domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

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Mulher lidera processo de inovação em tradicional empresa familiar de suinocultura



À frente de uma história que atravessa quatro gerações, Andrea Ianni Cancian transformou a suinocultura da família em um modelo de excelência e sustentabilidade. Zootecnista formada pela USP de Pirassununga, ela combina inovação e respeito às origens no comando da Fabene, empresa com quase 100 anos dedicados à criação de suínos no Brasil. Com paixão pelo campo e profundo compromisso com o bem-estar animal, Andrea vem consolidando uma produção que alia tradição, qualidade e responsabilidade do campo à mesa.

Filha, neta e bisneta de suinocultores, Andrea cresceu acompanhando o trabalho da família no campo. “Sempre soube que trabalharia no agro. Era o universo que eu conhecia e, aos poucos, fui pegando gosto pela profissão e pelo campo”, contou a empresária durante entrevista ao programa A Protagonista, do Canal Rural.

Hoje, além de empresária e líder de uma das marcas mais respeitadas da suinocultura nacional, Andrea é mãe da Catarina e do Otávio, e neles encontra sua maior motivação. “A inovação é essencial, mas sem perder a essência e o respeito ao animal, ao meio ambiente e à cultura caipira”, afirma.

Gestão e tecnologia em um sistema de ciclo completo

A Fabene trabalha no sistema de ciclo completo, com mais de 3 mil matrizes, o que significa que a empresa realiza todas as etapas da produção. Segundo Andrea, o maior desafio é a gestão.

“São muitas fases, muitas dietas e muitas pessoas envolvidas. É preciso um bom controle de dados e uma equipe técnica preparada, porque a tecnologia na suinocultura evolui o tempo todo”, explica.

A genética é outro ponto-chave. A Fabene utiliza duas linhagens principais, realizando a seleção de reprodutoras com base em características físicas e genéticas, além de sistemas globais de avaliação. “O cruzamento é definido a partir de dados genéticos e de performance. Tudo é feito de forma técnica e precisa, garantindo qualidade e padronização”, detalha.

Sustentabilidade como obrigação e valor

De acordo com a zootecnista, na Fabene, sustentabilidade não é diferencial, é compromisso. A propriedade possui um sistema completo de tratamento de efluentes, que transforma resíduos em energia e biofertilizantes.

“Todo efluente passa por biodigestores, que geram energia e produzem um biofertilizante usado na fertirrigação. O que antes era um problema virou solução”, explica Andrea.

O modelo cria uma verdadeira economia circular: o dejeto do suíno vira nutriente para o pasto, que alimenta o gado, que retorna à cadeia como carne. “Sustentabilidade é investimento, não gasto. O sistema se paga com o tempo”, afirma.

Suíno Nilo Canastra: o resgate de um sabor brasileiro

Além da produção tradicional, Andrea lidera o projeto Suíno Nilo Canastra, uma raça brasileira descendente do porco preto ibérico, o mesmo do famoso presunto pata negra. O animal quase desapareceu com o avanço das raças voltadas apenas à produção de carne magra, mas agora ganha espaço novamente.

“O Nilo Canastra resgata o sabor, a suculência e a cultura caipira. É uma carne de terroir, que traz o gosto e as características da região onde é criada”, explica Andrea.

Criados em sistema intensivo a pasto (Ciscal), os animais recebem alimentação controlada, mas também consomem raízes e castanhas do ambiente. O resultado é uma carne mais vermelha, marmorizada e com sabor marcante, ideal para a alta gastronomia e a charcutaria artesanal.

“O consumidor percebe a diferença e busca esse sabor de verdade. Hoje há uma valorização crescente dos produtos regionais, feitos por pequenos produtores com propósito. Esse é o nosso diferencial”, diz Andrea.

Veja abaixo a entrevista completa de Andrea para o programa A Protagonista:



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AgroNewsPolítica & Agro

Rastreabilidade garante origem e qualidade dos alimentos


 A rastreabilidade de alimentos ganhou papel estratégico no agronegócio brasileiro e, segundo Fernando Andrei Baccarin, presidente da Abrarastro, representa “um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva”. Em uso crescente nos últimos anos, a ferramenta integra tecnologia, gestão e sustentabilidade para garantir origem, qualidade e segurança dos alimentos.

Como funciona

De acordo com Baccarin, “a rastreabilidade foi desenvolvida para transformar o conceito em uma estrutura de gestão integrada”. O sistema vai além de um simples “registro documental”: conecta campo, indústria, distribuição e varejo em um único ecossistema digital, garantindo transparência, segurança e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia produtiva.

A plataforma é composta por três camadas principais:

Coleta de dados na origem — o produtor ou cooperativa insere informações sobre plantio, insumos, colheita e transporte por meio de aplicativo ou painel web.

Processamento e validação — os dados passam por filtros automáticos de consistência e são cruzados com bases oficiais (como notas fiscais eletrônicas, lotes e datas).

Consulta e rastreamento — no ponto de venda ou no mercado externo, o consumidor final pode ler o QR Code e visualizar a linha do tempo completa do produto, “desde a propriedade até a gôndola”. Fiscais também podem acessar as informações para análises químicas ou auditorias.

A tecnologia utiliza banco de dados criptografado e operações via blockchain, o que garante que cada registro seja “imutável e auditável”. Também incorpora IoT (Internet das Coisas), com sensores de temperatura e umidade, além de dashboards interativos com gráficos e indicadores de gestão.

Para o produtor, a ferramenta funciona como um “caderno de campo digital inteligente”, acessível por aplicativo, painel web ou até mesmo via WhatsApp. Baccarin lembra que a exigência normativa conjunta do Ministério da Agricultura e da Anvisa, de 2 de fevereiro de 2018, requer o arquivamento das informações por 18 a 24 meses.

Para distribuidores e varejistas, o sistema assegura controle de qualidade e pode ser utilizado como ferramenta de marketing, destacando a origem segura, as boas práticas e a sustentabilidade. “A segurança alimentar e a sustentabilidade acabam caminhando juntas”, afirma o presidente da Abrarastro.

Benefícios da rastreabilidade 

Transparência ampliada — o uso de QR Codes permite transmitir mais informações sem sobrecarregar rótulos e embalagens.

Competitividade — “os dados coletados alimentam indicadores de desempenho; ajudam a reduzir perdas, otimizar o tempo de colheita e validade, melhorando margens e diminuindo riscos”.

Sustentabilidade — integração com módulos de inventário de emissões, códigos GRI e ODS, úteis a empresas que atuam com mercado de carbono ou selos de neutralidade.

Veracidade e governança — a plataforma é totalmente auditável, com trilhas de verificação que impedem alterações posteriores. “Cada informação inserida representa um compromisso com a verdade; qualquer dado incorreto compromete toda a credibilidade do sistema”, ressalta.

O setor agroalimentar já reconhece que a rastreabilidade deixou de ser uma mera obrigação regulatória para se tornar parte essencial da gestão moderna. Conforme Baccarin, “o agronegócio precisa responder com dados reais sobre a origem, os processos produtivos e os impactos ambientais. Essa transparência constrói credibilidade, agrega valor e permite ao produtor conhecer com precisão seus indicadores de eficiência. É uma ferramenta de gestão estratégica, e não apenas de conformidade legal”.

As exigências dos mercados internacionais e das grandes redes varejistas reforçam essa tendência. Para participar de cadeias sustentáveis e economicamente mais atrativas, é preciso comprovar origem e conformidade ambiental, social e trabalhista. “A rastreabilidade documenta essas informações e demonstra o comprometimento com os critérios ESG e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, observa o presidente da Abrarastro.

Apesar dos avanços, Baccarin aponta desafios: “Há uma combinação de fatores — o custo inicial, a falta de cultura digital e a ausência de fiscalização uniforme no país. Parte dos produtores ainda associa a rastreabilidade à burocracia, quando, na verdade, ela representa segurança jurídica e comercial, padroniza o produto e melhora a qualidade”.

Impactos 

Com a linha do tempo completa de cada alimento — “do campo ao consumidor” —, é possível identificar rapidamente desvios de qualidade, uso inadequado de insumos e falhas de armazenamento ou transporte. Baccarin resume: “Esse é o coração da segurança alimentar moderna. Cada lote tem identidade própria e pode ser rastreado com precisão”.

Para o produtor que domina seus dados, a ferramenta proporciona controle, eficiência e competitividade. “As informações coletadas em cada etapa da produção ajudam a planejar safras, reduzir perdas e otimizar o uso de insumos. Quem domina os dados consegue negociar melhor, acessar mercados diferenciados e valorizar o produto”, explica.

E conclui: “A rastreabilidade é mais do que um software — é um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva. A tecnologia garante a integridade das informações, mas o comportamento humano é o que assegura sua veracidade e legitimidade”.





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Operação desmantela rede de desvio e fraude em cargas de fertilizantes



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu sete pessoas suspeitas de participação em uma organização criminosa especializada no desvio e na adulteração de fertilizantes. A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (23) de forma simultânea em Curitiba, Wenceslau Braz e Cascavel, no Paraná, e em Miracatu, em São Paulo.

Os policiais civis cumpriram sete mandados de prisão, incluindo a de um empresário, capturado no interior de São Paulo pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, foram executadas nove ordens de busca e apreensão e oito bloqueios de contas bancárias.

A operação teve como objetivo desarticular um esquema que causava prejuízos aos produtores rurais e impactava diretamente a produtividade agrícola.

Início da investigação

As investigações tiveram início em novembro de 2024, quando a PCPR prendeu cinco pessoas em flagrante em um barracão clandestino localizado em Araucária, Curitiba. Na ocasião, os policiais flagraram a adulteração de uma carga de fertilizantes que havia sido desviada pelo motorista do caminhão.

Durante a abordagem, o dono do local tentou subornar os policiais oferecendo o valor de R$ 150 mil e foi autuado em flagrante pelo crime de corrupção ativa.

Os demais envolvidos na adulteração foram presos por associação criminosa e receptação qualificada. Um deles admitiu que parte da carga original já havia sido desviada, enquanto outra parte seria transportada com nota fiscal adulterada.

Adulterações de cargas de fertilizantes

A investigação apurou que, no barracão de Araucária, foram realizadas entre 20 e 30 adulterações de cargas de fertilizantes agrícolas.

“Apuramos que o grupo chegou a fazer alterações de duas a três cargas em um único dia. Cada uma delas custa em torno de R$ 200 mil, fazendo com que, em um período de um a dois meses, a movimentação financeira estimada seja de R$ 4 milhões”, destaca o delegado da Polícia civil do Paraná, André Feltes.

O material era enviado para cidades do interior do Paraná e para outros estados do país. Para encobrir a atividade, os suspeitos simulavam que uma empresa legal funcionava no local, com maquinário e funcionários contratados.

A prática consistia em misturar calcário e cálcio tingidos com corantes, de modo a imitar a cor do fertilizante. Estima-se que o produto adulterado mantivesse apenas 5% da eficácia do original, prejudicando a produtividade das lavouras.

Comércio ilegal

A investigação também identificou a empresa que recebia as cargas e as comercializava como se tivessem origem legal.

Com sede em Piraquara, Curitiba, a empresa possui filiais em São Paulo e Santa Catarina. O proprietário era o responsável por negociar com o dono do barracão clandestino em Araucária, enviando pagamentos antecipados para que ele recrutasse caminhoneiros e desviasse as cargas.

Além do responsável pelas notas frias e dos dois proprietários, a polícia prendeu um caminhoneiro, um funcionário da empresa em Piraquara e um coordenador das operações de adulteração dos fertilizantes.



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La Niña pode alterar clima e afetar soja no Brasil, aponta StoneX



O fenômeno La Niña deve começar a influenciar o clima no Brasil a partir do fim de 2025, segundo o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX. A formação do evento preocupa, especialmente, os sojicultores, pois tende a provocar seca no Sul do país e chuvas irregulares em outras regiões produtoras, o que pode afetar o desenvolvimento da safra 25/26 da oleaginosa.

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De acordo com Carolina Jaramillo Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, as anomalias de temperatura do Pacífico apontam resfriamento nas regiões centrais e leste do oceano, padrão típico do La Niña. “Os modelos climáticos internacionais indicam um La Niña fraco, mas com potencial de interferir na safra caso o fenômeno se prolongue até 2026”, afirma.

Efeitos na soja

A soja deve ser a cultura mais sensível aos efeitos iniciais da condição climática. No Sul, a redução da entrada de frentes frias pode provocar bloqueios atmosféricos e atrasar as chuvas na fase de germinação e floração. Já no Centro-Oeste, as projeções indicam temperaturas até 1 °C acima da média em outubro, o que acelera a germinação, mas eleva o risco de déficit hídrico se as precipitações atrasarem.

De acordo com a StoneX, no Sudeste, especialmente no Espírito Santo e centro-leste de Minas Gerais, o calor pode aumentar a evapotranspiração, exigindo maior atenção ao manejo hídrico e às doenças fúngicas. Em contrapartida, chuvas mais regulares previstas para o Centro-Sul podem favorecer o enchimento de grãos, desde que não haja excesso de nebulosidade.

Riscos climáticos

A analista destaca que a interação do La Niña com a Oscilação de Madden–Julian (MJO) e a Oscilação Antártica (AAO) pode intensificar os efeitos no Hemisfério Sul. Esse padrão atmosférico tende a deslocar os ventos de oeste para o sul, reduzindo a frequência de frentes frias e ampliando o risco de seca e calor em regiões produtoras de soja e milho de primeira safra no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Já nas regiões Central e Sudeste, a umidade acima da média pode beneficiar a soja, mas também prejudicar a cana-de-açúcar e elevar o risco de doenças fúngicas.

Nos trópicos, o cenário é contrastante, com a interação entre La Niña e a MJO intensificando a convecção no oeste do Pacífico, Indonésia, Sudeste Asiático e Filipinas. Os resultados são chuvas mais intensas, enquanto o Pacífico central e leste permanece mais seco. No Brasil Central e no Sudeste, são esperadas chuvas acima da média, o que pode beneficiar culturas como soja, milho e café, mas também prejudicar a cana-de-açúcar devido à alta nebulosidade e aumentar o risco de doenças fúngicas pela umidade recorrente.

Cenário global

Globalmente, o La Niña costuma alterar padrões de chuva, com seca no sul da Europa, Ásia Central e sul da América do Sul. Por outro lado, o padrão é de precipitações acima da média na Índia, América Central e norte dos Estados Unidos.

A StoneX avalia que o evento pode durar até os primeiros meses de 2026, dependendo da persistência do resfriamento do Pacífico.



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‘Produtor precisa agir com cautela para evitar frustrações na safra 2025/26’, diz analista



O produtor rural precisa agir com cautela na gestão dos custos para evitar frustrações na safra 2025/26, conforme avaliação de Mauro Osaki, pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea. Segundo ele, os custos de produção de soja e milho verão devem apresentar variações importantes e exigem planejamento conservador para não comprometer a rentabilidade.

Para a soja, a estimativa é de que o custo operacional aumente cerca de 3,9% em relação à safra anterior. “A alta se deve principalmente aos fertilizantes, que subiram 18%, defensivos agrícolas, com aumento de 11%, e sementes tratadas, em torno de 5%”, explica Osaki.

No milho verão, o cenário é diferente. A previsão aponta queda de quase 7% nos custos em relação à safra passada, resultado da desvalorização da semente tratada. Mesmo assim, os gastos com fertilizantes devem crescer cerca de 8,9%, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das despesas.

Custos elevados pressionam a safra

No Brasil, os trabalhos de plantio estão à todo vapor. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tanto a semeadura da soja, quanto a de milho primeira safra, estão avançadas. Se por um lado o clima deve seguir contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras, por outro, existe a pressão dos custos elevados.

Além dos gastos com fertilizantes, o pesquisador cita outros pontos de atenção que devem ser levados a sério pelo produtor. Segundo Osaki, a manutenção das máquinas, com gastos com pneus e peças, bem como o custo do capital — mais elevado por conta da restrição de crédito — contribuem para pressionar a rentabilidade da safra.

“O produtor precisa entender onde está pisando e planejar seus recursos de forma conservadora para evitar frustrações”, alerta.

Relação de troca e perspectivas de margem

O pesquisador observa também que a relação de troca entre preços e custos está mais apertada, especialmente na soja. A quantidade de sacas por hectare necessária para cobrir o custo operacional efetivo está próxima da produtividade média das últimas cinco safras. Isso limita a capacidade do produtor de remunerar seus investimentos, como depreciação, juros e custo da terra.

Osaki destaca ainda que o Rio Grande do Sul é atualmente a região mais desafiadora, devido a perdas acumuladas e condições climáticas. “Além de pagar o que está sendo plantado, o produtor precisa recuperar o que foi perdido. É um estado que merece atenção especial”.

Em linhas gerais, ele avalia que as demais regiões apresentam desempenho melhor em termos de custos. Entretanto, a falta de estrutura e logística nas áreas mais remotas do país preocupa. O pesquisador reforça que a prudência e o planejamento cuidadoso são essenciais para que o produtor consiga enfrentar as variações do mercado e proteger a rentabilidade.

Outros fatores no radar

Além das margens reduzidas, fatores externos como variação do dólar, cenário geopolítico e políticas fiscais do Brasil e de outros países podem impactar a competitividade. De acordo com Osaki, são elementos que fogem do controle do produtor rural.

“A guerra tarifária entre China e Estados Unidos e o adiamento das compras chinesas de soja americana são sinais de alerta, pois podem coincidir com a colheita do hemisfério Sul, pressionando a cotação internacional e os prêmios de exportação”, diz.

Outro ponto crucial apontado pelo analista é o custo de capital, que no Brasil costuma ser mais elevado. No curto e médio prazos, entretanto, o foco é nas condições do clima, como a distribuição de chuvas e da temperatura. “Esses fatores vão determinar o manejo de controle de pragas e doenças, influenciando o sucesso ou não da produção”, conclui.



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Brasil retoma sistema de pré-listing para exportar carne de aves à União Europeia



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre a retomada do sistema de pré-listing para as exportações de carne de aves — incluindo frango, peru e pato — destinadas à União Europeia (UE).

O comunicado, feito pelo ministro Carlos Fávaro, marca um novo capítulo nas relações comerciais e sanitárias entre o Brasil e o bloco europeu. O modelo, suspenso em 2018, volta a conceder ao país autonomia para indicar e habilitar estabelecimentos exportadores que atendam integralmente aos requisitos da UE.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão representa um reconhecimento da solidez e da credibilidade do sistema brasileiro de inspeção e controle sanitário.

“Com a medida, o Brasil volta a ter autonomia para indicar e habilitar estabelecimentos exportadores que cumpram integralmente os requisitos europeus, agilizando processos e ampliando a previsibilidade nas relações com a União Europeia”, destacou Santin.

Novo impulso para o comércio com a Europa

Atualmente, cerca de 30 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne de frango para o bloco europeu. Com o retorno do pré-listing, esse número deve crescer gradualmente, abrindo espaço para que novas agroindústrias e cooperativas acessem um mercado considerado de alto valor agregado.

A União Europeia é historicamente um dos principais destinos da carne de aves brasileira. Antes da suspensão do sistema, o Brasil chegou a embarcar mais de 500 mil toneladas anuais de carne de frango para o bloco. Em 2024, o volume foi de 231,9 mil toneladas, e entre janeiro e setembro de 2025, o país exportou 137,2 mil toneladas.

O mercado europeu também tem destaque nas exportações de carne de peru, que já ultrapassaram 50 mil toneladas por ano antes da suspensão, além de manter demanda regular pela carne de pato brasileira.

Confiança e credibilidade internacional

Para Santin, a retomada do pré-listing sinaliza um avanço importante na política de acesso a mercados e no fortalecimento da imagem do agronegócio nacional no exterior.

“A medida é um avanço significativo e um sinal claro de confiança da União Europeia no sistema brasileiro de controle sanitário. O trabalho conduzido pelo ministro Carlos Fávaro, pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, vem fortalecendo a credibilidade internacional do Brasil e promovendo avanços concretos na ampliação do acesso a mercados estratégicos”, afirmou.

Com a retomada do sistema, o setor avícola brasileiro reforça sua posição entre os maiores e mais confiáveis exportadores de proteína animal do mundo — combinando qualidade, segurança e sustentabilidade nas exportações.



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Roçadeira e trator lideram vendas de implementos agrícolas usados



A roçadeira foi o implemento agrícola usado mais vendido na OLX entre janeiro e agosto de 2025. O dado faz parte de um levantamento do marketplace, que analisou o desempenho de produtos do setor agro na plataforma, incluindo volume de vendas, número de anúncios e busca por itens de segunda mão.

Após a roçadeira, o trator aparece como o segundo equipamento mais comercializado, seguido pelo compressor, em terceiro lugar.

Implementos agrícolas usados mais vendidos

O ranking mostra que o interesse por máquinas e equipamentos usados segue forte entre produtores rurais, que buscam economia e praticidade na compra de implementos agrícolas.

Itens mais vendidos (jan–ago/2025):

  1. Roçadeira
  2. Trator
  3. Compressor
  4. Gerador
  5. Torno
  6. Empilhadeira
  7. Retroescavadeira
  8. Esquadrejadeira
  9. Escavadeira
  10. Grade
  11. Pá carregadeira
  12. Tobata
  13. Bobcat

Segundo Flávio Passos, vice-presidente de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX, os resultados refletem a diversidade da plataforma e a importância da economia circular.
“O levantamento ilustra o caráter democrático da OLX em termos de variedade de itens. É uma grande oportunidade poder apoiar o setor agrícola e transformar a forma como as pessoas compram e vendem produtos usados”, destaca o executivo.

Trator é o mais procurado e anunciado no mercado agro online

Além de ser um dos equipamentos mais vendidos, o trator lidera o ranking de implementos agrícolas mais procurados e anunciados na OLX.

Entre os itens mais pesquisados pelos usuários, a retroescavadeira ocupa a segunda posição e a escavadeira, a terceira. Nos anúncios, o trator também mantém a liderança, seguido pela roçadeira e o compressor.

Ranking dos itens agro mais procurados e mais anunciados na OLX (jan–ago/2025)

Mais procurados Mais anunciados
1️⃣ Trator 1️⃣ Trator
2️⃣ Retroescavadeira 2️⃣ Roçadeira
3️⃣ Escavadeira 3️⃣ Compressor
4️⃣ Torno 4️⃣ Torno
5️⃣ Empilhadeira 5️⃣ Empilhadeira
6️⃣ Pá carregadeira 6️⃣ Retroescavadeira
7️⃣ Gerador 7️⃣ Gerador
8️⃣ Grade 8️⃣ Escavadeira
9️⃣ Roçadeira 9️⃣ Pá carregadeira
🔟 Compressor 🔟 Grade

Preços de equipamentos agrícolas usados: gerador cai e Bobcat dispara

Na comparação entre 2024 e 2025, o gerador registrou a maior queda de preço médio, passando de R$ 7.913 para R$ 5.070, uma redução de 36%. Em contrapartida, a Bobcat teve a maior valorização no período: o preço médio saltou de R$ 70.306 para R$ 110.700, alta de 57%.

Variação de preço médio dos implementos agrícolas usados na OLX (jan–ago/2024 x jan–ago/2025)

Produto Preço médio 2024 Preço médio 2025 Variação
Gerador R$ 7.913 R$ 5.070 🔻 -36%
Roçadeira R$ 1.031 R$ 897 🔻 -13%
Grade R$ 15.750 R$ 14.391 🔻 -9%
Retroescavadeira R$ 175.441 R$ 163.753 🔻 -7%
Esquadrejadeira R$ 7.241 R$ 7.199 🔻 -1%
Tobata R$ 14.003 R$ 14.000 ➖ 0%
Pá carregadeira R$ 213.838 R$ 225.533 🔺 +5%
Trator R$ 61.467 R$ 68.557 🔺 +12%
Escavadeira R$ 190.532 R$ 217.950 🔺 +14%
Compressor R$ 2.550 R$ 3.022 🔺 +19%
Empilhadeira R$ 51.135 R$ 64.984 🔺 +27%
Torno R$ 29.296 R$ 39.719 🔺 +36%
Bobcat R$ 70.306 R$ 110.700 🔺 +57%

A OLX orienta compradores e vendedores a adotarem práticas seguras em transações online. Confira as principais recomendações:

  • Não compartilhe dados pessoais ou número de celular;
  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado;
  • Verifique a reputação do vendedor e informações da empresa;
  • Prefira usar a Garantia OLX, que permite o pagamento dentro da plataforma;
  • Solicite sempre nota fiscal;
  • Combine entregas em locais públicos e movimentados;
  • Nunca forneça códigos de confirmação recebidos por SMS ou e-mail;
  • A OLX não envia anexos nem links externos por e-mail.



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Como acertar no proteinado e evitar desperdício no cocho durante período das águas



Com o aumento da frequência das chuvas no Brasil Central, a escolha do proteinado adequado para o período das águas se torna uma decisão estratégica.

O engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, informa que o suplemento deve atuar como apoio ao desempenho do animal, e não como uma “muleta” para corrigir pasto mal manejado ou substituir a falta de forragem.

Confira:

Gracco ressalta que o efeito substitutivo do suplemento no consumo do pasto só começa a ocorrer a partir de 0,3% do peso vivo do animal. A formulação do proteinado das águas deve focar em garantir o aporte de nutrientes que complementem o capim, que se torna mais fibroso e com menor concentração de energia em comparação às primeiras brotações.

Formulação sugerida para proteinado energético

Para uma formulação eficiente, com consumo esperado de 0,3% do peso vivo e 25% de proteína bruta, o agrônomo sugere uma composição flexível, que deve ser adaptada à realidade de custos regionais.

Ele enfatiza que o produtor não deve considerar essa sugestão uma receita fixa, uma vez que a proporção e o tipo de ingredientes devem ser substituídos conforme o preço dos insumos e a disponibilidade na região.

Por isso, a dica mais importante é consultar um nutricionista que conheça a realidade da fazenda. Um profissional qualificado garantirá uma formulação assertiva, que optimize o consumo do proteinado e maximize a eficiência do rebanho, evitando o desperdício.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Madeira Sustentável’ chega a Salvador para desmistificar produção e uso de madeira no país


A capital baiana, Salvador, receberá nos dias 18 e 19 de novembro a 5ª edição do “Madeira Sustentável: O Futuro do Mercado”, um dos eventos mais importantes do setor de base florestal no Brasil.

A iniciativa é promovida pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – Abema, Sebrae Mato Grosso e tem inscrições gratuitas.

No primeiro dia, a programação contará com a Rodada de Negócios, um espaço estratégico para que empresários baianos possam negociar diretamente com os principais fornecedores de madeira do país, fortalecendo as relações comerciais e ampliando as oportunidades para o setor local.

Já no dia seguinte, o evento realizará painéis e debates com especialistas, lideranças do setor e representantes da construção civil e da arquitetura, abordando temas como sustentabilidade, inovação e a importância da madeira como material essencial para um futuro de baixo carbono.

A madeira como aliada da sustentabilidade

Para o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira do Estado da Bahia, Jaime Lorenzo, o encontro será uma oportunidade de esclarecer conceitos e valorizar o papel da madeira na economia verde.

“Infelizmente, ao longo do tempo, o consumo de madeira foi associado, de forma equivocada, à destruição de áreas florestais. O Madeira Sustentável será um espaço fundamental para pacificar esse debate e mostrar que a madeira é, entre todos os materiais de construção, o único efetivamente sustentável, renovável e capaz de manter a floresta em pé quando valorizado de forma correta”, destaca Lorenzo.

Segundo ele, a Bahia é um mercado dinâmico, que consome madeira em todas as camadas sociais e em diversos segmentos da construção.

“A madeira está presente desde projetos de alto padrão, como condomínios, resorts e residências de luxo até construções populares e habitações sociais. Isso exige uma grande diversidade de espécies e produtos para atender às diferentes demandas. Com a expectativa de crescimento da renda nos próximos anos, a procura por madeira deve aumentar ainda mais”, explica.

Lorenzo também ressalta que toda a madeira nativa utilizada no estado tem origem sustentável, proveniente principalmente da região Norte e do Centro-Oeste do Brasil, onde os polos de produção vêm se modernizando e fornecendo não apenas madeira serrada, mas também itens industrializados, ampliando as opções para o mercado baiano.

“O evento será um importante ponto de encontro entre o setor produtivo e as indústrias locais, fomentando negociações, ampliando o uso da madeira e reforçando suas qualidades, como conforto, requinte, segurança e durabilidade nos projetos arquitetônicos e de engenharia”, completa.

Agenda sustentável

O presidente do FNBF, Frank Almeida, reforça que o objetivo do evento é construir uma narrativa baseada em fatos e boas práticas, mostrando que a cadeia da madeira é parte da solução para a conservação ambiental.

“A sociedade precisa compreender que, quando a madeira é manejada de forma sustentável, a floresta ganha valor econômico e se mantém viva. Nosso desafio é compartilhar informações claras, combater preconceitos e mostrar que a madeira nativa brasileira pode ser protagonista em um modelo de desenvolvimento que une conservação e geração de renda”, afirma Almeida.

Ednei Blasius, presidente do Cipem | Foto: Divulgação

Para o presidente do Cipem, Ednei Blasius, o encontro em Salvador amplia o diálogo entre os principais produtores do país e os mercados consumidores.

“O Brasil possui uma legislação ambiental rigorosa, que permite o uso controlado de apenas 20% da área das propriedades na Amazônia, preservando os outros 80%. O manejo sustentável é a maior prova de que é possível produzir mantendo a floresta em pé. O Madeira Sustentável é uma vitrine para esse modelo e uma oportunidade de aproximar os produtores dos profissionais da construção civil, fortalecendo a confiança no uso da madeira”, destaca Blasius.


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AgroNewsPolítica & Agro

Mixes de plantas: a revolução sustentável



Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde


Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde
Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde – Foto: Joaquim Bezerra

O uso de mixes de plantas, combinações planejadas de diferentes espécies, vem se consolidando como uma ferramenta essencial para solos mais férteis, produtivos e sustentáveis, com aplicações tanto na agricultura quanto na pecuária. A prática auxilia na recuperação de áreas degradadas, na cobertura vegetal e na produção de forragem de alta qualidade, fortalecendo a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Entre os principais benefícios está a conservação do solo. Combinar espécies favorece a descompactação das camadas subsuperficiais, aumenta a matéria orgânica e melhora a infiltração e retenção de água. Na produção de forragem, a associação de gramíneas de rápido crescimento com leguminosas de alto valor proteico resulta em pastagens mais nutritivas, digestíveis e produtivas, reduzindo a necessidade de adubação nitrogenada e aumentando a longevidade das áreas cultivadas.

Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde, protegendo o solo contra erosão, controlando plantas daninhas e equilibrando a microbiota. Eles contribuem para o sequestro de carbono e para a manutenção da umidade e da temperatura do solo, reforçando práticas de baixa emissão de carbono e aumentando a resiliência e sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Com a evolução tecnológica, empresas especializadas oferecem mixes industrialmente padronizados, tratados e balanceados, garantindo maior eficiência e assertividade. O portfólio conta com mais de 40 espécies, permitindo combinações adaptadas a diferentes condições de solo, clima e sistemas produtivos. Entre as opções estão SBMix Café, SBMix Cana/Palhada, SBMix Precoce, SBMix Nematoide e SBMix Pastejo, cada uma desenvolvida para atender objetivos específicos de manejo e maximizar benefícios agronômicos.

 





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