quinta-feira, junho 25, 2026

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Drones agrícolas aceleram eficiência e reduzem desperdícios


Os drones agrícolas passaram a ocupar um novo espaço no agronegócio brasileiro. Com a expansão da agricultura de precisão, a frota nacional saltou de cerca de 3 mil equipamentos em 2021 para aproximadamente 35 mil em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, impulsionada pela busca por produtividade, economia de insumos e melhor gestão das operações no campo.

Agricultura de precisão ganha força nas propriedades

O uso de drones deixou de estar restrito a testes pontuais e passou a fazer parte da rotina de produtores que precisam realizar aplicações em áreas extensas, talhões irregulares ou locais onde máquinas terrestres têm dificuldade de acesso.

Na prática, a tecnologia permite pulverizações mais direcionadas, com menor uso de água e defensivos agrícolas, além de reduzir impactos causados pela passagem de tratores sobre as lavouras. As perdas por amassamento podem chegar a 7% na soja e 4,8% no arroz, conforme os dados apresentados no material.

Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, a mudança está ligada à evolução do papel do equipamento dentro da fazenda. “O drone deixou de ser uma novidade tecnológica e se consolidou como uma ferramenta de gestão. Ele reduz desperdícios, minimiza perdas causadas pelo tráfego de tratores, amplia a eficiência operacional e gera dados que qualificam a tomada de decisão”, afirma.

Maior capacidade muda o ritmo das aplicações

A evolução dos equipamentos também alterou a escala das operações. Nos últimos anos, o aumento da autonomia e do volume de carga permitiu que os drones se aproximassem do desempenho de métodos tradicionais de pulverização.

De acordo com informações divulgadas pela Gohobby, modelos como o DJI Agras T100, com capacidade para até 100 litros, e o T70P, de 70 litros, ampliaram a produtividade no campo. Em condições ideais, um drone desse porte pode cobrir entre 200 e 250 hectares por dia.

Para Buzaid, esse avanço tornou a tecnologia mais competitiva. “Esse aumento de capacidade mudou completamente a lógica de adoção”, diz. “Hoje, falamos de drones que entregam produtividade real, competem em eficiência com equipamentos convencionais e ainda eliminam perdas causadas pelo amassamento das plantas”, acrescenta.





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Queijo artesanal paulista conquista espaço e ganha data comemorativa oficial


queijos
Foto: Pixabay

A criação do Dia Estadual do Queijo Artesanal e Autoral Paulista, marca mais do que uma nova data no calendário. A iniciativa reconhece um setor que vem ganhando força no estado, impulsionado pela tradição, pela inovação no campo e por políticas públicas voltadas à regularização, qualificação e valorização dos produtores.

O Projeto de Lei nº 276/2026 foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na última quinta-feira (21) e institui o dia 17 de setembro como data oficial de celebração da produção artesanal paulista.

Nos últimos anos, São Paulo viu crescer de forma acelerada o número de produtores formalizados e a presença dos queijos paulistas em premiações nacionais e internacionais. Parte desse avanço está diretamente ligada às ações coordenadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), especialmente por meio da modernização do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP).

“Quando apoiamos o produtor artesanal, estamos fortalecendo a geração de renda no campo, preservando tradições regionais e agregando valor à produção paulista. O queijo artesanal carrega identidade, história e qualidade, e nosso papel é criar condições para que esses produtores possam crescer com segurança e acesso ao mercado”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Formalização e crescimento

Atualmente, o estado conta com 113 queijarias artesanais registradas junto ao SISP Artesanal, somando 1.006 produtos cadastrados entre queijos e derivados lácteos. O crescimento se intensificou a partir de 2023, após a implantação de equipes especializadas em produtos artesanais e da simplificação do processo de registro. 

O avanço aparece também na evolução histórica dos registros de queijarias artesanais no estado. Se antes a formalização caminhava lentamente, os números passaram a crescer em ritmo acelerado nos últimos anos.

Em 2016, São Paulo tinha 19 queijarias artesanais registradas no SISP. Hoje, são 113 estabelecimentos formalizados, crescimento que ultrapassa 490% e reflete o avanço das políticas de incentivo, da modernização da inspeção e da ampliação do acesso à certificação para pequenos produtores.

Em 2026, o setor também ganhou destaque no Mundial do Queijo Brasil, realizado na capital paulista. Ao todo, 47 queijarias artesanais registradas no SISP foram premiadas, conquistando um prêmio especial, sete medalhas super ouro, catorze ouros, doze pratas e catorze bronzes.

As mudanças promovidas pela Secretaria de Agricultura modernizaram o sistema de inspeção, reduziram burocracias e ampliaram o acesso à regularização. Hoje, o cadastro pode ser realizado digitalmente pelo Gedave, permitindo mais agilidade e acompanhamento técnico especializado.

Queijo também é turismo e identidade regional

Além da produção, o queijo artesanal paulista passou a ocupar espaço no turismo rural e gastronômico com a criação das Rotas do Queijo Paulista.

A iniciativa reúne mais de 100 propriedades distribuídas pelo estado todo, conectando produção artesanal, experiências gastronômicas, cultura local e turismo rural. Inspiradas em rotas já consolidadas, como as do vinho e do café, as rotas ajudam a ampliar mercados, gerar renda e fortalecer a identidade regional dos territórios produtores.

A qualificação dos produtores também vem ganhando espaço nas ações desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura. O estado iniciou a implantação dos Centros de Referência em Queijos Especiais (CRQE), resultado de uma cooperação internacional entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Embaixada da França no Brasil. 

Importância

A criação do Dia Estadual do Queijo Artesanal e Autoral Paulista chega em um momento em que os queijos paulistas conquistam cada vez mais espaço dentro e fora do estado. Entre receitas autorais, tradição familiar e inovação no campo, a produção artesanal paulista transforma o queijo em identidade regional, turismo e oportunidade de renda para centenas de produtores. 

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Bessent diz que Warsh deve equilibrar inflação e crescimento nos EUA


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (28), na Casa Branca, que o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, “fará a coisa certa” para equilibrar as pressões inflacionárias e o crescimento da economia norte-americana. Bessent também disse que o país deve voltar a um período de desinflação. A declaração ocorreu no mesmo dia em que dados do Produto Interno Bruto (PIB) mostraram crescimento anualizado de 1,6% no primeiro trimestre de 2026, abaixo das estimativas.

Durante a coletiva, Bessent informou que se reuniu com Warsh na manhã desta quinta-feira (28). Questionado sobre eventual sugestão de corte de juros ao novo chefe do banco central dos Estados Unidos, o secretário afirmou que já havia se reunido diversas vezes com o ex-presidente da instituição, Jerome Powell, sem pedir redução das taxas, e indicou que manteria a mesma postura com Warsh.

Segundo Bessent, a economia dos Estados Unidos atravessa um cenário desafiador, embora alguns indicadores ainda sustentem a atividade. Ele destacou a manutenção de uma taxa de desemprego baixa e a continuidade dos gastos dos consumidores. Ao mesmo tempo, a leitura do PIB divulgada nesta quinta-feira (28) mostrou expansão anualizada de 1,6% entre janeiro e março, em ritmo inferior ao esperado pelo mercado.

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O conjunto desses sinais ajuda a explicar a atenção sobre os próximos passos do Federal Reserve. A combinação entre inflação, nível de atividade e juros nos Estados Unidos influencia o custo global do dinheiro, o comportamento do dólar e a precificação de ativos. Para o agronegócio, esse ambiente é relevante porque interfere nas condições de financiamento, no câmbio e nas cotações internacionais de commodities agrícolas.

O material disponível, no entanto, não informa quais medidas específicas Warsh pretende adotar, nem apresenta sinalização formal do Federal Reserve sobre o próximo movimento da taxa de juros.

Sem orientação oficial adicional do banco central norte-americano, o mercado deve continuar acompanhando os próximos indicadores de inflação, emprego e atividade para medir o espaço de ajuste na política monetária dos Estados Unidos e seus reflexos sobre câmbio e commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab recebe 55 toneladas de laranja de agricultores familiares no Rio de Janeiro


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, nesta quarta-feira (27), a primeira entrega de laranja da Associação dos Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá (Acipta), no Rio de Janeiro. A operação foi realizada no Galpão da Ação da Cidadania, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. A proposta formalizada tem valor aproximado de R$ 270 mil e prevê o fornecimento de cerca de 55 toneladas da fruta ao longo da safra.

Segundo a Superintendência Regional do Rio de Janeiro da Conab (Sureg/RJ), a operação envolve 18 agricultores familiares vinculados à Acipta, associação localizada em Tanguá, na Região Metropolitana fluminense. A fruta passou a compor os kits de alimentos distribuídos nesta quinta-feira (28) para cozinhas solidárias habilitadas e selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De acordo com a Conab, 88 cozinhas solidárias confirmaram participação nesta etapa da operação. O planejamento logístico considera as quantidades previstas nas propostas das organizações fornecedoras e a confirmação de retirada pelas entidades recebedoras, o que permite ajustar a montagem e a distribuição dos kits.

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O encarregado do Setor de Operações de Programas Institucionais e Sociais de Abastecimento da Sureg/RJ, Gustavo Cireli Areal, afirmou que a entrega inaugura o fornecimento da entidade à Companhia em ações voltadas ao atendimento de cozinhas solidárias. Segundo ele, o modelo organiza o fluxo entre a produção da agricultura familiar e a demanda das entidades recebedoras.

No aspecto produtivo, a operação amplia o escoamento formal da citricultura local por meio de compras públicas. A proposta apresentada pela associação também indica que 50% dos agricultores fornecedores são mulheres, dado que, segundo a superintendência, acompanha a participação feminina na produção citrícola da região.

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma política pública executada pela Conab para comprar alimentos de agricultores familiares e destiná-los a equipamentos de segurança alimentar e entidades socioassistenciais. No caso desta entrega, a medida conecta a produção rural de laranja a uma demanda institucional já habilitada no estado.

A execução da proposta ao longo da safra deve indicar o ritmo de fornecimento e a capacidade de continuidade desse canal de comercialização para a citricultura familiar de Tanguá. O volume das próximas entregas não foi detalhado no material divulgado pela Conab.

Fonte: gov.br

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Dirigente do Fed diz que chance de alta de juros nos EUA é maior do que zero


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou nesta quinta-feira (28) que a possibilidade de o banco central dos Estados Unidos voltar a elevar os juros “é maior do que zero”. A declaração foi dada em entrevista à Bloomberg TV, em um contexto de inflação acima da meta, economia resiliente e aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

Segundo Musalem, o viés de flexibilização monetária já não está mais alinhado aos riscos atuais da economia norte-americana. Ele afirmou que a política monetária dos Estados Unidos parece estar “em ou abaixo” da taxa neutra de longo prazo, avaliação que sustenta uma postura mais cautelosa por parte do Federal Reserve (Fed).

O dirigente também disse que a inflação segue acima da meta do Fed há algum tempo, o que exige vigilância adicional. Na avaliação dele, o mercado de renda fixa vem precificando uma economia ainda firme e expectativas mais elevadas para os juros neutros. Musalem estimou que cerca de três quartos da alta recente nos rendimentos dos Treasuries decorrem da elevação da taxa neutra esperada, enquanto o restante reflete aumento do prêmio de prazo.

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As declarações ocorreram em meio ao acompanhamento dos efeitos das tensões no Oriente Médio e das negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado também reagiu à informação, divulgada pela Axios, de que os dois países chegaram a um acordo preliminar para um memorando de entendimento de 60 dias, ainda sem aprovação final do presidente Donald Trump.

Musalem comentou ainda que reduzir a demanda dos bancos por reservas seria uma alternativa mais gradual para enxugar o balanço do Fed do que cortar diretamente a oferta de liquidez. Segundo ele, um balanço robusto também pode trazer benefícios para a estabilidade financeira.

Para o agronegócio, a sinalização de juros mais altos ou mantidos em nível elevado nos Estados Unidos é relevante porque tende a influenciar o dólar, o custo global do crédito e o comportamento dos investidores em ativos ligados a commodities. O efeito final sobre exportações e preços dependerá da reação do câmbio, da demanda internacional e das próximas decisões do Fed.

No curto prazo, o mercado deve continuar acompanhando os próximos indicadores de inflação e atividade nos Estados Unidos para medir se a autoridade monetária manterá os juros no nível atual ou voltará a discutir alta. Sem nova sinalização formal do Fed além das declarações de Musalem, não há base técnica para definir o momento de uma eventual mudança.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Oposição no Senado defende adiar PEC do fim da escala 6×1


Relator da PEC da jornada prevê cálculo mensal para 40 horas e duas folgas

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu nesta quinta-feira (28) o adiamento da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 para depois das eleições. A proposta foi aprovada pela Câmara na véspera e agora segue para análise dos senadores. Segundo o parlamentar, o tema deve ser debatido, mas com avaliação dos efeitos sobre produtividade, custos e adaptação das empresas.

Ao comentar a tramitação da PEC, Marinho afirmou que mudanças na legislação do trabalho exigem discussão técnica e não devem ser conduzidas sob influência do calendário eleitoral. Ele disse que, no Senado, a oposição buscará aprofundar o debate sobre os efeitos da medida.

O senador também afirmou que, se houver redução de jornada com manutenção de salário, será necessário discutir mecanismos de compensação para as empresas. Entre as alternativas citadas por ele estão a redução da carga tributária e a desoneração da folha de pagamento, com o argumento de evitar repasse de custos.

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Marinho criticou ainda o fato de a proposta tratar, ao mesmo tempo, de escala e jornada de trabalho. Segundo ele, a discussão envolve mais do que o período de transição de 14 meses apontado por representantes do setor produtivo. O senador citou inflação, adequação operacional das empresas e a diversidade do mercado de trabalho brasileiro como pontos a serem considerados.

Como alternativa, a oposição pretende defender a PEC 12/2026, protocolada nesta quinta-feira (28) e encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. De acordo com Marinho, o texto propõe maior flexibilidade na jornada, livre negociação e possibilidade de remuneração por hora trabalhada.

Para o setor agropecuário e a agroindústria, a discussão é acompanhada com atenção porque mudanças nas regras de jornada e folha podem afetar custos operacionais, contratação de mão de obra e organização de turnos em atividades com demanda contínua. O conteúdo integral da PEC aprovada pela Câmara e os detalhes operacionais de eventual aplicação ao conjunto dos setores não foram informados no material disponibilizado.

A tramitação no Senado deve definir se o debate avançará ainda neste semestre ou ficará para depois das eleições. Até que haja texto consolidado e análise das regras de transição e compensação, não há base suficiente para projetar o alcance efetivo da mudança sobre os diferentes segmentos produtivos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Escala 6×1: aprovação na Câmara foi tranquila, mas batalha política agora muda de cenário


Alckmin diz que revisão da escala 6x1 é tendência ligada à modernização do trabalho

A escala 6×1 se tornou definitivamente o principal tema do momento no Congresso Nacional. A proposta avançou na Câmara dos Deputados com relativa tranquilidade, mesmo exigindo quebra de interstício e mudanças nas regras de tramitação para acelerar a votação tanto na comissão especial quanto no plenário.

O tema era estratégico para o governo federal e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também tinha peso político importante para o presidente da Câmara, Hugo Motta, especialmente dentro de um ambiente pré-eleitoral.

O texto original sofreu mudanças importantes ao longo da tramitação. A proposta inicial previa uma jornada semanal de 36 horas, mas o texto aprovado passou a estabelecer 40 horas semanais, com uma regra de transição. Nos primeiros dois meses, a carga cai de 44 para 42 horas. Depois, ao longo de 12 meses, ocorre a redução de 42 para 40 horas.

O texto também criou exceções. Micro e pequenas empresas, além de empresas enquadradas no Simples Nacional, terão tratamento diferenciado. Alguns setores específicos, especialmente áreas ligadas à saúde e serviços, também deverão passar por novas discussões no Senado.

Outro ponto incluído no texto foi uma trava relacionada à pejotização. Funcionários com remuneração acima de duas vezes e meia o teto da Previdência, algo em torno de R$ 21 mil, talvez não estejam sujeitos às novas regras.

Agora o projeto chega ao Senado, onde o ambiente político é diferente e tende a exigir negociações mais complexas. Existe hoje uma disputa importante envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governo federal.

A próxima etapa passa diretamente pela escolha da relatoria. Um dos nomes mais cotados é o senador Laércio Oliveira, do PP de Sergipe. Ele possui forte ligação com o varejo e tende a ouvir o empresariado de forma mais próxima, o que faz com que seu nome seja bem recebido dentro desse ambiente no Senado.

Mas a maior dificuldade da tramitação talvez esteja na própria relação entre Lula e Alcolumbre, que já vem desgastada após a rejeição do nome do ministro Messias ao STF. Os dois lados ainda precisarão reconstruir pontes para que esse tema avance.

Nos bastidores de Brasília, a movimentação empresarial aumentou muito nos últimos dias. Representantes da Fiesp estiveram em peso no Congresso conversando com senadores e defendendo mudanças no texto.

O principal pedido do setor produtivo é que o prazo de transição seja ampliado e que novas exceções sejam negociadas para determinados segmentos econômicos.

Por isso, a tendência é de que as próximas semanas sejam marcadas por intensas discussões. Já existe inclusive um pedido de audiência e debate para o dia 24 de junho, o que pode alongar ainda mais a tramitação antes de uma eventual aprovação definitiva da proposta.

*Silvia Fagnani é advogada, sócia-diretora da Allia Diplomacia Corporativa


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Curitiba (PR), um evento para apresentar a contratação integral dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Paraná referentes à chamada de 2025. Segundo a estatal, o volume contratado soma R$ 62 milhões, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para a compra de cerca de 6,5 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar.

O encontro ocorrerá às 15h no Auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A agenda será promovida pela Conab em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o MDS.

De acordo com a companhia, os recursos serão aplicados nas modalidades Compra Institucional, Compra Direta e Compra com Doação Simultânea. O objetivo é adquirir alimentos da agricultura familiar paranaense e destiná-los ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, dentro das ações de segurança alimentar e nutricional.

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Além da apresentação dos números do PAA, a programação prevê a assinatura de Termos de Pactuação da Agricultura Familiar para o fornecimento de mais de 221 toneladas de alimentos a cozinhas solidárias. O valor informado para essa etapa é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, com participação de duas organizações.

A Conab também anunciou a distribuição de sementes crioulas para povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, além da entrega simbólica de cestas de alimentos e da doação de equipamentos de informática a cinco cozinhas solidárias e a uma entidade produtiva vinculada ao programa no estado.

Para o setor agropecuário, o PAA funciona como instrumento de comercialização para a agricultura familiar, ao criar demanda pública para produtos agroalimentares. No material divulgado, a Conab não detalhou quantos produtores serão atendidos diretamente nem a divisão dos recursos por modalidade ou região do Paraná.

A programação deve servir para detalhar a execução dos contratos e o alcance das ações no estado. Informações adicionais sobre cronograma de entrega, público beneficiado e distribuição regional dos recursos ainda dependem de atualização oficial durante o evento.

Fonte: gov.br

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Semeadura da canola avança no Rio Grande do Sul com expectativa de expansão de área


Semeadura da canola avança no Rio Grande do Sul com expectativa de expansão de área

A semeadura da canola segue em andamento em todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul e se aproxima da conclusão em parte das áreas, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (28). O avanço foi favorecido pelo tempo seco e pela boa trafegabilidade nas lavouras. Ao mesmo tempo, a persistência de baixa umidade no solo desacelerou a implantação em parte das áreas e condicionou a emergência das plantas.

A Emater/RS-Ascar informa que as lavouras já estabelecidas estão em desenvolvimento vegetativo inicial e que a cultura apresenta tendência de grande expansão de área em 2026, impulsionada por alternativas economicamente mais atrativas e pela diversificação dos sistemas de produção de inverno. A área total ainda está em levantamento.

Na safra de 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 174.394 hectares de canola, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção total de 285.481 toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Fronteira Oeste, as maiores projeções de cultivo estão em Maçambará, com 12.268 hectares, e São Borja, com 10.000 hectares. Na região de Soledade, a área projetada é de cerca de 9.000 hectares. Na Campanha, há previsão de cultivo apenas em Lavras do Sul.

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A baixa umidade após uma longa sequência de dias sem chuva fez com que parte das áreas ainda não fosse implantada dentro da melhor janela de semeadura, encerrada no último dia 20. Em Santa Rosa, a maior parte das áreas já foi semeada e apresenta emergência considerada razoável, mas a distribuição irregular das precipitações resultou em desuniformidade no estabelecimento, sobretudo em solos com menor retenção de água.

Segundo a Emater/RS-Ascar, essa condição pode provocar diferenças no desenvolvimento e na maturação das plantas, com reflexos sobre a qualidade dos grãos e aumento das perdas na colheita mecanizada. No conjunto das culturas de inverno, o estado também registra início da semeadura do trigo, avanço da aveia-branca e perspectiva de redução de área na cevada.

O quadro da canola no estado dependerá das próximas precipitações para consolidar o estande das lavouras e reduzir a desuniformidade inicial. Como a área total de 2026 ainda está em levantamento, a dimensão final da expansão de cultivo no Rio Grande do Sul permanece em apuração pela Emater/RS-Ascar.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Frente fria leva frio e chuva à Bahia e ao Nordeste


De acordo com informações do Meteored, uma nova massa de ar frio deve avançar pelo Brasil nos próximos dias e alcançar parte da região Nordeste, provocando queda nas temperaturas principalmente na Bahia. O sistema também deve trazer temperaturas mais amenas para estados como Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

Segundo a análise meteorológica, um ciclone está em formação sobre o Oceano Atlântico, próximo à costa brasileira. O fenômeno deve impulsionar uma frente fria pelo país, favorecendo a ocorrência de chuvas e a chegada de ar frio até o Nordeste.

Na quinta-feira (28), a frente fria deve provocar chuvas fracas a moderadas no sul da Bahia e seguirá avançando em direção ao norte do estado. Já no fim da sexta-feira (29), o sistema deve alcançar a região de Salvador, mantendo as precipitações ao longo do sábado (30) e avançando também sobre Sergipe. A expectativa é de que o sistema perca força até o fim do domingo (31).

De acordo com o Meteored, a chuva deve atingir o litoral e o leste da Bahia, além de áreas de Sergipe. Na região de Salvador, os acumulados podem chegar a 75 milímetros, elevando o risco de alagamentos, pequenos deslizamentos de terra e outros transtornos associados às tempestades.

Após a passagem da frente fria, a massa de ar frio deve avançar sobre a Bahia ainda na sexta-feira (29), provocando queda gradual das temperaturas ao longo do sábado (30). Sergipe, Alagoas e Pernambuco também devem registrar redução nas temperaturas nos próximos dias.

A previsão não indica frio extremo, mas a expectativa é de redução de até 5°C, principalmente nas temperaturas máximas. O efeito deve ser mais perceptível durante as tardes, sobretudo no sul da Bahia, em municípios como Teixeira de Freitas, Itamaraju e áreas próximas de Porto Seguro.

No domingo (31), a chegada mais intensa do ar frio deve provocar queda também nas temperaturas mínimas. Em diversas áreas da Bahia, os termômetros podem marcar cerca de 15°C durante a madrugada e a manhã. Em municípios isolados, as mínimas podem chegar a 12°C, valores abaixo do padrão habitual da região.

Ainda conforme o Meteored, o avanço dessa massa de ar frio deve fazer com que o mês de maio termine com temperaturas mais baixas até mesmo em áreas do Nordeste. Antes disso, o sistema também deve derrubar as temperaturas nas regiões Sul e Sudeste, onde há possibilidade de registros abaixo de 10°C e ocorrência pontual de geadas.

A análise meteorológica também destaca a proximidade do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho. No entanto, a consolidação de um fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial pode favorecer temperaturas acima da média no Brasil durante a próxima estação. Com isso, não está descartada a possibilidade de o outono registrar episódios de frio mais intensos do que o inverno em 2026.





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