China suspende três frigoríficos brasileiros por questão sanitária

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou, nesta sexta-feira (22), que a suspensão das importações chinesas de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros tem caráter temporário e preventivo. Segundo a entidade, a medida foi adotada pelas autoridades sanitárias da China após a identificação de resíduos em desacordo com os requisitos do país asiático. O tema, de acordo com a associação, está sendo tratado em âmbito técnico entre Brasil e China.
Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, foram desabilitadas as unidades da JBS S/A, em Pontes e Lacerda (MT), sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) 51; da Prima Foods, em Araguari (MG), SIF 177; e da Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, a Frialto, em Matupá (MT), SIF 4490.
A alegação das autoridades chinesas é a presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas. A substância é usada como medicamento veterinário, mas é proibida na China. Em nota, a Abiec afirmou que a suspensão tem como objetivo permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas e pelas autoridades competentes.
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A entidade informou ainda que acompanha o caso em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Também declarou que as cargas apontadas pelas autoridades chinesas estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países.
No comércio exterior, a medida atinge um mercado central para a carne bovina brasileira. Atualmente, 63 frigoríficos do Brasil estão habilitados a exportar para a China. Em 2025, o país asiático respondeu por embarques de 1,7 milhão de toneladas, com receita de US$ 8,8 bilhões, segundo os dados citados no conteúdo divulgado.
A Abiec afirmou que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente. Com isso, o fluxo das exportações brasileiras de carne bovina para o mercado chinês permanece em curso, embora a suspensão exija acompanhamento técnico por envolver exigências sanitárias de um dos principais compradores do produto brasileiro.
O desdobramento do caso dependerá da apuração técnica sobre a origem dos resíduos, da rastreabilidade da matéria-prima e das tratativas sanitárias entre Brasil e China. Até o momento, não foram informados prazos oficiais para eventual reabilitação das três unidades suspensas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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