Drones agrícolas aceleram eficiência e reduzem desperdícios
Os drones agrícolas passaram a ocupar um novo espaço no agronegócio brasileiro. Com a expansão da agricultura de precisão, a frota nacional saltou de cerca de 3 mil equipamentos em 2021 para aproximadamente 35 mil em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, impulsionada pela busca por produtividade, economia de insumos e melhor gestão das operações no campo.
Agricultura de precisão ganha força nas propriedades
O uso de drones deixou de estar restrito a testes pontuais e passou a fazer parte da rotina de produtores que precisam realizar aplicações em áreas extensas, talhões irregulares ou locais onde máquinas terrestres têm dificuldade de acesso.
Na prática, a tecnologia permite pulverizações mais direcionadas, com menor uso de água e defensivos agrícolas, além de reduzir impactos causados pela passagem de tratores sobre as lavouras. As perdas por amassamento podem chegar a 7% na soja e 4,8% no arroz, conforme os dados apresentados no material.
Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, a mudança está ligada à evolução do papel do equipamento dentro da fazenda. “O drone deixou de ser uma novidade tecnológica e se consolidou como uma ferramenta de gestão. Ele reduz desperdícios, minimiza perdas causadas pelo tráfego de tratores, amplia a eficiência operacional e gera dados que qualificam a tomada de decisão”, afirma.
Maior capacidade muda o ritmo das aplicações
A evolução dos equipamentos também alterou a escala das operações. Nos últimos anos, o aumento da autonomia e do volume de carga permitiu que os drones se aproximassem do desempenho de métodos tradicionais de pulverização.
De acordo com informações divulgadas pela Gohobby, modelos como o DJI Agras T100, com capacidade para até 100 litros, e o T70P, de 70 litros, ampliaram a produtividade no campo. Em condições ideais, um drone desse porte pode cobrir entre 200 e 250 hectares por dia.
Para Buzaid, esse avanço tornou a tecnologia mais competitiva. “Esse aumento de capacidade mudou completamente a lógica de adoção”, diz. “Hoje, falamos de drones que entregam produtividade real, competem em eficiência com equipamentos convencionais e ainda eliminam perdas causadas pelo amassamento das plantas”, acrescenta.

