terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

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Sebrae lança projeto sustentável para pecuária no Vale do Paraíba; saiba mais



O Sebrae de São Paulo lançou um projeto ambiental pioneiro no Vale do Paraíba com o objetivo de impulsionar a sustentabilidade na pecuária de corte, o que tem impacto direto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Associação dos Produtores de Gado de Corte (Aprocorte) e sindicatos rurais, introduz uma calculadora de carbono que permite ao produtor identificar e medir o potencial de produção de carbono, além de melhorar os processos na fazenda.

A proposta visa tirar o produtor da média nacional de 0,7 unidades animais por hectare (UA/ha) e levá-lo a patamares de 2,3 a 2,4 UA/ha, por meio da intensificação da produção.

Em entrevista ao Giro do Boi, o consultor de negócios do Sebrae, Felipe Rimkus, destacou que a área que faz a gestão dos dados de carbono se torna menos sensível à oscilação climática.

Confira:

Crescimento da pecuária no Vale do Paraíba

O crescimento da pecuária no Vale do Paraíba é notável, com fazendas ganhando em produtividade e produção. Também em entrevista, o zootecnista Luís Kodel reforça que a sustentabilidade começa pela viabilidade econômica. Com margens melhores, o produtor consegue investir na sustentabilidade ambiental.

A intensificação da produção está diretamente ligada à redução das emissões. O produtor que intensifica o manejo automaticamente diminui a emissão de metano e CO2 por quilo de carne, fazendo “um bem para o meio ambiente e um bem para o seu bolso”.

A integração de sistemas, como a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Florestal), e o uso de forrageiras como a braquiária, que são grandes fixadoras de carbono, são cruciais nesse processo.

Conscientização e mercado de carbono

A grande sacada do projeto do Sebrae é promover a conscientização de que o pasto é lavoura. O produtor já realiza boas práticas, mas precisa organizar esses dados e colocá-los para frente no relacionamento com a indústria e com o consumidor.

O Sebrae está atento ao mercado de carbono e à possibilidade de pagamento por serviços ambientais para a pastagem. O atendimento do projeto começou no Vale do Paraíba, mas a calculadora estará disponível para todo o estado de São Paulo a partir do ano que vem.

Os produtores podem procurar o escritório mais próximo para ter acesso à informação e se preparar para essa nova fase da pecuária sustentável, o que é especialmente relevante em um momento de holofotes globais, como a COP 30.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Na crise, a capacidade de adaptação define o negócio no campo 



#PROGRAMETE #24

Quando os tempos ficam difíceis, é a capacidade de adaptação que separa quem desiste de quem encontra novos caminhos para prosperar. Vamos conhecer a história de Henrique Sloper, produtor rural de Domingos Martins (ES), que transformou um grande problema em uma oportunidade única. Sua propriedade foi invadida por jacus, aves da Mata Atlântica que destruíram parte do cafezal.

Em vez de se render ao prejuízo, Sloper pesquisou e descobriu que os grãos expelidos pelas aves, após passarem pelo trato digestivo, podiam ser torrados e transformados em um café de sabor raro e refinado.

Quer saber como transformar desafios em oportunidades? Aperte o play e venha empreender com a gente!

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Cafés especiais: uma tradição que ultrapassa gerações

#PROGRAMETE #23

Na região serrana do Espírito Santo, em Venda Nova do Imigrante, uma família chega à quarta geração na produção de cafés. “Saí para estudar engenharia e meu irmão ficou na roça”, relembra Tatiane Andrião Zandonade, gestora de marketing da propriedade. 

Anos depois, a convite do irmão, Tatiane retornou à propriedade com o objetivo de impulsionar a produção de cafés especiais e fortalecer o turismo rural. Com apoio do Sebrae, os projetos ganharam estrutura e visibilidade, tornando-se referência em empreendedorismo sustentável na região. 

Quer saber mais sobre a história da família Zandonade? Então aperte o play aqui.

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#PROGRAMETE #22

Essas duas siglas são fundamentais para quem vive e trabalha no campo. Vamos mostrar de forma clara o que cada uma significa, para que serve e como impacta o acesso a políticas públicas e a gestão ambiental. Clica aqui e assista!

E lembre-se: o Sebrae está sempre pronto para apoiar com orientação, cursos e estratégias para fortalecer o pequeno negócio rural. 

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Rota dos Pireneus une tradição e gastronomia

#PROGRAMAMETE 21#

A Rota dos Pireneus nasceu para conectar produtores, visitantes e experiências únicas. Hoje, é um destino que alia sabor, cultura e paisagens deslumbrantes, e que conta com o apoio decisivo do Sebrae. Stephan veio da Suiça e sentiu que precisava trazer a tradição dos queijos para Goiás. Acompanhe a história!

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#PROGRAMETE #20

Quer turbinar suas vendas no campo?  A dica é aproveitar o que está em alta, caprichar na apresentação e usar bem as redes sociais.

O exemplo vem do produtor Diego Amaral, de Piracaia, interior de São Paulo, que dobrou suas vendas de morangos ao entrar na onda do ‘morango do amor’. Acesse aqui e confira dicas valiosas para alavancar suas vendas.

E lembre-se: o Sebrae está sempre pronto para apoiar com orientação, cursos e estratégias para fortalecer o pequeno negócio rural. 

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Descubra o ‘ouro branco’ da Mata Atlântica paulista

#PROGRAMETE #19

Na Palmitolândia, em plena Mata Atlântica paulista, o palmito pupunha é valorizado como ouro branco. Ele vira alimento, papel, vassoura, cerveja e, em breve, até estrutura de construção! Tudo isso com foco em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e propósito. 

Esse projeto reúne agricultura, gastronomia e turismo para mostrar o potencial da floresta e promover a conservação de espécies nativas, como o Jussara.

Confira aqui a história completa da Gabi Rodrigues, proprietária da Palmitolândia e veja o palmito com outros olhos!

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Saiba como o ‘ALI Rural’ impulsiona a gestão e os lucros do produtor

#PROGRAMETE #18

O Agente Local de Inovação Rural, ALI Rural, faz parte do programa gratuito do Sebrae que apoia os micro e pequenos produtores a aumentarem a produtividade, aprimorarem a gestão da propriedade e inovarem no campo.

E o impacto é real! Produtores atendidos pelo programa podem ter até 20% de aumento na renda, segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae.

Quer saber mais? Acesse aqui e confira os detalhes!

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Saiba como produtores de chás se tornaram referência nacional

#PROGRAMETE #17

O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil.

Além disso, encontrou no Sebrae/SP o apoio para transformar sonhos em negócios.

Confira aqui esta história de superação e empreendedorismo.

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Aprenda a usar o WhatsApp Business para vender mais

#PROGRAMETE #16

Para pequenos e microempreendedores, o WhatsApp Business pode ser um grande aliado na organização, nas vendas e na proximidade com os clientes.

Conversamos com a Natália Assunção, empresária que usa a ferramenta no dia a dia e compartilha a sua experiência e dá dicas pra quem quer profissionalizar o atendimento e vender mais. 

Aperta o play e confira!

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#PROGRAMETE #15

Antes de iniciar o cultivo de mel em Itu, interior de São Paulo, Galdino Avelino Cruz buscou qualificação no Sebrae e no Senar. Só depois de aprender tudo sobre as abelhas Apis Mellifera, que começou a preparar iscas em sua propriedade para atrair os insetos locais.

Atualmente, Galdino tem nove caixas de abelhas e consegue envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Com isso, conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’. 

A certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio, mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase e rotulagem.

Quer saber mais sobre a história de Galdino Avelino Cruz?

Então aperte o play e confira detalhes desta história inspiradora.

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#PROGRAMETE #14

Halison Gusmão, produtor de cachaça artesanal no nordeste de Minas Gerais, apostou nas redes sociais como ferramenta de divulgação e venda. Com a nova estratégia, ele consegue vender sua produção com muito mais agilidade.

A gestora de Alimentos e Bebidas, Micheli Bueno, do Sebrae/RS, compartilha dicas práticas para você turbinar as vendas da sua loja no Instagram. 

Aperte o play e confira todas as dicas aqui!

Produtora paranaense transforma propriedade em destino de turismo rural

#PROGRAMETE #13

Após superar desafios de saúde, Fabiana Castelari Leme, produtora rural de Marialva (PR), sentiu a necessidade de retomar o trabalho e encontrou uma forma inovadora de vender suas uvas sem sair de casa.

Ela começou divulgando seus produtos em grupos locais e passou a vender diretamente para os consumidores.

Mas foi além: abriu as porteiras do sítio e passou a receber clientes interessados em conhecer seu parreiral, dando origem ao Colha e Pague.

Em seguida, trouxe novas inovações para a propriedade e lançou o Open de Uva, ampliando o atendimento para estudantes e idosos.

Em todas essas iniciativas, Castelari contou com o apoio do Sebrae, mergulhou em capacitações e transformou sua propriedade em um destino de turismo rural, combinando tradição, experiência e novas oportunidades de negócio.

Quer conhecer mais a história da Fabiana Castelari Leme?

Então aperte o play e confira os detalhes desta história.

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#PROGRAMETE #12

Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais? 

Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos.

Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes. 

Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo? 

Aperte o play e confira todas as dicas aqui!

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Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade

#PROGRAMETE #11

Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade. 

Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo. 

Clique aqui para conhecer mais sobre a inspiradora história de Heloísa Campos.

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PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro

#PROGRAMETE #10

Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos.

O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção

Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas.

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PROGRAMETE #9

O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro.

O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história!

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Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos

PROGRAMETE #8

Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo.
Assista aqui essa história!

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IG: reconhecimento que vai além do selo

PROGRAMETE #7

De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo.

Assista aqui essa história.

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Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição

PROGRAMETE #6

Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo.

Assista AQUI essa história.

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Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’

Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real.

Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira:

PROGRAMETE #5

Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’

A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor.

A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida.

PROGRAMETE #4

Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado

A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado

PROGRAMETE #3

Selo SIM: acesso a novos mercados

Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!

PROGRAMETE #2

Oportunidades para o pequenos produtor rural

Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.

PROGRAMETE #1



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‘Ninguém mais precisará pedir esmola para preservar nossas florestas’, diz Lula sobre novo fundo



O Conselho Executivo do Banco Mundial aprovou a criação do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, iniciativa que recompensa países que conservam suas florestas e busca fortalecer ações contra o aquecimento global.

O fundo, considerado uma das principais apostas do Brasil para a COP30, terá o apoio de oito países da América do Sul, além de Indonésia, Congo e outras nações menores. A participação do Banco Mundial confere credibilidade e segurança à iniciativa, segundo especialistas.

O presidente Lula destacou o fundo em discurso para empresários na Indonésia, reforçando que o mecanismo representa uma inovação importante. “Se esse fundo funcionar, ninguém mais precisará pedir dinheiro como se estivesse pedindo esmola para manter nossas florestas de pé e evitar que o planeta aqueça acima de 1,5°C”, afirmou.

Fundo Florestas Tropicais Para Sempre

O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre é uma tentativa de combinar preservação ambiental com valorização econômica, incentivando países a protegerem áreas estratégicas de floresta tropical e contribuírem para a redução de gases de efeito estufa.



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Plantio de soja avança em MS e atinge 30,9%, aponta Aprosoja estadual



O plantio da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso do Sul alcança 30,9% da área total estimada, o equivalente a aproximadamente 1,4 milhão de hectares, informou a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja MS). A região sul lidera a semeadura, com 40,3% da área plantada, seguida pela região centro, com 17,7%, e norte, com 13,3%, segundo levantamento do Projeto Siga/MS, executado pela entidade, com dados até a última sexta-feira (17).

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O ritmo está ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando o plantio atingia 32%, mas supera em 10 pontos percentuais a média dos últimos cinco anos, de 21%. O avanço é atribuído principalmente ao bom volume de chuvas na região sul, que concentra a maior área cultivada do estado.

“O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para o avanço da semeadura, especialmente nas regiões centro e norte, onde a umidade do solo ainda é limitada. Os produtores têm adotado estratégias como o escalonamento do plantio para reduzir riscos diante das incertezas meteorológicas”, explicou o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Faedo Aguena.

Expectativa para a safra de soja

Para esta safra, a expectativa é de crescimento de 5,9% na área cultivada, totalizando 4,79 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 52,8 sacas por hectare, com produção estimada em 15,2 milhões de toneladas. O valor médio da soja está em R$ 125,06 por saca, segundo a Aprosoja/MS.

Comercialização

A comercialização da safra 2024/25 no estado chegou a 94%, conforme levantamento da Grãos Corretora até 20 de outubro, avanço de quatro pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Já a venda antecipada da nova safra 2025/26 alcançou 15%, de acordo com dados da Aprosoja/MS.

O monitoramento técnico da entidade indica baixa incidência de plantas daninhas e pragas nas lavouras acompanhadas até o momento. A previsão climática aponta, contudo, para uma distribuição irregular das chuvas nos próximos meses, sob possível influência do fenômeno La Niña, de intensidade fraca a moderada.



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Plantio antecipado da soja no Oeste da Bahia cresceu 330% em 5 anos


O plantio antecipado das áreas de soja na Bahia, teve um aumento de 330,9% em 5 anos, na região Oeste do estado. Nesta safra 2025/2026, a portaria nº 047 de 06 de junho de 2025, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), estabeleceu a antecipação em caráter excepcional entre os dias 25 de setembro a 07 de outubro.

De acordo com o primeiro boletim de safra divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o principal destaque foi o incremento de 35% de área quando comparado a safra anterior, o que corresponde a 150 mil hectares para antecipação do plantio da oleaginosa.

crescimento plantio antecipado no Oeste da Bahia, dados da Aiba
Foto: Divulgação/Aiba

Além disso, para a janela de plantio convencional, muitos produtores já iniciaram as operações de semeadura em municípios das microrregiões do Oeste da Bahia.

A previsão é que a safra 2025/26 alcance um novo recorde com 2,218 milhões hectares e 9,049 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 3,9%.

A associação também informou que o Núcleo de Agronegócio continua prestando serviços de análise de fertilizantes e arbitragem no processo de classificação de grãos nas propriedades rurais durante essa safra.

Ritmo da semeadura

Ainda de acordo com o boletim, até o momento, aproximadamente 385 mil hectares foram plantados, os quais representam 17,4% da área total estimada.

O ritmo de semeadura está avançado em comparação à safra anterior, beneficiado pela ampliação da janela de cultivo da safra 2025/26 no estado.

No entanto, apesar dos cenários otimistas, as altas temperaturas influenciaram a decisão de alguns produtores em não semear toda a área irrigada.

As previsões, entretanto, indicam que o ritmo da operação deve diminuir nos próximos dias, em função da previsão de estiagem, nas próximas duas semanas.


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Mulher lidera processo de inovação em tradicional empresa familiar de suinocultura



À frente de uma história que atravessa quatro gerações, Andrea Ianni Cancian transformou a suinocultura da família em um modelo de excelência e sustentabilidade. Zootecnista formada pela USP de Pirassununga, ela combina inovação e respeito às origens no comando da Fabene, empresa com quase 100 anos dedicados à criação de suínos no Brasil. Com paixão pelo campo e profundo compromisso com o bem-estar animal, Andrea vem consolidando uma produção que alia tradição, qualidade e responsabilidade do campo à mesa.

Filha, neta e bisneta de suinocultores, Andrea cresceu acompanhando o trabalho da família no campo. “Sempre soube que trabalharia no agro. Era o universo que eu conhecia e, aos poucos, fui pegando gosto pela profissão e pelo campo”, contou a empresária durante entrevista ao programa A Protagonista, do Canal Rural.

Hoje, além de empresária e líder de uma das marcas mais respeitadas da suinocultura nacional, Andrea é mãe da Catarina e do Otávio, e neles encontra sua maior motivação. “A inovação é essencial, mas sem perder a essência e o respeito ao animal, ao meio ambiente e à cultura caipira”, afirma.

Gestão e tecnologia em um sistema de ciclo completo

A Fabene trabalha no sistema de ciclo completo, com mais de 3 mil matrizes, o que significa que a empresa realiza todas as etapas da produção. Segundo Andrea, o maior desafio é a gestão.

“São muitas fases, muitas dietas e muitas pessoas envolvidas. É preciso um bom controle de dados e uma equipe técnica preparada, porque a tecnologia na suinocultura evolui o tempo todo”, explica.

A genética é outro ponto-chave. A Fabene utiliza duas linhagens principais, realizando a seleção de reprodutoras com base em características físicas e genéticas, além de sistemas globais de avaliação. “O cruzamento é definido a partir de dados genéticos e de performance. Tudo é feito de forma técnica e precisa, garantindo qualidade e padronização”, detalha.

Sustentabilidade como obrigação e valor

De acordo com a zootecnista, na Fabene, sustentabilidade não é diferencial, é compromisso. A propriedade possui um sistema completo de tratamento de efluentes, que transforma resíduos em energia e biofertilizantes.

“Todo efluente passa por biodigestores, que geram energia e produzem um biofertilizante usado na fertirrigação. O que antes era um problema virou solução”, explica Andrea.

O modelo cria uma verdadeira economia circular: o dejeto do suíno vira nutriente para o pasto, que alimenta o gado, que retorna à cadeia como carne. “Sustentabilidade é investimento, não gasto. O sistema se paga com o tempo”, afirma.

Suíno Nilo Canastra: o resgate de um sabor brasileiro

Além da produção tradicional, Andrea lidera o projeto Suíno Nilo Canastra, uma raça brasileira descendente do porco preto ibérico, o mesmo do famoso presunto pata negra. O animal quase desapareceu com o avanço das raças voltadas apenas à produção de carne magra, mas agora ganha espaço novamente.

“O Nilo Canastra resgata o sabor, a suculência e a cultura caipira. É uma carne de terroir, que traz o gosto e as características da região onde é criada”, explica Andrea.

Criados em sistema intensivo a pasto (Ciscal), os animais recebem alimentação controlada, mas também consomem raízes e castanhas do ambiente. O resultado é uma carne mais vermelha, marmorizada e com sabor marcante, ideal para a alta gastronomia e a charcutaria artesanal.

“O consumidor percebe a diferença e busca esse sabor de verdade. Hoje há uma valorização crescente dos produtos regionais, feitos por pequenos produtores com propósito. Esse é o nosso diferencial”, diz Andrea.

Veja abaixo a entrevista completa de Andrea para o programa A Protagonista:



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AgroNewsPolítica & Agro

Rastreabilidade garante origem e qualidade dos alimentos


 A rastreabilidade de alimentos ganhou papel estratégico no agronegócio brasileiro e, segundo Fernando Andrei Baccarin, presidente da Abrarastro, representa “um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva”. Em uso crescente nos últimos anos, a ferramenta integra tecnologia, gestão e sustentabilidade para garantir origem, qualidade e segurança dos alimentos.

Como funciona

De acordo com Baccarin, “a rastreabilidade foi desenvolvida para transformar o conceito em uma estrutura de gestão integrada”. O sistema vai além de um simples “registro documental”: conecta campo, indústria, distribuição e varejo em um único ecossistema digital, garantindo transparência, segurança e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia produtiva.

A plataforma é composta por três camadas principais:

Coleta de dados na origem — o produtor ou cooperativa insere informações sobre plantio, insumos, colheita e transporte por meio de aplicativo ou painel web.

Processamento e validação — os dados passam por filtros automáticos de consistência e são cruzados com bases oficiais (como notas fiscais eletrônicas, lotes e datas).

Consulta e rastreamento — no ponto de venda ou no mercado externo, o consumidor final pode ler o QR Code e visualizar a linha do tempo completa do produto, “desde a propriedade até a gôndola”. Fiscais também podem acessar as informações para análises químicas ou auditorias.

A tecnologia utiliza banco de dados criptografado e operações via blockchain, o que garante que cada registro seja “imutável e auditável”. Também incorpora IoT (Internet das Coisas), com sensores de temperatura e umidade, além de dashboards interativos com gráficos e indicadores de gestão.

Para o produtor, a ferramenta funciona como um “caderno de campo digital inteligente”, acessível por aplicativo, painel web ou até mesmo via WhatsApp. Baccarin lembra que a exigência normativa conjunta do Ministério da Agricultura e da Anvisa, de 2 de fevereiro de 2018, requer o arquivamento das informações por 18 a 24 meses.

Para distribuidores e varejistas, o sistema assegura controle de qualidade e pode ser utilizado como ferramenta de marketing, destacando a origem segura, as boas práticas e a sustentabilidade. “A segurança alimentar e a sustentabilidade acabam caminhando juntas”, afirma o presidente da Abrarastro.

Benefícios da rastreabilidade 

Transparência ampliada — o uso de QR Codes permite transmitir mais informações sem sobrecarregar rótulos e embalagens.

Competitividade — “os dados coletados alimentam indicadores de desempenho; ajudam a reduzir perdas, otimizar o tempo de colheita e validade, melhorando margens e diminuindo riscos”.

Sustentabilidade — integração com módulos de inventário de emissões, códigos GRI e ODS, úteis a empresas que atuam com mercado de carbono ou selos de neutralidade.

Veracidade e governança — a plataforma é totalmente auditável, com trilhas de verificação que impedem alterações posteriores. “Cada informação inserida representa um compromisso com a verdade; qualquer dado incorreto compromete toda a credibilidade do sistema”, ressalta.

O setor agroalimentar já reconhece que a rastreabilidade deixou de ser uma mera obrigação regulatória para se tornar parte essencial da gestão moderna. Conforme Baccarin, “o agronegócio precisa responder com dados reais sobre a origem, os processos produtivos e os impactos ambientais. Essa transparência constrói credibilidade, agrega valor e permite ao produtor conhecer com precisão seus indicadores de eficiência. É uma ferramenta de gestão estratégica, e não apenas de conformidade legal”.

As exigências dos mercados internacionais e das grandes redes varejistas reforçam essa tendência. Para participar de cadeias sustentáveis e economicamente mais atrativas, é preciso comprovar origem e conformidade ambiental, social e trabalhista. “A rastreabilidade documenta essas informações e demonstra o comprometimento com os critérios ESG e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, observa o presidente da Abrarastro.

Apesar dos avanços, Baccarin aponta desafios: “Há uma combinação de fatores — o custo inicial, a falta de cultura digital e a ausência de fiscalização uniforme no país. Parte dos produtores ainda associa a rastreabilidade à burocracia, quando, na verdade, ela representa segurança jurídica e comercial, padroniza o produto e melhora a qualidade”.

Impactos 

Com a linha do tempo completa de cada alimento — “do campo ao consumidor” —, é possível identificar rapidamente desvios de qualidade, uso inadequado de insumos e falhas de armazenamento ou transporte. Baccarin resume: “Esse é o coração da segurança alimentar moderna. Cada lote tem identidade própria e pode ser rastreado com precisão”.

Para o produtor que domina seus dados, a ferramenta proporciona controle, eficiência e competitividade. “As informações coletadas em cada etapa da produção ajudam a planejar safras, reduzir perdas e otimizar o uso de insumos. Quem domina os dados consegue negociar melhor, acessar mercados diferenciados e valorizar o produto”, explica.

E conclui: “A rastreabilidade é mais do que um software — é um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva. A tecnologia garante a integridade das informações, mas o comportamento humano é o que assegura sua veracidade e legitimidade”.





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Operação desmantela rede de desvio e fraude em cargas de fertilizantes



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu sete pessoas suspeitas de participação em uma organização criminosa especializada no desvio e na adulteração de fertilizantes. A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (23) de forma simultânea em Curitiba, Wenceslau Braz e Cascavel, no Paraná, e em Miracatu, em São Paulo.

Os policiais civis cumpriram sete mandados de prisão, incluindo a de um empresário, capturado no interior de São Paulo pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, foram executadas nove ordens de busca e apreensão e oito bloqueios de contas bancárias.

A operação teve como objetivo desarticular um esquema que causava prejuízos aos produtores rurais e impactava diretamente a produtividade agrícola.

Início da investigação

As investigações tiveram início em novembro de 2024, quando a PCPR prendeu cinco pessoas em flagrante em um barracão clandestino localizado em Araucária, Curitiba. Na ocasião, os policiais flagraram a adulteração de uma carga de fertilizantes que havia sido desviada pelo motorista do caminhão.

Durante a abordagem, o dono do local tentou subornar os policiais oferecendo o valor de R$ 150 mil e foi autuado em flagrante pelo crime de corrupção ativa.

Os demais envolvidos na adulteração foram presos por associação criminosa e receptação qualificada. Um deles admitiu que parte da carga original já havia sido desviada, enquanto outra parte seria transportada com nota fiscal adulterada.

Adulterações de cargas de fertilizantes

A investigação apurou que, no barracão de Araucária, foram realizadas entre 20 e 30 adulterações de cargas de fertilizantes agrícolas.

“Apuramos que o grupo chegou a fazer alterações de duas a três cargas em um único dia. Cada uma delas custa em torno de R$ 200 mil, fazendo com que, em um período de um a dois meses, a movimentação financeira estimada seja de R$ 4 milhões”, destaca o delegado da Polícia civil do Paraná, André Feltes.

O material era enviado para cidades do interior do Paraná e para outros estados do país. Para encobrir a atividade, os suspeitos simulavam que uma empresa legal funcionava no local, com maquinário e funcionários contratados.

A prática consistia em misturar calcário e cálcio tingidos com corantes, de modo a imitar a cor do fertilizante. Estima-se que o produto adulterado mantivesse apenas 5% da eficácia do original, prejudicando a produtividade das lavouras.

Comércio ilegal

A investigação também identificou a empresa que recebia as cargas e as comercializava como se tivessem origem legal.

Com sede em Piraquara, Curitiba, a empresa possui filiais em São Paulo e Santa Catarina. O proprietário era o responsável por negociar com o dono do barracão clandestino em Araucária, enviando pagamentos antecipados para que ele recrutasse caminhoneiros e desviasse as cargas.

Além do responsável pelas notas frias e dos dois proprietários, a polícia prendeu um caminhoneiro, um funcionário da empresa em Piraquara e um coordenador das operações de adulteração dos fertilizantes.



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La Niña pode alterar clima e afetar soja no Brasil, aponta StoneX



O fenômeno La Niña deve começar a influenciar o clima no Brasil a partir do fim de 2025, segundo o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX. A formação do evento preocupa, especialmente, os sojicultores, pois tende a provocar seca no Sul do país e chuvas irregulares em outras regiões produtoras, o que pode afetar o desenvolvimento da safra 25/26 da oleaginosa.

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De acordo com Carolina Jaramillo Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, as anomalias de temperatura do Pacífico apontam resfriamento nas regiões centrais e leste do oceano, padrão típico do La Niña. “Os modelos climáticos internacionais indicam um La Niña fraco, mas com potencial de interferir na safra caso o fenômeno se prolongue até 2026”, afirma.

Efeitos na soja

A soja deve ser a cultura mais sensível aos efeitos iniciais da condição climática. No Sul, a redução da entrada de frentes frias pode provocar bloqueios atmosféricos e atrasar as chuvas na fase de germinação e floração. Já no Centro-Oeste, as projeções indicam temperaturas até 1 °C acima da média em outubro, o que acelera a germinação, mas eleva o risco de déficit hídrico se as precipitações atrasarem.

De acordo com a StoneX, no Sudeste, especialmente no Espírito Santo e centro-leste de Minas Gerais, o calor pode aumentar a evapotranspiração, exigindo maior atenção ao manejo hídrico e às doenças fúngicas. Em contrapartida, chuvas mais regulares previstas para o Centro-Sul podem favorecer o enchimento de grãos, desde que não haja excesso de nebulosidade.

Riscos climáticos

A analista destaca que a interação do La Niña com a Oscilação de Madden–Julian (MJO) e a Oscilação Antártica (AAO) pode intensificar os efeitos no Hemisfério Sul. Esse padrão atmosférico tende a deslocar os ventos de oeste para o sul, reduzindo a frequência de frentes frias e ampliando o risco de seca e calor em regiões produtoras de soja e milho de primeira safra no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Já nas regiões Central e Sudeste, a umidade acima da média pode beneficiar a soja, mas também prejudicar a cana-de-açúcar e elevar o risco de doenças fúngicas.

Nos trópicos, o cenário é contrastante, com a interação entre La Niña e a MJO intensificando a convecção no oeste do Pacífico, Indonésia, Sudeste Asiático e Filipinas. Os resultados são chuvas mais intensas, enquanto o Pacífico central e leste permanece mais seco. No Brasil Central e no Sudeste, são esperadas chuvas acima da média, o que pode beneficiar culturas como soja, milho e café, mas também prejudicar a cana-de-açúcar devido à alta nebulosidade e aumentar o risco de doenças fúngicas pela umidade recorrente.

Cenário global

Globalmente, o La Niña costuma alterar padrões de chuva, com seca no sul da Europa, Ásia Central e sul da América do Sul. Por outro lado, o padrão é de precipitações acima da média na Índia, América Central e norte dos Estados Unidos.

A StoneX avalia que o evento pode durar até os primeiros meses de 2026, dependendo da persistência do resfriamento do Pacífico.



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‘Produtor precisa agir com cautela para evitar frustrações na safra 2025/26’, diz analista



O produtor rural precisa agir com cautela na gestão dos custos para evitar frustrações na safra 2025/26, conforme avaliação de Mauro Osaki, pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea. Segundo ele, os custos de produção de soja e milho verão devem apresentar variações importantes e exigem planejamento conservador para não comprometer a rentabilidade.

Para a soja, a estimativa é de que o custo operacional aumente cerca de 3,9% em relação à safra anterior. “A alta se deve principalmente aos fertilizantes, que subiram 18%, defensivos agrícolas, com aumento de 11%, e sementes tratadas, em torno de 5%”, explica Osaki.

No milho verão, o cenário é diferente. A previsão aponta queda de quase 7% nos custos em relação à safra passada, resultado da desvalorização da semente tratada. Mesmo assim, os gastos com fertilizantes devem crescer cerca de 8,9%, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das despesas.

Custos elevados pressionam a safra

No Brasil, os trabalhos de plantio estão à todo vapor. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tanto a semeadura da soja, quanto a de milho primeira safra, estão avançadas. Se por um lado o clima deve seguir contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras, por outro, existe a pressão dos custos elevados.

Além dos gastos com fertilizantes, o pesquisador cita outros pontos de atenção que devem ser levados a sério pelo produtor. Segundo Osaki, a manutenção das máquinas, com gastos com pneus e peças, bem como o custo do capital — mais elevado por conta da restrição de crédito — contribuem para pressionar a rentabilidade da safra.

“O produtor precisa entender onde está pisando e planejar seus recursos de forma conservadora para evitar frustrações”, alerta.

Relação de troca e perspectivas de margem

O pesquisador observa também que a relação de troca entre preços e custos está mais apertada, especialmente na soja. A quantidade de sacas por hectare necessária para cobrir o custo operacional efetivo está próxima da produtividade média das últimas cinco safras. Isso limita a capacidade do produtor de remunerar seus investimentos, como depreciação, juros e custo da terra.

Osaki destaca ainda que o Rio Grande do Sul é atualmente a região mais desafiadora, devido a perdas acumuladas e condições climáticas. “Além de pagar o que está sendo plantado, o produtor precisa recuperar o que foi perdido. É um estado que merece atenção especial”.

Em linhas gerais, ele avalia que as demais regiões apresentam desempenho melhor em termos de custos. Entretanto, a falta de estrutura e logística nas áreas mais remotas do país preocupa. O pesquisador reforça que a prudência e o planejamento cuidadoso são essenciais para que o produtor consiga enfrentar as variações do mercado e proteger a rentabilidade.

Outros fatores no radar

Além das margens reduzidas, fatores externos como variação do dólar, cenário geopolítico e políticas fiscais do Brasil e de outros países podem impactar a competitividade. De acordo com Osaki, são elementos que fogem do controle do produtor rural.

“A guerra tarifária entre China e Estados Unidos e o adiamento das compras chinesas de soja americana são sinais de alerta, pois podem coincidir com a colheita do hemisfério Sul, pressionando a cotação internacional e os prêmios de exportação”, diz.

Outro ponto crucial apontado pelo analista é o custo de capital, que no Brasil costuma ser mais elevado. No curto e médio prazos, entretanto, o foco é nas condições do clima, como a distribuição de chuvas e da temperatura. “Esses fatores vão determinar o manejo de controle de pragas e doenças, influenciando o sucesso ou não da produção”, conclui.



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