quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz


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Por Sinéad Carew e Niket Nishant

17 Abr (Reuters) – O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava “completamente aberta” durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano.

Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.

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Redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos


A recente normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já começa a refletir no agronegócio. A redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos e de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

De acordo com relatório do Rabobank, a medida contribuiu para uma acomodação dos preços, mas não elimina as incertezas globais. “Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com ausência de acordo definitivo entre EUA e Irã”, aponta o estudo .

Especialistas destacam que o agro é altamente sensível a esse tipo de movimentação. “Qualquer oscilação no petróleo impacta diretamente o custo de produção agrícola, principalmente em países exportadores como o Brasil”, explica um analista de mercado consultado.

O estudo também mostra que a economia brasileira apresenta sinais mistos, com leve crescimento em setores-chave. A agropecuária registrou alta de 0,2% na margem mensal e 1,8% na comparação anual, indicando certa resiliência frente ao cenário externo .

Apesar disso, o avanço ainda é moderado. O Rabobank projeta crescimento de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com impacto de juros elevados e incertezas fiscais sobre setores cíclicos.

Para o produtor rural, esse contexto significa cautela. “Mesmo com algum alívio nos custos, o ambiente macroeconômico ainda exige planejamento rigoroso e gestão eficiente”, avalia um consultor do setor.

Outro ponto destacado pelo relatório é a volatilidade dos mercados, impulsionada por conflitos internacionais e decisões políticas. A recente trégua temporária entre países do Oriente Médio contribuiu para reduzir tensões, mas não garante estabilidade no longo prazo.

Além disso, o câmbio continua sendo um fator relevante. O dólar encerrou o período próximo de R$ 4,99, com expectativa de alta para R$ 5,55 até o fim de 2026, o que pode influenciar diretamente as exportações agrícolas brasileiras .

Para o agronegócio brasileiro, o cenário combina oportunidades e riscos. De um lado, custos mais baixos de energia podem melhorar margens. De outro, a instabilidade internacional e a política monetária ainda limitam o crescimento.

Segundo o Rabobank, a tendência é de recuperação gradual ao longo do ano, mas com efeitos mais consistentes apenas no médio prazo. “O impulso à demanda doméstica levará tempo para se materializar”, destaca o relatório .





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Custo da soja dispara e aperta margem


O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.

O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.

No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.

 





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Medo no campo faz preço do milho reagir


O mercado de milho iniciou a semana com movimentações distintas entre os segmentos futuro e físico, refletindo fatores climáticos e dinâmicas de oferta e demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela preocupação com o clima em importantes regiões produtoras do Brasil.

Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado. Dados do Cepea indicam quedas intensas nos preços ao longo da última semana, influenciadas pelo aumento da oferta e pela atuação mais cautelosa dos compradores. A desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para o recuo das cotações, ao reduzir a paridade de exportação. Na parcial de abril até o dia 16, o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou queda de 4,8%, retornando aos níveis observados em janeiro.

Esse ambiente tem levado consumidores a negociar de forma pontual, priorizando a recomposição de estoques apenas quando necessário ou diante de preços mais baixos. Do lado dos vendedores, há maior flexibilidade, mas ainda com dificuldade na comercialização de grandes volumes. O mercado segue atento ao avanço da colheita da safra de verão e às condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra.

Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, com alta diária de R$ 1,89. O contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 67,88, com ganho de R$ 1,01 no dia, enquanto setembro de 2026 foi cotado a R$ 69,87, avançando R$ 1,58.

No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também registraram alta, sustentados pela boa demanda pelo milho dos Estados Unidos. O contrato para maio subiu 0,72%, enquanto o de julho avançou 0,60%. O movimento foi impulsionado por inspeções de embarque que somaram 1,66 milhão de toneladas na semana, em alta de 2,89%. O mercado mantém foco nas metas de exportação, enquanto no Brasil persiste a necessidade de chuvas no Mato Grosso até meados de maio para garantir o potencial produtivo da safrinha.

 





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Projeto que veda compra pública de leite importado avança na Câmara


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Foto: Pixabay

O projeto de lei 2.353/2011 que veda a compra de leite importado por órgãos públicos avança na Câmara dos Deputados.

O texto recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e deve entrar em votação nas próximas sessões do colegiado, informou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em nota.

O projeto é apoiado pela bancada agropecuária e relatado pelo presidente da frente, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR). O projeto estabelece, por meio de inclusão de dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos, a proibição de aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Há exceção apenas para quando não houver disponibilidade de produto nacional, segundo o parecer. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A FPA destaca em nota que a tramitação do projeto ocorre em momento de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que as importações do produto têm pressionado os preços locais e que os valores pagos pela bebida, em queda, têm apertado as margens.

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Tempestade com ventos de até 100 km/h: Inmet faz alerta de perigo para 360 municípios


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Foto: Inmet

Um alerta laranja, de perigo de tempestade, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Sul do país para toda esta quinta-feira (23).

De acordo com o órgão, 363 municípios (veja aqui a lista completa) podem ser impactados com chuva entre 50 mm e 100 mm, ventos de 60 km/h a 100 km/h e queda de granizo.

O aviso é válido para as faixas oeste e norte do Rio Grande do Sul e para o oeste de Santa Catarina (confira o mapa abaixo):

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Foto: Reprodução

Segundo o órgão, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

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Caminhoneiro é preso com garrafas de ‘cachaça com maconha’ em operação


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Foto: divulgação/PRF

Na última sexta-feira (18), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem por tráfico de drogas durante fiscalização na BR-153, no município de Paraíso do Tocantins (TO).

No km 499 da rodovia, a equipe deu ordem de parada a um caminhão, conduzido por um homem de 50 anos.

Durante os procedimentos de fiscalização, que incluíam a verificação da documentação fiscal e do peso da carga, os policiais, ao abrirem a porta da cabine do veículo, identificaram seis garrafas de dois litros contendo um líquido com odor característico de bebida alcoólica, além de material vegetal com características semelhantes à maconha.

Questionado, o condutor informou que se tratava de “cachaça com maconha” e que o material teria como origem o estado do Maranhão, com destino ao estado de Goiás, onde seria entregue a terceiros.

Diante da quantidade encontrada, da forma de acondicionamento e dos indícios de comercialização, a situação foi caracterizada, em tese, como tráfico de drogas. O homem foi preso em flagrante, e o material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins para os procedimentos cabíveis.

Cachaça com maconha
Foto: divulgação/PRF

Conduta ilegal

A produção, o transporte e a comercialização de substâncias derivadas de drogas ilícitas, como a maconha, são proibidos pela legislação brasileira, independentemente da quantidade ou da forma de apresentação, inclusive quando misturadas a bebidas ou outros produtos.

Assim, ainda que em pequena quantidade, a fabricação e o transporte de “cachaça com maconha” configuram conduta ilegal. A PRF reforça que atua de forma contínua no combate ao tráfico de drogas nas rodovias federais, visando à segurança da sociedade.

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Preço da arroba do boi gordo: confira as cotações do pós-feriado


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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo retomou as negociações após o feriado com preços em predominante acomodação.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias aponta que alguns frigoríficos permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas nos próximos dias.

“A posição das escalas de abate apresentou algum avanço, no entanto, a situação está longe de ser confortável. O aumento da desova de animais terminados durante o mês de maio é elemento importante a ser considerado, com expectativa de tentativas de compra em níveis mais baixos”, afirma.

Segundo ele, a progressão da cota chinesa, de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina a ser comprada do Brasil sem a sobretaxa de 55%, é outro fator relevante a ser considerado.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 369,08
  • Goiás: R$ 354,64
  • Minas Gerais: R$ 356,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 358,30
  • Mato Grosso: R$ 364,86

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se deparou com preços em predominante acomodação no decorrer desta quarta-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente é menos propenso para altas consistentes, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina se comparado às proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango. “O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, detalha.

  • Quarto dianteiro: segue a R$ 23,00 por quilo;
  • Quarto traseiro: permanece a R$ 28,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se sustenta a R$ 21,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 4,9733 para venda e a R$ 4,9713 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9551 e a máxima de R$ 4,9896.

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Aprosoja-MT pede ao Mapa R$ 20 bilhões para produtor do estado iniciar nova safra


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Foto: Divulgação

O diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Diego Bertuol, destacou, durante a Norte Show 2026, em Sinop, que espera um apoio do novo ministro da Agricultura, André de Paula, com relação às dívidas dos produtores.

“A entidade ingressou em um grupo de trabalho esperando que o novo ministro olhe para o passivo da dívida dos produtores aqui em Mato Grosso, que assola também o Rio Grande do Sul. Em um primeiro momento precisamos de recursos da ordem de R$ 20 bilhões para que o produtor consiga viabilizar o acesso a créditos para o novo ciclo de plantio. Depois temos de discutir um Plano Safra para o próximo ano da cultura da soja”, pontua.

Segundo Bertuol, é preciso que o próximo Plano Safra tenha juros equalizadas, em torno de 8% ao ano, para que o produtor consiga pegar esse dinheiro para comprar os insumos e ter um fluxo de caixa.

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Capim-andropogon: por que a forrageira é opção para a seca?


capim-andropogon
Foto: Allan Kardec

O programa Giro do Boi desta quarta-feira (22) trouxe um alerta essencial para o pecuarista: o momento de se preparar para a escassez de chuvas é agora. Segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, a estratégia para vencer o período seco não depende de milagres, mas de uma gestão rigorosa do tempo de descanso das plantas.

Nesse cenário, o capim-andropogon surge como um verdadeiro trunfo para as fazendas, especialmente no Cerrado, devido à sua capacidade única de resiliência e velocidade de resposta ao clima.

Confira:

Benefícios do capim-andropogon

Para quem enfrenta estiagens severas, o capim-andropogon é uma ferramenta estratégica valiosa por três motivos principais. Wagner Pires reforça que o manejo não pode ser o mesmo o ano todo. A planta perde velocidade de rebrota quando a umidade e a temperatura caem, o que exige um ajuste no sistema rotacionado.

Se nas águas o capim descansa cerca de 30 dias, na seca esse tempo deve ser ampliado. Sem esse fôlego, a planta não recupera suas reservas e o pecuarista acaba “rapando” o pasto e comprometendo a vida útil da raiz.

Ajustes na carga animal

A fazenda deve ser dividida para permitir esse descanso, mas com atenção: ter mais divisões não significa que se pode manter a carga máxima de animais em todas elas. Para evitar que o gado “derreta” na seca, o ajuste da carga animal (lotação) é a regra de ouro para garantir um Ganho Médio Diário (GMD) positivo.

É necessário destinar parte do rebanho para a venda ou para o confinamento, diminuindo a Unidade Animal (UA) por hectare. Se a carga de bocas for maior que a oferta de massa, o animal perderá peso, o que destrói a rentabilidade da operação.

Trabalhar com o capim-andropogon e ajustar o descanso das pastagens agora, no outono, é o que garantirá um resultado financeiro superior na primavera. Não lute contra a natureza: use o manejo como aliado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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