domingo, maio 17, 2026
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Demora amplia risco nas dívidas rurais



O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial


O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial
O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

A demora em buscar orientação diante de dívidas rurais tem ampliado o risco financeiro e patrimonial de produtores em diferentes regiões do país. Segundo Leandro Amaral, advogado especialista em crédito rural e direito do agronegócio, a espera até sinais avançados de crise reduz as alternativas de negociação e defesa disponíveis ao produtor.

A avaliação aponta que muitos produtores deixam de agir no primeiro momento de aperto por vergonha, negação ou expectativa de melhora na safra seguinte. O problema é que a próxima safra depende de fatores fora do controle do produtor, como clima, preços, câmbio, juros e condições de comercialização. Enquanto isso, documentos assinados para ganhar prazo, como confissões de dívida, hipotecas e alienações fiduciárias, podem limitar estratégias futuras.

O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Conforme os dados citados, foram 1.990 pedidos em 2025, ante 1.272 em 2024 e 534 em 2023. Goiás apareceu como o segundo estado com mais casos, com 296 registros, atrás de Mato Grosso, com 332.

Também pesam o juro elevado, a queda das margens e a mudança na postura dos credores. A alienação fiduciária, que avançou nas operações de custeio, altera o grau de risco para quem oferece máquinas, terras ou outros bens em garantia. Além disso, mudanças no provisionamento bancário tornaram as instituições mais cautelosas para renegociar e mais rápidas para executar.

“Procure quem entende do assunto. Alguém que conheça o sistema do credor, o calendário do tribunal, o contrato que você assinou e o que está disponível para você nesta fase específica em que você está. A vergonha que te impede de pedir ajuda hoje vai parecer pequena perto do peso que vai chegar amanhã se você continuar empurrando. Quem alimenta o país tem direito a saber das ferramentas que existem para defender o que construiu. Eu sigo falando para que você decida cedo. O resto, só depende de você”, conclui.

 





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