Técnicos realizam estudo para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco

Especialistas de diversos órgãos se reuniram nesta segunda-feira (27), em Sobradinho (BA), para coletar dados e concluir os estudos técnicos necessários para definir a modelagem econômica da Hidrovia do Rio São Francisco.
A hidrovia é considerada um eixo estratégico para o escoamento de cargas e a integração logística entre regiões do país.
De acordo om a Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba), o projeto prevê um corredor navegável de 1.371 quilômetros de extensão, abrangendo 505 municípios em cinco estados, com potencial de movimentar até 5 milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano de operação.
Pela manhã foi realizada uma reunião de alinhamento dos trabalhos e visita ao Porto de Juacema. À tarde, a equipe percorreu o trecho onde por onde as embarcações carregadas de cargas deverão trafegar quando a Hidrovia estiver em pleno funcionamento.

Participaram da atividade o chefe de gabinete da CODEBA, Carlos Luciano; o superintendente da Infra SA, Fernando Corrêa dos Santos, acompanhado assessores Carla Chaves, Conrado Frezza Guilherme Tasca Mores, Gustavo de Oliveira Lopes e Wagner dos Santos.
Também participaram, Calvin Creech, da Associação Mundial para Infraestrutura de Transporte Aquaviário (PIANC); Dax Rosler Andrade, representando a ANTAQ e Alexandre Vaz, do Ministério de Portos e Aeroportos, além de representantes da Marinha e SOAMAR.
Etapas
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a primeira etapa contempla intervenções em um trecho de 604 km navegáveis, entre Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando a Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias (BA).
A segunda etapa abrange 172 km navegáveis entre Ibotirama, Bom Jesus da Lapa e Cariacá (BA), com conexão ferroviária aos portos de Ilhéus e Aratu-Candeias e a terceira ampliação da hidrovia em 670 km, ligando Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora (MG).
Ainda segundo a pasta, também estão previstas a construção de 17 Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), que garantirão o transporte de cargas e passageiros nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Navegando pela história
Durante o Juazeiro Open, evento realizado no último fim de semana, o Chefe de Gabinete da Codeba, Carlos Luciano, que é filho de Juazeiro, lembrou do avô que foi comandante de embarcação na Hidrovia e falou com entusiasmo sobre a perspectiva de retomada das atividades.
“Dentro em breve nós teremos já a operação entre a Barragem de Sobradinho, onde está o Porto de Juacema, até a cidade de Ibotirama. Isso vai demonstrar cada vez mais que é possível sonhar junto e tornar realidade. Mas o mais importante que envolve tudo isso não é somente o transporte das cargas. É o reconhecimento e a interiorização do desenvolvimento socioeconômico e a perspectiva de aqui ser o grande e novo vetor de desenvolvimento econômico do Brasil”, ressaltou, Carlos.
Segundo a Codeba, após mais de 14 anos de paralisação, o projeto desperta não apenas interesse econômico, mas também uma comoção regional, por representar a retomada de um importante vetor de desenvolvimento histórico para a região.
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