quarta-feira, março 11, 2026
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5 mitos sobre a carne: ciência mostra que consumo é fundamental à saúde


churrasco consumo de carne
Foto: Pixabay

Recente pesquisa do Datafolha, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, chamou atenção ao afirmar que 7% dos brasileiros se consideram veganos e que 74% estariam dispostos a reduzir o consumo de carne por motivos de saúde.

Mas será que esses números refletem o comportamento alimentar real do brasileiro?

Para o médico Juan Pablo Roig Albuquerque, especialista em psiquiatria metabólica e membro do movimento “A carne do futuro é animal”, a resposta é clara: não.

“O consumo de carne segue alto no Brasil e, mais do que isso, ainda é central para a saúde da população. O problema é que o debate sobre alimentação está cada vez mais tomado por desinformações e radicalismos que não se sustentam nem do ponto de vista da ciência, nem na prática clínica”, considera.

É justamente para trazer mais equilíbrio a esse debate que nasceu o movimento “A carne do futuro é animal”, criado por mais de 70 pecuaristas de Mato Grosso. Além de promover uma pecuária de baixo carbono e com rastreabilidade completa, o grupo agora se mobiliza para esclarecer mitos alimentares que vêm afastando a população da carne, muitas vezes sem base técnica.

Abaixo, 5 dos principais mitos sobre a carne que circulam nas redes sociais e os argumentos que os desconstroem.

  • “A carne faz mal à saúde”

O que a ciência diz: a carne é uma das fontes mais completas de nutrientes da alimentação humana, com alto valor biológico. “É praticamente impossível manter bons níveis de ferro, B12, creatina e carnitina sem alimentos de origem animal”, afirma o médico. Esses nutrientes são essenciais para o cérebro, o sistema imunológico e a prevenção de distúrbios metabólicos.

  • “O brasileiro está diminuindo o consumo de carne”

O que os dados mostram: apesar da pesquisa da SVB/Datafolha, o Brasil segue entre os maiores consumidores de carne do mundo, com uma média superior a 100 quilos por habitante, por ano. Segundo dados da FAO (ONU), o consumo per capita no país se mantém estável, com pequenas variações motivadas por preço, não por comportamento ideológico. “A carne ainda é símbolo de nutrição e prazer para a maioria da população. O que falta é informação de qualidade para tirar a culpa do prato”, pontua Albuquerque.

  • “Dá para ter uma dieta saudável sem carne, em qualquer fase da vida”

O que a nutrição diz: embora dietas vegetarianas bem orientadas possam ser viáveis para adultos, elas exigem suplementação rigorosa. “Na infância, na gestação e na terceira idade, o risco de deficiência de ferro, B12 e outros micronutrientes é real. Inclusive, a OMS recomenda alimentos de origem animal a partir dos seis meses de vida”, reforça o médico.

  • “A carne apodrece no intestino e causa inflamação”

A verdade é que: esse argumento ainda circula em redes sociais, mas não encontra respaldo na fisiologia humana. “Temos um estômago com pH ácido justamente para digerir carne de forma eficiente. A carne não apodrece, ela é digerida, absorvida e contribui para a formação de proteínas estruturais do corpo”, detalha o especialista. Já os alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares são os principais responsáveis pela inflamação sistêmica.

  • “A carne de laboratório é o futuro da alimentação”

O que os fatos mostram: embora promissora, a carne cultivada ainda enfrenta desafios como alto consumo energético, emissão de carbono maior que a pecuária regenerativa e incertezas nutricionais. O modelo de produção com pasto, integração lavoura-pecuária e manejo bem feito, como o que já é praticado em boa parte do Brasil, é hoje uma das formas mais sustentáveis do mundo de produzir proteína animal.

Para o médico, existe um esforço sistemático em demonizar a carne e transformar o consumo em uma questão de culpa, ignorando décadas de evolução biológica e evidência clínica. Além disso, o consumo regular de carne está diretamente relacionado à melhora de quadros como depressão, obesidade, distúrbios metabólicos e até transtornos autoimunes.

O especialista também alerta que pacientes veganos que não fazem suplementação adequada frequentemente apresentam sintomas como anemia, fadiga crônica e perda de desempenho cognitivo.

“Vitaminas como B12, ferro-heme, ômega 3 e tipos biodisponíveis de vitamina A são praticamente exclusivos dos alimentos de origem animal. Isso tem impacto direto no desenvolvimento neurológico e cognitivo”, afirma o médico especialista.

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