quinta-feira, maio 21, 2026
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Dólar cai no fim do pregão, mas fecha ainda na faixa de R$ 5


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar perdeu força ao longo desta quinta-feira (21) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0012, em baixa de 0,04%, após tocar mínima de R$ 4,9833. O movimento ocorreu em meio à redução da aversão global ao risco, depois de informações sobre um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. Na semana, a moeda acumula queda de 1,31%, mas ainda sobe 0,98% em maio.

Segundo relatos da plataforma Al Arabiya, sediada nos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Irã estariam próximos de um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão. A expectativa de cessar-fogo e de liberação do tráfego pelo Estreito de Ormuz reduziu parte da pressão nos mercados internacionais ao longo da tarde.

Pela manhã, o ambiente havia sido mais cauteloso. Dados fortes de atividade nos Estados Unidos e informações contraditórias sobre as negociações de paz pesaram sobre moedas emergentes. Nesse contexto, o petróleo chegou a subir cerca de 3%, antes de inverter o sinal. O Brent para julho, referência para a Petrobras, fechou em baixa de 2,32%, a US$ 102,58 por barril.

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Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o alívio externo, especialmente nos juros longos dos Estados Unidos, ajudou a conter a força global do dólar. Ainda assim, ele afirmou que as informações disponíveis até o momento são insuficientes para sustentar uma melhora mais ampla do apetite ao risco.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirmou que investidores vinham realizando lucros em moedas emergentes após a alta recente dos juros globais. Segundo ele, um eventual acordo pode reduzir o risco inflacionário ligado à energia e favorecer moedas como o real.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central. A cotação do dólar influencia a competitividade das exportações de soja, milho, carnes, açúcar e café, ao mesmo tempo em que afeta os custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos dolarizados. Oscilações no petróleo também têm impacto sobre frete, energia e custos operacionais da cadeia produtiva.

O cenário de curto prazo permanece condicionado às definições sobre o entendimento entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à trajetória dos juros americanos. Sem detalhes consolidados sobre o eventual acordo, o mercado deve seguir sensível a novas informações externas e ao efeito do câmbio sobre preços e custos no setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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