domingo, junho 28, 2026

Agro

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Brasil se destaca como protagonista em segurança alimentar e energética


O Brasil se destaca como um protagonista em segurança alimentar e energética, segundo Dr. Clínio Nastari, CEO da Datagro, uma das principais empresas de consultoria independente no setor agrícola e energético. Em entrevista ao programa Giro do Boi, Nastari abordou os desafios enfrentados pela pecuária e o potencial do país na produção de alimentos e biocombustíveis.

Desafios e Potencial do Brasil

O CEO da Datagro enfatizou que a segurança alimentar, a independência energética e a emergência climática são as principais preocupações do século. Ele destacou que o Brasil está bem posicionado para enfrentar esses desafios, não apenas internamente, mas também servindo como exemplo para outros países.

  • O Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos, alimentando 1,6 bilhão de pessoas.
  • A produção de grãos aumentou de 47 milhões para mais de 350 milhões de toneladas nos últimos 50 anos.
  • O país substitui 48% do consumo de gasolina com biocombustíveis, um número sem igual no mundo.

Expansão dos Biocombustíveis

Nastari também mencionou o potencial de crescimento na produção de etanol, que deve ultrapassar 24 bilhões de litros até 2034. Atualmente, 83% da frota de veículos leves no Brasil é flex, mas apenas 26,5% utilizam etanol hidratado, indicando um grande espaço para expansão.

  • A produção de etanol de milho deve alcançar 12 bilhões de litros nesta safra.
  • Projeções indicam que a oferta de DDG (subproduto do etanol) deve dobrar, beneficiando a pecuária.
  • O volume de gado confinado no Brasil já representa 22% do abate, com previsão de chegar a 40% nos próximos anos.

Com essas iniciativas, o Brasil se posiciona como um líder global em segurança alimentar e energética, enfrentando os desafios climáticos e contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

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Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE


Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Os produtores brasileiros abateram 1,71 bilhão de frangos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, segundo resultados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (19). O volume representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve recuo de 0,4%.

Os dados fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. Além do aumento no número de aves abatidas, o peso acumulado das carcaças de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano.

Na comparação anual, o volume em peso avançou 7,0% ante o primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao quarto trimestre do ano passado, o indicador registrou alta de 2,3%. O resultado mostra que, apesar da leve redução no número de cabeças abatidas frente ao trimestre imediatamente anterior, o volume total de carcaças seguiu em elevação.

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Como os números divulgados pelo IBGE são preliminares, o instituto ainda não detalhou, no conteúdo informado, a distribuição regional do abate nem os fatores que explicam o desempenho do trimestre. Também não foram apresentados, nesse recorte, dados sobre participação por estados ou variações por unidade da federação.

O abate sob inspeção sanitária é um indicador acompanhado pela cadeia avícola porque reflete o nível de atividade formal da produção e do processamento industrial. O avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior sinaliza expansão do volume processado dentro do sistema inspecionado.

Sem detalhamento adicional nesta prévia, a leitura técnica do resultado fica concentrada na evolução dos volumes de aves e do peso das carcaças apurados pelo levantamento oficial.

Os números finais das pesquisas do IBGE poderão oferecer detalhamento adicional sobre a distribuição regional e o comportamento da cadeia avícola ao longo de 2026. Até o momento, a prévia indica crescimento anual do abate e do volume processado, sem informações complementares sobre os fatores determinantes desse movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vigilância sanitária apreende 100 kg de alimentos vencidos em estabelecimento


impróprios para consumo
Foto: Cortesia

Na manhã desta terça-feira (19), a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) apreendeu 100 kg de alimentos impróprios para consumo em um estabelecimento comercial, no bairro Ponta Verde, em Maceió.

Durante a ação, foram encontrados produtos vencidos, entre eles carne bovina, carne de charque, ovos, manteiga, goiabada, fubá, farinha de trigo e sal de parrilla.

Segundo o chefe especial da Visa, Airton Santos, durante a fiscalização, a equipe do órgão também identificou adulteração de vencimento de produtos com o uso de caneta, uma prática ilegal que configura crime e representa grave risco à saúde pública. Os alimentos foram recolhidos para descarte.

carne vencida
Foto: Cortesia

“O responsável pelo estabelecimento é reincidente e já havia sido notificado anteriormente pela Visa. O estabelecimento foi autuado e os representantes deverão responder a processo administrativo, cuja penalidade inclui multa que pode variar de R$180 a R$38 mil em caso de reincidência da infração”, informa Santos.

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Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas


Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da distribuidora que atende o Amazonas, agora sob controle da Âmbar Energia Amazonas. O aumento médio será de 6,58%, com vigência a partir da próxima terça-feira (26). O porcentual ficou 16,57 pontos percentuais abaixo da estimativa inicial de 23,15%, após a consideração de recursos da repactuação de parcelas do Uso de Bem Público (UBP).

Segundo a decisão da Aneel, os consumidores atendidos em alta tensão terão reajuste médio de 13,24%. Nesse grupo estão indústrias e grandes empresas. Para a baixa tensão, faixa que inclui consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias, o aumento médio será de 3,79%.

A Aneel informou que os consumidores de baixa tensão representam 99,7% das unidades atendidas no estado. A distribuidora, sediada em Manaus, atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras. De acordo com nota técnica de 2026 da agência, o faturamento anual associado ao consumo de energia elétrica é de R$ 4,39 bilhões.

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Os principais fatores de pressão sobre o reajuste foram os encargos setoriais e o custo de aquisição de energia. Os componentes financeiros também pressionariam a tarifa, mas o efeito foi atenuado com a entrada de recursos vinculados à repactuação de valores devidos a título de UBP.

Para os consumidores do campo, o resultado reduz a intensidade do reajuste inicialmente projetado, já que o grupo rural está inserido na baixa tensão. Esse custo influencia despesas operacionais em atividades que dependem de bombeamento, refrigeração, armazenagem, beneficiamento e processamento em pequena escala.

A Aneel calcula, de forma preliminar, um efeito tarifário final de 4,51% para consumidores de baixa tensão das distribuidoras do Norte e Nordeste em 2026, após a aplicação de recursos da repactuação do UBP. O valor estimado supera R$ 5,53 bilhões e deve funcionar como referência máxima para os reajustes desse segmento. No caso do Amazonas, a baixa tensão ficou abaixo desse patamar, em 3,79%.

A agência ainda trata o efeito de 4,51% para Norte e Nordeste como preliminar e sujeito a revisão. No caso do Amazonas, o reajuste aprovado já incorpora o redutor tarifário e passa a valer na próxima terça-feira (26), com efeito direto sobre consumidores rurais e demais unidades enquadradas na baixa tensão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ONU mantém projeção e prevê desaceleração do PIB do Brasil em 2026


Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB de 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) projetou crescimento de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, abaixo da expansão de 2,3% estimada para 2025. Os números constam no relatório semestral sobre perspectivas da economia global, divulgado nesta segunda-feira (19). Para 2027, a previsão foi mantida em 2,3%, sem revisão em relação ao documento publicado em janeiro.

Segundo a ONU, a perda de ritmo da atividade brasileira em 2026 deve ocorrer em um ambiente de condições monetárias ainda restritivas. Na prática, o relatório associa o cenário à manutenção de juros em patamar elevado em relação à inflação, fator que tende a limitar consumo, investimento e tomada de crédito.

Ao mesmo tempo, o organismo afirma que há vetores de sustentação para a demanda doméstica. Entre eles, cita medidas expansionistas, como reajustes do salário mínimo e ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para famílias de menor renda. A avaliação é de que esses fatores podem compensar parcialmente a desaceleração provocada pelo aperto monetário.

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O documento também destaca que o Brasil aparece entre os países com mercado de trabalho resiliente em 2026. Outro ponto observado é o avanço de políticas industriais, com menção à estratégia Nova Indústria Brasil, apoiada por financiamento ao desenvolvimento e suporte setorial direcionado.

Para o setor agropecuário, o relatório não traz estimativas específicas sobre produção, exportações ou renda no campo. Ainda assim, o quadro macroeconômico é acompanhado pelo mercado rural porque juros, renda das famílias e atividade econômica influenciam o custo do crédito, o consumo interno de alimentos, o ritmo da agroindústria e as decisões de investimento de produtores, cooperativas e empresas da cadeia.

Sem detalhar setores, a ONU mantém a leitura de desaceleração moderada da economia brasileira em 2026, seguida de crescimento de 2,3% em 2027. Como o relatório não apresenta recortes para o agronegócio, o impacto direto sobre o setor dependerá da evolução dos juros, da demanda doméstica e das condições de financiamento ao longo do período.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Relator defende projeto que pune alta abusiva no preço dos combustíveis


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O relator do Projeto de Lei 1625/26, deputado Merlong Solano (PT-PI), defendeu nesta terça-feira (19) a aprovação da proposta do governo que criminaliza o aumento abusivo nos preços dos combustíveis. O texto estava na pauta de votações do Plenário da Câmara dos Deputados e prevê pena de detenção de 2 a 5 anos, além de multa, para reajustes sem justa causa com objetivo de elevar arbitrariamente os lucros.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Merlong Solano afirmou que já apresentou parecer favorável, mas disse estar aberto a alterações para viabilizar acordo entre as lideranças. Segundo o relator, eventuais mudanças podem ser incorporadas para aperfeiçoar a redação antes da deliberação em Plenário.

A proposta integra o pacote de medidas anunciado pelo governo após a escalada do conflito no Oriente Médio, que passou a pressionar o mercado internacional de energia. De acordo com o texto, a pena poderá ser aumentada de 1/3 até a metade se a prática ocorrer em contexto de calamidade pública, crise de abastecimento ou instabilidade relevante do mercado fornecedor.

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O deputado também citou medidas provisórias e ações administrativas adotadas pelo Executivo para reduzir os efeitos da volatilidade internacional sobre o mercado doméstico. Entre elas, mencionou incentivos ao diesel produzido e importado, redução de tributos e iniciativas voltadas ao gás de cozinha, querosene de aviação e biodiesel.

Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com custos operacionais e logísticos. O diesel é insumo central no transporte de insumos, na movimentação de máquinas agrícolas e no escoamento da produção. Alterações no preço dos combustíveis também influenciam frete, armazenagem e custos das cadeias de alimentos. O texto analisado, porém, não detalha critérios objetivos adicionais para caracterizar a expressão “sem justa causa”, ponto que pode ser alvo de debate técnico e jurídico durante a tramitação.

Além do PL 1625/26, a Câmara pode analisar nesta semana o Projeto de Lei Complementar 114/26, que propõe vincular o aumento extraordinário de arrecadação federal com a alta do barril do petróleo exportado a medidas de estabilização dos preços dos combustíveis.

Até o momento, não havia no conteúdo disponível definição sobre a votação final das propostas nem sobre o texto consolidado que poderá sair do Plenário. O andamento dessas medidas será acompanhado por agentes do transporte, da distribuição e dos setores produtivos dependentes de combustível, incluindo as cadeias do agronegócio.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Feijão carioca sobe mais de 70% no ano


O mercado de feijão segue operando em cenário de valorização em maio, tanto para o carioca quanto para o preto, refletindo a restrição de oferta e as incertezas climáticas observadas principalmente na região Sul do país, conforme aponta o Indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

A média dos preços regionais do feijão carioca levantados pelo indicador em maio, até o dia 15, acumula valorização anual superior a 70%, atingindo os maiores níveis da série histórica iniciada em setembro de 2024. Para o feijão preto, a alta anual chega a 32,3%, sustentada principalmente pela menor produção registrada nesta safra.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, as altas continuaram disseminadas no mercado ao longo da semana. A demanda permaneceu concentrada principalmente no Paraná, diante do ritmo atual da colheita no estado, onde parte dos grãos apresenta elevada umidade e necessita de secagem antes da comercialização.

O movimento de cautela e a restrição na oferta ganharam força após as geadas registradas no início da semana na região Sul do país, especialmente em áreas de baixada. Segundo agentes consultados pelo indicador, os impactos sobre as lavouras ainda seguem em avaliação.

No mercado de feijão preto, entre os dias 8 e 15 de maio, as cotações avançaram impulsionadas pela procura por novos lotes e pela postura mais firme dos produtores, atentos aos possíveis prejuízos nas lavouras mais tardias. Em Curitiba, os preços subiram 14,08%, enquanto na Metade Sul do Paraná o avanço foi de 14,29%. Em Itapeva, no interior paulista, a valorização registrada foi de 8%.

Para o feijão carioca notas 8 e 8,5, os aumentos também prevaleceram nas regiões acompanhadas, sustentados pela demanda aquecida e pela oferta limitada de lotes. As maiores altas voltaram a ser observadas no Paraná. Na Metade Sul do estado, os preços avançaram 12%, enquanto em Curitiba a valorização chegou a 10,71%.

Já o feijão carioca peneira 12, nota 9 ou superior, segue com preços sustentados pela escassez de lotes dentro do padrão exigido pelas indústrias. Na semana, o destaque foi o Noroeste de Minas Gerais, onde as cotações avançaram 8,29% devido ao baixo volume de grãos armazenados disponíveis. Na Metade Sul do Paraná, as altas ficaram em 3,33%, limitadas pelas condições de qualidade e pelas variedades ofertadas.





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G7 reforça cooperação diante de riscos econômicos ligados à guerra no Oriente Médio


Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho

Os ministros das Finanças do G7 reafirmaram, nesta terça-feira (19), em Paris, o compromisso com a cooperação multilateral para enfrentar os riscos à economia global em meio à guerra no Oriente Médio. Em comunicado, o grupo defendeu respostas temporárias, direcionadas e fiscalmente responsáveis e pediu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. A nota também destacou aumento da incerteza para crescimento e inflação, com pressão sobre cadeias de energia, alimentos e fertilizantes.

No comunicado, os países do G7 afirmaram que o conflito elevou os riscos econômicos globais, sobretudo por meio de interrupções ou encarecimento em insumos estratégicos. O texto cita de forma direta pressões nas cadeias de suprimento de energia, alimentos e fertilizantes, itens com efeito relevante sobre custos industriais, logística e produção agropecuária.

Segundo o grupo, as respostas de política econômica devem proteger o crescimento, apoiar a segurança econômica e ampliar a resiliência, sem sobrecarregar as finanças públicas. Os ministros também informaram que os bancos centrais acompanham o impacto do choque de energia e de outras commodities sobre os preços, as expectativas de inflação e a atividade econômica.

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Para o agronegócio, o ponto central do comunicado está na combinação entre energia, fertilizantes e alimentos. Esses três componentes influenciam diretamente o custo de produção no campo, o transporte de cargas e a formação de preços nas cadeias de abastecimento. O texto do G7, porém, não apresentou estimativas numéricas de impacto, prazo ou variação de preços.

O grupo também discutiu a diversificação do fornecimento de terras raras e minerais críticos. Segundo a nota, há preocupação com a concentração da capacidade de produção e processamento, além de restrições arbitrárias à exportação por terceiros países, fatores que podem ampliar a volatilidade nas cadeias globais.

Ao fim da reunião, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse à Reuters que os desequilíbrios econômicos globais alimentam atritos comerciais e podem gerar turbulência nos mercados. Também à agência, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo norte-americano não tem pressa para estender a trégua comercial com a China, que termina em novembro.

Do ponto de vista técnico, o comunicado reforça que energia, fertilizantes e comércio internacional seguem no centro do monitoramento econômico. Como o G7 não detalhou medidas adicionais nem projeções numéricas, o alcance prático para cadeias produtivas dependerá da evolução do conflito, da navegação no Estreito de Ormuz e do comportamento dos preços das commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Relator defende projeto que pune aumento abusivo no preço dos combustíveis


Lula diz que Brasil tem combustível entre os mais baratos e Petrobras anuncia R$ 37 bilhões em SP

O relator do Projeto de Lei 1625/26, deputado Merlong Solano (PT-PI), defendeu nesta terça-feira (19) a aprovação da proposta do governo que criminaliza o aumento abusivo nos preços dos combustíveis. O texto está na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados e prevê pena de detenção de 2 a 5 anos, além de multa, para quem elevar os preços sem justa causa com objetivo de obter lucro arbitrário.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Merlong Solano afirmou que já apresentou parecer favorável ao projeto e disse que pode fazer ajustes para construir acordo entre as lideranças. Segundo o parlamentar, o texto está disponível para análise da Casa desde a semana passada.

A proposta integra um pacote de medidas anunciado pelo governo em meio à instabilidade no mercado internacional de energia. De acordo com o conteúdo divulgado, as penas podem ser elevadas de um terço até a metade quando a conduta ocorrer em cenário de calamidade pública, crise de abastecimento ou instabilidade relevante do mercado fornecedor.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

O relator associou a discussão recente ao conflito no Oriente Médio e citou ainda a guerra entre Estados Unidos e Irã como fator de tensão sobre o mercado de combustíveis. Ele também mencionou outras ações adotadas pelo governo, como medidas provisórias com incentivos ao diesel produzido e importado, além de redução de tributos. Segundo o deputado, o pacote inclui iniciativas voltadas ao gás de cozinha, querosene de aviação e biodiesel.

Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com o custo do diesel, usado em máquinas, transporte de insumos e escoamento da produção. Mudanças em preços de combustíveis também afetam fretes e despesas operacionais ao longo das cadeias produtivas. O texto disponível, no entanto, não detalha critérios objetivos para definir o que será considerado “sem justa causa”, ponto que pode entrar nas negociações do Plenário.

Além do PL 1625/26, a Câmara pode votar nesta semana o Projeto de Lei Complementar 114/26, apresentado pelo líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), para vincular receita extraordinária da alta do petróleo exportado a medidas de estabilização dos combustíveis.

A tramitação no Plenário deve indicar se haverá mudanças no parecer para viabilizar consenso. Até o momento, os efeitos práticos para distribuição, revenda e setores consumidores intensivos em diesel dependerão da redação final aprovada pela Câmara.

Fonte: camara.leg.br

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Paraná libera R$ 442 milhões para obras em municípios e estradas rurais


Paraná anuncia R$ 114,8 milhões para obras em Dois Vizinhos e inclui estradas rurais

O governo do Paraná anunciou nesta terça-feira (19) a liberação de aproximadamente R$ 442 milhões para obras em 10 municípios do estado. Entre as ações previstas estão investimentos em infraestrutura urbana e rural, saúde, mobilidade e desenvolvimento regional. No recorte de interesse do setor produtivo, o pacote inclui pavimentação de estradas rurais em diferentes regiões, com projetos em fases de homologação, licitação, execução e conclusão.

Segundo o governo estadual, parte relevante dos recursos será direcionada a vias rurais, com foco em trechos usados pela população do interior e pela circulação local. A medida alcança municípios das regiões Noroeste, Norte, Norte Pioneiro, Oeste, Centro-Sul e Sudoeste.

O maior volume foi destinado a Planalto, no Sudoeste, com R$ 84 milhões. Entre as obras listadas está a pavimentação de 6,9 quilômetros entre a Linha Bico da Anta e a Linha São José do Barra Grande. Palmas, no Centro-Sul, recebeu R$ 75 milhões, incluindo R$ 15,9 milhões para a pavimentação de 10 quilômetros da Estrada Fundo Grande.

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Em Marumbi, na região Norte, o pacote soma R$ 68 milhões e prevê obras como 18,8 quilômetros da Estrada Municipal do Borba, já em execução, além de 5,8 quilômetros da Estrada Rural do Mangolim e outros acessos. Floraí, no Noroeste, teve R$ 65 milhões liberados, com destaque para R$ 16,4 milhões na Estrada Rural Paranhos, com 7,5 quilômetros.

Mangueirinha terá R$ 59 milhões, com mais de 10 quilômetros de melhorias em estradas rurais como Barra do Covó, Linha Clara, Estrada Nardo e Estrada Euzébio/Balsa. Maripá recebeu R$ 25 milhões para 5,3 quilômetros de pavimentação rural, enquanto Marquinho terá R$ 24 milhões para 10 quilômetros da Estrada Gleba Nove. Presidente Castelo Branco contará com R$ 17 milhões para intervenções nas estradas Tupinambá e Suzana/Turiaçu.

Para o setor agropecuário, a pavimentação de acessos rurais tende a melhorar deslocamento, reduzir custos operacionais de transporte e dar mais previsibilidade ao escoamento da produção. O governo, no entanto, não detalhou no anúncio o cronograma completo de execução nem a participação específica de cada obra na logística agroindustrial.

O avanço das obras e o efeito prático sobre produtores e cadeias locais dependerão da execução dos projetos já liberados e da conclusão das etapas de licitação e homologação. Até o momento, as informações oficiais disponíveis destacam valores e extensões de trechos, mas não apresentam estimativa consolidada de impacto logístico para a produção agropecuária.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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