sábado, maio 2, 2026

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Açúcar segue com baixa liquidez em SP, diz Cepea


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

A movimentação no mercado do açúcar cristal segue em baixa no estado de São Paulo, o que reflete em uma postura de mais cautela entre os agentes. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feriado do dia 21 pode ter influência nessa diminuição.

Compradores do adoçante continuam longe das negociações, na esperança de novos recuos nos preços, diante do avanço da safra 2026/27. Em relação a produção, houve um aumento da moagem e a disponibilidade deve ser maior em um curto prazo.

Segundo o Cepea, no cenário internacional o açúcar demerara, na bolsa de Nova York apresentou uma leve crescente no período. Entre principais fatores desta sustentação, está o aumento das importações chinesas.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril


Ibovespa recua com cautela externa e aceleração do IPCA-15 de abril

O Ibovespa operava em queda nesta terça-feira (28), pressionado pela piora do ambiente externo e pela leitura mais alta da inflação no Brasil. O movimento ocorre na véspera das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), em um pregão também influenciado pela alta do petróleo, pelo avanço dos juros futuros e pela temporada de balanços corporativos.

Às 11h20, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,65%, aos 188.274,82 pontos. Na mínima do dia, chegou a 187.236,79 pontos, após abrir estável, na faixa de 189.578,50 pontos. Na segunda-feira (27), o Ibovespa havia encerrado em baixa de 0,61%, aos 189.578,79 pontos.

No cenário externo, a cautela refletia as incertezas em torno das negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, os mercados operavam sob um ambiente de aversão ao risco, diante da falta de definição sobre uma possível redução das tensões na região.

As commodities tiveram comportamento misto. O petróleo subia perto de 3% no Brent e de 4% no WTI, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,89% na Dalian Commodity Exchange. Esse quadro ajudava a sustentar ações ligadas ao petróleo e pressionava papéis expostos ao minério. No mesmo horário, as ações da Petrobras avançavam mais de 1%, após a conclusão da compra de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, por R$ 700 milhões, mais US$ 150 milhões em três parcelas.

No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,89% em abril, após alta de 0,44% em março. Em 12 meses, o indicador passou de 3,90% para 4,37%.

Para Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, o dado reforça um cenário ainda desafiador para a inflação, com pressão em bens industriais. Bruna Sene acrescenta que houve aceleração dos núcleos e da difusão, sinalizando pressão mais espalhada sobre os preços.

Com inflação mais resistente, juros futuros em alta e incerteza geopolítica, o mercado local deve seguir sensível aos comunicados do Copom e do Fed. No curto prazo, a reação dos ativos tende a depender da sinalização sobre a trajetória dos juros e da evolução do cenário externo.

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Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita


Arrecadação federal soma R$ 229,249 bilhões em março, diz Receita

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 229,249 bilhões em março, informou a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil nesta terça-feira (28). Em termos reais, descontada a inflação, o valor representa alta de 4,99% ante março de 2025. Segundo o órgão, foi o maior resultado para meses de março desde o início da série histórica, em 2000.

O número ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 229,750 bilhões. As estimativas do mercado variavam de R$ 192 bilhões a R$ 235,30 bilhões.

Entre os principais componentes, a receita previdenciária alcançou R$ 61,84 bilhões, com crescimento real de 4,95% na comparação anual. De acordo com a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela alta real de 2,0% da massa salarial em fevereiro de 2026 e pelo avanço de 15,1% nas compensações tributárias com débito previdenciário.

A arrecadação com Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação somou R$ 12,687 bilhões, alta real de 31,56%. O desempenho refletiu aumento de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% no IPI vinculado e de 21,69% no valor, em dólares, das importações. A queda de 8,97% na taxa média de câmbio limitou parte desse avanço.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) totalizou R$ 8,347 bilhões em março, com crescimento real de 50,06%. Em relatório, a Receita atribuiu o resultado principalmente às operações de crédito, seguros e saída de moeda estrangeira, após alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação chegou a R$ 777,117 bilhões, alta real de 4,58% frente ao mesmo período de 2025. Também foi o melhor resultado para o trimestre desde 2000. Nesse intervalo, PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 153,126 bilhões, com avanço real de 5,60%, apoiado pelo crescimento de 0,69% no volume de vendas e de 2,49% no volume de serviços, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados indicam que o desempenho da arrecadação no início de 2026 seguiu concentrado em bases ligadas ao mercado de trabalho, ao consumo, aos serviços e à tributação financeira. O efeito fiscal dos próximos meses dependerá da manutenção desse ritmo de atividade e da continuidade das mudanças tributárias já em vigor, segundo os critérios apresentados pela Receita Federal.

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CNA realiza 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro em Brasília


CNA realiza 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na segunda-feira (27), em Brasília, o 1º Encontro da Jornada Feminina no Agro. A iniciativa, coordenada pela Comissão Nacional das Mulheres do Agro, teve como foco ampliar a participação feminina no sistema sindical rural, com troca de experiências, alinhamento institucional e definição de estratégias de atuação.

Segundo a CNA, o encontro reuniu lideranças de diferentes regiões do país indicadas pelas federações estaduais para participar da trilha de formação. O número de participantes não foi divulgado pela entidade.

Na abertura, a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stephanie Ferreira, afirmou que a proposta é integrar representantes de todos os estados ao processo de capacitação. “São mulheres que foram indicadas pelas federações para participar da trilha de conhecimento e contribuir com o nosso sistema”, disse.

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Durante a programação, a entidade apresentou suas principais ações, atividades e desafios ao longo dos anos. O diretor-técnico da CNA, Bruno Lucchi, destacou a função das mulheres na estrutura de representação do setor. “A participação das mulheres no agro vai muito além da representatividade, é fundamental para garantir diversidade de pensamento, inovação e maior conexão com a sociedade. Fortalecer essas lideranças é investir no futuro do setor”, afirmou.

De acordo com a CNA, a continuidade da jornada será guiada por atuação voluntária, compromisso coletivo e manutenção do diálogo com produtores, sindicatos e federações. As participantes também puderam apresentar demandas e esclarecer dúvidas para construção de pautas conjuntas.

A Jornada de Liderança Feminina no Agro é desenvolvida em parceria com a Educação Corporativa da CNA. A formação foi estruturada em quatro módulos: institucional, comunicação, gestão e liderança. A proposta é desenvolver competências técnicas e ampliar a presença de mulheres em posições de liderança no agro brasileiro.

Com a divisão em quatro módulos e participação de lideranças estaduais, a jornada passa a compor a estratégia da CNA para formação e articulação institucional feminina no sistema sindical rural, com foco em capacitação e atuação coordenada nos estados.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Juros que ‘beiram a extorsão’ do produtor, diz secretário de SP


Geraldo Melo FIlho, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Foto: divulgação

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, afirmou nesta segunda (27) que o produtor rural brasileiro enfrenta juros que “beiram a extorsão” e que o país caminha para uma “reforma agrária” imposta pelo endividamento, com produtores perdendo terras para bancos e credores.

Em discurso na Agrishow, Melo Filho criticou a política agrícola do governo federal.

“O setor trabalha com margem mínima, quando não negativa, e os maus resultados são turbinados por juros que beiram a extorsão do nosso produtor. (…) O nosso campo vai caminhando no rumo de uma verdadeira reforma agrária, só que ela vai ser imposta pelo endividamento, com os produtores endividados caminhando para perder terra para banco e para credor”, afirmou o secretário.

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A pirâmide de latinhas: o equilíbrio frágil da economia mundial


pirâmide de latinhas
Imagem prodiuzida por inteligência artificial

Imagine uma pirâmide de latinhas empilhadas em um corredor de supermercado. A base parece sólida, mas quanto mais alta fica, mais sensível se torna a qualquer vibração. Na economia mundial, essa pirâmide é construída sobre três pilares: produção, consumo e investimento.

No entanto, o “castelo” que habitamos hoje apresenta sinais claros de fadiga. O risco? A “latinha mestre”, o dólar, está sendo sacudida por uma combinação explosiva de endividamento e instabilidade política.

O endividamento global já atinge US$ 350 trilhões, desafiando a sustentabilidade do sistema financeiro.

A atividade econômica é movida pela geração de riqueza, mas nas últimas décadas, esse crescimento foi erguido sobre uma base frágil: uma dívida global que já atinge US$ 350 trilhões, 350% do PIB mundial.

Os Estados Unidos, o coração desse sistema, sustentam uma atividade robusta, mas ancorada em uma dívida pública que supera os US$ 40 trilhões.

Por muito tempo, essa “pirâmide” se manteve em pé baseada em uma confiança infinita no dólar como porto seguro. Contudo, essa confiança está sendo corroída por dentro.

O atual cenário mostra que a economia não é apenas matemática; é psicologia. A gestão de Donald Trump tem sido um fator de instabilidade para os mercados mundiais e principalmente para a economia americana.

Seu comportamento, muitas vezes visto como errático, oscilando entre anúncios de tarifas agressivas e recuos repentinos, cria um ambiente de incerteza que dificulta o planejamento de empresas e investidores.

Ao utilizar o dólar e o acesso ao mercado americano como ferramentas de pressão geopolítica, a Casa Branca acaba por acelerar o que os analistas chamam de desdolarização.

Se o dólar deixa de ser uma moeda neutra e previsível para se tornar um instrumento de política externa imprevisível, os outros países, liderados pela força produtiva da Ásia, começam a retirar suas latinhas da base da pirâmide americana.

Hoje, mais da metade da população do planeta está na Ásia, o grande polo de desenvolvimento atual. Quando vemos o comércio de petróleo sendo liquidado em outras moedas que não o dólar, estamos presenciando o questionamento do modelo estabelecido desde 1971.

Foi nesse ano que o padrão-ouro foi substituído pela confiança pura na autoridade americana. Para o agronegócio, setor que vive da exportação e da importação de insumos cotados em dólar, essa volatilidade é um desafio constante.

A Ásia consolida-se como o novo eixo econômico, desafiando o modelo de confiança estabelecido desde 1971.

O enfraquecimento da moeda americana, embora possa parecer benéfico em alguns momentos para as importações, reflete uma instabilidade sistêmica que pode encarecer o crédito e desorganizar as cadeias de suprimentos globais.

Um sistema econômico baseado em dívida exige confiança mútua. No momento em que a principal potência mundial adota uma postura de confronto e imprevisibilidade, ela retira a “cola” que mantinha as latinhas no lugar.

O risco não é apenas a queda de uma moeda, mas o desmoronamento de uma arquitetur financeira que já não suporta o peso da própria dívida sob o vento forte da incerteza política.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Colheita de soja avança no Brasil e atinge 92,1% da área, aponta Conab


Cascavel, colheita de Soja, safra
Foto: Gilson Abreu/AEN

A colheita de soja no Brasil alcançou 92,1% da área plantada, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 88,1%, o que representa um avanço de 4,54% no período.

Em relação ao mesmo momento do ano passado, quando os trabalhos atingiam 94,8% da área, o ritmo atual apresenta uma queda de 2,85%.

Apesar da diferença frente à safra passada, o desempenho está alinhado à média dos últimos cinco anos, também estimada em 92,1%.

Colheita de soja por estado

No recorte por estados, Mato Grosso e São Paulo lideram os trabalhos, com 100% da área colhida. Em seguida aparecem Goiás (99,5%), Mato Grosso do Sul (99%) e Paraná (99%). Minas Gerais e Tocantins registram 98%, enquanto o Piauí soma 96%.

A Bahia alcança 90% da área colhida. Já Santa Catarina tem 71%, e os menores índices são observados no Maranhão e no Rio Grande do Sul, ambos com 65%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho avança com ritmo limitado


A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu 90% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23) pela Emater/RS-Ascar. A cultura se encontra em fase final de safra, com avanço limitado das operações devido às precipitações, especialmente na Metade Sul, onde a elevada umidade dos grãos e a restrição ao tráfego de máquinas dificultaram os trabalhos. As áreas remanescentes correspondem a lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios, em estádios reprodutivos ou em enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas desde meados de março.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas ao longo do ciclo resultaram em desempenho produtivo heterogêneo. Episódios de déficit hídrico em fases críticas, como pendoamento e floração, impactaram parte das lavouras de plantio intermediário, reduzindo o potencial produtivo.

A qualidade dos grãos é considerada satisfatória nas áreas colhidas em condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha exigido maior cuidado nas operações de colheita.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que a colheita evoluiu de forma lenta em razão da elevada umidade dos grãos, decorrente de períodos sucessivos de chuva e nebulosidade. Em Candiota, a colheita iniciou em áreas compostas majoritariamente por pequenas propriedades. Em São Gabriel, 85% dos 3.000 hectares cultivados foram colhidos, com 10% em maturação e 5% em enchimento de grãos, apresentando bom potencial produtivo, apesar de perdas estimadas em cerca de 25% em relação ao potencial inicial devido ao déficit hídrico em fases críticas.

Na regional de Caxias do Sul, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço da colheita, que alcança cerca de 70%. As produtividades variam entre 7.200 e 9.000 kg por hectare, com grãos considerados adequados em termos de qualidade.

Na região de Ijuí, a colheita da safra está praticamente concluída, restando cerca de 2% de áreas de safrinha em fase final de enchimento de grãos, com produtividades que chegam a 9.240 kg por hectare.

Na regional de Pelotas, 45% da área foi colhida, com interrupções provocadas pelas chuvas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a entrada de máquinas. As áreas remanescentes estão distribuídas entre enchimento de grãos, maturação e floração, indicando variação no desenvolvimento das lavouras.

Na região de Santa Rosa, 94% da área cultivada foi colhida, com lavouras remanescentes em enchimento de grãos, floração e maturação. Também há intensificação do planejamento para a próxima safra, com aquisição antecipada de insumos e adoção de estratégias como a semeadura precoce para mitigar riscos climáticos.

Na regional de Soledade, a colheita das áreas semeadas no período inicial está praticamente concluída, restando áreas pontuais em relevo acidentado, onde a operação ocorre de forma manual. Cerca de 65% da área total foi colhida, enquanto lavouras tardias seguem em fases reprodutivas sob condições favoráveis de temperatura, umidade do solo e radiação solar.





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Técnicos realizam estudo para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco


Técnicos realizam estudo para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco
Foto: Divulgação/Codeba

Especialistas de diversos órgãos se reuniram nesta segunda-feira (27), em Sobradinho (BA), para coletar dados e concluir os estudos técnicos necessários para definir a modelagem econômica da Hidrovia do Rio São Francisco.

A hidrovia é considerada um eixo estratégico para o escoamento de cargas e a integração logística entre regiões do país.

De acordo om a Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba), o projeto prevê um corredor navegável de 1.371 quilômetros de extensão, abrangendo 505 municípios em cinco estados, com potencial de movimentar até 5 milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano de operação.

Pela manhã foi realizada uma reunião de alinhamento dos trabalhos e visita ao Porto de Juacema. À tarde, a equipe percorreu o trecho onde por onde as embarcações carregadas de cargas deverão trafegar quando a Hidrovia estiver em pleno funcionamento. 

Foto: Divulgação/Codeba

Participaram da atividade o chefe de gabinete da CODEBA, Carlos Luciano; o superintendente da Infra SA, Fernando Corrêa dos Santos, acompanhado assessores Carla Chaves, Conrado Frezza Guilherme Tasca Mores, Gustavo de Oliveira Lopes e Wagner dos Santos.

Também participaram, Calvin Creech, da Associação Mundial para Infraestrutura de Transporte Aquaviário (PIANC); Dax Rosler Andrade, representando a ANTAQ e Alexandre Vaz, do Ministério de Portos e Aeroportos, além de representantes da Marinha e SOAMAR.

Etapas

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a primeira etapa contempla intervenções em um trecho de 604 km navegáveis, entre Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando a Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias (BA).

A segunda etapa abrange 172 km navegáveis entre Ibotirama, Bom Jesus da Lapa e Cariacá (BA), com conexão ferroviária aos portos de Ilhéus e Aratu-Candeias e a terceira ampliação da hidrovia em 670 km, ligando Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora (MG).

Ainda segundo a pasta, também estão previstas a construção de 17 Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), que garantirão o transporte de cargas e passageiros nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

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Rio São Francisco em Barra (BA) | Foto: Guilherme Soares/ Marca Comunicação

Navegando pela história

Durante o Juazeiro Open, evento realizado no último fim de semana, o Chefe de Gabinete da Codeba, Carlos Luciano, que é filho de Juazeiro, lembrou do avô que foi comandante de embarcação na Hidrovia e falou com entusiasmo sobre a perspectiva de retomada das atividades.

“Dentro em breve nós teremos já a operação entre a Barragem de Sobradinho, onde está o Porto de Juacema, até a cidade de Ibotirama. Isso vai demonstrar cada vez mais que é possível sonhar junto e tornar realidade. Mas o mais importante que envolve tudo isso não é somente o transporte das cargas. É o reconhecimento e a interiorização do desenvolvimento socioeconômico e a perspectiva de aqui ser o grande e novo vetor de desenvolvimento econômico do Brasil”, ressaltou, Carlos.

Segundo a Codeba, após mais de 14 anos de paralisação, o projeto desperta não apenas interesse econômico, mas também uma comoção regional, por representar a retomada de um importante vetor de desenvolvimento histórico para a região.


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Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep


extração de petróleo
Foto: Cícero Oliveira/ Agecom/UFRN

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ a partir de 1º de maio, segundo informou a agência Reuters nesta terça-feira (28).

A decisão foi confirmada pelo ministro de Energia do país, Suhail Mohamed al-Mazrouei, que afirmou que a saída ocorreu após uma revisão das estratégias energéticas nacionais.

Segundo ele, a medida é de caráter político e foi tomada de forma independente, sem negociação prévia com outros membros do grupo, incluindo a Arábia Saudita, principal liderança da organização.

Movimento ocorre em meio a tensões no mercado

A saída dos Emirados, integrante da Opep desde 1967, acontece em um momento de instabilidade no mercado global de energia, marcado por conflitos no Oriente Médio e dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

De acordo com a Reuters, o cenário tem afetado o fluxo de exportações, após ameaças e ataques a embarcações na região.

Impacto e bastidores

Apesar do potencial impacto político dentro da Opep+, o ministro afirmou que a decisão não deve provocar grandes efeitos imediatos no mercado, diante do contexto atual.

A saída também ocorre após críticas dos Emirados a outros países árabes, por considerarem insuficiente o apoio diante de ataques atribuídos ao Irã durante o conflito recente.

Aliado estratégico dos Estados Unidos, o país amplia, com a decisão, o distanciamento em relação ao bloco, que historicamente atua de forma coordenada para influenciar a oferta global de petróleo e os preços da commodity.

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