domingo, junho 7, 2026

Autor: Redação

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Mercado do boi gordo fecha semana estável


O mercado do boi gordo manteve estabilidade nas cotações em São Paulo nesta sexta-feira (5), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo a consultoria, os preços permaneceram inalterados em relação à quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, refletindo um ambiente de negociações mais lentas e com menor movimentação por parte dos frigoríficos.

De acordo com a Scot Consultoria, o cenário foi marcado por poucas ofertas de compra de bovinos, mas sem aumento na disponibilidade de animais para abate. Parte das indústrias frigoríficas concedeu folga aos funcionários durante o feriado prolongado, enquanto outras optaram por aguardar o desempenho das vendas de carne antes de definir novas estratégias de compra.

As escalas de abate permaneceram, em média, para oito dias, indicando relativa estabilidade na programação das plantas frigoríficas.

No Pará, a situação também foi de estabilidade. Conforme a análise da Scot Consultoria, as cotações não registraram alterações nas três principais praças pecuárias do estado em comparação aos valores observados na quarta-feira (3).

Enquanto o mercado físico operava sem mudanças expressivas, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram forte desempenho em maio. Dados analisados pela Scot Consultoria apontam que o volume embarcado alcançou 261,9 mil toneladas no mês, com média diária de 13 mil toneladas, resultado 26,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, avanço de 25,5% na comparação anual. Com isso, o volume total embarcado em maio ficou 20,2% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. O faturamento alcançou US$ 1,7 bilhão, crescimento de 50,2% em relação a maio de 2025.

Segundo a Scot Consultoria, tanto o volume exportado quanto a receita obtida representaram os maiores resultados já registrados para um mês de maio. Já o preço médio pago por tonelada foi o terceiro maior da série histórica e o mais elevado desde julho de 2022.





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Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos


A Aegro lançou o Compare Preços Premium, um painel de inteligência de preços de insumos agrícolas construído sobre 1,7 milhão de notas fiscais eletrônicas em 28 estados. 

Com atualização diária, o produto permite ao produtor comparar cada compra de insumo contra a distribuição real de preços da sua região: uma referência que, até agora, só o fornecedor tinha quando ligava para fechar o pedido.

O lançamento responde a um problema concreto. Os insumos respondem por 50% a 70% do custo de produção na lavoura de grãos, segundo dados da base Aegro. 

Em uma operação de 5.000 hectares com custo de R$ 5.000 por hectare, são R$ 25 milhões em insumos por safra. Cada 5% de diferença no preço de compra representa R$ 1,25 milhão. 

A única maneira do produtor brasileiro descobrir se fez uma boa negociação seria na conversa com o vizinho na cooperativa, semanas depois de o pedido já estar fechado.

O Compare Preços Premium muda esse jogo: antes da compra o produtor agora pode consultar e fazer melhores negociações.

A ferramenta já está disponível para clientes dos planos Premium do Aegro, e como funcionalidade adicional para os planos Lucratividade e Avançado.

O que o painel entrega

A compra do produtor aparece sobreposta à distribuição real de preços das fazendas da mesma região no mesmo mês: P25, média e P75 de transações registradas em NF-e. Quem está no P75 sabe quanto pagou acima da média, em reais, com produto e data identificados. É o número que faltava para levar à próxima conversa com o fornecedor.

O segundo eixo é temporal. O painel reúne cinco anos de histórico de sazonalidade, mês a mês, por produto e por região. O produtor que sempre comprou quando o representante aparecia passa a saber em qual janela do ano o preço fica abaixo da média histórica. A compra deixa de ser reativa e passa a ter calendário.

O terceiro eixo converte parcelamentos. Um “30/60/90 sem juros” costuma embutir entre 25% e 30% ao ano. O painel torna esse custo explícito antes de o produtor assinar o pedido.

Por que o dado é diferente

A origem do dado é o que diferencia o Compare Preços Premium das alternativas disponíveis. Cada entrada na base é uma transação registrada em nota fiscal eletrônica: não estimativa, não pesquisa de intenção, não preço sugerido por fornecedor. O registro é fiscal, do mesmo tipo que o produtor emite quando vende a produção, agora usado para mostrar o que outras fazendas da região pagaram na compra de insumos.

As alternativas que o produtor usa hoje cobrem outro ângulo. Cotações com fornecedores mostram o preço de quem quer vender. Boletins do CEPEA e da CONAB são referência para o preço de venda da produção, não de compra de insumo. A conversa com o vizinho chega tarde e sem como verificar. O Compare Preços gratuito da Aegro exige garimpo manual nota por nota para qualquer conclusão. Nenhuma dessas fontes entrega, no momento da negociação, o que o mercado de fato pagou.

Para Maurício Schneider, CEO da Aegro, o lançamento marca uma expansão de modelo no negócio: de SaaS, a venda de software de gestão, para DaaS, a entrega de inteligência de dados.

“Terra e clima são variáveis, e dado também é. A diferença é que dado você analisa. O modelo SaaS entregou ferramentas. O DaaS entrega inteligência: o número certo, conectado à sua operação, antes do problema aparecer. Dado não é relatório. É o que transforma resultado no preço de venda, no custo por saca, na hora certa de comprar o insumo. Quem não analisa, pode perder oportunidades de crescimento.”

Mauricio Schneider, CEO da Aegro

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Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã estava interrompendo as negociações indiretas com Washington após Israel ordenar que as tropas avançassem no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, que é apoiado por Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques aos subúrbios do sul de Beirute nesta segunda-feira, provocando outra onda de desabrigados em um conflito que já deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.

A TV estatal iraniana também afirmou ser muito provável que o cessar-fogo acordado no início de abril entre o Irã e os EUA termine se os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistirem.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia sido informado sobre a suspensão e reiterou que as negociações com o Irã continuam “em ritmo acelerado”.

Trump também disse que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele também disse que teve uma “ligação muito boa” com o Hezbollah por meio de intermediários.

A embaixada do Líbano em Washington afirmou em comunicado nesta segunda-feira que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para uma cessação mútua das hostilidades, que seria estendida a todo o território libanês.

O barril sob o contrato Brent chegou a US$97,79 na máxima do dia, mas fechou em alta de 4,24%, a US$94,98. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,26%, renovando recorde, enquanto segue apoiado pelo otimismo de investidores em torno de empresas de inteligência artificial.

No Brasil, o Ibovespa manteve no primeiro pregão de junho a dinâmica negativa registrada de meados de abril, quando renovou suas máximas históricas. A correção tem sido determinada principalmente pela saída de capital externo das ações brasileiras. 

“O cenário para as ações brasileiras deteriorou-se claramente nas últimas seis semanas”, afirmaram estrategistas do BTG Pactual, citando que a inflação está limitando a capacidade do Banco Central de reduzir a Selic de forma mais significativa.

Os estrategistas do BTG também citaram que o cenário político ficou mais confuso e chamaram a atenção para o avanço de um projeto de lei que reduz a jornada semanal de trabalho, com potencial para aumentar os custos para as empresas.

No cenário externo, destacaram que as ações do setor de tecnologia se valorizaram globalmente em maio, atraindo a atenção e os fluxos dos investidores.

Ainda assim, a equipe do maior banco de investimentos da América Latina disse que continua a ver as ações brasileiras como relativamente atraentes.

“O Brasil ainda é um dos poucos países com um caminho claro para cortes de juros no curto prazo e é um exportador líquido de petróleo, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue”, afirmaram em relatório com as recomendação de ações de junho.

“A tendência de diversificação para fora dos EUA deve continuar e os múltiplos estão agora ainda mais atraentes.”

DESTAQUES

• PETROBRAS subiu 0,88% e PETROBRAS ON avançou 1,31%, endossadas pela alta dos preços do petróleo no exterior. A estatal também anunciou no domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras. Nesta segunda-feira, informou um corte de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras.

• VALE ON recuou 1,35%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 0,19%. No setor, CSN ON fechou com declínio de 2,38% e CSN MINERAÇÃO ON encerrou com queda de 2,58%. USIMINAS PNA mostrou acréscimo de 0,09% e GERDAU PN fechou em alta de 1,62%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,66%, com o setor como um todo com sinal negativo. Investidores continuam analisando potenciais reflexos no setor após os EUA designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. BRADESCO PN cedeu 1,13%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,08% e BTG PACTUAL UNIT caiu 1,86%. SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,18%.

• TOTVS ON valorizou-se 4,32%, engatando o terceiro pregão seguido de alta, com analistas do UBS BB avaliando que o movimento da semana passada acompanhou o desempenho robusto global do setor de software. Os analistas avaliaram que um dos principais motores para a performance do setor foi o resultado trimestral da Snowflake. Para o UBS BB, porém, investidores podem precisar de mais evidências relacionadas à IA nos próximos resultados para recuperar a confiança no setor.

• MINERVA ON caiu 5,15%, no segundo pregão seguido de baixa, marcando uma mínima desde janeiro de 2019. No setor de proteínas, MBRF ON recuou 1,12% e JBS, que tem as ações listadas nos EUA, perdeu 2,97%.

(Por Paula Arend Laier; edição Alberto Alerigi Jr.)





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Exportações para a China crescem 9,5% em maio


As exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 1,33 bilhão em maio de 2026, queda de 21,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações avançaram 2,8%, alcançando US$ 1,19 bilhão. Com isso, a balança comercial com o país vizinho registrou superávit de US$ 130 milhões, enquanto a corrente de comércio recuou 11,8%, totalizando US$ 2,52 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras para a Argentina caíram 19,6%, para US$ 6,03 bilhões. As importações cresceram 0,9%, chegando a US$ 5,12 bilhões. O saldo comercial permaneceu positivo em US$ 910 milhões, mas a corrente de comércio diminuiu 11,3%, para US$ 11,14 bilhões.

Já a China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil. Em maio, as exportações para o mercado chinês cresceram 9,5%, somando US$ 10,50 bilhões. As importações aumentaram 24,2%, para US$ 6,80 bilhões. O superávit comercial com a China ficou em US$ 3,70 bilhões, e a corrente de comércio avançou 14,8%, atingindo US$ 17,30 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações para a China cresceram 21,8%, alcançando US$ 46,26 bilhões. As importações avançaram 4,1%, para US$ 30,76 bilhões. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 15,50 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 77,02 bilhões, alta de 14,1% na comparação anual.

As vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram 14% em maio, totalizando US$ 3,09 bilhões. As importações caíram 11%, para US$ 3,21 bilhões. Com isso, a balança comercial com os norte-americanos apresentou déficit de US$ 120 milhões, e a corrente de comércio diminuiu 12,5%, para US$ 6,30 bilhões.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações para os Estados Unidos caíram 16%, somando US$ 14,01 bilhões. As importações recuaram 12,6%, para US$ 15,48 bilhões. O déficit acumulado atingiu US$ 1,47 bilhão, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 29,49 bilhões, queda de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

As exportações para a União Europeia cresceram 8,8% em maio, alcançando US$ 4,91 bilhões. As importações recuaram 6,9%, para US$ 4,01 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 900 milhões, e a corrente de comércio com o bloco aumentou 1,2%, totalizando US$ 8,92 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas para a União Europeia avançaram 6,7%, chegando a US$ 21,81 bilhões. As importações caíram 3,4%, para US$ 19,55 bilhões. O saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 2,26 bilhões, e a corrente de comércio somou US$ 41,37 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual.





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Colheita de citros avança, mas vendas seguem lentas


A colheita das variedades precoces de citros avança no Rio Grande do Sul, mas a comercialização segue abaixo do esperado e preocupa os produtores. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, que aponta um cenário de mercado com preços pressionados em diversas regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar em Caxias do Sul, os pomares de Veranópolis e Cotiporã apresentam bom estado geral. Os produtores realizaram tratamentos fitossanitários para controle de pragas, como cochonilhas, além de adubações em cobertura. As plantas utilizadas para cobertura do solo, especialmente aveia e azevém, seguem em desenvolvimento. Apesar do avanço da colheita das variedades precoces, a comercialização é considerada baixa, fator que pode ampliar a pressão sobre os preços pagos aos citricultores. As bergamotas Caí e Ponkan estão sendo comercializadas a R$ 40,00 por caixa de 25 quilos. Entre as laranjas, as variedades precoces avançam para a fase de maturação. A laranja Bahia, a laranja do Céu e a variedade Rubi, destinada à produção de suco, já estão em colheita, mas enfrentam ritmo reduzido de vendas. Os preços pagos aos produtores são de R$ 1,25 por quilo para a laranja Bahia e a destinada ao suco, enquanto a laranja do Céu é comercializada a R$ 2,00 por quilo. Na Ceasa Serra, a laranja Bahia é vendida a R$ 3,39 por quilo, com tendência de queda nas últimas semanas. A bergamota Caí também registrou recuo, passando de R$ 2,55 para R$ 2,22 por quilo.

Na região de Erechim, a Emater/RS-Ascar informa que os preços seguem baixos para os produtores, girando em torno de R$ 0,60 por quilo.

Na região de Lajeado, o município de Arvorezinha, um dos principais polos produtores de laranja, registra valores diferenciados para a variedade Valência conforme o destino da produção. A laranja Bahia também está sendo comercializada no município. Em Montenegro, a colheita das bergamotas Caí e Ponkan está em andamento. Segundo a Emater/RS-Ascar, no início da safra parte dos frutos ainda apresentava coloração esverdeada, o que reduziu o volume comercializado e os preços pagos pelas caixas. As primeiras cargas foram negociadas por valores superiores aos atuais. A expectativa é de que a produtividade fique dentro da média considerada normal para a safra deste ano.

Em São José do Sul, a colheita da bergamota Caí atingiu 50% da área, mesmo percentual registrado para a Ponkan. Os produtores que dispõem de câmaras frias optam por armazenar parte da produção à espera de melhores preços. A colheita da laranja do Céu Gaúcha foi concluída. Em Maratá, a comercialização da bergamota Caí apresenta diferenças de preço de acordo com o destino da fruta, com valores menores para a indústria de suco e maiores para o mercado de consumo in natura. A laranja do Céu Gaúcha segue sendo destinada ao processamento industrial.

Em Tupandi, a suspensão temporária do recebimento de cargas pelas indústrias de suco preocupa os produtores locais. Conforme a Emater/RS-Ascar, quando as unidades retomarem as compras, a expectativa é de que o valor fique próximo de R$ 10,00 por caixa de 25 quilos, considerado baixo pelos agricultores. As variedades Seleta e Bahia são comercializadas a R$ 35,00 por caixa de 25 quilos, mas o fluxo de vendas permanece reduzido. Já a produção de limão está sendo direcionada para a indústria de suco.





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RS investe R$ 44 milhões na cadeia do vinho


Celebrado neste sábado (7), o Dia Estadual do Vinho reforça a relevância da cadeia vitivinícola para a economia do Rio Grande do Sul. Líder nacional na produção de uvas, vinhos e espumantes, o Estado concentra milhares de famílias envolvidas na atividade e segue ampliando investimentos voltados ao fortalecimento e à qualificação do setor.

Entre as iniciativas de incentivo à vitivinicultura está a aplicação de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (Fundovitis). A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação destinou R$ 44,3 milhões para ações de fortalecimento da cadeia produtiva desde 2023. Desse total, R$ 34,9 milhões já foram pagos.

Os recursos são administrados pelo Conselho de Desenvolvimento da Vitivinicultura, responsável pela execução de um plano de trabalho voltado à ampliação da competitividade, à modernização dos processos produtivos e à promoção dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional.

O Fundovitis financia projetos relacionados à capacitação técnica, pesquisa, inovação tecnológica, assistência técnica, extensão rural e promoção comercial. Entre as ações contempladas estão a participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, a criação do Espaço da Uva e do Vinho na Expointer, o desenvolvimento de aplicativos para divulgação dos produtos vitivinícolas brasileiros, plataformas de seguros para a atividade e investimentos no Laboratório de Referência Enológica (Laren), em Caxias do Sul, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

As perspectivas para a próxima safra são consideradas favoráveis. O inverno de 2025 registrou acúmulo de horas de frio acima da média em importantes regiões produtoras, condição que beneficiou o desenvolvimento das videiras. Além disso, a ausência de geadas tardias contribuiu para uma brotação vigorosa e para a formação de um número elevado de gemas frutíferas, criando expectativa positiva para a produção de 2026.

Além de seu papel cultural e gastronômico, o vinho mantém importância estratégica para a economia gaúcha. No Dia Estadual do Vinho, os indicadores do setor demonstram a continuidade dos investimentos e do crescimento da cadeia produtiva, que busca consolidar ainda mais a posição do Rio Grande do Sul como principal referência brasileira na produção de vinhos e espumantes.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a safra gaúcha de uvas alcançou 957 mil toneladas em 2025, crescimento de 36% em relação às 703 mil toneladas registradas em 2024. O Valor Bruto da Produção atingiu R$ 2,29 bilhões, configurando um dos melhores resultados da última década na Região Sul. Para 2026, a expectativa é de manutenção dos elevados volumes produtivos, com estimativa próxima de 905 mil toneladas da fruta.

A maior parte da produção gaúcha é destinada ao processamento industrial. Cerca de 92% das uvas colhidas são utilizadas na fabricação de vinhos, espumantes, sucos e outros derivados, enquanto o restante é direcionado ao consumo in natura. Municípios como Flores da Cunha e Bento Gonçalves seguem entre os principais polos produtores voltados à industrialização da fruta.





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Produção de amendoim deve bater recorde no Brasil


A chegada de junho marca o início das tradicionais festas juninas em todo o país e reforça a presença de um dos ingredientes mais associados a esse período: o amendoim. O destaque para a cultura foi apresentado no Boletim Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Além da importância gastronômica, o amendoim chama a atenção por uma característica incomum entre as principais culturas agrícolas. Embora as flores se desenvolvam acima do solo, os frutos são formados abaixo da superfície. Após a fecundação, uma estrutura da planta cresce em direção ao solo, onde ocorre o desenvolvimento das vagens.

O boletim destaca que, até a década de 1970, grande parte da produção brasileira era destinada à fabricação de óleo vegetal para consumo doméstico. Com o avanço da cultura da soja e sua maior competitividade econômica, o amendoim perdeu espaço nesse segmento industrial, enquanto o óleo de soja passou a predominar no mercado nacional.

A partir dessa transformação, a cultura encontrou novos mercados. Atualmente, a maior parte da produção é direcionada à indústria de doces e confeitos, além do consumo direto. Durante as festas juninas, o produto ganha ainda mais relevância por estar presente em alimentos tradicionais como paçoca, pé-de-moleque, amendoim caramelizado e diversas sobremesas típicas, além de ser consumido torrado ou in natura.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira de amendoim na safra 2025/26 deverá alcançar 1,20 milhão de toneladas. Caso a projeção se confirme, o volume representará um novo recorde nacional, superando a marca registrada na safra anterior. O estado de São Paulo permanece como principal produtor do país, concentrando cerca de 80% da produção nacional. Na sequência aparece o Mato Grosso do Sul, com estimativa de 184,1 mil toneladas, o equivalente a aproximadamente 15% do total brasileiro.

No Paraná, a expectativa é de uma produção de 5,6 mil toneladas na safra atual, volume que representa cerca de 0,5% da produção nacional. Conforme o levantamento do Departamento de Economia Rural, a colheita já foi concluída na região de Paranavaí, principal polo produtor do estado, restando apenas áreas na região de Umuarama. Paranavaí responde por pouco mais de 50% da produção paranaense de amendoim, enquanto Umuarama participa com quase 23% do volume estadual.





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geadas afetam parte das lavouras de milho silagem



Colheita de milho para silagem supera 98% no RS



Foto: Pexels – Pixabay

A colheita de milho destinado à produção de silagem está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando mais de 98% da área cultivada. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o levantamento, as condições meteorológicas favoreceram o avanço das operações, embora precipitações ocasionais tenham interrompido temporariamente os trabalhos em algumas regiões e retardado a conclusão da atividade.

O boletim também aponta que as geadas registradas em maio provocaram danos localizados em parte das lavouras ainda não colhidas. Os efeitos foram observados principalmente por meio da queima das folhas e da redução pontual da qualidade da forragem destinada à ensilagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, as áreas semeadas em fevereiro seguem sendo colhidas para a produção de silagem utilizada na alimentação de rebanhos de corte e de leite. Parte dos produtores também tem direcionado a produção para comercialização, impulsionada pela demanda por volumoso durante os períodos de vazio forrageiro do outono e da primavera. Dos 6.935 hectares cultivados na região, cerca de 2% ainda aguardam colheita.

Na região de Ijuí, os trabalhos de corte e ensilagem chegaram a ser interrompidos temporariamente devido às condições climáticas. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, parte das lavouras remanescentes registrou danos provocados pelas geadas observadas na semana anterior. Apesar disso, os impactos não comprometeram de forma significativa a qualidade bromatológica da forragem produzida.





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Preço do leite sobe 11% ao produtor no Paraná



Clima impulsiona valorização do leite no Paraná



Foto: Divulgação

O preço do leite pago ao produtor paranaense registrou alta em maio, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Na média do mês, os produtores receberam R$ 2,64 por litro entregue à indústria, valor 11,4% superior aos R$ 2,37 registrados em abril.

De acordo com o levantamento do Departamento de Economia Rural, a valorização também reduziu a diferença em relação ao mesmo período de 2025, quando o litro foi comercializado, em média, por R$ 2,86. O movimento representa um alívio para os pecuaristas, que enfrentaram um ano de margens reduzidas. Apesar da recuperação, o boletim alerta que a alta pode estar relacionada a fatores climáticos e não necessariamente indicar uma manutenção dos preços em níveis mais favoráveis no longo prazo.

O avanço das cotações no campo também começou a ser refletido no varejo. Segundo o levantamento da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o leite longa vida é comercializado no Paraná por um preço médio de R$ 5,35 por litro, repassando parte do aumento registrado na remuneração dos produtores.

A análise do Departamento de Economia Rural aponta ainda que o mercado pode continuar registrando reajustes nos próximos meses. A expectativa é de que os preços permaneçam em trajetória de alta até que a captação de leite volte a apresentar maior estabilidade.





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Estudo analisa seguro rural em 7 países e traz dicas de modelos ao Brasil


Lavoura de soja seca em Mato Grosso do Sul quebra, la niña, estiagem
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Um novo estudo do Observatório do Crédito e Seguro Rural (OCSR), do FGV Agro, analisa os sistemas de seguro rurais em sete países: Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Índia, México e Peru.

Os resultados mostram que embora todos reconheçam a importância da ferramenta para mitigar as perdas climáticas e estabilizar as rendas agrícolas, existem diferenças substanciais nos modelos operacionais de cada nação analisada.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o programa federal combina operação privada, forte subsídio ao prêmio, custeio administrativo e suporte público ao resseguro. O resultado é uma cobertura próxima de 90% da área das principais culturas.

Já na Espanha, o sistema se apoia em parceria público-privada. Para o OCSR, essa governança compartilhada demonstra que a previsibilidade institucional e a coordenação entre Estado, seguradoras e produtores são tão importantes quanto o volume do subsídio financeiro.

A Índia, por sua vez, foca na inclusão com intensa intervenção estatal, assumindo a maior parte do prêmio. O programa atinge fortemente pequenos agricultores, embora enfrente alta complexidade operacional. Em contrapartida, o Observatório aponta que modelos com menor apoio mostram fortes fragilidades sistêmicas.

No México, a retirada dos subsídios reduziu a área segurada de mais de 50% para cerca de 16%, colapsando o sistema.

A Argentina conta com um mercado privado focado em granizo, o que resulta em baixa penetração de seguros multirrisco e severa dependência de ações emergenciais pelo governo pós-desastre.

Veja o resumo de todos os países analisados na tabela abaixo:

seguro rural nos países

De acordo com os autores do estudo e pesquisadores do OCSR do FGV Agro, Renato Buranello e Anna Cortelin, o seguro rural tende a se fortalecer quando integrado como política pública estruturada.

“O seguro rural é um instrumento estratégico viável e valioso, desde que apoiado e bem desenhado. Os países que hoje colhem os benefícios da ampla cobertura securitária no campo, investiram nisso ao longo de décadas, aprendendo com os seus erros e aprimorando seus modelos”, declaram.

Segundo eles, para o Brasil fica a recomendação de que é preciso desenvolver um marco institucional claro; garantir apoio orçamentário compatível, envolver seguradoras privadas e agricultores na solução; começar cobrindo os riscos catastróficos-chave e públicos prioritários (pequenos agricultores) e expandir gradualmente.

“O seguro rural não evita desastres, mas mitiga seus impactos, permitindo que a agricultura seja mais resiliente e sustentável diante dos atuais desafios climáticos e do mercado”, concluem.

Lição ao Brasil

O estudo considera que a principal lição global é que o Brasil não deve opor Estado e mercado, mas coordenar suas funções.

“O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é o instrumento adequado para induzir a transferência de risco às seguradoras e resseguradoras, enquanto o Proagro cumpre uma função pública vital vinculada ao crédito, especialmente para pequenos produtores. O desafio é alinhar esses instrumentos para evitar sobreposições e alta pressão fiscal”, dizem os autores.

O estudo considera que, para funcionar, o PSR precisa urgentemente de previsibilidade orçamentária, já que sem um calendário financeiro estável de liberação de recursos, a instabilidade encarece a operação e impede a consolidação do mercado.

“O Proagro, por sua vez, deve ser uma camada pública bem focalizada, sustentada por bases técnicas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).”

Além disso, o estudo considera ser indispensável a estruturação de uma camada catastrófica, a exemplo do uso do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural. “Sem isso, o sistema continuará oscilando entre falta de subvenção em anos normais e um forte impacto aos cofres públicos durante grandes desastres climáticos.”

O estudo completo pode ser acessado aqui.

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