sábado, junho 27, 2026

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Ibovespa recua com pressão política, fiscal e dados de inflação dos EUA


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O Ibovespa operava em queda na manhã desta sexta-feira (22), pressionado pela combinação de cautela política e fiscal no Brasil, tensões no Oriente Médio e dados dos Estados Unidos que mostraram piora no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação. Às 11h42, o índice caía 1,28%, aos 175.382,73 pontos, depois de ter fechado a sessão anterior com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

O movimento do mercado ocorreu em meio à expectativa pelo relatório bimestral de receitas e despesas da União, previsto para as 15 horas, e por falas de integrantes da equipe econômica e do Banco Central. Na noite de quinta-feira (21), Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, afirmou que o bloqueio orçamentário, hoje em R$ 1,6 bilhão, será ampliado no novo relatório, sem previsão de contingenciamento.

No campo político, investidores também acompanharam pesquisas eleitorais divulgadas nesta sexta-feira (22). Segundo Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, a incerteza sobre o quadro eleitoral elevava a volatilidade dos ativos domésticos.

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No exterior, o foco esteve nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã e nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A passagem de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas foi informada pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo avançava mais de 1%, enquanto o minério de ferro em Dalian recuava 0,13%, pressionando ações ligadas a commodities na B3.

Em Nova York, as bolsas reduziram os ganhos após a divulgação do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que indicou piora na confiança e aumento das expectativas de inflação para 1 e 5 anos. O dado reforçou a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve. Para o mercado brasileiro, esse tipo de sinalização costuma influenciar juros, câmbio e apetite por risco, variáveis acompanhadas de perto por cadeias produtivas dependentes de crédito, combustíveis e insumos dolarizados.

No curto prazo, o mercado segue condicionado ao conteúdo do relatório fiscal no Brasil e à leitura sobre inflação e juros nos Estados Unidos. O material disponível não detalha efeitos específicos e imediatos sobre segmentos do agronegócio, mas indica um ambiente de maior atenção para custos financeiros, câmbio e preços de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa reconhece raça ovina Berganês e autoriza registro genealógico


Mapa reconhece raça ovina Berganês e autoriza registro genealógico

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (22) a Portaria nº 1.630, que reconhece oficialmente a raça ovina Berganês no país. A mesma medida autoriza a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), sediada em Bagé (RS), a realizar o registro genealógico dos animais, conforme as normas federais para esse tipo de serviço.

Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), a autorização foi concedida à entidade registrada no Mapa sob o nº 007. Com a publicação, a Berganês passa a integrar formalmente o conjunto de raças ovinas reconhecidas pelo ministério, o que insere a raça no sistema oficial de controle genealógico.

O registro genealógico é um instrumento técnico usado para identificar a origem dos animais, manter informações sobre linhagens e acompanhar características zootécnicas ao longo das gerações. Na prática, o processo organiza dados de ascendência e padronização racial, além de apoiar programas de seleção e melhoramento genético em rebanhos comerciais e de reprodução.

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Para a cadeia da ovinocultura, esse tipo de reconhecimento regulatório cria uma base formal para a rastreabilidade e para a valorização de animais registrados em plantéis selecionados. Também contribui para a preservação das características raciais e para a estruturação de criadores interessados em reprodução, comercialização de matrizes e seleção genética.

A portaria informada pelo ministério não detalha, no material divulgado, o número de animais da raça, sua distribuição geográfica, características produtivas ou estimativas de impacto econômico. Esses dados são relevantes para dimensionar o alcance da medida na cadeia ovina, mas não foram apresentados no comunicado oficial.

Com o reconhecimento e a autorização de registro, o próximo passo técnico passa a ser a operacionalização do serviço genealógico pela Arco dentro das regras vigentes. Sem informações adicionais sobre efetivo, expansão de plantéis ou metas de seleção, ainda não há base pública suficiente para projetar o alcance produtivo da medida no curto prazo.

Fonte: gov.br

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CNA detalha transição da reforma tributária a produtores na AgroBrasília


Receita Federal fará live sobre IRPF na atividade rural e reforma tributária

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (21), os principais pontos da transição da reforma tributária para produtores rurais durante a AgroBrasília, no PAD-DF. A exposição ocorreu em palestra do coordenador do Núcleo Econômico da entidade, Renato Conchon, com foco em alterações cadastrais e fiscais previstas para 2026 e na adaptação das rotinas do setor.

Segundo a CNA, uma das mudanças previstas para 2026 é a adoção do CNPJ alfanumérico para novas inscrições a partir de julho. De acordo com Renato Conchon, a medida tem caráter cadastral e não altera, por si só, o enquadramento tributário do produtor rural pessoa física. A sinalização busca reduzir dúvidas sobre eventual mudança automática de regime jurídico, ponto que tem gerado questionamentos entre produtores e escritórios de contabilidade.

Outro tema tratado foi a emissão de documentos fiscais. A entidade informou que, desde janeiro, o sistema passou por ajustes para permitir o destaque dos novos tributos criados na reforma, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ainda em fase de teste. Conforme a explicação apresentada na feira, o correto preenchimento das notas fiscais nesta etapa não implica novo recolhimento ao longo de 2027, mas integra o processo de transição operacional do modelo tributário.

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A palestra ocorreu durante a feira tecnológica realizada de segunda-feira (19) a sexta-feira (23), em Brasília. O tema tem impacto direto sobre a gestão administrativa das propriedades, principalmente na emissão de notas, na organização cadastral e na interlocução com contadores e cooperativas.

A CNA também informou que acompanha o debate da reforma tributária desde 2019 e tem produzido materiais de orientação ao setor. O conteúdo apresentado na AgroBrasília, no entanto, concentrou-se nas adaptações práticas já em curso e nos próximos passos do calendário de implementação. O texto-base da palestra não detalhou eventuais custos de adequação de sistemas nem estimativas consolidadas de impacto financeiro para os produtores.

A fase de transição da reforma tributária exige acompanhamento técnico das novas regras e dos prazos operacionais. Na ausência, até o momento, de estimativas detalhadas de custo por perfil de produtor no conteúdo apresentado, a orientação disponível é de atenção aos documentos fiscais, ao cadastro e às atualizações formais publicadas pelos órgãos responsáveis e pelas entidades técnicas do setor.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Receita libera consulta do primeiro lote de restituição do imposto de renda; confira como fazer


Imposto, produtores rurais, receita federal
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.

O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Pagamento

O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

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Fiscais agropecuários participam de simpósio sobre sanidade e produção suína no RS


Fiscais agropecuários participam de simpósio sobre sanidade e produção suína no RS

Fiscais estaduais agropecuários de diferentes regionais da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participaram do 18º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui), encerrado nesta quinta-feira (21), no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Segundo a pasta, o objetivo foi ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam na defesa sanitária animal.

De acordo com a Seapi, o encontro abordou temas ligados à produção, reprodução e sanidade suína, com foco na atualização técnica e na integração entre conhecimento acadêmico e práticas de mercado. O número de fiscais participantes não foi informado no conteúdo divulgado.

Conforme o fiscal estadual agropecuário e coordenador do Programa de Sanidade Suína da Seapi, Gustavo Diehl, os debates trataram de temas relacionados diretamente à atuação dos servidores na defesa sanitária. Segundo ele, a participação em eventos técnicos contribui para preparar as equipes para possíveis desafios sanitários e para qualificar o atendimento às demandas da cadeia produtiva de suínos.

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O Sinsui tem como proposta promover atualização técnica e inovação na suinocultura brasileira, com ênfase em sanidade, produção, reprodução e gestão. Também busca estimular o debate sobre o desenvolvimento do setor na América Latina.

Na prática, a atualização de fiscais e equipes técnicas está associada à capacidade de resposta do serviço oficial diante de ocorrências sanitárias, exigências de controle e acompanhamento da produção. Em cadeias como a suinocultura, protocolos sanitários, monitoramento e orientação técnica têm relação direta com a manutenção da produção e com a conformidade exigida pelo mercado.

O conteúdo divulgado pela secretaria não detalha quais painéis foram acompanhados pelos servidores nem apresenta medidas novas ou alterações regulatórias decorrentes do evento.

A qualificação continuada de fiscais e técnicos integra a rotina da defesa sanitária animal e tende a ganhar importância em um cenário de exigências sanitárias permanentes para a produção de suínos. Sem informações adicionais da organização ou da secretaria, não é possível projetar desdobramentos operacionais além da atualização técnica informada.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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China suspende três frigoríficos brasileiros por questão sanitária


China suspende compras de três frigoríficos brasileiros de carne bovina

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou, nesta sexta-feira (22), que a suspensão das importações chinesas de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros tem caráter temporário e preventivo. Segundo a entidade, a medida foi adotada pelas autoridades sanitárias da China após a identificação de resíduos em desacordo com os requisitos do país asiático. O tema, de acordo com a associação, está sendo tratado em âmbito técnico entre Brasil e China.

Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, foram desabilitadas as unidades da JBS S/A, em Pontes e Lacerda (MT), sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) 51; da Prima Foods, em Araguari (MG), SIF 177; e da Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, a Frialto, em Matupá (MT), SIF 4490.

A alegação das autoridades chinesas é a presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas. A substância é usada como medicamento veterinário, mas é proibida na China. Em nota, a Abiec afirmou que a suspensão tem como objetivo permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas e pelas autoridades competentes.

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A entidade informou ainda que acompanha o caso em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Também declarou que as cargas apontadas pelas autoridades chinesas estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países.

No comércio exterior, a medida atinge um mercado central para a carne bovina brasileira. Atualmente, 63 frigoríficos do Brasil estão habilitados a exportar para a China. Em 2025, o país asiático respondeu por embarques de 1,7 milhão de toneladas, com receita de US$ 8,8 bilhões, segundo os dados citados no conteúdo divulgado.

A Abiec afirmou que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente. Com isso, o fluxo das exportações brasileiras de carne bovina para o mercado chinês permanece em curso, embora a suspensão exija acompanhamento técnico por envolver exigências sanitárias de um dos principais compradores do produto brasileiro.

O desdobramento do caso dependerá da apuração técnica sobre a origem dos resíduos, da rastreabilidade da matéria-prima e das tratativas sanitárias entre Brasil e China. Até o momento, não foram informados prazos oficiais para eventual reabilitação das três unidades suspensas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Previsão do tempo divide Brasil entre chuva, frio e seca


A previsão do tempo para sexta-feira, 22 de maio, indica um Brasil dividido entre pancadas de chuva, frio em perda de intensidade e áreas de tempo seco, segundo dados divulgados pelo Inmet. As condições merecem atenção do setor agropecuário porque podem afetar atividades de campo, deslocamento de máquinas, manejo de lavouras, pastagens e planejamento operacional em diferentes regiões do país.

Previsão do tempo mantém chuva no Norte e no Sudeste

De acordo com levantamento do Inmet, as pancadas de chuva continuam na Região Norte nesta sexta-feira, atingindo boa parte do Amazonas e do Pará, além dos estados mais ao norte do país, como Roraima, Amapá e áreas do norte do Amazonas. O destaque fica para o litoral do Amapá, onde os acumulados podem se intensificar e superar os 70 milímetros em algumas localidades.

Para o produtor rural, o volume de chuva exige atenção ao excesso de umidade no solo, às condições de acesso às áreas produtivas e ao andamento de atividades que dependem de janelas de tempo mais firme. Ainda conforme o Inmet, as temperaturas na Região Norte devem variar entre mínima de 17 °C, prevista para Rio Branco, e máxima de 35 °C em Palmas, onde a umidade relativa do ar pode chegar a 30% no período da tarde.

No Sudeste, as condições para pancadas de chuva também permanecem. Segundo o Inmet, há previsão de chuvas isoladas ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No nordeste de Minas Gerais, a possibilidade é de pancadas de chuva, com acumulados mais significativos em relação a outras áreas da região. As temperaturas máximas previstas chegam a 34 °C, enquanto as mínimas ficam em torno de 16 °C.

Nordeste terá chuva no litoral e tempo seco no Sertão

Na Região Nordeste, a previsão do tempo para sexta-feira aponta chuva isolada ao longo de todo o litoral, principalmente no Recôncavo Baiano e na faixa entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte. O Inmet também indica pancadas de chuva no sul da Bahia ao longo de todo o dia, condição que pode interferir em atividades agrícolas, deslocamentos e manejo em áreas mais sensíveis à umidade.

Apesar da instabilidade no litoral, o tempo segue firme e seco no Sertão. Conforme os dados divulgados pelo Inmet, a umidade relativa mínima pode atingir 30% em partes do Piauí, da Paraíba e do oeste da Bahia. Esse cenário reforça a necessidade de atenção ao manejo hídrico, à saúde de animais em sistemas pecuários e à conservação de umidade no solo, especialmente em áreas onde a estiagem já limita o desenvolvimento das culturas.

As temperaturas permanecem semelhantes às registradas no dia anterior, com a principal mudança prevista para o sul da Bahia. Em Teixeira de Freitas, a máxima deve ficar abaixo dos 26 °C, segundo o instituto. A combinação entre chuva no litoral e tempo seco no interior mantém contrastes importantes dentro da própria região, exigindo planejamento local por parte de produtores, cooperativas e técnicos.

Centro-Oeste segue com predomínio de sol e calor

No Centro-Oeste, a sexta-feira não deve trazer mudanças significativas nas condições meteorológicas. De acordo com o Inmet, haverá variação de nebulosidade, mas o sol deve predominar na maior parte dos estados da região. Não há indicação de chuva relevante no material divulgado, o que mantém o padrão de tempo firme observado no dia anterior.

As temperaturas máximas devem ficar em torno de 36 °C, enquanto as mínimas ficam próximas de 15 °C. Para o agro, o cenário favorece algumas operações de campo que dependem de tempo seco, mas também exige atenção ao calor, à baixa umidade e à conservação de água em sistemas produtivos. Em áreas de lavouras, pastagens e armazenamento, o monitoramento das condições ambientais segue importante para evitar perdas operacionais.

A permanência do tempo estável também pode contribuir para o avanço de atividades como colheita, transporte e preparo de áreas, desde que as condições locais de solo permitam. Por outro lado, a ausência de chuva pode ampliar a necessidade de estratégias de manejo em propriedades que dependem de umidade para manutenção de culturas e pastagens.

Frio perde força, mas geada ainda preocupa no Sul

Na Região Sul, o frio começa a perder força nesta sexta-feira, mas o risco de geada ainda permanece. Segundo o Inmet, há previsão de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense, embora com menor intensidade. As mínimas seguem próximas de zero em Santa Catarina e no norte gaúcho, condição que exige atenção especial de produtores em áreas suscetíveis.

A formação de áreas de instabilidade também deve alterar as condições do tempo na região. Conforme o Inmet, são esperadas pancadas de chuva no Paraná e em Santa Catarina. Essa combinação entre frio, umidade e instabilidade pode impactar o manejo de culturas sensíveis, a sanidade de animais e a programação de atividades de campo, especialmente em áreas serranas e regiões produtoras com maior exposição às baixas temperaturas.

As máximas devem ficar em torno de 24 °C no norte do Paraná, indicando recuperação térmica em parte da região. Ainda assim, a previsão de mínimas próximas de zero mantém o alerta para culturas mais vulneráveis à geada e para sistemas pecuários que exigem maior cuidado nas primeiras horas do dia.

 





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Demanda aquecida impulsiona preços do frango, aponta Cepea


carne de frango
Foto: Motion Array

O avanço nos preços da carne de frango em maio diminuiu a competitividade da proteína frente às carnes suína e bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, enquanto os valores do frango subiram em relação a abril, os da carne suína recuaram e os da bovina seguiram praticamente estáveis.

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Segundo o Cepea, o frango inteiro resfriado foi comercializado, em média, a R$ 7,31 por quilo até o dia 20 de maio, alta de 1,6% frente ao mês anterior. A valorização foi impulsionada pela demanda interna aquecida e pelo bom desempenho das exportações de produtos avícolas.

Apesar do movimento de alta, pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez começou a enfraquecer na segunda quinzena do mês, o que já provocou ajustes negativos nos preços. Caso o ritmo mais lento de negociações persista, o avanço mensal do frango pode perder força ou até dar lugar a novas quedas nas próximas semanas.

No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado é negociado atualmente a R$ 1,38 por quilo abaixo da carcaça especial suína. Já em relação à carne bovina, a diferença permanece maior: o frango está R$ 7,31 por quilo abaixo da carcaça casada bovina.

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Chuvas e melhora das pastagens ajudam a segurar oferta de boi gordo no mercado


boi
Foto: Fabiano Marques/Embrapa

O retorno das chuvas em importantes regiões pecuárias do país começou a influenciar diretamente o comportamento do mercado do boi gordo. Com melhora das condições das pastagens, produtores ganham maior capacidade de retenção dos animais no campo, reduzindo a pressão de oferta em algumas praças.

Ainda assim, frigoríficos seguem abastecidos e operando com escalas de abate confortáveis, o que mantém os preços estáveis e o ritmo de negócios lento, segundo análise divulgada pelo Cepea no podcast Bom Dia do Boi Cepea.

De maneira geral, o mercado permaneceu travado nesta quinta-feira (22), sem alterações significativas nos preços em grande parte das regiões monitoradas. Mesmo sem excesso de animais disponíveis, as indústrias conseguem preencher as programações de abate sem necessidade de elevar os valores pagos pela arroba.

Pará

No Pará, as chuvas registradas recentemente favoreceram as condições de pastagem e reduziram a oferta de animais para venda. Com isso, os pecuaristas passaram a reter mais o gado no pasto. As escalas de abate no estado variam entre seis e 12 dias, enquanto as negociações do boi gordo ficaram entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.

Mato Grosso

Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a melhora na oferta de lotes compostos principalmente por animais de pasto contribuiu para alongar as escalas até o início de junho, entre cinco e 11 dias. As negociações na região ocorreram entre R$ 340 e R$ 345 por arroba.

Minas Gerais e São Paulo

Já no Triângulo Mineiro, o mercado teve movimentação reduzida devido às escalas confortáveis das indústrias frigoríficas, que seguem afastadas das compras mais agressivas. O boi gordo registrou média de R$ 320,71 por arroba.

Em São Paulo, a liquidez permaneceu baixa e o mercado continuou pressionado. Os negócios variaram entre R$ 345 e R$ 350 por arroba. O indicador Cepea/Esalq fechou com média à vista de R$ 345,45, consolidando mais um dia de estabilidade na principal praça pecuária do país.

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Embrapa destaca sistemas agroflorestais como alternativa de produção sustentável


Embrapa destaca sistemas agroflorestais como alternativa de produção sustentável

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou, na 4ª semana de maio de 2026, uma edição do programa Prosa Rural dedicada aos sistemas agroflorestais. Segundo o conteúdo divulgado para todas as regiões do país, os chamados SAFs combinam árvores com culturas agrícolas, hortaliças, forrageiras e espécies frutíferas em uma mesma área de produção. A proposta, de acordo com a estatal, é associar produção de alimentos, conservação ambiental e uso mais eficiente dos recursos naturais.

No material de divulgação, a Embrapa informa que os sistemas agroflorestais reúnem diferentes espécies no mesmo espaço produtivo, com foco na diversificação da produção. Entre os componentes citados estão plantas de lavoura, hortaliças, forrageiras, frutíferas e árvores, em arranjos que podem ser adaptados às condições locais.

A instituição afirma que esse modelo contribui para a conservação do solo e para a maior retenção de água. Esses dois pontos são apresentados como parte da estratégia de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas sobre a produção vegetal, especialmente em sistemas mais dependentes da regularidade das chuvas e da manutenção da umidade no solo.

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Do ponto de vista econômico, a Embrapa destaca que os SAFs permitem plantios variados em uma mesma área, com colheitas e comercialização em diferentes períodos do ano. Na prática, essa diversificação pode distribuir a oferta de produtos ao longo do calendário produtivo e reduzir a dependência de uma única cultura.

O conteúdo divulgado não detalha indicadores de produtividade, área implantada, custo de adoção ou resultados regionais específicos. Também não informa exemplos de propriedades, culturas predominantes ou comparação direta com outros sistemas produtivos. Ainda assim, o tema tem relevância técnica para produtores, sobretudo da agricultura familiar, por envolver manejo integrado, sustentabilidade e adaptação produtiva.

A edição foi disponibilizada no Prosa Rural, programa de rádio da Embrapa, com versão estendida em podcast nas plataformas digitais informadas pela instituição.

Com base nas informações apresentadas pela Embrapa, os sistemas agroflorestais aparecem como uma alternativa de diversificação produtiva e conservação de recursos naturais. A adoção prática, no entanto, depende de planejamento técnico, definição das espécies e adequação às condições de cada propriedade, pontos que não foram detalhados no material de divulgação.

Fonte: embrapa.br

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