso, de 68,09%; em Mato Grosso do Sul, de 68,04%, no Paraná, de 69,70%, em Roraima, de 69,87%, e em São Paulo, de 67,56%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

Preço do etanol cai em 10 estados e sobe em 11 e no DF

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 11 Estados e no Distrito Federal, caíram em 10 e ficaram estáveis em 4 na semana encerrada no dia 11 de abril. O Amapá voltou a ter medição, com o litro valendo agora R$ 5,89.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol caiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,70 para R$ 4,69 o litro (-0,21%). Em São Paulo, principal produtor e consumidor e Estado com mais postos avaliados, o preço ficou estável, em R$ 4,52 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 3,31%, foi registrada no Pará, de R$ 5,13 para R$ 5,30 o litro. A maior queda ocorreu em Goiás, de -3,09%, de R$ 4,53 para R$ 4,39 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,79 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,66, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,39, foi registrado em Goiás, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,89 o litro.

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