sexta-feira, março 13, 2026

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8 estados concluem a semeadura de soja no Brasil, que atinge 97,9% de área; saiba quais


Reprodução Canal Rural

A semeadura de soja no Brasil atingiu 97,9% da área prevista para a safra 2025/26, de acordo com o mais recente boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 0,3 ponto porcentual em relação à semana anterior, quando o plantio estava em 97,6%.

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Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 98,2% da área já havia sido semeada, os trabalhos apresentam um leve atraso de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 96,7%, indicando bom ritmo dos trabalhos no campo.

Plantio de soja por região do Brasil

Regionalmente, a semeadura já foi concluída em oito estados. O plantio alcançou 100% da área prevista em Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná, refletindo condições favoráveis e avanço consistente das operações nessas regiões.

Entre os demais estados produtores, o Piauí registra 98% da área semeada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 96%, e por Santa Catarina, com 94%. O Maranhão apresenta o menor percentual até o momento, com 60% do plantio concluído.

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Leite: Preço ao produtor mantém movimento de queda em novembro, diz Cepea


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Foto: Pixabay

Parece notícia repetida, mas não é. O valor do leite pago ao produtor caiu pelo oitavo mês seguido, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em novembro, o preço fechou com média de R$ 2,1122/litro, um recuo de 8,31% frente à outubro. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 23,3%.

A pesquisa do Cepea, que considera os valores deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em novembro de 2025, mostra também que os preços acumulam queda real de 21,2% na parcial deste ano. O que explica o cenário, de acordo com o centro de estudos, é o elevado abastecimento do mercado.

A projeção do Cepea indica que o ano deve terminar com aumento médio de 7% na captação industrial, atingindo recorde de 27,14 bilhões de litros. Entre os motivos estão os investimentos realizados em 2024 e o clima mais favorável ao longo deste ano, favorecendo a produção de leite cru. Enquanto o movimento estimulou a produção nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a queda típica no Sul nesta época do ano foi limitada.

De outubro para novembro, o índice de captação de leite subiu 1,61% na Média Brasil, acumulando alta de 15,9% na parcial do ano. Mas a oferta de lácteos não ocorre somente por causa da produção elevada no campo.

Importações seguem aquecidas

Conforme a análise do Cepea, a disponibilidade de lácteos no mercado interno também vem sendo reforçada pelas importações, que apesar da queda de 14,8% em novembro, seguem em níveis elevados. Na parcial de 2025, foram internalizados quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), 4,8% a menos que o comprado no mesmo período de 2024. Porém, a pesquisa lembra as importações bateram recorde no ano passado.

Outro ponto de destaque é que as exportações caíram 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql na parcial deste ano.

A partir desse cenário, agentes de mercado relatam alta considerável de estoques de lácteos, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. O resultado se traduz em pressão nas negociações de derivados, o que acaba comprimindo as margens da indústria. Produtos como queijo muçarela (-3,7%), leite UHT (11,1%) e leite em pó (-2,9%) negociados no atacado paulista registraram desvalorização em novembro.

Preço cai, custos sobem

Com o repasse das quedas dos lácteos ao valor do leite cru, a receita do produtor segue pressionada. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantêm trajetória de alta, segundo o Cepea. Apesar da leve queda de 0,63% no preço da ração em novembro, o custo operacional efetivo (COE) avançou 0,22%, puxado pela valorização de outros insumos da atividade. O movimento limita qualquer alívio no caixa do produtor.

O aumento do preço do milho também reduziu o poder de compra. Em outubro, foram necessários 28,4 litros de leite para adquirir uma saca de 60 quilos do grão, alta de 7,1% frente a setembro e de 2,3% em relação à média dos últimos 12 meses, de 27,8 litros.

Para o Cepea, os números reforçam um cenário de perda de rentabilidade no campo e de maior cautela nos investimentos. A tendência é de desaceleração gradual da produção ao longo dos próximos meses.

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Queijos lideram alta de preços no Sudeste em novembro, aponta levantamento


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os preços dos alimentos apresentaram comportamentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram alta no preço médio nacional, itens como leite UHT e arroz apresentaram recuo.

Os dados constam do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.

De acordo com o levantamento, o preço médio dos queijos subiu 21,2% no país em novembro, com aumento em todas as regiões. No mesmo período, o leite UHT teve queda de 4,9% e o arroz recuou 3,0%, configurando as maiores reduções entre os itens analisados.

Movimentos de alta e queda no mês

Além dos queijos, outras categorias apresentaram elevação nos preços médios em novembro. Os legumes tiveram alta de 3,1%, assim como o sal, enquanto o óleo avançou 2,5%. Segundo o estudo, o óleo apresentou aumento em todas as regiões brasileiras.

Por outro lado, alguns produtos contribuíram para conter a inflação dos alimentos no mês. O café em pó e em grãos registrou queda de 1,5%, o açúcar recuou 1,4% e os ovos apresentaram redução de 1,2% no preço médio nacional.

No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025.

Para a líder de Dados Estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, parte das altas está relacionada a fatores estruturais da cadeia produtiva. “Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, afirma.

No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior aumento no preço médio nacional, com alta de 42,1%. Na sequência aparecem os queijos, com elevação de 12,3%, margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

Sudeste registra maior pressão dos queijos

Na região Sudeste, os queijos lideraram as altas em novembro, com aumento de 24,3%. Em seguida aparecem legumes (5,5%), bovinos (3,3%), sal (3,1%) e óleo (2,8%).

Entre as principais quedas na região estão o leite UHT, com recuo de 6,5%, sabão para roupas (-3,5%), arroz (-2,8%), leite em pó (-2,1%) e açúcar (-1,1%).

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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em um estado brasileiro


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um estado na semana de 21 a 27 de dezembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,03% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4 e a paridade é de 67,23%. 

Preço do etanol sobe em 19 estados e no Distrito Federal

Nesse mesmo período, os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros 3 e ficaram estáveis em 3. No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 1,36% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,48 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,42% na comparação semanal, a R$ 4,28 o litro. A maior alta percentual na semana, de 4,15%, foi registrada na Bahia, a R$ 4,77 o litro. A maior queda, de 0,85%, ocorreu no Maranhão, para R$ 4,66 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 5,99 o litro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda sazonal pressiona mercado global de fertilizantes



As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam


As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam
As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes atravessa um período de forte movimentação, marcado por picos sazonais de consumo e por estratégias governamentais voltadas à segurança de suprimento. Segundo a AMR Business Intelligence, a demanda elevada em um dos principais mercados consumidores tem alterado o ritmo de vendas, estoques e decisões de importação, ao mesmo tempo em que acordos internacionais ganham peso no planejamento de médio prazo.

As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam para alcançar quase 6 milhões de toneladas em dezembro, volume que pode configurar um novo recorde mensal, impulsionado pela demanda típica da safra de inverno, conhecida como rabi. O ritmo acelerado de escoamento reduziu os estoques domésticos de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas em apenas duas semanas. Esse movimento levou a estatal NFL a antecipar uma licitação de importação para a compra de 1,5 milhão de toneladas, com encerramento previsto para 2 de janeiro. No acumulado do ano, o país, que figura como o maior importador global do insumo, já adquiriu 9,23 milhões de toneladas por meio de leilões internacionais.

Paralelamente, a política externa indiana reforça o papel estratégico dos fertilizantes. O primeiro-ministro Narendra Modi propôs dobrar o fluxo comercial bilateral com a Jordânia para US$ 5 bilhões em cinco anos, colocando o setor como um dos eixos centrais da cooperação, ao lado de energia e defesa. Em encontros de alto nível que contaram com a participação do rei Abdullah II, foram discutidos investimentos na indústria jordaniana para garantir o fornecimento estável de fosfatados à Índia. A iniciativa busca reduzir riscos de oferta em períodos de pico das safras e consolidar um corredor econômico entre o Sul da Ásia e o Oriente Médio.

 





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Agro lidera alta de renda no Brasil e impulsiona recordes do mercado de trabalho, aponta IBGE


trabalhador rural
Foto: Adobe Stock

O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o destaque positivo do mercado de trabalho brasileiro no trimestre encerrado em novembro de 2025. Segundo dados divulgados pelo IBGE, esse grupamento registrou o maior aumento do rendimento médio mensal real em relação ao mesmo período de 2024, com alta de 7,3%, o que representa um ganho de R$ 154 no salário médio dos trabalhadores do setor.

O avanço da renda no agro ocorre em um cenário amplamente favorável para o mercado de trabalho nacional. A taxa de desocupação caiu para 5,2%, a menor da série histórica iniciada em 2012, recuando tanto na comparação trimestral quanto no acumulado de um ano.

Desemprego e ocupação em níveis recordes

O número de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões, o menor contingente já registrado, com redução de 14,9% em um ano. Em contrapartida, a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, recorde da série histórica, com crescimento de 1,1 milhão de trabalhadores em relação ao mesmo trimestre de 2024.

O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,0%, também o maior já observado pelo IBGE.

Renda do trabalho bate novo recorde

Além do desempenho expressivo do agro, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica, com alta de 4,5% em um ano. A massa de rendimentos, que soma tudo o que os trabalhadores recebem, chegou a R$ 363,7 bilhões, outro recorde, crescendo 5,8% no período.

Na comparação anual, além do agro, também apresentaram aumento significativo de renda os setores de Construção, Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Administração pública e Serviços domésticos.

Informalidade e subutilização em queda

O levantamento mostra ainda que a taxa de informalidade caiu para 37,7%, abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Já a taxa composta de subutilização, que inclui desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, recuou para 13,5%, o menor nível da série histórica.

Para o IBGE, os dados refletem um mercado de trabalho aquecido, com avanço consistente da renda, especialmente em setores ligados à produção e à economia real, como o agro, que segue ganhando protagonismo na geração de renda e emprego no país.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

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Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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Questionar o Banco Central é abrir a porta à instabilidade


juros câmbio
Foto: Agência Senado

Confesso que acompanhei com espanto a iniciativa do Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Dias Toffoli, de convocar uma acareação envolvendo a liquidação do Banco Master, o BRB e do Banco Central do Brasil. Não é um espanto ideológico, nem partidário. É técnico, institucional e, acima de tudo, econômico.

O Banco Central brasileiro tem autonomia legal e constitucional justamente para tomar decisões difíceis. Liquidação bancária não é algo que se faz por vontade política, muito menos por conveniência. É uma medida extrema, usada quando não há mais alternativas, para proteger o sistema financeiro e evitar contágio. Quem acompanha o mercado sabe: não agir costuma custar muito mais caro do que agir.

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No caso do Banco Master, o custo foi alto: cerca de R$ 41 bilhões, arcados pelo Fundo Garantidor de Créditos. É um número que assusta, gera desconforto e naturalmente provoca pressão política. Mas é preciso deixar algo muito claro: custo alto não é sinônimo de erro. Em crises financeiras, a omissão quase sempre cobra uma conta maior no futuro.

E há um exemplo histórico inegável que deveria servir de alerta aos juristas brasileiros. Em 15 de setembro de 2008, o governo dos Estados Unidos decidiu não intervir e deixou o Lehman Brothers quebrar. A decisão foi tratada, à época, como um gesto de disciplina de mercado. O efeito foi exatamente o oposto: ali teve início a maior crise financeira desde 1929. Uma crise cujos reflexos perduram até hoje, com crescimento global fraco, endividamento recorde, distorções nos juros e instabilidade permanente no sistema financeiro internacional. Uma única ação mal conduzida, ou a ausência dela, foi suficiente para contaminar toda a economia mundial.

É por isso que me preocupa profundamente o sinal emitido pela iniciativa do STF. O ministro Toffoli sabe, melhor do que ninguém, que o Supremo não deve substituir o Banco Central em decisões técnicas. Questionar o mérito de uma liquidação bancária é abrir uma porta perigosa: a de submeter decisões prudenciais à lógica política ou à revisão judicial tardia.

Quando isso acontece, o dano vai muito além do caso concreto. O principal ativo de um Banco Central é a credibilidade. E a credibilidade não se reconstrói por decreto. Ela sustenta:

  • o nível do risco-país;
  • o custo da dívida pública;
  • a confiança de investidores;
  • e a avaliação das agências de rating.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando essa acareação ocorre em meio a tentativas de CPI no Congresso e investigações paralelas. O efeito combinado é um só: desgaste institucional. Não se fortalece a economia enfraquecendo quem tem o dever de protegê-la.

Qual é o objetivo final dessa acareação?

Se for apenas confirmar que o Banco Central agiu corretamente, o método escolhido é equivocado e desnecessariamente ruidoso.
Se for abrir espaço para questionar sua autonomia, o risco institucional é sério, e o custo pode ser alto demais.

Um Banco Central que passa a decidir olhando para o retrovisor, com receio de revisões políticas ou judiciais, perde agilidade. E em crises financeiras, o atraso custa bilhões.

O Brasil levou décadas para construir um Banco Central respeitado, previsível e tecnicamente sólido. Colocar essa autonomia em dúvida, mesmo que de forma indireta, é brincar com um pilar central da economia.

E quando esse pilar se enfraquece, a conta não fica no STF, nem no Banco Central.
Ela recai sobre toda a sociedade brasileira.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Tempo instável provoca chuvas fortes e intensas na maioria das regiões no penúltimo dia do ano


Chuva
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A terça-feira (30) será de tempo instável em grande parte do país, com chuvas moderadas a fortes, risco de temporais, rajadas de vento e calor intenso, segundo a Climatempo. Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte entram em atenção para volumes elevados de chuva, enquanto áreas do Nordeste enfrentam tempo mais seco e baixa umidade do ar.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O dia começa com chuva intensa no litoral de Santa Catarina e do Paraná, ainda durante a madrugada. No norte do Rio Grande do Sul, a chuva ocorre de forma fraca a moderada, mas pode ganhar força ao longo do dia.

A partir da tarde, instabilidades vindas da Argentina, associadas ao calor e à umidade, favorecem pancadas de chuva moderadas a fortes no Paraná, Santa Catarina e no norte gaúcho, com risco de temporais no extremo norte do RS, em Santa Catarina e no oeste e leste do Paraná. No sudoeste do Rio Grande do Sul, a chuva é mais fraca e, no restante do estado, o tempo segue mais firme.

As temperaturas continuam elevadas, mas o dia fica mais ameno na Serra Gaúcha e Catarinense. Já no sul do Rio Grande do Sul, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, exigindo atenção. Há ainda previsão de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral norte catarinense e nas faixas litorâneas norte e sul do RS.

Sudeste

O dia começa mais estável na maior parte da região, mas as pancadas de chuva retornam ao longo do dia, principalmente em áreas do leste, sul, interior e litoral de São Paulo, além do centro-sul e oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A partir da tarde, o calor e a umidade, aliados à circulação de ventos em níveis médios e altos da atmosfera, favorecem chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais no sul e Zona da Mata mineira, no sul e interior do Rio de Janeiro e em áreas do litoral norte, leste e sul paulista.
No extremo sul de São Paulo, a situação é de perigo para volumes elevados de chuva.

Até o dia 2 de janeiro, a onda de calor segue atuando em grande parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, mantendo temperaturas elevadas e tempo mais aberto em alguns períodos. A recomendação é reforçar a hidratação e os cuidados com a exposição ao sol.
No litoral entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, as rajadas de vento podem chegar a 50 km/h.

Centro-Oeste

Há chance de pancadas de chuva durante a madrugada no norte e interior de Mato Grosso e no leste de Goiás. Ao longo do dia, uma área de baixa pressão no Paraguai, somada ao calor e à umidade, favorece chuvas moderadas a fortes em Mato Grosso do Sul, com risco de temporais no sul e sudoeste do estado.

Em Mato Grosso e Goiás, a chuva também pode ocorrer de forma mais intensa, especialmente no norte mato-grossense. À noite, as instabilidades diminuem, concentrando-se no norte e sudeste de Mato Grosso, sul de Goiás e sudeste e interior sul de Mato Grosso do Sul.
O calor segue predominando em toda a região.

Nordeste

O tempo permanece mais estável na maior parte da região, com chuva fraca e isolada no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, principalmente no período da tarde, quando as instabilidades aumentam.

No litoral da Bahia, em pontos do Ceará, Rio Grande do Norte e no interior de Pernambuco, a chuva ocorre de forma fraca.
As temperaturas continuam elevadas, e a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas do norte da Bahia, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, Alagoas, Sergipe e interior de Pernambuco.
As rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem a faixa litorânea da região.

Norte

As pancadas de chuva seguem intensas em Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins, grande parte do Pará e oeste do Acre, com risco de temporais, especialmente no leste do Amazonas, sul de Roraima e interior do Pará.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuvas fortes no Amapá, também com risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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Viu esta? Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro


Árvore tóxica
Plantar árvore da espécie “Spathodea campanulata” é proibido desde 2019 em Santa Catarina

Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, popularmente conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é terminantemente proibido em Santa Catarina desde 2019. O tema voltou ao centro do debate após o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançar, em outubro passado, uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos ambientais associados à espécie exótica.

O assunto despertou grande interesse do público. A reportagem sobre o tema, publicada no site do Canal Rural na época, figurou entre os conteúdos mais lidos de 2025, reforçando a relevância do debate sobre preservação ambiental, biodiversidade e legislação ambiental no estado.

Originária do continente africano, a espatódea pode atingir até 25 metros de altura e, por muitos anos, foi amplamente utilizada na arborização urbana de diversas cidades brasileiras, principalmente por seu rápido crescimento e flores vistosas. No entanto, estudos científicos comprovaram posteriormente que a espécie representa uma ameaça direta às abelhas nativas.

Risco para abelhas e para a biodiversidade

De acordo com o IMA, as flores da espatódea possuem toxinas letais que podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem. Ao entrarem em contato com essas substâncias, as abelhas acabam morrendo, o que compromete diretamente a sobrevivência desses insetos.

Além da mortalidade, o impacto se estende ao serviço de polinização, fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a produção agrícola. A redução das populações de abelhas afeta o equilíbrio dos ecossistemas e pode gerar reflexos econômicos, especialmente em culturas que dependem da polinização natural.

O que diz a legislação

A proibição está prevista na lei estadual nº 17.694/2019, que determina não apenas o veto ao plantio de novas mudas da espécie, mas também a remoção das árvores já existentes. Conforme a norma, exemplares localizados em áreas públicas ou na arborização urbana devem ser substituídos por espécies nativas.

O descumprimento da legislação pode resultar em multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida, além de outras sanções administrativas. Para o IMA, a lei representa um marco importante na política ambiental catarinense.

Segundo Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do instituto, a medida fortalece o manejo responsável da flora. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, destacou.

Recomendações e espécies substitutas

Como alternativa à espatódea, o IMA recomenda que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais, mais adaptadas ao clima e ao solo de Santa Catarina. Essa escolha contribui para o equilíbrio ecológico, garante segurança à fauna e fortalece os ecossistemas locais.

Entre as espécies indicadas estão:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia) e ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia) e corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis) e caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) e canjerana (Cabralea canjerana).

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