sábado, março 14, 2026

Autor: Redação

News

5 mitos sobre a carne: ciência mostra que consumo é fundamental à saúde


churrasco consumo de carne
Foto: Pixabay

Recente pesquisa do Datafolha, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, chamou atenção ao afirmar que 7% dos brasileiros se consideram veganos e que 74% estariam dispostos a reduzir o consumo de carne por motivos de saúde.

Mas será que esses números refletem o comportamento alimentar real do brasileiro?

Para o médico Juan Pablo Roig Albuquerque, especialista em psiquiatria metabólica e membro do movimento “A carne do futuro é animal”, a resposta é clara: não.

“O consumo de carne segue alto no Brasil e, mais do que isso, ainda é central para a saúde da população. O problema é que o debate sobre alimentação está cada vez mais tomado por desinformações e radicalismos que não se sustentam nem do ponto de vista da ciência, nem na prática clínica”, considera.

É justamente para trazer mais equilíbrio a esse debate que nasceu o movimento “A carne do futuro é animal”, criado por mais de 70 pecuaristas de Mato Grosso. Além de promover uma pecuária de baixo carbono e com rastreabilidade completa, o grupo agora se mobiliza para esclarecer mitos alimentares que vêm afastando a população da carne, muitas vezes sem base técnica.

Abaixo, 5 dos principais mitos sobre a carne que circulam nas redes sociais e os argumentos que os desconstroem.

  • “A carne faz mal à saúde”

O que a ciência diz: a carne é uma das fontes mais completas de nutrientes da alimentação humana, com alto valor biológico. “É praticamente impossível manter bons níveis de ferro, B12, creatina e carnitina sem alimentos de origem animal”, afirma o médico. Esses nutrientes são essenciais para o cérebro, o sistema imunológico e a prevenção de distúrbios metabólicos.

  • “O brasileiro está diminuindo o consumo de carne”

O que os dados mostram: apesar da pesquisa da SVB/Datafolha, o Brasil segue entre os maiores consumidores de carne do mundo, com uma média superior a 100 quilos por habitante, por ano. Segundo dados da FAO (ONU), o consumo per capita no país se mantém estável, com pequenas variações motivadas por preço, não por comportamento ideológico. “A carne ainda é símbolo de nutrição e prazer para a maioria da população. O que falta é informação de qualidade para tirar a culpa do prato”, pontua Albuquerque.

  • “Dá para ter uma dieta saudável sem carne, em qualquer fase da vida”

O que a nutrição diz: embora dietas vegetarianas bem orientadas possam ser viáveis para adultos, elas exigem suplementação rigorosa. “Na infância, na gestação e na terceira idade, o risco de deficiência de ferro, B12 e outros micronutrientes é real. Inclusive, a OMS recomenda alimentos de origem animal a partir dos seis meses de vida”, reforça o médico.

  • “A carne apodrece no intestino e causa inflamação”

A verdade é que: esse argumento ainda circula em redes sociais, mas não encontra respaldo na fisiologia humana. “Temos um estômago com pH ácido justamente para digerir carne de forma eficiente. A carne não apodrece, ela é digerida, absorvida e contribui para a formação de proteínas estruturais do corpo”, detalha o especialista. Já os alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares são os principais responsáveis pela inflamação sistêmica.

  • “A carne de laboratório é o futuro da alimentação”

O que os fatos mostram: embora promissora, a carne cultivada ainda enfrenta desafios como alto consumo energético, emissão de carbono maior que a pecuária regenerativa e incertezas nutricionais. O modelo de produção com pasto, integração lavoura-pecuária e manejo bem feito, como o que já é praticado em boa parte do Brasil, é hoje uma das formas mais sustentáveis do mundo de produzir proteína animal.

Para o médico, existe um esforço sistemático em demonizar a carne e transformar o consumo em uma questão de culpa, ignorando décadas de evolução biológica e evidência clínica. Além disso, o consumo regular de carne está diretamente relacionado à melhora de quadros como depressão, obesidade, distúrbios metabólicos e até transtornos autoimunes.

O especialista também alerta que pacientes veganos que não fazem suplementação adequada frequentemente apresentam sintomas como anemia, fadiga crônica e perda de desempenho cognitivo.

“Vitaminas como B12, ferro-heme, ômega 3 e tipos biodisponíveis de vitamina A são praticamente exclusivos dos alimentos de origem animal. Isso tem impacto direto no desenvolvimento neurológico e cognitivo”, afirma o médico especialista.

O post 5 mitos sobre a carne: ciência mostra que consumo é fundamental à saúde apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Milho encerra 2025 como principal aposta do produtor paranaense, aponta Deral


Milho
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

O avanço consistente do milho, sustentado pela forte demanda interna e pelo dinamismo da cadeia de proteínas animais, marca o encerramento de 2025 no Paraná.

O cenário é o principal destaque da última Previsão Subjetiva de Safra (PSS) e do Boletim Conjuntural do ano, divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os levantamentos indicam um produtor atento ao cenário, focado em eficiência produtiva, ajustes estratégicos de área e decisões cada vez mais alinhadas às condições climáticas e sinais de mercado.

Por ser o último levantamento do ano, a PSS de dezembro tem o papel de apresentar as primeiras estimativas da segunda safra 2025/2026, especialmente de milho e feijão. Os dados mostram estabilidade nas áreas da primeira safra e confirmam, na segunda safra, a consolidação do milho como cultura em expansão, mesmo com redução na área de feijão.

A tendência apontada é de fortalecimento contínuo do milho, que deve se firmar, nos próximos anos, como a principal cultura do Paraná em volume produzido, aproximando-se e até superando a soja, que segue como base da primeira safra.

A força do milho está diretamente associada à ampliação da demanda. Além do uso tradicional para ração nas cadeias de frango, suínos, bovinos e piscicultura, o cereal se destaca pela elevada produtividade por hectare e pela ampla versatilidade de aproveitamento industrial, o que amplia suas oportunidades de mercado.

As estimativas preliminares da PSS indicam crescimento próximo de 1% na área de milho da segunda safra, que deve alcançar cerca de 2,84 milhões de hectares, consolidando um novo recorde estadual. A produção é estimada, neste momento, em aproximadamente 17,4 milhões de toneladas, volume elevado, ainda que ligeiramente inferior ao da safra excepcional do ciclo anterior, de 17,63 milhões de toneladas.

O Deral ressalta que o resultado final dependerá do desempenho da soja nas próximas semanas, especialmente no Oeste do estado, já que o bom andamento da colheita contribui para o melhor aproveitamento da janela de plantio do milho.

O milho da primeira safra apresenta desempenho promissor, beneficiado por seu ciclo mais extenso e maior capacidade de resposta às condições climáticas, o que reforça a perspectiva de resultados acima da média.

Boletim

Segundo o o último Boletim Conjuntural de 2025, está confirmada a expectativa de área recorde na segunda safra 2025/26. Mesmo com custos de produção mais elevados e preços ao produtor em níveis mais ajustados, o cenário destaca a importância do planejamento e da eficiência produtiva, mantendo o milho como peça central na estratégia do produtor paranaense.

O post Milho encerra 2025 como principal aposta do produtor paranaense, aponta Deral apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Atenção, sojicultor: ‘2026 será um ano difícil para a soja’, alerta Daoud


grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O mercado de grãos atravessa um período de pressão generalizada sobre os preços, com a soja liderando as quedas. O movimento é resultado da combinação entre clima favorável na América do Sul, perspectiva de safra cheia e sinais de trégua no cenário geopolítico, como o cessar-fogo no Leste Europeu. Para analisar os impactos desse contexto no mercado internacional e doméstico, o Canal Rural conversou com o analista Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, e com o comentarista Miguel Daoud.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo Cogo, o principal fator de pressão sobre os contratos futuros da soja é a frustração do mercado em relação ao acordo entre China e Estados Unidos. O analista destaca que o entendimento não foi formalizado e que o ritmo de compras chinesas de soja norte-americana segue muito abaixo do esperado. Pelo que vinha sendo sinalizado ao mercado, os Estados Unidos deveriam vender cerca de 12 milhões de toneladas até o fim de dezembro, mas, até agora, as aquisições somam aproximadamente 4,5 milhões de toneladas, o que indica que o acordo dificilmente será cumprido.

De acordo com Cogo, essa frustração já resultou em uma queda acumulada de cerca de 8% a 10% nas cotações futuras da soja nas últimas semanas. Em contrapartida, os prêmios nos portos brasileiros voltaram a subir, refletindo a leitura de que a China tende a concentrar novamente suas compras na América do Sul, especialmente no Brasil.

No cenário interno, Miguel Daoud chama atenção para o desafio da rentabilidade do produtor, mesmo com boas condições climáticas. “O produtor enfrenta custos elevados e um ambiente econômico global bastante instável”, observa. Segundo ele, a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros tem afastado recursos das commodities agrícolas. “Isso nos leva a acreditar que 2026 tende a ser um ano mais difícil para a soja e o milho, com margens mais apertadas, especialmente se houver valorização cambial e manutenção dos preços em patamares mais baixos”, avalia.

Milho

Para o milho, os fundamentos são distintos dos observados no mercado de soja. Enquanto a oleaginosa convive com estoques globais elevados, o milho passa por um processo contínuo de redução dos estoques mundiais ao longo da última década, fator que tende a sustentar preços mais firmes. Segundo Carlos Cogo, esse cenário pode favorecer o cereal no Brasil em 2026, ainda que com margens pressionadas. O analista destaca que o atraso no plantio da soja pode empurrar o milho para janelas consideradas menos ideais, incorporando um prêmio de risco climático às cotações. Além disso, ele lembra que o desempenho excepcional da segunda safra em 2025 dificilmente deve se repetir no próximo ano, o que reforça a expectativa de preços mais sustentados em relação à soja.

Diante desse ambiente de maior incerteza, os especialistas recomendam cautela e estratégia comercial. Para a soja, a orientação é aproveitar o momento atual para fixar ao menos parte da produção, garantindo o pagamento dos custos de curto prazo. Cogo avalia que a combinação entre câmbio, prêmios positivos e preços atuais é mais favorável agora do que pode ser mais adiante, sobretudo diante da expectativa de alta nos fretes e de gargalos logísticos no próximo ano, que tendem a pressionar os preços ao produtor.

No caso do milho, a dinâmica é diferente. A entressafra já está em curso e deve se intensificar ao longo de janeiro e fevereiro, período em que o mercado costuma registrar maior firmeza nas cotações devido ao vazio de oferta. A recomendação é não esperar pela entrada da segunda safra, que ainda pode trazer um grande volume ao mercado. Cogo também chama atenção para as oportunidades no segmento de etanol, com usinas já ofertando preços considerados atrativos para entregas entre julho e agosto de 2026, o que permite ao produtor realizar fixações antecipadas em níveis interessantes.

Assim, enquanto a soja apresenta um momento mais oportuno para proteção de preços no curto prazo, o milho pode oferecer boas oportunidades ao longo dos próximos meses, desde que o produtor adote uma postura disciplinada e estratégica diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade.

O post Atenção, sojicultor: ‘2026 será um ano difícil para a soja’, alerta Daoud apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Jerônimo Goergen assume presidência da Aprobio com foco na ampliação de mercados


Jeronimo Goergen, novo presidente da Aprobio
Foto: Reprodução/Aprobio

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) elegeu Jerônimo Goergen como novo presidente da entidade. A escolha foi definida em assembleia das associadas, realizada em São Paulo.

Com trajetória no agronegócio e passagem pelo Congresso Nacional, Goergen assume a presidência com foco em ampliar mercados, fortalecer a governança da entidade e intensificar o diálogo institucional com o setor público e privado.

Logo no início do mandato, o novo presidente cumpriu agendas com representantes do setor de transporte e logística, além de reuniões em Brasília com agentes do governo federal, incluindo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Prioridades da nova gestão

Entre os principais desafios, Jerônimo Goergen aponta a necessidade de valorizar a qualidade do biodiesel junto aos consumidores e ampliar a presença do produto no mercado interno e externo. Segundo ele, o biocombustível tem papel estratégico como agregador de valor para a cadeia da soja.

A atuação institucional também está no centro da agenda. Goergen é advogado, ex-deputado federal e teve participação direta na formulação de políticas para o setor. Ele foi autor do projeto que deu origem ao programa Combustível do Futuro, aprovado em 2024.

Durante sua passagem pelo Legislativo, criou e presidiu a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). Nesse período, atuou em pautas ligadas à previsibilidade regulatória, à qualidade do combustível e à inserção dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

Experiência no setor produtivo

Além da experiência política, Goergen mantém vínculo direto com o setor produtivo. Atualmente, preside a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), cargo que seguirá exercendo. A atuação reforça uma visão integrada entre produção agrícola, armazenagem, logística e fornecimento de matérias-primas para a indústria de biocombustíveis.

Para o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra, a escolha fortalece a capacidade de articulação da entidade. Ele destaca o histórico de relacionamento de Goergen com o Parlamento e com o Executivo como fator relevante para o setor.

Avanço do biodiesel no país

A Aprobio completa quase 15 anos com participação direta na expansão do biodiesel no Brasil. No início das atividades da entidade, a mistura obrigatória ao diesel era de 4%. Desde janeiro de 2025, o percentual passou para 15%.

Segundo a associação, o avanço do biodiesel impacta a qualidade do ar nos centros urbanos e gera efeitos econômicos no campo, com estímulo à produção de grãos, oferta de farelo e reflexos na cadeia de proteínas animais.

A entidade também atua em grupos de trabalho voltados à qualidade dos biocombustíveis, à formulação de políticas públicas e ao fortalecimento da representatividade setorial, incluindo a articulação da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.

O post Jerônimo Goergen assume presidência da Aprobio com foco na ampliação de mercados apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Recuperação judicial avança e sinaliza instabilidade financeira



Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis


Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis
Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis – Foto: Pixabay

O número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio alcançou um novo recorde no terceiro trimestre de 2025, refletindo o agravamento das condições financeiras do setor. Segundo dados da Serasa Experian, no período foram contabilizadas 628 solicitações, mais que o dobro das 254 registradas no mesmo trimestre de 2024, configurando o maior volume desde 2021. O movimento abrange produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas ligadas à cadeia agro, e indica maior pressão sobre o crédito em um cenário de custos elevados e necessidade de reorganização financeira.

Os dados apontam que a instabilidade atinge diferentes perfis, com destaque para os produtores que vêm acumulando dívidas ao longo dos anos sem ajustes estruturais. A leitura do índice mostra que a análise de risco ganha relevância para credores, diante da necessidade de antecipar dificuldades e evitar o agravamento de situações de estresse financeiro.

Na distribuição regional, o Mato Grosso liderou o número de pedidos no trimestre, seguido por Goiás e Paraná, reforçando a concentração do problema em importantes polos produtivos do país. Entre os produtores que atuam como pessoa física, foram registradas 255 solicitações, acima das 106 observadas no mesmo intervalo do ano anterior. A maior parcela veio de arrendatários ou integrantes de grupos econômicos e familiares, seguidos por grandes, pequenos e médios proprietários.

No recorte de pessoa jurídica, os produtores somaram 242 pedidos, com predominância daqueles ligados ao cultivo de soja e à criação de bovinos. Já as empresas relacionadas ao agronegócio registraram 131 solicitações, com maior incidência no comércio atacadista de produtos agropecuários primários e na indústria de processamento de agroderivados.





Source link

News

Posição de rebanho bovino nos EUA, na Austrália, Argentina e UE coloca Brasil em destaque


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O ano de 2025 é histórico para a bovinocultura de corte brasileira. Trata-se do ápice dos investimentos realizados no setor, que resultaram em um impressionante salto de produtividade. O Brasil alicerçou sua pecuária de alta performance em dois pilares centrais: precocidade e biosseguridade.

O terceiro pilar está em formação: a rastreabilidade. Trata-se de uma demanda de mercados mais exigentes, como a União Europeia. O trabalho para que todo o rebanho bovino brasileiro seja rastreado é árduo e esbarra em questões culturais. No entanto, o status de país livre de febre aftosa sem vacinação — também fruto de um esforço significativo — foi conquistado em 2025.

A partir do momento em que a rastreabilidade for plenamente alcançada, o Brasil deixará de ser apenas um fornecedor de volume e passará a contar com um selo adicional de qualidade, ampliando a perspectiva de exportação de cortes de maior valor agregado. É interessante observar como as exigências da demanda global moldaram os meios de produção no Brasil. A demanda chinesa exigiu precocidade, e pecuaristas e indústria passaram a entregá-la, o que resultou também em um encurtamento do ciclo pecuário no país.

Os investimentos realizados no Brasil maturaram e tornaram a pecuária de corte muito mais competitiva em comparação à década passada. Essa maturidade também se reflete nas estratégias de comercialização, cada vez mais sofisticadas, oferecendo previsibilidade e boas margens setoriais.

Pecuaristas focados em recria e engorda têm conseguido obter bons ganhos nos últimos dois anos. A combinação de custos baixos com a expansão da produção brasileira de carne bovina, em um ambiente pautado por uma moeda relativamente enfraquecida, ofereceu inúmeras oportunidades ao produto brasileiro no mercado internacional.

O momento se torna ainda mais oportuno ao se avaliar a posição dos rebanhos bovinos em nossos principais concorrentes e também em nosso principal mercado consumidor, a China.

rebanho-mundial-usda
Foto: Divulgação Safras & Mercado

Mesmo em um ano que tende a ser marcado por menor produção de carne bovina no Brasil, em função do processo de inversão do ciclo pecuário, as oportunidades seguirão presentes. A seguir, o cenário para cada um dos mercados relevantes para a carne bovina:

  • Estados Unidos: o lento processo de recuperação dos rebanhos terá início em 2026. Ainda assim, a expectativa inicial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de produção menor na próxima temporada, tornando inevitável o aumento das importações. Nesse contexto, o produto brasileiro deverá ocupar papel relevante no abastecimento norte-
    americano em 2026;
  • União Europeia: o quadro produtivo segue delicado, em mais um ano de encolhimento do rebanho. Apesar dos ruídos e do firme posicionamento francês contra a assinatura do acordo União Europeia–Mercosul, o continente europeu necessita da carne bovina da América do Sul, especialmente do Brasil, para atender suas necessidades de consumo;
  • China: este mercado é o ator central na formação de tendências para as exportações globais de carne bovina. O ano de 2026 deve marcar um importante encolhimento do rebanho bovino chinês e, por consequência, uma menor produção de carne. As estimativas do USDA corroboram o posicionamento do setor produtivo local, que alega impossibilidade de competir com o produto importado, especialmente o brasileiro. As investigações de salvaguarda seguem em andamento e, caso sejam impostas cotas muito restritivas, a dinâmica das exportações globais poderá mudar significativamente. Em uma análise ainda incipiente, a China pode deixar de ser um mercado de volume e se tornar um mercado de qualidade, exigindo atenção redobrada do Brasil;
  • Argentina: observa-se um lento processo de recuperação dos rebanhos. O país deve apresentar avanços em seus embarques, figurando como uma alternativa relevante no fornecimento de cortes do traseiro bovino para os Estados Unidos e a União Europeia;
  • Austrália: o país se consolida como o segundo maior exportador global de carne bovina. Mesmo com um rebanho menor, os australianos produzem com elevada eficiência. A expectativa para 2026 é de volumes de produção e exportação muito próximos aos registrados em 2025. Trata-se de um exportador que prioriza qualidade, com embarques de cortes de maior valor agregado.

Quando se trata de volume, o Brasil segue insuperável. O processo de encolhimento dos rebanhos ao redor do mundo coloca o país em posição de destaque. Fica o alerta para a decisão chinesa em torno das salvaguardas no próximo dia 26. Nesse sentido, a busca por novos mercados segue imprescindível para mitigar os efeitos de uma eventual mudança de postura da China no mercado global.

preco-boi-gordo
Foto: Divulgação Safras & Mercado

A expectativa geral é que o Brasil continue estabelecendo novos recordes de exportação na segunda metade da década, apostando em novas tecnologias — manejo, genética e gestão —, resultando em aumentos de produção em áreas cada vez menores.

O contexto global é amplamente favorável ao Brasil. O setor trabalha de forma consistente para atender às exigências de mercados relevantes e conviver com receitas de exportação cada vez mais robustas. Esse cenário se traduz em avanços nas margens de pecuaristas e indústrias. Resta, contudo, o fortalecimento do mercado doméstico, que ao longo da década se consolidou como o calcanhar de Aquiles do setor.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Posição de rebanho bovino nos EUA, na Austrália, Argentina e UE coloca Brasil em destaque apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chuvas de até 100 mm em cinco dias elevam riscos de transtornos e calor acima de 35°C preocupa


A previsão do tempo para as regiões produtoras de soja indica um cenário de contrastes nos próximos dias. Chuvas volumosas devem atingir o Rio Grande do Sul, o oeste de Mato Grosso e Rondônia, com acumulados que podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias, elevando o risco de transtornos pontuais nas lavouras.

  • * Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

No Matopiba, a chuva aparece de forma mais regular, com volumes entre 20 e 40 milímetros no período, favorecendo o desenvolvimento da oleaginosa. Já em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia, a combinação de calor intenso e precipitações mal distribuídas acende o alerta, já que as temperaturas máximas podem superar os 35 graus, aumentando o estresse hídrico das plantas.

No noroeste do Rio Grande do Sul, a atenção se volta para a possibilidade de eventos severos, com risco de queda de granizo e rajadas de vento intensas entre segunda e quarta-feira. No Sudeste, as chuvas até avançam, mas de forma típica de verão, com pancadas isoladas e distribuição irregular, o que mantém o padrão de tempo mais quente e seco ao longo da semana.

Tempo no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, os maiores volumes se concentram no norte de Goiás, enquanto a faixa leste de Mato Grosso deve registrar acumulados entre 30 e 40 milímetros em cinco dias. No Nordeste, as chuvas permanecem concentradas no Tocantins, Maranhão e oeste do Piauí, enquanto o oeste da Bahia tende a enfrentar uma semana mais quente e seca.

Norte

Na Região Norte, o cenário é mais favorável, com chuvas melhor distribuídas e volumes médios em torno de 50 milímetros, podendo superar os 100 milímetros em pontos de Rondônia. Para a próxima semana, especialmente na virada do ano, a tendência é de retorno das chuvas em áreas do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e sul de Goiás, com acumulados próximos de 50 milímetros em cinco dias.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Chuvas de até 100 mm em cinco dias elevam riscos de transtornos e calor acima de 35°C preocupa apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Fiscalização apreende 2 toneladas de pescado e aplica mais de R$ 122 mil em multas


Pescado; pesca ilegal
Foto: divulgação/Ibama

A Operação Tuna, realizada este mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), combateu infrações ambientais relacionadas à pesca de atuns e espécies afins, com foco no aproveitamento ilegal de espécies ameaçadas de extinção capturadas incidentalmente na pescaria, no Rio Grande do Norte.

Dentre as espécies ameaçadas pelas atividades ilegais estão o agulhão-branco, o agulhão-negro, o atum-azul, 36 espécies de tubarões, além de aves e tartarugas marinhas, abrangendo um total de 52 espécies atingidas pela captura de atuns.

Segundo dados do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), cerca de 1.950 embarcações pesqueiras possuem autorização para pescar atuns na região Nordeste. Nesse contexto, a operação do Ibama fiscalizou embarcações, indústrias pesqueiras e comércio atacadista e varejista de pescados, além de estaleiros no litoral norte do estado.

As apreensões totalizam até o momento 2,32 toneladas de pescado, com multas que ultrapassam R$ 122 mil, no total.

Algumas das principais infrações constatadas são o aproveitamento de espécies ameaçadas de extinção sem uso permitido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, como o agulhão negro e o atum azul, e o comércio de atum sem origem comprovada. Todo o pescado apreendido foi doado para entidades beneficentes, militares e hospitalares.

Também foram localizados estaleiros construindo embarcações de pesca sem licença ambiental e sem Permissão Prévia de Pesca (PPP), os quais foram multados e suas atividades foram suspensas.

Outras violações

Outras infrações foram identificadas durante a Operação Tuna, como venda de ova de curimatã, espécie protegida em período de piracema, venda de estrelas-do-mar e corais sem autorização do órgão ambiental competente e comércio de lagosta em período de defeso.

O post Fiscalização apreende 2 toneladas de pescado e aplica mais de R$ 122 mil em multas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

AgRural projeta nova estimativa para a safra de soja no Brasil e eleva produção


grãos de soja
Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 foi revisada para 180,4 milhões de toneladas, segundo a consultoria AgRural, impulsionada pela melhora das condições climáticas desde o fim de novembro. O volume supera a estimativa de 178,5 milhões divulgada em novembro e o resultado da safra passada, de 171,5 milhões de toneladas, considerando uma área plantada de 49,1 milhões de hectares e produtividade média de 61,2 sacas por hectare.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Apesar do cenário mais favorável, a consultoria alerta que a consolidação dessa projeção ainda depende da regularidade das chuvas até o início de março, período decisivo para o enchimento de grãos nas principais regiões produtoras.

Colheita de soja pontual

A colheita de soja já começou de forma pontual em áreas do Paraná e de Mato Grosso, mas ainda em ritmo lento. A expectativa é de que esses estados sigam colhendo nos próximos dias, porém um avanço mais consistente dos trabalhos de campo deve ocorrer apenas ao longo de janeiro, desde que as condições climáticas permitam a entrada das máquinas e garantam boa umidade do solo.

O post AgRural projeta nova estimativa para a safra de soja no Brasil e eleva produção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Conab anuncia R$ 4 milhões para compra de pêssego de produtores gaúchos


pêssegos
Foto: Embrapa

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na manhã desta segunda-feira (22), o investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de 890 mil litros de suco integral de pêssego, o que equivale a 1,16 mil toneladas da fruta in natura.

A iniciativa tem como foco principal a região sul do Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional da fruta e atualmente afetada por dificuldades na comercialização da safra e pela concorrência com o pêssego argentino após a desvalorização do peso.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião onde foram debatidas ações emergenciais e estruturantes do governo federal voltadas ao fortalecimento do setor.

De acordo com Pretto, a medida tem como objetivo mitigar os impactos da crise enfrentada na atual safra, assegurando alternativas de escoamento da produção e contribuindo para a manutenção da renda no campo.

Distribuição do suco de pêssego

A negociação inicial aponta para a compra de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, os quais, no próximo ano, serão fracionados e envasados em embalagens menores, de até 1 litro, a serem distribuídas para escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente os localizados na região.

No entanto, o formato final ainda está sendo construído em diálogo com as organizações da agricultura familiar da região interessadas em participar da operação.

A expectativa é que, por meio dessa iniciativa, a Conab consiga atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, mediante a mobilização das entidades fornecedoras da fruta na região de Pelotas.

Atualmente, o preço de referência do quilograma do pêssego para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Rio Grande do Sul, está entre R$ 1,85 e R$ 2,10. Entretanto, a estatal estabeleceu que pagará o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos que serão destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Segundo o vice-presidente da Associação dos Produtores de Pêssego da Região de Pelotas, Celmar Schafer Raffi, a iniciativa tomada pela Conab é muito boa não só pelo socorro emergencial, mas também porque ajuda na expansão do mercado consumidor da fruta.

“Essa é uma medida muito importante, não só pelos recursos que serão usados para comprar nossa produção, mas também pela divulgação que essa inserção do suco de pêssego na merenda escolar vai proporcionar para o nosso produto em vários lugares que não conhecem o nosso suco de pêssego e não têm o hábito de consumi-lo. Então, essa ação é ótima em vários sentidos, e espero que, no futuro, a gente consiga aumentar o nosso mercado consumidor para comercializar essa grande safra que temos aqui na região”, complementou.

Como participar

A aquisição do produto será realizada por meio da modalidade Compra Direta (CD), no âmbito do PAA. Para participar, as organizações de produtores precisam se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), para que possam enviar as suas propostas com a quantidade do produto a ser ofertada.

O limite individual por produtor será de até R$ 15 mil. Outros detalhes operacionais da compra serão divulgados pela Conab e pelo MDS nos próximos dias.

O post Conab anuncia R$ 4 milhões para compra de pêssego de produtores gaúchos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link