terça-feira, março 31, 2026

Agro

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Volume interno de carne suína atinge segundo menor patamar do ano



A disponibilidade interna de carne suína em outubro foi a segunda menor de 2025, acima apenas do volume de junho. Isso é o que apontam os cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, esse cenário está atrelado ao avanço nas exportações brasileiras da proteína e à desaceleração no número de abate. Dados do Cepea mostram que, em outubro, foram destinadas ao mercado doméstico 191,5 mil toneladas de carne suína, contra 194 mil toneladas em setembro. Em junho, a mínima do ano, foram 185 mil toneladas. 

Já o pico de 2025 foi observado em julho, quando quase 240 mil toneladas foram disponibilizadas internamente. Quanto às exportações brasileiras de carne, a média diária de embarques esteve em 15,1 mil toneladas em outubro, a maior para o período, o que tende a resultar em escoamento total de 136,1 mil toneladas de carne suína in natura. 

Já no que se refere aos abates, estimativas realizadas pelo Cepea com base em dados do Mapa apontam possível redução de 9% em outubro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços da reposição e da vaca apresentam altas consistentes



Os preços dos animais de reposição e da vaca têm registrado avanços consistentes nas principais regiões. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O movimento de alta, inclusive, supera o observado para o boi gordo. Para o bezerro, diante do aumento do interesse por parte de recriadores, muitos pecuaristas buscam recompor o rebanho. 

Em Mato Grosso do Sul, tradicional na produção de bezerros, o preço médio do animal nelore até 12 está em R$ 2.940/cabeça em novembro, com forte alta de 14% no comparativo com novembro/24, em termos nominais.

No caso das vacas, pesquisadores do Cepea indicam que, com o início da primavera e da estação de monta, a retenção de fêmeas para a reprodução se intensificou. Isso reduz a disponibilidade de vacas e novilhas para o abate. 

Dessa forma, em Mato Grosso do Sul, a cotação da vaca gorda subiu 2,2% entre outubro e novembro, enquanto a do boi gordo avançou 1,6%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja começa com dificuldades por falta de chuva



Expectativa é que as chuvas normalizem e o impacto seja minimizado



Foto: Showtec

A irregularidade das chuvas no mês de outubro comprometeu o início da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), indicam que os volumes de precipitação oscilaram entre 75 e 95 milímetros em grande parte do estado. A distribuição desuniforme, combinada com temperaturas elevadas, gerou estresse hídrico em áreas cultivadas, especialmente nas fases iniciais da cultura.

Segundo o boletim, técnicos de campo do Imea reportaram falhas pontuais de estande em alguns talhões, situação que já levou à ressemeadura localizada. O instituto destaca que a continuidade do déficit hídrico poderá ampliar o número de áreas afetadas, o que comprometeria o calendário ideal de plantio e a produtividade das lavouras.

Para os próximos sete dias, a previsão do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA) indica acumulados entre 35 e 45 mm em boa parte do estado. Embora abaixo do ideal para normalizar a umidade do solo, essas chuvas podem aliviar temporariamente o estresse das plantas e frear a necessidade de replantio em áreas mais sensíveis.

O Imea também destaca que, para os médios e longos prazos, o modelo Ensemble Mean aponta uma tendência de normalização das chuvas. As previsões climáticas para novembro e dezembro indicam volumes próximos à média histórica, o que representa um sinal positivo para a recuperação das lavouras e o bom andamento do ciclo da soja.

Mesmo com esse cenário mais promissor, o instituto alerta para a importância de monitoramento constante das condições climáticas e do solo nas propriedades. A variabilidade climática segue como um dos principais desafios da produção agrícola em Mato Grosso, exigindo decisões técnicas ágeis por parte dos produtores.

A expectativa é de que, caso o volume de chuvas se normalize nas próximas semanas, o impacto sobre a produtividade da soja seja minimizado. No entanto, o cenário atual reforça a necessidade de estratégias de manejo que aumentem a resiliência das lavouras às oscilações climáticas, sobretudo em regiões com histórico de estresse hídrico.





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Decisão do Copom sobre Taxa Selic e movimentações do Fed repercutem no mercado


No morning call de desta quinta-feira (6) , a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ADP nos EUA mostrou criação moderada de vagas, enquanto serviços e manufatura surpreenderam positivamente, sustentando apostas de manutenção dos juros pelo Fed.

O Ibovespa superou 153 mil pontos pela primeira vez, com alta de 1,72% impulsionada por fluxo estrangeiro e blue chips. O dólar caiu 0,69% a R$ 5,36 e os juros futuros recuaram.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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PR retirará carne de ave cozida do regime de substituição tributária



O governo do Paraná retirou as carnes de aves cozidas do regime de Substituição Tributária (ST) do ICMS, informou a Agência Estadual de Notícias, em nota. O decreto nº 11.712/2025, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) na segunda-feira (3), entra em vigor em janeiro. A medida beneficia itens como as carnes de frango cozidas e desfiadas, que, embora representem uma fração da produção do estado, têm papel relevante por agregar valor à cadeia da avicultura, setor no qual o Paraná é líder nacional.

No modelo de Substituição Tributária, o ICMS é recolhido de forma antecipada pela indústria, antes da venda ao consumidor final. A retirada desse regime permitirá que o imposto seja pago apenas no momento da comercialização, reduzindo o custo de manutenção de estoques e equilibrando a concorrência com produtos de outros estados onde a ST já não se aplica.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná produziu mais de 558,6 milhões de unidades de aves no último trimestre, o equivalente a mais de um terço da produção nacional.

Essa é a segunda mudança tributária recente voltada à agroindústria paranaense: em março, o governo estadual já havia retirado as carnes temperadas do regime de Substituição Tributária, destacou a Agência Estadual de Notícias na nota.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo



Boi China valoriza em Rondônia e no Paraná



Foto: Divulgação

De acordo com a análise desta terça-feira (4) do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. Segundo a consultoria, “poucas indústrias encontravam-se fora de compras e, as que estavam ativas, possuíam ofertas dentro das referências”, embora tenham sido registrados “alguns negócios esporádicos acima delas”. A oferta de animais permaneceu reduzida, com escalas curtas, mas as cotações de todas as categorias não sofreram variações. As escalas de abate estavam, em média, previstas para sete dias.

Em Rondônia, a oferta de bovinos foi considerada enxuta, mas ainda suficiente para atender à demanda, sustentada principalmente pela exportação, apesar do mercado interno mais fraco. A Scot Consultoria informou que “a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 5,00 por arroba, enquanto para as fêmeas a alta foi de R$ 8,00”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias.

No Noroeste do Paraná, a consultoria destacou que a escassez de oferta e as escalas curtas pressionaram as cotações de todas as categorias. “A arroba do boi gordo subiu R$ 3,00, a da vaca e a do ‘boi China’ R$ 5,00, e a da novilha R$ 2,00”, indicou o boletim. As escalas de abate permaneciam com média de sete dias.

No Oeste do Maranhão, o levantamento apontou que não houve alterações nos preços em relação ao dia anterior. As escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.





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Belém recebe líderes mundiais nesta quinta para a Cúpula do Clima



Belém recebe, nesta quinta (6) e sexta-feira (7), a Cúpula do Clima, no Parque da Cidade. O encontro internacional reunirá chefes de Estado e de governo, ministros e representantes de organizações multilaterais para discutir compromissos e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.

Convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reunião é considerada um marco no processo de mobilização global rumo à COP30, que será realizada entre 10 e 21 de novembro, também na capital paraense.

De acordo com o Itamaraty, a programação da Cúpula será dividida entre uma plenária central e sessões temáticas. Lula fará a abertura da plenária geral na manhã desta quinta-feira. Paralelamente, será realizado um almoço do Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), iniciativa voltada ao financiamento da preservação ambiental em países com grandes áreas de floresta.
Ao longo dos dois dias, três temas estarão no centro dos debates:

  • Florestas e Oceanos (quinta-feira à tarde)
  • Transição Energética (sexta-feira pela manhã)
  • Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático (sexta-feira à tarde)

Segundo o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, o objetivo é “impulsionar o diálogo político em alto nível” antes das negociações oficiais da COP30.

A diretora do Departamento do Clima do MRE, embaixadora Liliam Chagas, afirma que a escolha de Belém reforça o papel da Amazônia no debate climático. “O mundo precisa reverter a tendência de aumento da temperatura. Temos instrumentos e mecanismos, agora é preciso elevação do compromisso político”, disse.



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Manutenção da Selic em 15% ao ano sufoca economia, diz presidente da CNI



A manutenção da taxa de juros Selic em 15,0% ao ano “sufoca a economia e isola o Brasil no contexto internacional dos juros reais”, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a continuidade da política monetária excessivamente contracionista é prejudicial ao país.

“A Selic tem freado a economia muito além do necessário, uma vez que a inflação está em clara trajetória de queda. A taxa de juros atual traz custos desnecessários, ameaçando o mercado de trabalho e, por consequência, o bem-estar da população. Além disso, o Brasil segue com a segunda maior taxa de juros real do mundo, penalizando duramente o setor produtivo”, critica Alban.

Em nota, a CNI cita pesquisa inédita que mostra que 80% das empresas industriais apontam a taxa de juros elevada como principal dificuldade para a tomada de crédito no curto prazo. No caso de acesso a financiamento de longo prazo, a Selic foi apontada como principal barreira por 71% dos empresários.



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Brasil terá quinta-feira com chuva em várias regiões; veja a previsão do tempo



O tempo volta a ficar mais estável nesta quinta-feira (6), principalmente na região Sul do país. De acordo com a Climatempo, a chuva deve aparecer de forma isolada e fraca no litoral, por influência da umidade marítima. A tarde e a noite podem registrar pancadas rápidas no noroeste do Paraná. As temperaturas seguem mais amenas no leste da região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No fim da noite, porém, uma área de baixa pressão que se intensifica no Paraguai deve estimular a formação de nuvens carregadas, com chance de chuva entre o sul do Rio Grande do Sul e os Pampas gaúchos entre a noite e a madrugada.

Sudeste

Em São Paulo, o tempo fica mais estável em várias áreas, mas há previsão de chuva fraca a moderada no norte e no oeste do estado, com possibilidade de trovoadas. No litoral, a influência de uma frente fria aumenta a instabilidade.

No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas continuam, variando de moderadas a fortes. Na metade norte de Minas Gerais, inclusive no nordeste e extremo norte mineiro, há risco de temporais.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em parte de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, mas as pancadas de chuva ainda devem continuar. A instabilidade está associada tanto à baixa pressão no Paraguai quanto ao excesso de umidade na atmosfera.

  • Mato Grosso do Sul: chuva mais concentrada na metade oeste.
  • Goiás: pancadas predominam na metade norte.
  • Mato Grosso: chuva espalhada, variando de fraca a moderada, podendo ser forte em alguns pontos.

No Distrito Federal, o calor predomina e o dia deve ser abafado, com possibilidade de pancadas isoladas.

Nordeste

As instabilidades avançam pela metade oeste e pelo sul da Bahia, com risco de chuva forte e acumulados elevados. No sul do Piauí e no Maranhão, as áreas de chuva também se expandem. Já no litoral sul da Bahia e em Salvador, a expectativa é de chuva fraca e isolada.

Norte

As pancadas permanecem no Amazonas, mais concentradas na metade norte e oeste do estado. Acre e Rondônia seguem com chuva. Em Roraima, Pará e Tocantins, as pancadas ganham intensidade e podem ser mais fortes. Apenas no nordeste do Pará e no Amapá o tempo fica mais firme.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho sobe 1,91% em outubro



Exportações ao Irã e Egito elevam preço do milho



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (3), o preço médio do milho em Mato Grosso registrou alta de 1,91% em outubro de 2025, em comparação com o mês anterior, encerrando o período com média de R$ 67,27 por saca.

De acordo com o Imea, “a valorização registrada no último mês foi sustentada pelo mercado interno, onde a demanda aquecida tem mantido as cotações firmes”. O instituto destacou ainda que o aumento dos embarques brasileiros para Irã e Egito, principais consumidores do milho nacional, contribuiu para a elevação dos preços. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações para esses dois destinos somaram 9,10 milhões de toneladas, o que representa 39,04% do volume total escoado pelo país no ano.

Mesmo com a recuperação observada em outubro, o preço do milho na B3 permanece 3,79% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o Imea, “ao longo de 2025, apenas em maio foi observada média mensal superior às atuais”.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o mercado acompanhe o avanço da primeira safra 2025/26 e o comportamento do câmbio. A análise do instituto aponta que o cenário tende à estabilidade, mas ressalta que os preços podem sofrer ajustes conforme a relação entre oferta e demanda.





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