quarta-feira, abril 1, 2026

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Expansão da área de soja em GO eleva estimativa da safra 25/26, aponta StoneX



As estimativas de novembro para a safra de soja 2025/26 e para o milho verão praticamente não mudaram. Segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros, isso se deve ao fato de que ambos os cultivos ainda estão no início do ciclo.

No caso da soja, houve uma leve alta de 0,1% em relação à projeção de outubro, com produção estimada em 178,9 milhões de toneladas. O ajuste decorre do aumento de 50 mil hectares na área plantada em Goiás.

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O clima continua sendo o fator decisivo. Chuvas irregulares têm atrasado o plantio em algumas regiões e, em certos casos, exigido replantio. As previsões indicam precipitações regulares nos próximos meses, cenário favorável para a safra 25/26.

Estimativa para o milho

Já para o milho verão, a estimativa de novembro se manteve em 25,6 milhões de toneladas, ligeiramente acima do ciclo anterior. Assim como na soja, a produção depende das condições climáticas, com destaque para Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentram maiores volumes.

Em termos de oferta e demanda, a atenção para a soja está voltada às exportações, especialmente após negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Para o milho, a expectativa é de maior consumo interno, impulsionado pela produção de etanol.

Milho segunda safra

A primeira estimativa da safrinha de milho 2025/26 aponta produção de 107 milhões de toneladas, queda de 4,1% em relação ao ciclo anterior. Apesar de uma expectativa de alta de 1,3% na área plantada, motivada pela boa rentabilidade da safra 2024/25, a produtividade da segunda safra ainda é incerta.

O cultivo, que ocorre após a soja, pode enfrentar riscos de estiagem e atrasos no plantio, e ainda é cedo para definições precisas, inclusive sobre a área a ser plantada.



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Operação resgata 20 galos de rinha mantidos em cativeiro



A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) fechou, nesta segunda-feira (3), um espaço onde eram promovidas rinhas de galos no bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, Espírito Santo.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (Depma) em parceria com a Gerência de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Vila Velha.

Durante a operação, foram apreendidas 37 aves, entre elas 20 galos de briga com esporas, além de papagaios, periquitos, trinca-ferros, azulão e coleiros. O local foi interditado e três homens, dois de 59 anos e um de 69, foram conduzidos à delegacia.

Segundo o delegado da Depma, Marcelo Nolasco, os envolvidos foram autuados por maus-tratos a animais, conforme os artigos 29 e 32 da Lei Federal nº 9.605/98, que trata dos crimes contra a fauna. Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, será assinado um Termo Circunstanciado (TC) e os suspeitos responderão ao processo em liberdade.



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Brasil terá alta de 3% nas exportações de açúcar em 2025/26


No início de outubro o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil antecipou os dados de oferta e demanda de açúcar aqui no país, que serão publicados apenas no dia 20 de novembro pela entidade em sua segunda atualização semestral de 2025. Com isso, o mercado de açúcar contou com uma importante atualização de dados de um dos principais players internacionais.

Nesse contexto, a Safras & Mercado alerta para o elevado tom de baixa que esta segunda estimativa do ano exerceu sobre o mercado. Isso porque os fundamentos trazem um cenário de maior produção, menor demanda interna e maiores exportações. Não é à toa que a primeira quinzena de outubro está sendo marcada pela retomada da tendência de baixa de médio prazo pelo atual driver março/25 em Nova York, que até mesmo perdeu a mínima dos US$ 16 cents.

A segunda estimativa do ano tem por destaque a alta nas exportações esperada para a temporada corrente 2025/26 que será de 3% em relação a safra anterior (35,7 milhões contra 34,5 milhões de toneladas). Apesar disso, a Safras & Mercado pontua que frente à primeira estimativa do ano, o USDA fez um leve corte de 100 mil toneladas, ou queda de apenas 0,28%, frente às 35,8 milhões de toneladas que inicialmente esperava de exportações.

Porém alertamos que o corte de 100 mil toneladas da primeira para a segunda estimativa do ano nenhum impacto de alta gerou nos preços do mercado, visto que o comparativo frente à safra passada foi elevado em 1,2 milhão de toneladas, sendo este o número mais impactante dos dados atuais do USDA para o Brasil, na visão da Safras & Mercado. Outros pontos vêm reforçar essa leitura, como é o caso da produção e da demanda interna.

Isso porque a produção deverá ter uma alta de 0,88% frente à safra anterior, com um acréscimo de 386 mil toneladas, com os volumes saindo de 44,00 para 44,38 milhões de toneladas. Esse é mais um vetor de baixa sobre os preços em Nova York porque os agentes internacionais têm observado mais o comparativo frente à safra passada do que o comparativo frente ao primeiro reporte deste ano, de maio, publicado pelo USDA.

Até porque, sob essa ótica, o ajuste é de baixa em quase igual proporção, com um corte de 314 mil toneladas, ou -0,7%, com a estimativa saindo de 44,70 para 44,38 milhões de toneladas. Outro ponto que reforça a pressão de baixa sobre os preços internacionais é a questão da demanda interna, que deverá ter uma queda de 5,26% frente ao ano anterior, com um corte de 500 mil toneladas, com o consumo recuando de 9,5 para 9 milhões de toneladas.

Um ponto interessante aqui é que houve um ajuste de alta em relação ao primeiro levantamento do ano, na faixa de 100 mil toneladas, ou +1,12%, com os volumes saindo de 8,9 para os atuais 9 milhões de toneladas. Mais uma vez, a Safras & Mercado alerta que os agentes internacionais têm focado mais no comparativo com a safra passada do que com o do primeiro reporte deste ano.

E, sob essa ótica, a influência é de baixa sobre os preços em Nova York. Isso porque quanto menor for a demanda interna no Brasil, maior é o excedente exportável e maior a disponibilidade de oferta do açúcar brasileiro no mercado internacional, o qual já conta com um superávit em alta de 114% entre a temporada atual 2025/26 e a anterior 2024/25, saindo de 5,3 para 11,3 milhões de toneladas (dados ainda do primeiro reporte de maio deste ano).

Além disso a Safras & Mercado alerta que os dados de demanda interna estimados em maio deste ano pelo USDA, em 8,9 milhões de toneladas, se mostraram excessivamente abaixo de todos os padrões históricos de comparação dos últimos 20 anos. A marca dos 9 milhões de toneladas em si é considerada muito baixa, distante do ponto de referência de 10 milhões de toneladas que tem balizado o comportamento da demanda interna nos últimos 5 anos, o que tem gerado um forte impacto negativo sobre os preços do açúcar cristal ao longo de 2025.

Porém, a partir de outubro, a leitura que a Safras & Mercado faz é que esse ajuste de alta na projeção do USDA entre o primeiro e o segundo reporte do ano mostrará que a situação não é tão grave assim. Isso, junto com o aumento sazonal da demanda interna que ocorre a cada final de ano, poderá levar a uma recuperação dos preços do cristal no físico.

Maurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Tarifaço faz Brasil perder 15 mil empregos, aponta estudo



Um levantamento do Banco Inter mostra que a indústria brasileira perdeu 15 mil empregos entre agosto e setembro, após a imposição de tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos. O aumento, anunciado em julho pelo presidente americano Donald Trump, elevou em até 50% as alíquotas cobradas sobre bens industriais brasileiros, com efeitos diretos no comércio e no emprego.

Com dois meses de dados após o início do tarifaço, os analistas da área de pesquisa macroeconômica do Inter avaliaram que as medidas comerciais já provocam efeitos concretos na atividade industrial do país. Os dados de comércio em nível subnacional apontam desaceleração acentuada nas exportações para os EUA, tendência que começou em agosto e se intensificou em setembro.

Segundo o estudo, as perdas de emprego se concentraram no setor de refino de açúcar e em regiões industriais de São Paulo e do Sul do país. A análise pondera que, apesar da queda inicial, parte das perdas pode ser revertida a médio prazo, dependendo do ritmo de adaptação das cadeias produtivas.

O Banco Inter destaca que, mesmo após a posterior isenção de parte dos produtos, que reduziu a alíquota efetiva média para cerca de 31%, o impacto tende a ser assimétrico. “O foco recai sobre a indústria, pois bens manufaturados têm menos flexibilidade de realocação comercial, ao contrário das commodities agrícolas, como café, petróleo e minério, cujos preços são padronizados no mercado internacional”, cita o relatório.

Com base em dados detalhados da balança comercial, o estudo mostra que a medida atingiu com mais força os segmentos de bens de capital, como aeronaves, motores e máquinas elétricas, que registraram quedas superiores a 30% nas exportações entre agosto e setembro, em comparação com o mesmo período de 2024.

A análise também aponta que parte das empresas mantém o ritmo de produção, acumulando estoques, o que pode suavizar o impacto ao longo dos próximos meses.

No recorte regional, o levantamento indica que, entre 131 regiões industriais brasileiras expostas à exportação de bens manufaturados aos EUA, 60 ainda apresentavam crescimento nas vendas externas em julho. Dois meses depois, o número caiu para 28 regiões com desempenho positivo, enquanto 63 registraram forte queda,o pior resultado desde a greve dos caminhoneiros de 2018, que causou forte retração na produção industrial.

O estudo do Banco Inter reforça que os efeitos do tarifaço sobre a economia brasileira ainda estão em curso, mas já sinalizam desaceleração relevante das exportações e do emprego industrial, especialmente nos polos mais dependentes do comércio com os Estados Unidos.



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MPBA realiza audiências para recuperação de áreas degradadas no Oeste baiano



O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), iniciou nesta segunda-feira (3), uma série de audiências com proprietários rurais da região de Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano, para assinatura de acordos que devem garantir uma recuperação estimada de mais de 25 mil hectares de áreas degradadas.

Os encontros que integram o projeto “Terra Protegida”, vão até a próxima sexta-feira (7), promovem a restauração e compensação ambiental.

A ação deve resultar ainda na criação de, pelo menos, 12,5 mil hectares de áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Terra Protegida

Segundo o MPBA, as audiências realizadas por meio de um esforço ambiental integrado promovido pelo “Terra Protegida”, visa equacionar o problema da perda de vegetação nativa em municípios do estado da Bahia.

Eles têm o objetivo de recuperar danos ambientais causados pelo desmatamento, promover a regularização ambiental dos imóveis rurais e o pagamento das indenizações pelo passivo ambiental.

Esta é a quarta etapa do projeto, que já foi levado às regiões de Juazeiro, Irecê e Itaberaba. Por meio dele, o MPBA combate o desmatamento ilegal, responsabilizando infratores e garantindo a regularização dos imóveis rurais na Bahia.

O “Terra Protegida” já garantiu a assinatura de 133 Termos de Ajustamento de Conduta com infratores ambientais, promovendo a criação de 87 RPPNs e a proteção de 3.100 hectares de terra.

Além disso, os acordos resultaram na destinação de R$ 4.690.610,44 ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais (FDDF), criado pelo MPBA para custear ações e projetos voltados à defesa dos direitos fundamentais.

Nesse contexto de recuperação de áreas degradadas, paralela a ação do MPBA, recentemente, foi lançado em Luís Eduardo Magalhães, o “Caminho Verde Brasil”, programa do governo federal com um aporte inicial de R$ 30 bilhões para financiar sistemas de produção agropecuária e florestal sustentáveis.


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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil deve importar volume recorde de fertilizantes em 2025



O cenário internacional, no entanto, segue desafiador


O cenário internacional, no entanto, segue desafiador
O cenário internacional, no entanto, segue desafiador – Foto: Divulgação

Os custos de produção agrícola no Brasil seguem em alta, e os fertilizantes continuam sendo o principal fator de pressão nas margens dos produtores. Segundo o Rabobank, a expectativa é de que 2025 registre um novo recorde histórico de importações, com cerca de 45 milhões de toneladas do insumo chegando ao país, superando o volume de 2024 e refletindo o aumento da demanda interna.

Entre janeiro e setembro de 2025, já foram importadas 33,6 milhões de toneladas, frente às 31,6 milhões do mesmo período do ano anterior. As entregas ao consumidor também devem crescer cerca de 10%, totalizando 46,6 milhões de toneladas até o fim do ano. Esse aumento reforça o papel estratégico dos fertilizantes no planejamento agrícola e evidencia a dependência brasileira de insumos externos.

O cenário internacional, no entanto, segue desafiador. A alta dos preços do fósforo (MAP), impulsionada pela menor oferta global e pela redução das exportações chinesas, tem elevado o custo da adubação em praticamente todas as culturas. Em média, o custo por hectare deve subir 7,4% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a cana-de-açúcar, cuja elevação média chega a 10,7%.

Apesar do aumento da oferta interna, o mercado global ainda enfrenta desequilíbrios entre oferta e demanda, o que mantém os preços dos nutrientes em níveis elevados. Para 2026, o Rabobank prevê que os custos sigam pressionados, especialmente para produtores de grãos, consolidando um período de margens apertadas e reforçando a necessidade de estratégias mais eficientes de manejo e aquisição de insumos.





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Chuvas marcam início do rebrote do capim e podem trazer riscos ao gado; veja como evitar



A chegada das chuvas marca o fim da seca e o início do rebrote do capim, mas traz um alerta aos pecuaristas: a diarreia no gado, especialmente na bezerrada.

O agrônomo Wagner Pires informa que o pasto, que anteriormente estava seco e com baixo teor de proteína, começa a brotar, e o gado faminto consome o broto verde, o que pode causar problemas digestivos graves.

Para evitar prejuízos comuns nas fazendas, Pires recomenda que os pecuaristas se organizem em relação ao pasto e adotem estratégias de manejo para saírem rapidamente do período crítico. “O manejo adequado é essencial para garantir a saúde do rebanho”, afirma.

Confira:

Estratégias para proteger o gado e acelerar o pasto

O agrônomo Wagner Pires sugere um conjunto de ações coordenadas para mitigar o problema do rebrote, garantindo a saúde dos bezerros e a recuperação das melhores áreas:

  1. Poupar os melhores pastos: o produtor não deve concentrar o gado em toda a fazenda. A estratégia é ter um pasto “sacrifício” – uma área preparada para receber a pressão do pastejo intenso logo na entrada das águas. Ao “judicar” propositalmente desse pasto, o produtor consegue poupar as melhores áreas da fazenda, que se desenvolverão sem a pressão do pastejo intenso, garantindo forragem de qualidade em um futuro próximo.
  2. Aceleração com adubação foliar: para sair mais rapidamente do momento crítico de transição, é possível acelerar o crescimento do pasto. Assim que houver folha verde e o capim estiver fazendo fotossíntese, o pecuarista pode aplicar uma adubação foliar à base de nitrogênio. O nitrogênio fará o capim crescer mais depressa, encurtando o período em que os animais consomem predominantemente o broto problemático.
  3. Suplementação estratégica: a suplementação adequada ao gado, especialmente para a bezerrada, é crucial nessa fase. Ao ofertar um suplemento balanceado, o produtor resolve o problema de falta de nutrientes essenciais durante a transição. Isso ajuda os animais a passarem pelo rebrote com menos estresse e problemas de diarreia, protegendo o ganho de peso e a saúde.

Ao adotar essas medidas de manejo integrado, o produtor se protege dos prejuízos na bezerrada, garante um rebrote saudável das pastagens e transforma o fim da seca em um período de recuperação eficiente.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Exportações globais de café caem 2,7% em setembro, aponta OIC



As exportações globais de café, considerando países membros e não membros da Organização Internacional do Café (OIC), somaram 11 milhões de sacas de 60 quilos em setembro, o que representa queda de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 11,31 milhões de sacas.

De acordo com o relatório mensal da OIC, as exportações acumuladas da safra mundial 2024/25 (de outubro a setembro) totalizaram 138,66 milhões de sacas, ligeiramente abaixo das 139,01 milhões de sacas registradas em 2023/24, o que corresponde a um recuo de 0,3%.

A entidade destacou que o café arábica foi o principal responsável pela retração, com 84,14 milhões de sacas exportadas no ciclo 2024/25, queda de 1,3% frente às 85,28 milhões do ciclo anterior. Já o robusta manteve desempenho positivo, com alta de 1,47%, passando de 53,73 milhões para 54,52 milhões de sacas.

A OIC acompanha mensalmente o desempenho das exportações globais e avalia tendências de produção, consumo e preços internacionais do café.

Brasil

No Brasil, de acordo com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café), as exportações em setembro de 2025 somaram cerca de 3,75 milhões de sacas de 60 kg, registrando uma retração de 18,4 % frente ao mesmo mês de 2024. Apesar da queda no volume, a receita cambial teve aumento de 11,1 %, totalizando US$ 1,369 bilhão.



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Acordo EUA-China e plantio abaixo da média histórica marcam cenário da soja



O mercado de soja registrou forte alta internacional nos últimos dias, motivada pelo novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, que prevê a retomada de grandes compras da safra americana e a redução das tarifas de importação de 57% para 47%. O contrato de novembro/25 na Bolsa de Chicago (CBOT) subiu mais de 5,5%, encerrando a semana em US$ 11,00 por bushel.

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Segundo a plataforma Grão Direto, no Brasil os efeitos da valorização externa foram limitados. Os produtos brasileiros continuam sujeitos a alíquotas de até 50%, o que reduziu a competitividade frente à soja americana. Como consequência, os prêmios de exportação caíram, anulando boa parte dos ganhos observados nas cotações internacionais.

Plantio de soja segue atrasado no Brasil

Além disso, o plantio da safra 2025/26 segue atrasado. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 25 de outubro, apontam que apenas 34,4% da área foi semeada, contra uma média histórica de 42,5%. O ritmo mais lento é resultado da irregularidade das chuvas e calor intenso em importantes regiões do Centro-Oeste.

Mercado global de soja

O mercado global ainda opera em clima de incerteza, já que a paralisação parcial do governo dos EUA (shutdown) impediu a divulgação de relatórios semanais do USDA sobre o progresso da safra e as vendas oficiais para a China. Caso os volumes prometidos não se confirmem, a alta observada em Chicago pode ser revertida rapidamente.

Clima como fator fundamental

Nos próximos dias, o clima continuará a ser determinante. Previsões indicam calor acima da média e chuvas irregulares sobre o Centro-Oeste e Matopiba, dificultando a semeadura, enquanto uma frente fria deve trazer chuvas intensas ao Sul, ameaçando lavouras recém-plantadas no Paraná e Santa Catarina.

O que esperar do mercado?

O cenário financeiro também deve influenciar o mercado. Com o Federal Reserve (Fed) dos EUA reduzindo a taxa de juros para a faixa de 3,75% a 4% e o Copom brasileiro mantendo a Selic em 15% ao ano, aumenta-se o diferencial de juros entre os países, o que tende a atrair capital estrangeiro e fortalecer o real. Um câmbio mais valorizado pode reduzir os custos de produção, mas também pressiona as margens de exportação.

Nos dias 4 e 5 de novembro, o Copom se reúne para deliberar sobre a Selic, evento que integra a chamada “super quarta” do mercado, quando decisões de política monetária nos EUA e no Brasil podem causar volatilidade significativa nas cotações das commodities.

Outro fator de atenção é a confirmação das vendas americanas de soja para a China. A alta recente em Chicago se baseou na promessa de compra de 12 milhões de toneladas ainda em 2025, mas a paralisação parcial do governo dos EUA (shutdown) impede a divulgação dos relatórios oficiais de vendas (Export Sales). Caso as negociações não se concretizem, a valorização observada na Bolsa de Chicago pode ser revertida.



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Futuro do agro nas Américas é tema de conferência em Brasília



Brasília será palco nesta semana da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O encontro reunirá 34 ministros, produtores rurais, especialistas e representantes de organismos internacionais. Em discussão, as mudanças climáticas, segurança alimentar e políticas sustentáveis para o setor agropecuário.

A abertura oficial acontece no Palácio do Itamaraty, nesta segunda-feira (3). Nos dias 4 e 5, a programação segue no Hotel Royal Tulip, com fóruns sobre inovação, produtividade sustentável, comunicação rural e integração entre governos e produtores rurais.

Fortalecimento e cooperação

A conferência tem como objetivo fortalecer alianças e propor soluções práticas para o futuro do campo nas Américas. Em entrevista ao Canal Rural, o diretor-geral do IICA, Manuel Otero, reforçou que a reunião de ministros é uma oportunidade única, mas que o agro passa por um momento de desafios e contradições.

Segundo ele, o continente lidera as exportações mundiais de alimentos, mas o setor carrega uma imagem ligada à destruição ambiental, o que não é a realidade. Em termos de solução, por outro lado, Otero destaca que a resposta está na construção de pontes entre quem produz e quem consome.

Diante disso, os ministros da Agricultura têm papel fundamental na construção de uma nova narrativa sobre o agro. Na avaliação do diretor-geral do IICA, a estratégia de comunicação tem que ser mais agressiva e as novas gerações devem ser envolvidas no processo.

Brasil como anfitrião

A abertura da Conferência, que tem apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) contará com a presença do ministro Carlos Fávaro. Além disso, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também estará presente.

Outras autoridades como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, estão confirmadas.



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