quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo pode testar R$ 400 até o fim do ano


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

Em abril de 2026, a arroba do boi gordo em São Paulo gira entre R$ 360 e R$ 365, com negócios próximos de R$ 368 em praças como Barretos e Araçatuba. Não é um pico isolado, mas um movimento consistente, sustentado por oferta curta e exportações firmes.

Essa força contínua ou a sazonalidade começa a pesar? A resposta está no ciclo pecuário.

Em 2025, o abate elevado de fêmeas, acima de 50% em várias regiões, ampliou a oferta no curto prazo, mas reduziu o rebanho. Em 2026, o movimento começa a se inverter. No primeiro trimestre, a participação de fêmeas já recua. Em Mato Grosso, caiu de 54,7% para perto de 51%.

Menos fêmeas hoje significa menos boi amanhã. O ciclo virou.

Essa virada é gradual. Ainda há resquícios de oferta, mas com base cada vez mais ajustada. Esse processo sustenta a expectativa de valorização no médio prazo, com possibilidade de arroba testar R$ 400 até o fim do ano.

No curto prazo, o mercado físico segue firme. Em São Paulo, preços acima de R$ 360 e escalas curtas, ao redor de cinco dias úteis, mantêm pressão sobre os frigoríficos. Exportações sustentam o mercado.

Não há euforia. Há sustentação. É um mercado firme porque falta boi.

O mercado futuro, porém, já indica acomodação. Na B3, abril gira próximo de R$ 362, maio recua para R$ 350, junho para R$ 340 e julho/agosto para R$ 337–338. O mercado antecipa maior oferta, com entrada de confinamento e efeito do inverno sobre as pastagens.

Não é queda. É ajuste.

O clima segue como principal variável. Abril e maio tendem a ser mais secos, limitando o ganho de peso. Entre junho e agosto, irregularidade de chuvas pode antecipar vendas ou exigir suplementação.

O clima pode sustentar o preço, ou acelerar a acomodação.

Ainda assim, o cenário mais provável entre abril e agosto é de estabilidade em patamar elevado. Abril e maio devem manter a arroba entre R$ 355 e R$ 370, com picos pontuais. De junho em diante, pode haver ajuste, mas sem perda estrutural.

A faixa mais consistente para o período segue entre R$ 350 e R$ 370, com sustentação mesmo diante da sazonalidade.

Não é queda de mercado. É ajuste dentro de um ciclo de alta.

No cenário mais otimista, com clima adverso e exportação firme, os preços podem se manter acima de R$ 360. No cenário mais pressionado, não se descarta teste de R$ 330 a R$ 340, mas com dificuldade de quedas mais profundas.

O pano de fundo segue sendo de oferta restrita.

O momento é de gestão. Quem tem boi pronto encontra boas oportunidades. Quem está na reposição ou no confinamento precisa atenção aos custos, especialmente com bezerro valorizado e alimentação cara.

Proteger margens, diluir vendas e acompanhar escalas, clima e exportações.

O ciclo virou a favor do pecuarista. Mas o resultado depende da gestão.

O boi está caro hoje, e tende a continuar valorizado. O desafio não é acertar o topo, é preservar a margem no caminho.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Propostas sobre o fim da escala 6X1 avançam na Câmara


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Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no Brasil. Na prática, os textos abrem caminho para o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, conhecida como 6×1.

As propostas seguem agora para análise em uma comissão especial antes de serem votadas no plenário da Câmara.

O relator, deputado Paulo Azi (União -BA), concluiu que as PECs atendem aos requisitos formais e não violam cláusulas pétreas da Constituição.

O que propõem as PECs

Uma das propostas, a PEC 221/19, de Reginaldo Lopes ( PT- MG), prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas ao longo de dez anos.

Já a PEC 8/25, apresentada por Erika Hilton ( PSOL-SP), propõe a adoção de uma jornada de quatro dias por semana, também com limite de 36 horas.

Atualmente, a Constituição estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais.

As propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende mudanças no modelo atual para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores.

Argumentos a favor

Durante a discussão, parlamentares favoráveis às propostas defenderam que a mudança pode trazer ganhos sociais e econômicos.

O relator afirmou que a medida responde a uma demanda da sociedade e destacou o impacto sobre trabalhadores de baixa renda.

“Hoje, no Brasil, quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, disse Paulo Azi.

Autor de uma das PECs, Reginaldo Lopes classificou a escala 6×1 como prejudicial à saúde de milhões de trabalhadores e afirmou que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e a formalização do emprego.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que a proposta reflete o apoio popular. Segundo ela, mais de 70% da população é favorável à mudança.

Parlamentares como Tarcísio Motta e Pastor Henrique Vieira destacaram os impactos da jornada atual na saúde e na vida familiar dos trabalhadores.

Críticas e preocupações

Entre os parlamentares contrários ou com ressalvas, o principal ponto levantado foi o possível impacto econômico.

O deputado Lucas Redecker alertou que a redução da jornada pode elevar os custos de produção em até 22%, com reflexos em preços e empregos. Ele sugeriu medidas de compensação, como a desoneração da folha de pagamento.

Já o deputado Kim Kataguiri criticou a proposta, afirmando que ela não atinge trabalhadores informais e pode ter caráter político.

O deputado Sóstenes Cavalcante também defendeu cautela, argumentando que mudanças rápidas podem gerar desemprego e impactos na economia.

Próximos passos

Após a aprovação na CCJ, as PECs seguem para uma comissão especial, onde o mérito das propostas será discutido. Em seguida, os textos ainda precisarão ser votados em dois turnos no plenário da Câmara.

Se aprovadas, as mudanças podem alterar de forma estrutural a organização da jornada de trabalho no país.

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Brasil tem alerta de temporais, chuva forte e calorão nesta quinta-feira


temporais na previsão do tempo
Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta um contraste no clima nesta quinta-feira (23). Enquanto o Sul registra avanço de instabilidades com risco de temporais, grande parte do país segue sob influência de um bloqueio atmosférico, que mantém o tempo firme, eleva as temperaturas e reduz a umidade do ar.

Esse padrão é resultado da atuação de sistemas distintos na atmosfera. No Sul, a combinação de calor, umidade e correntes de vento em baixos níveis favorece a formação de nuvens carregadas. Já nas demais regiões, a presença de áreas de alta pressão dificulta a formação de chuva e intensifica o calor, especialmente no interior do país.

Sul

A quinta-feira começa com tempo firme em boa parte da Região Sul, mas o cenário muda rapidamente no Rio Grande do Sul. Áreas de instabilidade avançam pelo estado, impulsionadas pelos jatos de baixos níveis, que transportam ar quente e úmido da região Norte.

Além disso, um cavado meteorológico ajuda a organizar a subida do ar e favorece a formação de nuvens carregadas. Desde cedo, há chuva moderada a forte no sudoeste, oeste, sul e região central, incluindo a Grande Porto Alegre.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam e se espalham, com alerta para temporais na metade norte do estado. Há risco de acumulados elevados, principalmente no oeste gaúcho.

Em Santa Catarina, chove com moderada a forte intensidade no sul e interior, também com risco de temporais isolados. Já no Paraná, o tempo segue firme devido à atuação de um sistema de alta pressão, que impede o avanço da chuva.

Sudeste

No Sudeste, o dia começa com possibilidade de chuva fraca e isolada no leste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo. Nas demais áreas, o tempo permanece firme.

A atuação do bloqueio atmosférico mantém o predomínio de sol e favorece a elevação das temperaturas. O calor ganha força principalmente no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte da região, com índices abaixo de 30% em áreas do interior paulista e mineiro.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, há chance de chuva fraca a moderada no norte de Mato Grosso e oeste de Goiás durante a manhã. Ao longo do dia, pancadas mais intensas podem ocorrer no noroeste e oeste mato-grossense.

Nas demais áreas, incluindo Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, o tempo segue firme por causa do bloqueio atmosférico.

As temperaturas sobem e o calor se intensifica, com umidade relativa do ar abaixo de 30% em várias áreas da região.

Nordeste

No Nordeste, a circulação marítima e a atuação de um cavado favorecem chuvas no litoral da Bahia e de Sergipe, incluindo Salvador.

Também há registro de chuva fraca entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Já a Zona de Convergência Intertropical intensifica as instabilidades no litoral norte.

Ao longo do dia, as chuvas se espalham e ganham força em áreas do Maranhão, Piauí, Pernambuco e Bahia. Há alerta para temporais no Maranhão e no litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas em parte da região.

Norte

Na região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável. Há pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Acre e Roraima.

Durante o dia, as instabilidades se intensificam, com risco de temporais em grande parte da região. O oeste do Pará está em alerta para acumulados elevados de chuva.

No Tocantins, as chuvas se concentram na metade norte, enquanto o restante do estado segue com tempo firme e sensação de abafamento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Movimento dos fundos derruba soja e derivados



Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes


Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes
Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes – Foto: Divulgação

O mercado da soja apresentou recuo nas cotações internacionais, refletindo um movimento amplo de ajustes por parte dos investidores. Segundo a TF Agroeconômica , o dia foi marcado por realização de lucros na Bolsa de Chicago, pressionando não apenas o grão, mas também seus derivados.

Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes, com quedas tanto para a soja em grão quanto para farelo e óleo. O movimento ocorreu após tentativas de alta ao longo do pregão, especialmente no óleo de soja, que chegou a atingir patamares elevados antes de devolver ganhos e encerrar em baixa. A atuação dos fundos foi determinante para esse ajuste, em um cenário de reposicionamento técnico após valorizações recentes.

No campo internacional, o ambiente diplomático também influenciou o humor do mercado. A sinalização de busca por acordos agrícolas entre Estados Unidos e China trouxe atenção, mas sem gerar sustentação consistente nos preços. Persistem dúvidas quanto ao cumprimento de metas anteriores de importação, o que mantém os agentes cautelosos.

No Brasil, o avanço da safra ocorre de forma desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança com dificuldades impostas pela umidade, impactando tanto o ritmo das operações quanto a qualidade dos grãos. A produtividade média ainda sustenta um valor expressivo da produção, embora haja forte variação regional.

Em Santa Catarina, o crescimento da segunda safra indica uma estratégia de diversificação diante das perdas na safra principal. Já no Paraná, mesmo com produção elevada, o câmbio limita os ganhos ao produtor, neutralizando a valorização externa. Em Mato Grosso do Sul, a falta de armazenagem força a venda imediata, enquanto em Mato Grosso a alta produtividade convive com preços pressionados pela logística.


 





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Oriente Médio tensiona mercados e juros disparam no Brasil: ouça os destaques do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, impulsionado por tensões no Oriente Médio, reacendeu preocupações com inflação global.

No Brasil, a curva de juros abriu com força e o Ibovespa caiu 1,65% aos 192 mil pontos. O dólar ficou estável em R$ 4,97, com o real entre as moedas de melhor desempenho no ano. Hoje, foco no IPC-S, leilão do Tesouro e PMIs nos EUA e Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

Por Sinéad Carew e Niket Nishant

17 Abr (Reuters) – O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava “completamente aberta” durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano.

Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos


A recente normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já começa a refletir no agronegócio. A redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos e de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

De acordo com relatório do Rabobank, a medida contribuiu para uma acomodação dos preços, mas não elimina as incertezas globais. “Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com ausência de acordo definitivo entre EUA e Irã”, aponta o estudo .

Especialistas destacam que o agro é altamente sensível a esse tipo de movimentação. “Qualquer oscilação no petróleo impacta diretamente o custo de produção agrícola, principalmente em países exportadores como o Brasil”, explica um analista de mercado consultado.

O estudo também mostra que a economia brasileira apresenta sinais mistos, com leve crescimento em setores-chave. A agropecuária registrou alta de 0,2% na margem mensal e 1,8% na comparação anual, indicando certa resiliência frente ao cenário externo .

Apesar disso, o avanço ainda é moderado. O Rabobank projeta crescimento de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com impacto de juros elevados e incertezas fiscais sobre setores cíclicos.

Para o produtor rural, esse contexto significa cautela. “Mesmo com algum alívio nos custos, o ambiente macroeconômico ainda exige planejamento rigoroso e gestão eficiente”, avalia um consultor do setor.

Outro ponto destacado pelo relatório é a volatilidade dos mercados, impulsionada por conflitos internacionais e decisões políticas. A recente trégua temporária entre países do Oriente Médio contribuiu para reduzir tensões, mas não garante estabilidade no longo prazo.

Além disso, o câmbio continua sendo um fator relevante. O dólar encerrou o período próximo de R$ 4,99, com expectativa de alta para R$ 5,55 até o fim de 2026, o que pode influenciar diretamente as exportações agrícolas brasileiras .

Para o agronegócio brasileiro, o cenário combina oportunidades e riscos. De um lado, custos mais baixos de energia podem melhorar margens. De outro, a instabilidade internacional e a política monetária ainda limitam o crescimento.

Segundo o Rabobank, a tendência é de recuperação gradual ao longo do ano, mas com efeitos mais consistentes apenas no médio prazo. “O impulso à demanda doméstica levará tempo para se materializar”, destaca o relatório .





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Custo da soja dispara e aperta margem


O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.

O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.

No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.

 





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Medo no campo faz preço do milho reagir


O mercado de milho iniciou a semana com movimentações distintas entre os segmentos futuro e físico, refletindo fatores climáticos e dinâmicas de oferta e demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela preocupação com o clima em importantes regiões produtoras do Brasil.

Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado. Dados do Cepea indicam quedas intensas nos preços ao longo da última semana, influenciadas pelo aumento da oferta e pela atuação mais cautelosa dos compradores. A desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para o recuo das cotações, ao reduzir a paridade de exportação. Na parcial de abril até o dia 16, o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou queda de 4,8%, retornando aos níveis observados em janeiro.

Esse ambiente tem levado consumidores a negociar de forma pontual, priorizando a recomposição de estoques apenas quando necessário ou diante de preços mais baixos. Do lado dos vendedores, há maior flexibilidade, mas ainda com dificuldade na comercialização de grandes volumes. O mercado segue atento ao avanço da colheita da safra de verão e às condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra.

Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, com alta diária de R$ 1,89. O contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 67,88, com ganho de R$ 1,01 no dia, enquanto setembro de 2026 foi cotado a R$ 69,87, avançando R$ 1,58.

No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também registraram alta, sustentados pela boa demanda pelo milho dos Estados Unidos. O contrato para maio subiu 0,72%, enquanto o de julho avançou 0,60%. O movimento foi impulsionado por inspeções de embarque que somaram 1,66 milhão de toneladas na semana, em alta de 2,89%. O mercado mantém foco nas metas de exportação, enquanto no Brasil persiste a necessidade de chuvas no Mato Grosso até meados de maio para garantir o potencial produtivo da safrinha.

 





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Projeto que veda compra pública de leite importado avança na Câmara


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Foto: Pixabay

O projeto de lei 2.353/2011 que veda a compra de leite importado por órgãos públicos avança na Câmara dos Deputados.

O texto recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e deve entrar em votação nas próximas sessões do colegiado, informou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em nota.

O projeto é apoiado pela bancada agropecuária e relatado pelo presidente da frente, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR). O projeto estabelece, por meio de inclusão de dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos, a proibição de aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Há exceção apenas para quando não houver disponibilidade de produto nacional, segundo o parecer. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A FPA destaca em nota que a tramitação do projeto ocorre em momento de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que as importações do produto têm pressionado os preços locais e que os valores pagos pela bebida, em queda, têm apertado as margens.

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