domingo, maio 17, 2026
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Frio, risco de geada e chuva forte: veja a previsão do tempo da semana


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Foto: Pixabay

A semana entre os dias 18 e 22 de maio será marcada pelo avanço de uma massa de ar polar sobre o Centro-Sul do Brasil, aumentando o risco de geadas em áreas produtoras do Sul e derrubando as temperaturas também em parte do Sudeste e Centro-Oeste. Ao mesmo tempo, a chuva segue concentrada em pontos do Sudeste, Nordeste e Norte, favorecendo a umidade do solo e algumas lavouras de segunda safra.

No Sul, a atenção fica voltada para o frio intenso e geadas consecutivas. Já no Sudeste, os acumulados previstos podem aliviar o estresse hídrico do milho safrinha em algumas regiões. No Centro-Oeste, as pancadas seguem irregulares, enquanto o Nordeste e o Norte mantêm áreas com chuva frequente e outras sob alerta para calor e risco de incêndios.

Veja a previsão do tempo completa por região:

Região Sul

A frente fria avança para o Sudeste do Brasil enquanto o ciclone extratropical associado se afasta pelo oceano. Nas primeiras horas do dia, ainda há previsão de chuva moderada no norte e leste do Paraná, litoral e interior de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, devido à circulação marítima associada ao deslocamento do ciclone.

Até o início da manhã, as chuvas perdem intensidade nessas áreas. Ao longo do dia, ainda pode ocorrer chuva fraca em pontos do litoral, mas o tempo firme predomina na maior parte da Região Sul devido à atuação da massa de ar polar associada ao sistema de alta pressão.

Essa nova massa de ar frio provoca queda nas temperaturas e sensação de frio mais intensa, principalmente entre a Campanha, sul e oeste gaúcho. O céu segue com bastante nebulosidade em vários momentos e o mar deve ficar agitado ao longo do litoral da região.

O acumulado de chuva da semana fica mais concentrado no Paraná, com volumes entre 40 e 50 milímetros, ajudando a manter a boa umidade do solo e o desenvolvimento dos cultivos. Em Santa Catarina, a chuva se concentra mais no Planalto Norte, com cerca de 40 mm nos próximos dias. Já nas demais áreas catarinenses e no norte do Rio Grande do Sul, a chuva será passageira e pouco significativa.

A principal preocupação da semana é o avanço de uma nova massa de ar polar, que deixa diversas áreas produtoras sob risco de geada. Entre terça e sexta-feira, as temperaturas nas áreas de baixada podem ficar abaixo de 3°C e 4°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, favorecendo a ocorrência de geadas por dias consecutivos.

Região Sudeste

A frente fria vinda da Região Sul atua de forma mais organizada sobre o Sudeste, mantendo muitas nuvens e chuva frequente em grande parte de São Paulo, sul, leste e Zona da Mata de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.

Além disso, a circulação marítima, o transporte de umidade em baixos níveis da atmosfera e a atuação de cavados favorecem períodos de chuva moderada e persistente, principalmente entre o litoral, sul, leste e interior paulista desde cedo.

No decorrer do dia, as instabilidades seguem ocorrendo na metade leste de São Paulo e aumentam também no sul, Zona da Mata, leste e Triângulo Mineiro, além do Rio de Janeiro, com chuva moderada a forte, trovoadas e temporais isolados. Já na maior parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o tempo segue mais estável.

A massa de ar frio de origem polar avança na retaguarda da frente fria, favorecendo queda das temperaturas e sensação de frio úmido em áreas de São Paulo. No sul mineiro e centro-sul fluminense, a presença de chuva e nebulosidade deixa o dia mais agradável. O mar também deve ficar agitado no litoral paulista.

A semana será mais chuvosa em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, com acumulados entre 20 e 30 mm nos próximos dias. A chuva deve ajudar principalmente as lavouras de milho segunda safra que enfrentam restrição hídrica.

Por outro lado, o tempo continua seco e quente no noroeste mineiro, onde as máximas seguem entre 34°C e 35°C.

Região Centro-Oeste

A circulação de umidade continua intensa devido ao forte transporte de ar úmido vindo da Amazônia em baixos níveis da atmosfera, associado à atuação de cavados atmosféricos e à circulação ligada à frente fria que avança pelo Sudeste do Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, há condição para pancadas de chuva moderadas a fortes e risco de temporais, principalmente entre o leste, interior e portos do norte do estado. Em Mato Grosso, as pancadas ficam mais concentradas na metade oeste, favorecidas também pelo aquecimento diurno e pela elevada umidade disponível.

Em Goiás, a nebulosidade aumenta e há condição para pancadas isoladas, especialmente no sul e oeste do estado. No Distrito Federal e nas demais áreas da região, o tempo ainda permanece mais firme e quente.

Já no sul de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, o aumento da nebulosidade e da chuva favorece um dia mais agradável.

Ao longo da semana, a chuva avança sobre a região, mas de forma muito irregular e pouco volumosa. A umidade deve se concentrar no centro-leste de Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e em Mato Grosso, com acumulados entre 10 e 15 mm, o que ajuda a elevar a umidade relativa do ar e reduzir o risco de focos de incêndio.

Mesmo assim, a semana segue quente, com máximas acima de 34°C em praticamente toda a região. A exceção fica para o extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde a partir de terça-feira a temperatura começa a cair e as mínimas podem atingir entre 4°C e 5°C, com baixo risco para formação de geada.

Região Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e da circulação marítima continua favorecendo chuva frequente no litoral e na faixa norte da região.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com chuva moderada a forte e risco de temporais. No litoral da Bahia e região de Salvador, a chuva ocorre de forma mais fraca. Nas demais áreas, o tempo segue firme e quente.

As ondas de leste atuam levando acumulados entre 20 e 30 mm em toda a faixa litorânea leste, ajudando a manter a umidade do solo nessas localidades.

Os volumes mais elevados continuam concentrados no norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará, com acumulados entre 50 e 60 mm, favorecendo a manutenção da boa umidade e amenizando o calor.

A atenção fica voltada para o risco de focos de incêndio no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-oeste da Bahia. Nessas áreas, além da falta de chuva significativa, as temperaturas máximas devem superar os 36°C e a umidade relativa do ar pode ficar em torno de 30%.

Região Norte

As pancadas continuam frequentes no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá, com chuva moderada a forte e temporais isolados.

No norte do Pará e áreas próximas da costa, a Zona de Convergência Intertropical mantém chuva persistente. Já na metade sul do Pará e em Tocantins, o tempo segue mais firme.

O calor e o abafamento continuam predominando, embora o sul do Acre e Rondônia tenham temperaturas mais amenas devido ao avanço do ar frio.

As chuvas seguem intensas na faixa norte da região, com acumulados próximos de 100 mm em Roraima e Amapá. Já no centro-norte do Pará, Acre e centro-norte do Amazonas, os volumes ficam entre 40 e 50 mm, ajudando principalmente na manutenção das pastagens.

Por outro lado, o tempo quente e seco deve predominar em Rondônia, extremo-sul do Pará e centro-sul do Tocantins, o que aumenta o risco para focos de incêndio.

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