sábado, junho 27, 2026

Agro

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Mercado do boi gordo passa por ajuste com aumento das escalas de abate


O mercado do boi gordo está passando por um momento de ajuste de preços, impulsionado pelo aumento das escalas de abate e pela maior oferta de animais a pasto em diversas regiões do Brasil. As informações foram apresentadas pelo analista da Datágro, Guilherme Zulim, durante uma atualização no Canal Rural.

Contexto do mercado

Atualmente, o indicador do boi está em um processo de correção de preços, refletindo a transição de um período chuvoso para um mês de maio mais frio e seco. Essa mudança climática tem favorecido o aumento das escalas de abate, que se mantêm próximas de 10 dias corridos em média no Brasil.

Dados de abate e participação de fêmeas

  • Até o final de abril, os dados de abate mostraram uma redução de cerca de 2%.
  • A queda foi impulsionada pela diminuição na participação de fêmeas, a mais significativa desde outubro de 2021.
  • Esse cenário é resultado da retenção de fêmeas devido às chuvas e aos preços elevados das categorias de reposição.

Demanda interna e externa

No mercado interno, a carcaça casada do boi no atacado paulista registrou um recuo, cotada em torno de R$ 23,50 por quilo. Em contrapartida, as exportações brasileiras continuam em patamares recordes, impulsionadas pela demanda aquecida, especialmente da China.

  • Até abril, o Brasil representou 55% do total de carne bovina importada pela China.
  • Entretanto, os volumes totais desembarcados na China têm desacelerado desde o início do ano.

Esses fatores indicam um cenário complexo para o mercado do boi gordo, que deve ser monitorado nos próximos meses.

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Exportações agropecuárias para países árabes caem quase 25% em abril


As exportações de produtos agropecuários do Brasil para os países árabes registraram uma queda de quase 25% em abril, devido ao conflito no Oriente Médio. Os dados foram divulgados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Impacto do Conflito

O Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui Arábia Saudita, Barém, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã, viu uma diminuição significativa nas exportações brasileiras. Em janeiro e fevereiro, a receita com embarques para a região foi superior ao mesmo período de 2025, mas a situação mudou drasticamente com o início do conflito no final de fevereiro.

  • Queda de 31,6% em março
  • Queda de 24,9% em abril

Receita Acumulada

No acumulado do ano, entre janeiro e abril, a receita atingiu 2,8 bilhões de dólares, apresentando uma leve queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo, a demanda por produtos brasileiros ainda se mostra relevante, mesmo com o aumento dos custos logísticos.

Desafios Logísticos

O fechamento do Estreito de Ormuz elevou as despesas com fretes e seguros, além de exigir transbordos rodoviários e aéreos por longas distâncias. A expectativa é que a tendência de queda nas exportações diminua ao longo dos meses, uma vez que os produtos exportados são de primeira necessidade.

  • Produtos essenciais não podem ser postergados
  • Estoque regulador dos distribuidores tende a se esgotar

O setor aguarda um desfecho pacífico para o conflito, que já se estende por mais de dois meses, na esperança de que as exportações voltem a crescer ou apresentem uma queda menos acentuada nos próximos meses.

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Miguel Daoud defende projeto que proíbe punição a produtores rurais


O especialista Miguel Daoud se manifestou sobre um projeto que visa proibir a punição de produtores rurais sem um diagnóstico preciso, destacando a necessidade de uma avaliação justa das atividades agropecuárias.

Justificativa do projeto

Daoud argumenta que é injusto criminalizar um produtor sem um diagnóstico fiel, que deve ser baseado em informações precisas e atualizadas. Ele ressaltou a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como uma ferramenta essencial para a preservação ambiental, mas apontou que há atrasos nas informações que dificultam o acesso dos produtores.

Críticas ao ambientalismo

O especialista também criticou a visão de alguns ambientalistas sobre o agronegócio brasileiro, afirmando que há um preconceito em relação ao setor. Ele destacou que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e que, ao mesmo tempo, preserva uma significativa parte de suas florestas nativas.

Desafios e injustiças

Daoud mencionou que os produtores enfrentam restrições severas, como a limitação de 20% para cultivo em áreas de produção. Ele defendeu que as críticas ao agronegócio devem ser acompanhadas de uma fiscalização mais rigorosa sobre atividades ilegais, como o garimpo e o desmatamento.

Conclusão

Em sua fala, Daoud enfatizou a importância de uma gestão política que reconheça o papel da agropecuária na economia brasileira, defendendo que a produção rural é vital para o país e que as críticas devem ser baseadas em informações corretas e contextualizadas.

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14ª edição da Semana Nacional da Carne Suína é lançada em São Paulo


Nesta quinta-feira, em São Paulo, foi lançada a 14ª edição da Semana Nacional da Carne Suína, um evento que reúne representantes da produção, indústria e varejo com o objetivo de fortalecer o consumo e ampliar as vendas dessa proteína no Brasil.

Objetivos da campanha

A ação deste ano conta com a participação de 21 redes de supermercados, incluindo grandes grupos nacionais e atacarejos. O principal objetivo é promover a carne suína entre os consumidores, através de uma estratégia de educação e aproximação no varejo.

Impacto no consumo

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, a campanha busca aumentar a demanda e equilibrar os preços da carne suína, que atualmente apresenta um consumo médio de 20 kg per capita, um aumento significativo em relação aos 13 kg registrados há 16 anos.

Desafios e oportunidades

Um dos desafios enfrentados é combater preconceitos relacionados à proteína, investindo em formação e informação para os consumidores. A expectativa do setor é de um aumento nas vendas durante a campanha, com variações regionais significativas, como um crescimento de até 200% no Nordeste.

Estratégia de mercado

A estratégia do varejo inclui capacitação das equipes e apresentação dos produtos ao consumidor, destacando a carne suína como uma opção acessível e versátil. A procura por cortes mais magros e produtos práticos também tem crescido, refletindo as preferências dos consumidores.

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Serra Catarinense registra menor temperatura do ano com -5,6ºC


A Serra Catarinense, localizada em Bom Jardim da Serra, registrou a menor temperatura do ano, com -5,6ºC, durante o amanhecer gelado desta sexta-feira. A formação de geada criou um tapete de gelo sobre a vegetação da região.

Tendência de queda na intensidade do frio

De acordo com o meteorologista Artur Miller, a tendência é que a intensidade do frio diminua, embora ainda haja risco de geada ao longo do dia. Os dados da Epagri indicam que outras áreas de baixada em Santa Catarina também enfrentaram temperaturas negativas, como Caçador, que registrou mínima de -3ºC.

Previsão para o final de semana

O amanhecer gelado deve se estender para o Rio Grande do Sul, especialmente na Serra Gaúcha. A previsão é de que a temperatura comece a subir lentamente a partir do final de semana, com a possibilidade de chuvas leves na Serra Catarinense e na Serra Gaúcha. A chuva, no entanto, não deve ser significativa e pode ocorrer em forma de garoa.

Impactos nas regiões produtoras

Enquanto isso, no Centro-Oeste, a falta de chuvas tem preocupado os produtores, especialmente na região de Matopiba, onde as lavouras estão em fase de enchimento de grãos. A previsão é de que a primeira semana de junho traga um pulso de frio mais intenso, que poderá romper o padrão de tempo quente e seco, trazendo chuvas para a região.

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Conab libera R$ 2,4 milhões para o PAA e entrega máquinas no Distrito Federal


Conab amplia PAA no RN e entrega mini colheitadeiras à agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta quinta-feira (21), a liberação de cerca de R$ 2,4 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Distrito Federal e entregou dois kits de maquinários do Programa Mecaniza+. Os atos ocorreram durante a AgroBrasília, em Brasília (DF), e envolvem entidades da agricultura familiar. Segundo a companhia, os recursos serão aplicados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

De acordo com a Conab, os dois kits de máquinas foram destinados à Associação dos Produtores Rurais do Núcleo Rural Sete Estrelas, em Ceilândia, e à Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Acampamento Noelton Angélico (ATTRAN), em Brazlândia. A estimativa informada pela estatal é de atendimento a cerca de 140 famílias de produtores rurais.

No caso do PAA, a assinatura dos Termos de Pactuação da Agricultura Familiar (TPAF) viabiliza aproximadamente R$ 2,4 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares. O montante será direcionado à execução da modalidade CDS, pela qual alimentos comprados da agricultura familiar são repassados a entidades socioassistenciais, como cozinhas solidárias e restaurantes populares.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Ao todo, 13 entidades da agricultura familiar foram incluídas nessa etapa, entre associações e cooperativas do Distrito Federal ligadas à produção agroecológica, assentamentos e reforma agrária. A Conab não detalhou, no material divulgado, o valor individual por entidade nem o cronograma operacional de entrega dos alimentos.

Segundo a superintendente regional da Conab no Distrito Federal, Regina Santos, os recursos reforçam a continuidade das ações de compra pública de alimentos e de apoio à mecanização. Na prática, a combinação entre aquisição institucional e acesso a equipamentos pode ampliar a capacidade operacional de pequenos produtores, reduzir etapas manuais do trabalho e dar escala à oferta destinada a programas públicos.

Durante a AgroBrasília, a companhia também apresentou ações ligadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), ao Programa Arroz da Gente e às políticas de armazenagem, além de oficinas sobre mini colheitadeiras e outros equipamentos.

A execução dos recursos do PAA e o uso dos maquinários passam agora pela operacionalização das entidades beneficiadas e pelo andamento dos termos assinados. Sem detalhamento oficial sobre prazos e metas físicas, o efeito prático deverá ser acompanhado pela entrega dos alimentos, pela adesão das associações e pela incorporação das máquinas à rotina produtiva.

Fonte: gov.br

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Bolsa de Buenos Aires eleva estimativa para safra de soja da Argentina


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou nesta quinta-feira (21) sua estimativa para a produção de soja da Argentina na safra 2025/26, de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas. A revisão ocorreu após análise com sensores remotos, que também levou a entidade a reduzir a área cultivada de 17,2 milhões para 16,8 milhões de hectares. Segundo a bolsa, o ajuste foi compensado por rendimentos acima da média em ampla parte da área agrícola.

De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área de soja ficou 9% abaixo da safra passada e 1,3% menor que a média das últimas cinco campanhas. Ainda assim, a produtividade média nacional foi estimada em 3,28 toneladas por hectare, o maior nível das últimas seis temporadas.

A colheita da oleaginosa avançou 17 pontos porcentuais na última semana e atingiu 74,7% da área apta. O ritmo indica avanço acelerado dos trabalhos em relação ao milho, cuja colheita segue mais lenta no país.

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Para o cereal, a bolsa também revisou para cima sua projeção de produção em 2025/26, de 61 milhões para 64 milhões de toneladas. A área semeada foi ajustada em 300 mil hectares, para 8,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio nacional foi estimado em 8,48 toneladas por hectare.

A colheita de milho alcançou 32,9% da área apta, com avanço semanal de 0,9 ponto porcentual. Segundo a entidade, os trabalhos continuam lentos porque os agricultores estão priorizando a retirada da soja em grande parte da região agrícola.

As revisões na Argentina são acompanhadas pelo mercado por envolverem um dos principais produtores e exportadores globais de soja e milho. Com produção maior, a oferta regional de grãos ganha novo parâmetro para formação de preços e fluxo comercial. A dimensão desse efeito sobre as cotações dependerá da evolução da colheita, da qualidade final dos grãos e das condições de comercialização nos próximos relatórios.

No curto prazo, o mercado deve seguir atento ao avanço da colheita e a eventuais novos ajustes de produtividade e área. Até o momento, os dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicam cenário de oferta mais robusta na Argentina, embora ainda dependente da consolidação dos trabalhos de campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja tem variações nas cotações no fechamento de mercado; saiba o andamento dos negócios


preço soja cotação
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (21), marcada por preços mistos e baixa liquidez nas negociações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi de atuação limitada dos compradores e vendedores, sem registro de volumes expressivos comercializados.

As negociações no mercado interno ocorreram apenas de forma pontual, enquanto nos portos o fluxo também foi moderado. A liquidez já está concentrada nos embarques programados para junho, já que a janela de negócios para maio praticamente se encerrou.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago operou próxima da estabilidade, com leve queda nos contratos futuros da soja. O dólar e os prêmios de exportação também oscilaram pouco ao longo do dia, contribuindo para um comportamento lateralizado do mercado brasileiro.

Além do bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça a expectativa de uma safra cheia, os investidores acompanham as discussões envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa por detalhes do acordo comercial entre americanos e chineses para compra de produtos agrícolas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 113,00 para R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, encaminhando uma safra cheia. Às vésperas do final de semana prolongado – segunda é feriado local -, os participantes também optaram por posicionar suas carteiras.

Além do clima, dois pontos motivam incertezas entre os agentes. O primeiro deles é a questão
envolvendo um possível acordo para o fim do conflito no Oriente Médio, entre Estados Unidos e Irã. Perto do fechamento da sessão de hoje, a informação que dominava o noticiário era de que os dois países haviam chegado a um acordo preliminar, o que fez o petróleo mudar de direção e passar a recuar.

O mercado aguarda ainda dados mais detalhados sobre o acordo fechado no início da semana entre os governos norte-americano e chinês para a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos pelo país asiático.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 0,45%, a US$ 11,94 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,93 1/2 por bushel, com retração de 5,75 centavos de dólar ou 0,47%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,75% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,87 centavos de dólar, com perda de 0,79 centavo ou 1,05%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,0006 para venda e a R$ 4,9986 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9827 e a máxima de R$ 5,0192.

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PL dos safristas avança e pode dar mais segurança à fruticultura


A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva. “É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

 





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Dólar cai no fim do pregão, mas fecha ainda na faixa de R$ 5


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar perdeu força ao longo desta quinta-feira (21) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0012, em baixa de 0,04%, após tocar mínima de R$ 4,9833. O movimento ocorreu em meio à redução da aversão global ao risco, depois de informações sobre um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. Na semana, a moeda acumula queda de 1,31%, mas ainda sobe 0,98% em maio.

Segundo relatos da plataforma Al Arabiya, sediada nos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Irã estariam próximos de um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão. A expectativa de cessar-fogo e de liberação do tráfego pelo Estreito de Ormuz reduziu parte da pressão nos mercados internacionais ao longo da tarde.

Pela manhã, o ambiente havia sido mais cauteloso. Dados fortes de atividade nos Estados Unidos e informações contraditórias sobre as negociações de paz pesaram sobre moedas emergentes. Nesse contexto, o petróleo chegou a subir cerca de 3%, antes de inverter o sinal. O Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou em baixa de 2,32%, a US$ 102,58 por barril.

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Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o alívio externo, especialmente nos juros longos dos Estados Unidos, ajudou a conter a força global do dólar. Ainda assim, ele afirmou que as informações disponíveis até o momento são insuficientes para sustentar uma melhora mais ampla do apetite ao risco.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirmou que investidores vinham realizando lucros em moedas emergentes após a alta recente dos juros globais. Segundo ele, um eventual acordo pode reduzir o risco inflacionário ligado à energia e favorecer moedas como o real.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central. A cotação do dólar influencia a competitividade das exportações de soja, milho, carnes, açúcar e café, ao mesmo tempo em que afeta os custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos dolarizados. Oscilações no petróleo também têm impacto sobre frete, energia e custos operacionais da cadeia produtiva.

O cenário de curto prazo permanece condicionado às definições sobre o entendimento entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à trajetória dos juros americanos. Sem detalhes consolidados sobre o eventual acordo, o mercado deve seguir sensível a novas informações externas e ao efeito do câmbio sobre preços e custos no setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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