Alerta vermelho para chuvas volumosas em várias regiões
De acordo com informações do Meteored, os próximos dias devem apresentar elevado potencial para transtornos associados a chuvas intensas e acumulados significativos em diversas regiões do Brasil.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso que coloca grande parte do território nacional em alerta para tempestades, chuvas intensas e volumes elevados nesta quinta-feira (12). Segundo o órgão, o cenário meteorológico indica risco de impactos associados às precipitações.
De acordo com o instituto, o alerta vermelho é emitido quando “a chuva prevista é superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, com elevado risco de grandes alagamentos, grandes transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas”.
A previsão também é reforçada pelo índice de previsão extrema de precipitação do modelo ECMWF, que amplia a área com possibilidade de chuvas intensas. Embora a quinta-feira (12) concentre o maior potencial de impactos, as precipitações podem continuar pelo menos até sábado (14).
Segundo o índice de previsão extrema do modelo ECMWF, há risco de chuvas intensas em uma faixa que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e parte da Região Sul do país.
O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e destaca regiões em que a previsão de chuva acumulada diária difere significativamente do padrão histórico.
De acordo com a metodologia do modelo, o índice varia de 0,5 a 0,8 para chuvas incomuns e de 0,8 a 1 para eventos extremos, “valores que só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.
A área considerada de maior risco está entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A região vem registrando chuvas intensas nas últimas semanas, o que deixou o solo saturado ou próximo da saturação, aumentando o risco de deslizamentos.
Além desses estados, também estão em alerta áreas próximas à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do litoral norte do Paraná.
As chuvas intensas estão associadas a dois fatores principais. A temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico, na costa do Sudeste, apresenta anomalias entre 1 °C e 2 °C acima da média, o que contribui para o aquecimento da atmosfera e favorece a ascensão do ar.
Esse processo reduz a pressão atmosférica e contribui para a formação de um centro de baixa pressão próximo à costa entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), intensificando a convecção e a formação de nuvens carregadas sobre o continente.
Os maiores volumes de chuva são esperados para quinta-feira (12), podendo ultrapassar 100 milímetros principalmente em São Paulo. Na sexta-feira (13), as precipitações intensas devem continuar, sobretudo a partir da tarde, com maior incidência em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Na madrugada entre sexta-feira (13) e sábado (14), chuvas intensas devem atingir o Espírito Santo, Minas Gerais e áreas da Região Norte. Ao longo da manhã de sábado, a intensidade tende a diminuir, mas as precipitações voltam a ganhar força à tarde, principalmente entre o norte de São Paulo, Minas Gerais e áreas do sul de Mato Grosso e Goiás.
A atualização mais recente do modelo indica que os maiores acumulados podem alcançar cerca de 130 milímetros no estado de São Paulo até o fim de sábado (14), em uma faixa que se estende de Adamantina, passando por Jaú, Jundiaí, Caieiras e Guarulhos.
No litoral sul de São Paulo e em pontos isolados de Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no norte do Pará, os acumulados também podem superar 100 milímetros.
Segundo a análise, o modelo pode estar subestimando os volumes de chuva, principalmente na faixa litorânea entre São Paulo e Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Nessas áreas, a recomendação é que autoridades e população permaneçam em alerta para alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.

