segunda-feira, junho 29, 2026

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Demora amplia risco nas dívidas rurais



O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial


O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial
O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

A demora em buscar orientação diante de dívidas rurais tem ampliado o risco financeiro e patrimonial de produtores em diferentes regiões do país. Segundo Leandro Amaral, advogado especialista em crédito rural e direito do agronegócio, a espera até sinais avançados de crise reduz as alternativas de negociação e defesa disponíveis ao produtor.

A avaliação aponta que muitos produtores deixam de agir no primeiro momento de aperto por vergonha, negação ou expectativa de melhora na safra seguinte. O problema é que a próxima safra depende de fatores fora do controle do produtor, como clima, preços, câmbio, juros e condições de comercialização. Enquanto isso, documentos assinados para ganhar prazo, como confissões de dívida, hipotecas e alienações fiduciárias, podem limitar estratégias futuras.

O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Conforme os dados citados, foram 1.990 pedidos em 2025, ante 1.272 em 2024 e 534 em 2023. Goiás apareceu como o segundo estado com mais casos, com 296 registros, atrás de Mato Grosso, com 332.

Também pesam o juro elevado, a queda das margens e a mudança na postura dos credores. A alienação fiduciária, que avançou nas operações de custeio, altera o grau de risco para quem oferece máquinas, terras ou outros bens em garantia. Além disso, mudanças no provisionamento bancário tornaram as instituições mais cautelosas para renegociar e mais rápidas para executar.

“Procure quem entende do assunto. Alguém que conheça o sistema do credor, o calendário do tribunal, o contrato que você assinou e o que está disponível para você nesta fase específica em que você está. A vergonha que te impede de pedir ajuda hoje vai parecer pequena perto do peso que vai chegar amanhã se você continuar empurrando. Quem alimenta o país tem direito a saber das ferramentas que existem para defender o que construiu. Eu sigo falando para que você decida cedo. O resto, só depende de você”, conclui.

 





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Missão à China busca ampliar mercado para o agro brasileiro


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Foto: Agência Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera uma missão oficial à China entre os dias 17 e 21 de maio. A agenda inclui compromissos em Xangai e Pequim com foco na ampliação do comércio agropecuário e no fortalecimento da cooperação sanitária entre os dois países.

Entre os compromissos previstos estão reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio chinês. O ministro também participa da SIAL 2026, considerada uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da Ásia.

A missão busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado chinês, além de abrir espaço para novos negócios e avançar em temas sanitários e fitossanitários.

A China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático comprou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de tudo o que o setor exportou no período.

De 2019 a 2025, o Brasil conquistou 25 aberturas de mercado na China para produtos como complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos e DDG de milho.

SIAL 2026

A agenda começa em Xangai, onde André de Paula participa da SIAL 2026. Durante a feira, o ministro visita o Estande Brasil, organizado pela ApexBrasil, além dos espaços da Abiec e da ABPA.

Nesta edição, o Brasil terá participação recorde, com 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões nacionais. No ano passado, foram 54 empresas participantes. A expectativa é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

A programação também prevê participação no encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e encontros com representantes de cooperativas.

Agenda em Pequim

Na capital chinesa, a delegação brasileira participa de reuniões voltadas à ampliação do comércio agropecuário e ao fortalecimento das relações institucionais entre os países.

Também estão previstos encontros ligados ao “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e participação em seminário organizado pela ABPA.

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Pastejo diferido reduz custos e ajuda pecuária na seca


Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Com a aproximação do período seco, cresce a preocupação dos pecuaristas com a oferta de alimento para o rebanho sem aumento expressivo dos custos de produção. Nesse cenário, o pastejo diferido vem ganhando espaço como alternativa para garantir forragem durante a estiagem e reduzir a necessidade de volumosos.

A estratégia consiste em vedar áreas de pastagem ainda no período das águas para acumular massa de forragem que será utilizada ao longo da seca. A prática tem sido adotada principalmente em regiões onde a queda das chuvas afeta diretamente a disponibilidade e a qualidade do pasto.

Segundo o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo permite atravessar o período crítico com mais segurança nutricional.

“Com o pastejo diferido, o pecuarista consegue garantir alimento mesmo quando o pasto perde qualidade e quantidade de biomassa, evitando queda no ganho de peso e reduzindo custos com volumosos”, afirma.

Planejamento é decisivo

Para que o sistema funcione, o planejamento deve começar ainda antes da pré-seca. A definição das áreas, a escolha das espécies forrageiras e a avaliação das condições do solo são fatores considerados fundamentais para o sucesso da estratégia.

De acordo com Dantas, o ideal é iniciar a preparação entre dois e três meses antes da seca, priorizando piquetes com boa drenagem, fertilidade adequada e histórico de manejo eficiente.

“O planejamento antecipado ajuda a reduzir riscos com pragas, excesso de material fibroso e baixa produtividade”, explica.

Além de garantir alimento ao rebanho, o pastejo diferido também pode trazer ganhos econômicos. Conforme o técnico, enquanto o custo de volumosos na seca varia entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por quilo de matéria seca, a forragem produzida na própria fazenda reduz significativamente as despesas com alimentação.

Segundo ele, a economia pode chegar entre 40% e 60%, dependendo do manejo adotado.

Escolha do capim influencia resultado

A seleção da área destinada ao pastejo diferido deve considerar fatores como fertilidade do solo, facilidade de acesso, histórico de pastejo e drenagem. Em geral, a recomendação é reservar entre 10% e 20% da área total utilizada pelo rebanho.

Entre as espécies mais indicadas estão gramíneas com boa capacidade de acúmulo de biomassa, como:

  • Brachiaria brizantha cv. Marandu;
  • Brachiaria humidicola;
  • capim-tifton 85;
  • Brachiaria decumbens.

Segundo Dantas, o momento da vedação também interfere diretamente na produção de forragem. A recomendação é realizar o fechamento do pasto com altura entre 40 e 60 centímetros e reforçar a adubação nitrogenada após a vedação.

O manejo preventivo contra pragas, principalmente lagartas, também entra na lista de cuidados necessários.

Suplementação continua necessária

Mesmo com maior oferta de forragem, o especialista ressalta que a qualidade nutricional do pasto tende a cair durante a seca. Por isso, a suplementação proteica continua sendo importante para manter o desempenho do rebanho.

Entre os erros mais comuns no uso do pastejo diferido estão a vedação fora do período ideal, ausência de adubação, falta de controle de pragas e sobrepastejo na entrada dos animais.

“Quando bem planejado, o pastejo diferido ajuda a manter o ganho de peso durante a seca, reduz custos e ainda favorece a recuperação mais rápida das pastagens no retorno das chuvas”, conclui.

A Nossa Lavoura participará da Rondônia Rural Show 2026, entre os dias 25 e 30 de maio, em Ji-Paraná (RO), onde apresentará soluções voltadas para pastagem, nutrição e saúde animal.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Projeto amplia uso de etanol nos Estados Unidos



Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação


Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação
Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação – Foto: Divulgação (IA)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma proposta que permite a venda do combustível E15 durante todo o ano no país. A medida amplia o uso de uma mistura com até 15% de etanol na gasolina e agora segue para análise do Senado norte-americano. O tema mobiliza entidades ligadas ao agronegócio e aos biocombustíveis, que defendem impactos positivos para produtores rurais, consumidores e para a segurança energética do país.

A chamada Lei Nacional de Escolha do Consumidor e do Varejista de Combustíveis foi retirada do projeto da lei agrícola aprovado pela Câmara no fim de abril. Segundo entidades do setor, a ampliação da comercialização do E15 pode aumentar a demanda por milho, principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos, além de reduzir custos para motoristas.

A American Coalition for Ethanol afirmou que a medida pode ajudar consumidores diante da alta dos preços dos combustíveis e contribuir para reduzir impactos de possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. A entidade também destacou o cenário econômico enfrentado pelos agricultores americanos, que convivem com queda de renda e aumento dos custos de produção.

Dados da Renewable Fuels Association indicam que o E15 já está disponível em mais de 4,8 mil postos de combustíveis nos Estados Unidos. A associação afirma que a mistura oferece economia de até 40 centavos de dólar por galão em relação à gasolina convencional. Nos últimos dias, o desconto médio em comparação ao E10, mistura padrão no país, superou 10%.

Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação da proposta. A Associação Nacional de Produtores de Milho afirmou que a medida pode fortalecer economias rurais e ampliar o mercado interno para o cereal em um momento de sucessivos prejuízos no campo.

Por outro lado, a Associação Americana de Soja demonstrou preocupação com impactos negativos para produtores da oleaginosa. A entidade informou que análises recentes apontam possível redução da renda líquida agrícola devido às isenções previstas para pequenas refinarias no projeto. A associação afirmou que continuará buscando alternativas que permitam o uso do E15 sem prejuízos ao mercado da soja.

 





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Fenovinos reúne 500 ovinos e define campeões em Esteio (RS)


Julgamento de ovinos na 38ª edição da Fenovinos, em Esteio (RS)
Foto: Tamires de Moraes/AgroEffective

Depois de começar na sexta-feira (15), a 38ª edição da Fenovinos chegou ao fim neste sábado (16) com os últimos julgamentos de classificação no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Entraram em pista os exemplares naturalmente coloridos das raças Texel e Corriedale.

A feira itinerante promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) reuniu criadores, técnicos e representantes do setor ao longo de dois dias de programação.

Entre os visitantes esteve o zootecnista Pedro Adair Fagundes dos Santos, de 82 anos, registrado sob o número 1 da profissão no Brasil. Com trajetória de seis décadas no campo, ele atuou com ovinos, suínos, bovinos de corte, gado leiteiro e manejo de pastagens, atendendo produtores do Rio Grande do Sul até a Bahia.

Segundo Santos, após a aposentadoria, em 1995, ele passou a trabalhar também junto às associações de raças. “Trabalhei 10 anos no Charolês, 50 anos na Angus e também participei do início do Brangus até 2023”, relatou.

Encontro entre gerações

Durante a programação, Santos reencontrou o presidente da Arco, Edemundo Gressler, que foi aluno de Air Fagundes, irmão do zootecnista, na faculdade de Medicina Veterinária em Santa Catarina.

“Estávamos aqui lembrando os professores daquela época”, comentou Gressler.

Resultados da Fenovinos

Pelas pistas da Fenovinos passaram cerca de 500 ovinos de 13 raças diferentes, incluindo quatro variedades naturalmente coloridas.

Os resultados completos dos julgamentos podem ser consultados no site da Arco, na aba “Exposições” e, depois, em “Resultados”.

A edição deste ano da Fenovinos foi realizada pela Arco em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, além de Fundovinos, Farsul e Febrac.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Cadeia do biodiesel pode impulsionar proteína animal e energia renovável no Brasil


Cepea e Abiove apontam alta de 11,7% no PIB-volume da cadeia da soja e biodiesel em 2025
Imagem produzido por inteligência artificial

O presidente da Frente Parlamentar dos Biocombustíveis (FPBio), deputado federal Alceu Moreira, afirmou que o Brasil tem potencial para ampliar de forma significativa a produção de biocombustíveis como o biodiesel nos próximos anos. Segundo ele, o avanço do setor depende de previsibilidade de mercado, investimentos em logística e políticas de incentivo à energia renovável.

De acordo com o parlamentar, a projeção para 2030 aponta para uma produção de cerca de 80 milhões de toneladas esmagadas no setor. Ele destacou que, no processamento da soja, aproximadamente 20% se transforma em óleo e 80% em farelo, o que reforça a importância do equilíbrio entre produção, consumo e exportação.

Moreira alertou que o crescimento da indústria precisa estar alinhado à abertura de novos mercados consumidores, especialmente para absorver o farelo de soja gerado no processo.

“Precisamos ter previsibilidade dos mercados disponíveis para os próximos 10 anos. Sem isso, o que hoje é solução pode virar um problema”, afirmou.

Falta de logística aumenta custos do produtor

O deputado também criticou os gargalos logísticos do Brasil e afirmou que a falta de investimentos em infraestrutura compromete a competitividade do agronegócio nacional.

Segundo ele, a ausência de ferrovias, hidrovias, rodovias adequadas e capacidade de armazenamento eleva os custos do produtor brasileiro entre 18% e 20% em relação aos concorrentes internacionais.

Além disso, Moreira citou o impacto dos juros elevados sobre o setor.

“Quando se soma taxa Selic elevada e spread bancário, o produtor carrega um peso muito maior que o concorrente internacional”, destacou.

O parlamentar defendeu a ampliação do transporte multimodal e a produção de combustíveis próxima aos centros consumidores como alternativas para reduzir custos operacionais.

Incentivo ao biogás ganha destaque

Outro ponto defendido pelo presidente da FPBio foi a ampliação das políticas de incentivo ao uso de dejetos animais na geração de energia.

Segundo ele, o biogás produzido a partir de resíduos agropecuários pode se tornar uma alternativa estratégica para o Brasil, especialmente pela compatibilidade com o gás natural.

Moreira ressaltou ainda a capacidade do produtor brasileiro de absorver novas tecnologias rapidamente e citou a evolução da produção nacional de proteína animal nas últimas décadas como exemplo da força do agronegócio brasileiro.

“O Brasil tem enorme capacidade de transformar resíduos em combustível. O desafio é organizar o mercado e criar mecanismos claros de comercialização”, concluiu.

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EUA enviam trigo para assistência alimentar



O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte


O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte
O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte – Foto: Pixabay

A assistência alimentar internacional voltou a ter destaque com o anúncio de um novo envio de produtos agrícolas para países que enfrentam insegurança alimentar. A iniciativa prevê o uso de grãos e outros alimentos em programas emergenciais, com foco em regiões afetadas por dificuldades de abastecimento e acesso à comida.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou em 13 de maio que 20 mil toneladas de trigo cultivado no país serão enviadas no âmbito do programa Alimentos para a Paz. O carregamento faz parte de uma ação mais ampla, estimada em US$ 452 milhões, que prevê o envio total de 211 mil toneladas de produtos agrícolas a países como Etiópia, Quênia e Haiti.

O embarque está previsto para o verão no Hemisfério Norte e deve atender programas emergenciais de alimentação. Além do trigo, a iniciativa inclui outros produtos agrícolas, como arroz e sorgo. O trigo será destinado a ações na África Oriental, com distribuição pelo Programa Mundial de Alimentos.

Representantes da US Wheat Associates destacaram a concessão como a primeira remessa de trigo sob a administração do programa Alimentos para a Paz pelo USDA. A entidade também avaliou que a participação do órgão reforça o papel dos Estados Unidos não apenas como vendedor de grãos, mas como parceiro em ações de combate à fome.

A Lei de Alimentos para a Paz, também conhecida como Lei Pública 480, foi sancionada em 1954 pelo então presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower. Desde sua criação, o trigo norte-americano tem sido uma mercadoria relevante na assistência alimentar, frequentemente representando metade da ajuda em espécie e consumindo cerca de 1 milhão de toneladas do produto por ano.

Em dezembro de 2025, o USDA e o Departamento de Estado dos EUA assinaram um acordo interinstitucional para que o USDA assumisse a administração do programa. O órgão já opera outras iniciativas internacionais de alimentação em espécie, como o McGovern-Dole Alimentos para a Educação e o Alimentos para o Progresso. Uma transferência permanente, porém, dependeria de ação do Congresso.

 





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Frio, risco de geada e chuva forte: veja a previsão do tempo da semana


massa de ar frio chuva
Foto: Pixabay

A semana entre os dias 18 e 22 de maio será marcada pelo avanço de uma massa de ar polar sobre o Centro-Sul do Brasil, aumentando o risco de geadas em áreas produtoras do Sul e derrubando as temperaturas também em parte do Sudeste e Centro-Oeste. Ao mesmo tempo, a chuva segue concentrada em pontos do Sudeste, Nordeste e Norte, favorecendo a umidade do solo e algumas lavouras de segunda safra.

No Sul, a atenção fica voltada para o frio intenso e geadas consecutivas. Já no Sudeste, os acumulados previstos podem aliviar o estresse hídrico do milho safrinha em algumas regiões. No Centro-Oeste, as pancadas seguem irregulares, enquanto o Nordeste e o Norte mantêm áreas com chuva frequente e outras sob alerta para calor e risco de incêndios.

Veja a previsão do tempo completa por região:

Região Sul

A frente fria avança para o Sudeste do Brasil enquanto o ciclone extratropical associado se afasta pelo oceano. Nas primeiras horas do dia, ainda há previsão de chuva moderada no norte e leste do Paraná, litoral e interior de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, devido à circulação marítima associada ao deslocamento do ciclone.

Até o início da manhã, as chuvas perdem intensidade nessas áreas. Ao longo do dia, ainda pode ocorrer chuva fraca em pontos do litoral, mas o tempo firme predomina na maior parte da Região Sul devido à atuação da massa de ar polar associada ao sistema de alta pressão.

Essa nova massa de ar frio provoca queda nas temperaturas e sensação de frio mais intensa, principalmente entre a Campanha, sul e oeste gaúcho. O céu segue com bastante nebulosidade em vários momentos e o mar deve ficar agitado ao longo do litoral da região.

O acumulado de chuva da semana fica mais concentrado no Paraná, com volumes entre 40 e 50 milímetros, ajudando a manter a boa umidade do solo e o desenvolvimento dos cultivos. Em Santa Catarina, a chuva se concentra mais no Planalto Norte, com cerca de 40 mm nos próximos dias. Já nas demais áreas catarinenses e no norte do Rio Grande do Sul, a chuva será passageira e pouco significativa.

A principal preocupação da semana é o avanço de uma nova massa de ar polar, que deixa diversas áreas produtoras sob risco de geada. Entre terça e sexta-feira, as temperaturas nas áreas de baixada podem ficar abaixo de 3°C e 4°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, favorecendo a ocorrência de geadas por dias consecutivos.

Região Sudeste

A frente fria vinda da Região Sul atua de forma mais organizada sobre o Sudeste, mantendo muitas nuvens e chuva frequente em grande parte de São Paulo, sul, leste e Zona da Mata de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.

Além disso, a circulação marítima, o transporte de umidade em baixos níveis da atmosfera e a atuação de cavados favorecem períodos de chuva moderada e persistente, principalmente entre o litoral, sul, leste e interior paulista desde cedo.

No decorrer do dia, as instabilidades seguem ocorrendo na metade leste de São Paulo e aumentam também no sul, Zona da Mata, leste e Triângulo Mineiro, além do Rio de Janeiro, com chuva moderada a forte, trovoadas e temporais isolados. Já na maior parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o tempo segue mais estável.

A massa de ar frio de origem polar avança na retaguarda da frente fria, favorecendo queda das temperaturas e sensação de frio úmido em áreas de São Paulo. No sul mineiro e centro-sul fluminense, a presença de chuva e nebulosidade deixa o dia mais agradável. O mar também deve ficar agitado no litoral paulista.

A semana será mais chuvosa em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, com acumulados entre 20 e 30 mm nos próximos dias. A chuva deve ajudar principalmente as lavouras de milho segunda safra que enfrentam restrição hídrica.

Por outro lado, o tempo continua seco e quente no noroeste mineiro, onde as máximas seguem entre 34°C e 35°C.

Região Centro-Oeste

A circulação de umidade continua intensa devido ao forte transporte de ar úmido vindo da Amazônia em baixos níveis da atmosfera, associado à atuação de cavados atmosféricos e à circulação ligada à frente fria que avança pelo Sudeste do Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, há condição para pancadas de chuva moderadas a fortes e risco de temporais, principalmente entre o leste, interior e portos do norte do estado. Em Mato Grosso, as pancadas ficam mais concentradas na metade oeste, favorecidas também pelo aquecimento diurno e pela elevada umidade disponível.

Em Goiás, a nebulosidade aumenta e há condição para pancadas isoladas, especialmente no sul e oeste do estado. No Distrito Federal e nas demais áreas da região, o tempo ainda permanece mais firme e quente.

Já no sul de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, o aumento da nebulosidade e da chuva favorece um dia mais agradável.

Ao longo da semana, a chuva avança sobre a região, mas de forma muito irregular e pouco volumosa. A umidade deve se concentrar no centro-leste de Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e em Mato Grosso, com acumulados entre 10 e 15 mm, o que ajuda a elevar a umidade relativa do ar e reduzir o risco de focos de incêndio.

Mesmo assim, a semana segue quente, com máximas acima de 34°C em praticamente toda a região. A exceção fica para o extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde a partir de terça-feira a temperatura começa a cair e as mínimas podem atingir entre 4°C e 5°C, com baixo risco para formação de geada.

Região Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e da circulação marítima continua favorecendo chuva frequente no litoral e na faixa norte da região.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No litoral da Bahia e região de Salvador, a chuva ocorre de forma mais fraca. Nas demais áreas, o tempo segue firme e quente.

As ondas de leste atuam levando acumulados entre 20 e 30 mm em toda a faixa litorânea leste, ajudando a manter a umidade do solo nessas localidades.

Os volumes mais elevados continuam concentrados no norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará, com acumulados entre 50 e 60 mm, favorecendo a manutenção da boa umidade e amenizando o calor.

A atenção fica voltada para o risco de focos de incêndio no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste da Bahia. Nessas áreas, além da falta de chuva significativa, as temperaturas máximas devem superar os 36°C e a umidade relativa do ar pode ficar em torno de 30%.

Região Norte

As pancadas continuam frequentes no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá, com chuva moderada a forte e temporais isolados.

No norte do Pará e áreas próximas da costa, a Zona de Convergência Intertropical mantém chuva persistente. Já na metade sul do Pará e em Tocantins, o tempo segue mais firme.

O calor e o abafamento continuam predominando, embora o sul do Acre e Rondônia tenham temperaturas mais amenas devido ao avanço do ar frio.

As chuvas seguem intensas na faixa norte da região, com acumulados próximos de 100 mm em Roraima e Amapá. Já no centro-norte do Pará, Acre e centro-norte do Amazonas, os volumes ficam entre 40 e 50 mm, ajudando principalmente na manutenção das pastagens.

Por outro lado, o tempo quente e seco deve predominar em Rondônia, extremo-sul do Pará e centro-sul do Tocantins, o que aumenta o risco para focos de incêndio.

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Mercado para milho verão cresce 21% e atinge R$ 2,9 bi na safra 2025/26


milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

O mercado de defensivos agrícolas para a cultura do milho verão no ciclo 2025/26 movimentou R$ 2,9 bilhões, uma alta de 21% em relação aos R$ 2,4 bilhões registrados na safra anterior. Os dados constam no levantamento FarmTrak, divulgado pela consultoria Kynetec Brasil.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 9% na área plantada no país, que atingiu 3,9 milhões de hectares. Em nota, Alves informou que houve também um avanço na intensidade de aplicação, com a média de tratamentos subindo de 17 para 18 por propriedade, um crescimento de 6%.

Herbicidas lideram movimentações financeiras

A consultoria informou que os herbicidas lideram as movimentações financeiras, com R$ 900 milhões, o equivalente a 31% do mercado total. Na sequência aparecem os inseticidas, com R$ 826 milhões (28%), e os fungicidas, com R$ 580 milhões (20%).

O segmento de tratamento de sementes respondeu por 14% das vendas. Nematicidas e outros insumos representaram 3% e 4%, respectivamente. No total, esses três itens somaram R$ 594 milhões. “Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas stroby mix, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos premium”, disse Alves, em nota.

Na safra 2019/20, o especialista destacou que, os stroby mix correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os premium já responderam por 38% na safra 2025/26.”

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Mercado avalia impactos da produção de arroz


A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul está praticamente encerrada e o mercado passa agora a avaliar com mais clareza o tamanho da safra e seus efeitos sobre a comercialização. As informações são de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em números divulgados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA).

A safra 2025/26 atingiu 98,68% da área colhida no Estado, com produtividade média de 8.818 quilos por hectare. Na prática, esse desempenho projeta uma produção próxima de 7,76 milhões de toneladas de arroz em casca apenas no Rio Grande do Sul, volume considerado extremamente relevante para a formação do mercado nacional.

Os dados indicam avanços expressivos nas principais regiões produtoras. A Fronteira Oeste aparece com 98,41% da área colhida e produtividade média de 9.068 quilos por hectare, mantendo a liderança estadual em rendimento. A Zona Sul também apresenta desempenho forte, com 99,69% da colheita concluída e média de 9.033 quilos por hectare, consolidando uma safra tecnicamente excelente.

A Campanha alcançou 99,43% da área colhida, com produtividade média de 8.743 quilos por hectare. A Região Central registra 96,74% de avanço e média de 8.473 quilos por hectare. Na Planície Costeira Externa, a colheita chegou a 98,68%, com rendimento médio de 8.262 quilos por hectare, enquanto a Planície Costeira Interna atingiu 98,99%, com média de 8.890 quilos por hectare.

Com a colheita praticamente concluída, a atenção do setor se desloca para a capacidade de escoamento interno, o ritmo das exportações e o poder financeiro da indústria e dos produtores para retenção de estoques. O desafio deixa de ser produzir bem e passa a ser comercializar bem.

Apesar do resultado técnico positivo no campo, o setor enfrenta crédito caro, custos elevados de carregamento e necessidade de maior fluidez comercial. Também será importante acompanhar o comportamento do Mercosul e da Ásia nos próximos meses, diante do aumento global dos custos de diesel, fertilizantes e financiamento agrícola. Em uma safra cheia, a falta de estratégia comercial pode ampliar a pressão sobre as margens da cadeia.

 





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