quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

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Mandioca tem desenvolvimento irregular



Lavouras de mandioca mostram resultados distintos



Foto: Canva

A cultura da mandioca apresenta desenvolvimento distinto entre regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19). O levantamento indica avanço das lavouras, com variações associadas às condições hídricas e à presença pontual de pragas.

Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento da cultura é considerado adequado, com destaque para o crescimento das raízes. Segundo o informativo, “não há registro de pragas ou doenças até o momento”, e a colheita ainda não foi iniciada.

Já na região de Santa Rosa, o cenário é mais heterogêneo. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento da cultura, em geral, está bom”, favorecido pelas precipitações recentes, que contribuíram para a recuperação das lavouras afetadas pela falta de umidade no solo.

Nas áreas onde a colheita já ocorre, os resultados são positivos. O relatório aponta que “as lavouras em colheita apresentam rendimento e qualidade satisfatórios”. Por outro lado, em áreas mais impactadas pelo déficit hídrico, há atraso no desenvolvimento das plantas e redução no volume de raízes por planta.

O informativo também registra a presença de pragas em parte das lavouras. “Há registro de ocorrência de mosca-branca em algumas lavouras, podendo comprometer o vigor das plantas e a formação das raízes”, destaca o documento.

No mercado, o produto segue com referência de preço para o consumidor. Conforme o levantamento, “o produto descascado e congelado é vendido a R$ 7,50/kg”.





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Safra de oliva pode ser recorde no Rio Grande do Sul


A safra de olivas 2025/26 no Rio Grande do Sul deve marcar a recuperação da produção de azeite de oliva no Estado, com possibilidade de alcançar níveis recordes. A avaliação é do extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, que pondera que os resultados definitivos dependem do encerramento da colheita. “Espera-se uma excelente safra, mas somente depois de colhida poderemos afirmar a magnitude da produção e da produtividade, e o quanto isso vai resultar em litros de azeite de oliva produzido no RS”, afirma.

De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 75% da produção nacional de azeite de oliva, com mais de 6 mil hectares cultivados em mais de 110 municípios, principalmente na Metade Sul do Estado.

A perspectiva positiva está associada às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. Segundo Borba, o inverno de 2025 registrou número adequado de horas de frio, essencial para o desenvolvimento das oliveiras, enquanto a primavera apresentou volumes de chuva dentro da normalidade. “Uma primavera sem grandes volumes de chuva permitiu uma boa polinização dos olivais. Como a polinização das oliveiras se dá pelo vento, essas condições possibilitaram que o pólen circulasse pelos pomares, resultando em excelente polinização”, explica.

O comportamento do clima durante o verão também contribuiu para o desempenho da safra, com distribuição regular das chuvas, favorecendo o desenvolvimento dos frutos e o potencial produtivo dos olivais. O cenário garantiu condições adequadas ao longo do ciclo, permitindo evolução consistente das lavouras.

Além do clima, o avanço da idade produtiva dos pomares também influencia o resultado esperado. Com mais áreas entrando em produção, cresce a possibilidade de uma safra histórica. Nos últimos anos, a olivicultura gaúcha registrou oscilações. Em 2022/2023, a produção superou 580 mil litros, enquanto em 2023/2024 houve redução de 73%, atribuída ao excesso de chuvas durante a floração.

Na sequência, a safra 2024/2025 manteve volumes reduzidos, passando de 580.228 litros em 2023 para 193.150 litros em 2024. Em 2025, a produção foi de 190,3 mil litros, consolidando um período de baixa antes da recuperação projetada.

Segundo o extensionista, a produtividade está diretamente ligada à quantidade e à qualidade dos frutos, além da idade dos pomares e das condições climáticas. “Quanto maior a quantidade de frutos e melhor sua qualidade, maiores serão o volume e a qualidade do azeite produzido”, ressalta Borba.

A produção de azeite extravirgem exige, em média, entre cinco e dez quilos de azeitonas para cada litro. A partir do quarto ou quinto ano, os pomares podem atingir cerca de cinco toneladas por hectare, com rendimento entre mil e 1.600 litros por hectare. O ponto de colheita também influencia o produto final, já que as azeitonas são colhidas ainda verdes, o que resulta em azeites com maior teor de polifenóis e características específicas de sabor.

Entre os municípios que se destacam na produção estão Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé, Caçapava do Sul, Santana do Livramento, São Sepé e São Gabriel. Em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a atividade ligada ao olivoturismo projeta aumento da produção em 2026, enquanto Cruz Alta registra expansão de áreas com novos plantios.





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Arroz terá subvenção de até R$ 70 milhões para equalização de preços



Portaria fixa apoio ao arroz da nova safra



Foto: Divulgação

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a Portaria Interministerial nº 38, que estabelece os parâmetros para a concessão de subvenção econômica ao arroz em casca da safra 2025/2026. A medida envolve os ministérios da Agricultura, da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento Agrário e integra as ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

De acordo com a portaria, a subvenção será operacionalizada por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O objetivo é garantir que os preços recebidos pelos produtores se aproximem dos valores mínimos definidos pelo governo.

O montante destinado à política é de até R$ 70 milhões. Os preços mínimos foram fixados em R$ 63,74 por saca de 50 quilos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 quilos para os estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, além do Paraná.

Poderão participar dos leilões do Pepro produtores rurais e cooperativas, enquanto os leilões do PEP são destinados a indústrias e comerciantes de cereais. Segundo a regulamentação, “o Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou à sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab”, com a finalidade de complementar o valor de venda até o preço mínimo.

No caso do PEP, o mecanismo envolve o comprador do produto. Conforme a portaria, “o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de cereais, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural”.

A PGPM é apontada como instrumento de apoio ao setor. O texto destaca que a política atua para “reduzir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima”, além de contribuir para a regulação da oferta e do abastecimento no país.





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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro


Mais Milho RS canal Rural Mato Grosso
Plantio de milho no Rio Grande do Sul. Foto: Canal Rural Mato Grosso

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.

De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.

“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.

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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.

“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.

No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.

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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado


Foto: Edson Sano.
Foto: Edson Sano.

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.

Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.

O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.

Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.

Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.

Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes


boi gordo mercado
Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.

As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.

Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:

  • São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
  • Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
  • Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
  • Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
  • Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42

Atacado

No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.

O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.

No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
  • Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Único furacão registrado no Brasil deixou mortos e 26 mil desabrigados; relembre o caso


Furacão Catarina
Foto: Arquivo / Defesa Civil SC

Há 22 anos, em 27 de março de 2004, o furacão Catarina atingiu o litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, marcando a história como o único furacão já registrado oficialmente no país e em todo o Atlântico Sul.

Classificado como categoria 2 na escala Saffir-Simpson, o fenômeno apresentou ventos que chegaram a 155 km/h. De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, 11 pessoas morreram e mais de 26 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.

“Lembrando que o furacão mais forte já registrado foi o Allen em 31 de julho de 1980, onde os ventos chegaram na casa dos 305 km/h”, destacou o meteorologista, Arthur Müller.

Fenômeno raro e atípico

Segundo o meteorologista, furacões são tempestades tropicais que se formam, em geral, sobre águas quentes e são mais comuns no Atlântico Norte e no Pacífico. No caso do furacão Catarina, a formação foi considerada atípica e ainda gera debates na comunidade científica.

O sistema teve origem como um ciclone extratropical, fenômeno comum no Sul do Brasil, mas ao avançar sobre o oceano, encontrou condições específicas que permitiram sua intensificação e transformação em um furacão.

“Os ventos alcançaram velocidade acima de 154 km/h, segundo a escala Saffir Simpson, que mede justamente esse vento consistente”, destaca Müller.

Diferença entre furacões, ciclone e tufões

Segundo Müller, tempestades tropicais como furacões, tufões e ciclones são, na essência, o mesmo tipo de sistema, diferenciados apenas pelo oceano onde se formam. No Oceano Índico, recebem o nome de ciclones; no Pacífico Oeste, são chamados de tufões; e no Atlântico Norte e Pacífico Leste, de furacões.

Furacão
Foto: reprodução/Planeta Campo

Esses fenômenos se desenvolvem, em geral, em regiões próximas à linha do Equador, onde as águas mais quentes funcionam como combustível para sua formação e intensificação.

Já os ciclones extratropicais, comuns no Sul do Brasil, têm origem diferente. Eles se formam a partir do encontro entre massas de ar quente e frio, o que gera instabilidade, ventos intensos e volumes elevados de chuva.

Condições que favoreceram a formação

Entre os fatores que contribuíram para o surgimento do Catarina estão águas do oceano mais aquecidas do que o normal e condições atmosféricas específicas.

Diferentemente dos ciclones extratropicais, que se formam pelo encontro de massas de ar quente e frio, os furacões dependem principalmente do calor do oceano para se intensificar.

De acordo com Müller, pelas imagens de satélite, o fenômeno apresentava características típicas de um furacão, como o “olho” bem definido e a organização circular da tempestade. No entanto, ao contrário dos furacões clássicos, que possuem núcleo quente, o Catarina tinha núcleo frio, o que o tornava um evento atípico.

Especialistas apontam que eventos como esse podem estar relacionados a mudanças climáticas. Até hoje, o episódio levanta debates, justamente por se tratar de um fenômeno raro e incomum na região do Atlântico Sul.

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Preços mistos marcam negociações no Brasil com apoio dos prêmios


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos pontuais ao longo desta terça-feira, com melhores oportunidades voltadas para maio e registros isolados de negócios nos portos também para 2027. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento geral foi de preços mistos, influenciado por oscilações opostas entre a Bolsa de Chicago e o dólar, ainda que com variações limitadas.

De acordo com o analista, os prêmios vêm ganhando força e têm favorecido oportunidades no curto prazo. As oscilações de bolsa e câmbio foram praticamente opostas, mas pequenas, enquanto os prêmios ajudaram a viabilizar algumas negociações.

Além disso, produtores com maior necessidade de escoamento e geração de caixa têm atuado de forma mais ativa no mercado. Esse movimento contribui para a redução dos spreads entre compradores e vendedores, permitindo a realização de negócios pontuais.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações entre as principais praças:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e atenção dos agentes ao conflito no Oriente Médio.

Ao final do pregão, prevaleceu um movimento de vendas baseado em fatores técnicos. A maior aversão ao risco no mercado financeiro e a valorização do dólar, que reduz a competitividade da soja americana, pressionaram as cotações, apesar dos ganhos registrados no petróleo.

O aumento nos preços dos fertilizantes também segue no radar do mercado. A elevação dos custos de produção pode impactar o plantio da próxima safra nos Estados Unidos, elevando a expectativa em torno do relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31.

Antes do conflito, a sinalização era de aumento na área destinada à soja e redução para o milho. Agora, o mercado também acompanha as condições climáticas, com previsões de início de temporada chuvoso, o que pode atrasar o plantio do milho e favorecer a expansão da área da oleaginosa.

Entre os subprodutos, o óleo de soja manteve trajetória positiva, sustentado pela alta do petróleo e pela expectativa de anúncios da Casa Branca relacionados à política de biocombustíveis.

Contratos futuros da soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam com queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,55 por bushel. A posição julho recuou 7,50 centavos de dólar, ou 0,63%, para US$ 11,71 1/2 por bushel.

No farelo, o contrato de maio caiu US$ 4,20, ou 1,28%, para US$ 322,40 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, subiu 0,15 centavos de dólar, ou 0,22%, para 65,73 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Mercado de açúcar registra avanço no mês de março, aponta Cepea


Açúcar em cubos
Foto: Açúcar/Divulgação

O valor do açúcar cristal branco reagiu nas última semana. De acordo com o Cepea, os preços voltaram a superar os R$ 100,00/saca de 50 kg.

No caso do da exportação do adoçante tipo demerara, as cotações tiveram crescentes pela segunda semana seguida, tornando a venda para fora mais vantajosa que a comercialização interna, fato que não ocorria desde 2025.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os valores do demerara chegaram a números recordes. Segundo pesquisadores, o avanço decorre por conta dos conflitos travados no Oriente Médio, que tem causado uma subida no mercado petrolífero.

Na avaliação do Cepea, no longo prazo, as projeções de superávit na safra 2026/27 mundial tendem segurar avanços maiores nos preços externos. Apesar da margem excedente ter diminuído, as perspectivas são de boas colheitas no Brasil, Índia e Tailândia. Com isso, o cenário indica uma oferta acima do consumo.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Escassez de fertilizantes exige ajustes na pecuária, afirma especialista


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O cenário geopolítico global, marcado pelos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, trouxe um desafio direto para a porteira do pecuarista brasileiro: a escassez e o encarecimento dos fertilizantes.

O engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo do Giro do Boi e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, alerta que o momento não é de abandonar a adubação, mas de investir com inteligência técnica para manter a eficiência produtiva sem comprometer a margem de lucro.

A instabilidade no mercado de petróleo impacta diretamente a ureia, elevando o custo do nitrogênio. Wagner Pires sugere três caminhos estratégicos para contornar os preços altos, ressaltando a importância de ajustes no manejo.

Confira:

A importância da correção de solo

Apesar da crise internacional, nem todos os insumos sofreram o mesmo impacto. Wagner Pires reforça que a base da correção de solo deve ser mantida: “Se o combustível está caro, tire o pé do acelerador, ajuste a quantidade de bocas no pasto e foque na correção de base (calagem)”, afirma o especialista.

Essa estratégia garante que, quando o mercado de fertilizantes estabilizar, o solo estará quimicamente equilibrado para responder rapidamente aos estímulos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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