quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Telhas ecológicas melhoram bem-estar na suinocultura



Telhas ecológicas reduzem calor e ruído, beneficiando granjas de suínos


Foto: Pixabay

A adoção de telhas ecológicas fabricadas a partir de resíduos industriais tem se tornado uma alternativa na suinocultura para mitigar problemas estruturais, como infiltrações e variações térmicas, que afetam diretamente o bem-estar e a produtividade dos animais. 

A estrutura física das granjas, fator frequentemente subestimado na gestão do setor, pode se tornar um problema com a incidência de chuvas e variações climáticas, gerando ruído excessivo e estresse para os suínos.

Do ponto de vista técnico, as telhas ecológicas, como as produzidas pela Ambiplac, refletem 87% da temperatura externa. Essa característica mantém o microclima interno mais estável, o que reduz a necessidade de utilização de sistemas de ventilação e gera economia na operação das granjas. Além da questão térmica, o material atua como isolante acústico, atenuando o barulho das chuvas. Como os suínos são sensíveis a variações bruscas no ambiente, a redução do estresse sonoro evita o comprometimento do ganho de peso e da saúde do rebanho.



Em termos estruturais, o produto não trinca, não deforma e não absorve água mesmo após anos de exposição a intempéries, o que se traduz em menor custo de reposição e menos manutenção. O suinocultor Marcos Miranda, que atua no setor há mais de 40 anos, relatou em depoimento nas redes sociais da fabricante que, sob sol a pino ao meio-dia, a diferença de temperatura superficial entre a telha ecológica e a de fibrocimento chegou a 30 graus em sua propriedade.

Após mais de sete anos utilizando o material, Miranda afirma que os animais ficam mais calmos e que não registrou problemas estruturais, recomendando a troca para produtores que ainda utilizam coberturas de galvanizado, galvalume ou amianto. A substituição por materiais sustentáveis também atende a uma demanda crescente do mercado consumidor, que tem valorizado práticas produtivas com menor impacto ambiental.





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Exportações de carne bovina batem recorde e acendem alerta para a cota chinesa


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O primeiro trimestre de 2026 tem alcançado números ainda mais relevantes na exportação brasilera de carne bovina. De janeiro a março, foram embarcadas 701,6 mil toneladas da proteína, 19,7% a mais que no mesmo período do ano passado, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Além do aumento nos volumes, o Cepea chama atenção para a valorização do produto brasileiro no mercado internacional. No mês passado, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025.

Esse movimento tem impacto direto no mercado interno, visto que ao longo do mês de março, a demanda externa aquecida contribuiu para a firmeza dos patamares da arroba do boi gordo.

A analista de mercado da Datagro Beatriz Bianchi destaca que a restrição de oferta e o maior controle no fluxo de envio de carne bovina à China, principal mercado do Brasil, tem dado espaço para valorizações mais consistentes nos preços de exportação.

Ao mesmo tempo, o ritmo acelerado de embarques ao gigante asiático acendem um alerta no setor quanto ao preenchimento da cota de exportação ao país, estabelecido em 1,1 milhão de toneladas em 2026 pelo governo chinês.

Beatriz lembra que a venda de carne bovina à China em março foi de cerca de 102 mil toneladas, volume maior que o observado no mesmo mês de 2025, quando o ritmo já era intenso.

Entretanto, a analista pondera que o Brasil vem obtendo sucesso na estratégia de diversificação de destinos, uma vez que embora as exportações à China estejam em ritmo acelerado, a participação do país asiático entre os principais compradores atingiu o menor nível dos últimos seis anos, com 46,4% do market share.

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O gigante refém: a fragilidade por trás dos recordes do agro


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Foto: Gilson Abreu/AEN

Na década de 1970, o Brasil importava 70% da sua comida. Graças à tecnologia e ao esforço de Estado, viramos o “celeiro do mundo”. Mas esse sucesso esconde uma ferida aberta: nossa liderança é uma escalada íngreme onde os pinos de segurança estão se soltando.

Somos gigantes na exportação, mas anões na produção dos insumos que nos sustentam. O Brasil hoje importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência não é obra do acaso, mas da falta de um projeto de nação.

Enquanto o produtor é eficiente da porteira para dentro, o “custo Brasil” — juros altos, infraestrutura precária e carga tributária voraz — asfixia a indústria nacional de insumos. O resultado? Nossa soberania alimentar viaja em navios estrangeiros.

O exemplo mais dramático dessa fragilidade vem de Minas Gerais. A paralisação das operações da Mosaic Fertilizantes em Araxá, com a demissão de 1.200 funcionários, é um alerta vermelho.

A produção de fosfatados nacionais tornou-se inviável porque dependemos do enxofre importado, cujo preço disparou no mercado global. Quando uma indústria desse porte desiste de produzir em solo brasileiro, o recado é claro: estamos perdendo a sustentação.

Nossa classe parlamentar, muitas vezes incapaz de enxergar além do próximo orçamento, ignora que sem autonomia em insumos não há segurança nacional. O mundo mudou e novos concorrentes surgem. Não basta produzir muito; é preciso ter controle sobre os custos.

Chegamos ao topo da montanha, mas estamos pendurados por um fio que não controlamos. É hora de decidir: ou fixamos nossos próprios pinos, investindo em plantas nacionais e logística, ou continuaremos sendo um colosso que precisa pedir licença ao mundo para poder plantar.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Preços do boi gordo têm novas altas; confira a cotação da arroba


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com elevação de seus preços no decorrer da semana.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate.

“O dado do abate é surpreendente para o primeiro trimestre, indicando volume superior se comparado a igual período do ano passado, um indicativo que o atual posicionamento das escalas de abate não é consequência de um quadro de escassez de oferta e sim um quadro de super demanda”, pondera.

Segundo o especialista, a corrida para preencher a cota chinesa (de 1,1 milhão de toneladas de carne) é a principal explicação neste momento para a alta dos preços do boi gordo, fazendo com que os frigoríficos operem com ociosidade bastante reduzida.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 369,00 — ontem: R$ 367,00
  • Goiás: R$ 351,79 — ontem: R$ 350,89
  • Minas Gerais: R$ 353,24 — ontem: R$ 352,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 360,91 — ontem: R$ 360,11
  • Mato Grosso: R$ 363,31 — ontem: R$ 362,50

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer desta quinta-feira (9), com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“O limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana”, lembra Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,77%, sendo negociado a R$ 5,0629 para venda e a R$ 5,0609 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0580 e a máxima de R$ 5,1060.

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Seguro rural deve ter queda de 4% em 2026, estima CNSeg


seguro rural
Foto: Divulgação

A projeção de desempenho do seguro rural em 2026 foi revisada para baixo pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A expectativa anterior apontava crescimento nominal de 2,3%, mas a nova estimativa indica queda de 3,9%.

Segundo o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, o novo cenário decorre, principalmente, da falta de recursos suficientes no orçamento federal destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mecanismo que subsidia parte do custo da apólice para o produtor. Sem esse apoio, a contratação de seguros tende a diminuir.

“O principal fator é que ainda não tivemos, no orçamento deste ano, os recursos necessários para retomar a trajetória de crescimento do seguro rural”, afirmou Oliveira. “Isso acaba travando o mercado e levou à revisão da projeção.”

Dados apresentados pela entidade indicam que a arrecadação do segmento rural alcançou R$ 12,9 bilhões em 2025, uma queda de 8,8% em relação a 2024. Em janeiro deste ano, a queda foi de 12,2%, totalizando R$ 1,1 bilhão.

Redução da cobertura

A proporção da área agrícola segurada no país caiu significativamente nos últimos anos, destaca a CNseg.

A entidade lembra que o Brasil chegou a ter cerca de 13,7 milhões de hectares da área plantada protegida, mas o índice recuou para pouco mais de 3 milhões em 2025, o que representa 3,3% do total de área plantada do Brasil.

Para Oliveira, a diminuição da cobertura cria um ciclo negativo. Com menos produtores contratando apólices, o risco médio da carteira aumenta, pressionando o preço do seguro e desestimulando novas contratações e a entrada de seguradoras no mercado.

“O seguro funciona pela diluição do risco. Quando menos produtores participam, o custo médio sobe e o mercado perde competitividade”, ressalta.

A queda na proteção ocorre em um momento de aumento dos riscos climáticos para o agronegócio. De acordo com levantamento citado pela CNseg, o Brasil registrou perdas médias de cerca de R$ 60 bilhões por ano em eventos climáticos nos últimos anos, sendo o setor agrícola um dos mais impactados.

A entidade defende a criação de mecanismos estruturais para fortalecer o seguro rural no país. Entre as propostas apresentadas estão a garantia de orçamento estável para o PSR e a criação de um fundo de estabilização do seguro rural, que permitiria compensar anos de alta sinistralidade e reduzir a volatilidade dos prêmios.

PL contra contigenciamento de recursos

Também está em discussão no Congresso um projeto de lei relatado pelo deputado Pedro Lupion e de autoria da senadora Tereza Cristina, que busca impedir o contingenciamento de recursos do programa e estruturar o fundo de estabilização.

Segundo Oliveira, o fortalecimento do seguro rural é considerado estratégico diante da mudança no modelo de financiamento do agronegócio brasileiro que, conforme ele, está cada vez mais baseado em capital privado.

“Com mais financiamento privado no campo, cresce a necessidade de mecanismos que transmitam segurança ao investidor. O seguro é uma peça fundamental para garantir estabilidade e confiança no sistema”, afirmou.

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Mapa cria plataforma para certificar e controlar o trânsito de vegetais no país


vegetais
Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 1.578, que institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito). A norma foi publicada nesta terça-feira (7).

O Sinfito reúne e atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil, além de introduzir medidas para modernizar e tornar mais eficientes esses processos.

O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização.

O sistema foi estruturado em etapas que abrangem desde o cadastro das propriedades até a certificação e o transporte dos produtos. Entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da Federação de origem e destino.

A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.

Sinfito

O Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito) é uma plataforma nacional que unifica e moderniza as regras para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e seu consolidado (CFOC). Ele visa simplificar o trânsito de produtos vegetais, aumentar a rastreabilidade e fortalecer a segurança sanitária no Brasil.

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Previsão indica calor acima da média no trimestre


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (9) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com o prognóstico para o trimestre abril, maio e junho de 2026. O documento apresenta previsões de chuva, temperatura e disponibilidade de água no solo para as regiões do país e seus possíveis impactos nas atividades agropecuárias.

Na Região Norte, o boletim indica volumes de chuva próximos ou acima da média histórica durante o período. O modelo multimodelo utilizado no estudo, desenvolvido em cooperação com o Centro de Previsão de Tempo e Clima e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, aponta acumulados que podem chegar a até 100 milímetros acima da média em áreas do centro-norte do Amazonas, leste de Roraima, extremo norte do Tocantins, Baixo Amazonas e nordeste do Pará. O boletim informa que “são previstos volumes de chuva próximos ou acima da média histórica para o trimestre abril–maio–junho em grande parte da Região Norte”. As temperaturas tendem a permanecer próximas da média em parte da região, enquanto áreas do sudeste do Pará e noroeste do Tocantins podem registrar elevação média de até 1 °C. O documento também aponta elevados níveis de umidade no solo, superiores a 80% em grande parte da região durante abril e maio, o que pode favorecer as atividades agrícolas. Por outro lado, o boletim observa que “a manutenção de elevados níveis de umidade do solo, sobretudo em abril, pode dificultar a colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade dos grãos” de soja em áreas onde as chuvas forem frequentes.

A partir de maio, a previsão indica redução gradual das chuvas em parte da região, com queda dos estoques de água no solo em áreas do sul do Pará, sul de Rondônia e centro-sul do Tocantins. Nessas áreas, os níveis podem ficar abaixo de 30%, cenário que, associado ao aumento das temperaturas, pode elevar a demanda evaporativa. O documento também aponta expansão de áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, principalmente em Tocantins, Rondônia e sul do Pará.

Na Região Nordeste, o prognóstico indica chuvas abaixo da média em grande parte da Bahia, no Rio Grande do Norte, no centro-leste da Paraíba e em áreas do São Francisco e do litoral norte de Pernambuco, com valores que podem ficar até 50 milímetros abaixo da média climatológica. Em contraste, o boletim prevê chuvas acima da média em grande parte do Maranhão e no centro-norte do Piauí, com anomalias de até 100 milímetros. As temperaturas devem permanecer acima da média na maior parte da região, com desvios entre 0,25 °C e 0,5 °C.

O levantamento também aponta expansão das áreas com baixa disponibilidade de água no solo ao longo do trimestre. Segundo o boletim, “o déficit hídrico tende a se intensificar no mês de maio e a ampliar as áreas afetadas em junho”. A condição pode afetar lavouras de sequeiro, especialmente feijão e milho segunda safra, além de limitar a recuperação das pastagens em áreas com menor umidade do solo.

No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas próximas da média em grande parte da região entre abril e junho, com volumes acima da média no noroeste do Mato Grosso. Já no Mato Grosso do Sul e no extremo sul de Goiás, os acumulados podem ficar até 50 milímetros abaixo da média. As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C.

De acordo com o boletim, os níveis de umidade no solo devem superar 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo a manutenção das lavouras em campo. A partir de maio, porém, o documento indica redução progressiva desses níveis, com ampliação de áreas com déficit hídrico, especialmente em junho. A limitação de água pode afetar o desenvolvimento do milho segunda safra, principalmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos.

Na Região Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e no centro de Minas Gerais, com acumulados até 50 milímetros inferiores ao padrão climatológico em áreas do sul paulista. Nas demais áreas, o padrão tende a ficar próximo da média. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C em áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais.

O boletim indica que os níveis de água no solo devem permanecer superiores a 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo as lavouras. A partir de maio, entretanto, a previsão aponta redução progressiva da umidade do solo, condição que pode resultar em estresse hídrico e afetar lavouras de segunda safra, além de comprometer o desenvolvimento de pastagens.

Na Região Sul, a previsão indica redução de acumulados de chuva em parte do período, com volumes até 100 milímetros abaixo da média no centro e sul do Paraná, no centro e oeste de Santa Catarina e no extremo norte do Rio Grande do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em toda a região, com desvios que podem superar 1 °C e alcançar até 2 °C em áreas do sul do Paraná, centro e oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Apesar da redução de chuvas em parte do período, o boletim aponta níveis de umidade no solo superiores a 70% na maior parte da região ao longo do trimestre. O documento destaca que, com a previsão de excedentes hídricos mais expressivos em maio e junho, “as janelas de colheita da soja e do arroz irrigado tendem a ser mais restritas”, o que pode afetar as operações no campo e a qualidade dos produtos.





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Como ficou o mercado de soja nesta quinta-feira? Confira as cotações por região


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação, com ofertas limitadas e cotações mistas, sem mudanças relevantes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços continuam abaixo do nível considerado ideal pelos produtores, o que reduz o interesse em negociar.

De acordo com o analista, as margens seguem apertadas e a indústria mantém uma postura cautelosa, já relativamente abastecida. Com isso, as compras ocorrem de forma cadenciada. Nos portos, as cotações seguem pressionadas, girando entre R$ 129 e R$ 131 para pagamentos mais curtos.

Confira os preços de soja por região do Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,50 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,50 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 129,00

Soja em Chicago

No cenário externo, o dia também foi de poucas novidades. O USDA divulgou relatório sem grandes surpresas, considerado neutro pelo mercado, enquanto o dólar recuou frente ao real, retirando competitividade da soja brasileira. A combinação desses fatores limitou qualquer reação mais consistente nos preços.

Mesmo assim, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na CBOT, sustentados pela valorização do petróleo e pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato maio fechou a US$ 11,65 1/4 por bushel, enquanto julho foi a US$ 11,81.

USDA

O relatório do USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimada em 116 milhões de toneladas, com estoques finais de 9,53 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 foi elevada para 172,5 milhões. A produção da Argentina segue projetada em 48 milhões de toneladas para 2025/26.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade na maior parte das praças, com quedas pontuais no Centro-Oeste.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,0629 para venda, após oscilar entre R$ 5,0580 e R$ 5,1060 ao longo do dia.

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Fazenda dobra média produtiva nacional da banana com pivô central


banana irrigada
Foto: Divulgação

O Brasil produziu 7,2 milhões de toneladas de banana em 2025, com média nacional de 14,9 toneladas por hectare, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

A Bahia, segundo estado que mais cultiva a fruta, atrás apenas de São Paulo, porém, teve rendimento inferior no último ano, de 11,9 toneladas.

Contudo, no oeste baiano, a experiência da Fazenda Canta Galo, da Frutsi Agro, em Serra do Ramalho, mostrou como a irrigação por pivô central vem sendo usada para ampliar a estabilidade produtiva da cultura.

Na propriedade, a referência produtiva chega a 32 toneladas por hectare de banana prata, mais que o dobro das médias estadual e nacional.

A banana é uma cultura de elevada exigência hídrica e costuma ser sensível tanto ao estresse quanto ao excesso de água. Em regiões semiáridas, onde longos períodos sem chuva fazem parte da rotina produtiva, irrigar bem significa mais do que aplicar água, mas também preservar o potencial da lavoura.

Na Canta Galo, a banana passou a integrar o sistema produtivo em 2019, em sucessão ao mamão. Segundo o produtor rural Thiago Bresinski Lage, a adaptação da cultura ao pivô central superou as expectativas.

“A banana se adaptou bem ao pivô central. Ela é uma planta de clima tropical, exige bastante água. A vantagem do pivô é que ele cria um microclima e proporciona mais conforto térmico às plantas, o que se traduz em estabilidade produtiva e maior segurança em uma região de alta demanda evaporativa como a que temos aqui”, afirma.

O engenheiro-agrônomo Aldo Narici, consultor da Valley que acompanha a Fazenda Canta Galo, destaca que a banana é um cultura sensível e sujeita a diversas doenças causadas pelo excesso de água, enquanto que a falta de irrigação baixa significativamente o nível produtivo, sendo fundamental o manejo hídrico com o apoio de plataformas inteligentes.

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Porto de Santos prioriza navio com 18 mil ton de gasolina para evitar desabastecimento


Porto de Santos - berços de atracação
Foto: Vosmar Rosa

A Autoridade Portuária de Santos (APS) autorizou a atracação prioritária do MH Buiki, navio de bandeira panamenha, carregado com quase 18 mil toneladas de gasolina tipo A no terminal.

A embarcação saiu de Madre de Deus, na Bahia, e chegou ao Terminal no dia 30 de março com quantidade de combustível que equivale a 600 caminhões-tanque.

As prioridades de atracação ocorrem por norma específica, quando há emergências como tripulantes acidentados e avarias que exijam reparos imediatos, ou discricionariedade, quando o agente público pode escolher a alternativa mais conveniente ao interesse da sociedade.

Segundo a APS, uma decisão similar ocorreu quando o porto recebeu navios com doações para o Rio Grande do Sul nas enchentes de 2024.

O Terminal recebe embarcações com combustível todos os dias, porém, em condições normais elas obedecem à uma ordem. No caso da autorização ao MH Buiki, a Diretoria de Operações da Autoridade Portuária baseou-se em parecer da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre risco de desabastecimento não só de gasolina, como de outros insumos, como efeito da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O conflito tem provocado instabilidade na distribuição mundial de combustíveis devido à obstrução do estreito de Ormuz para navios de alguns países.

“É função do Porto de Santos, como porto público, avaliar as necessidades do país e permitir, após análise rigorosa, que algumas embarcações possam ter prioridade, em condições específicas”, destacou o presidente da APS, Anderson Pomini.

A Autoridade Portuária de Santos também negou um pedido de outra empresa de prioridade de atracação, porque seis navios, também de combustíveis, já estavam na sua frente na fila. As atracações ocorrem em áreas denominadas berços, que são como vagas de estacionamento.

Segundo a APS, no momento todas as vagas destinadas a navios de combustível estão funcionando e o fluxo do Terminal ocorre normalmente, mas novas prioridades podem ocorrer caso novas embarcações estejam aguardando.

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