terça-feira, março 31, 2026

Agro

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Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura elege novo diretor-geral



O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) elegeu Muhammad Ibrahim, da Guiana, como diretor-geral para o mandato de 2026-2030.

O pleito foi realizado por maioria de votos dos Ministros da Agricultura das Américas durante a 23ª Reunião Ordinária da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão máximo de governo do IICA.

A reunião está sendo realizada em Brasília e organizada pelo governo brasileiro em conjunto com a organização hemisférica.

O vencedor concorreu com Fernando Mattos, candidato do Uruguai, que imediatamente parabenizou o eleito.

“Trabalharemos com todas as nações das Américas para forjar um futuro de cooperação. Estou honrado e grato por ter sido eleito para liderar esta grande instituição. Reconheço o notável trabalho realizado pelo Diretor-Geral Manuel Otero”, declarou Ibrahim ao assumir o cargo.

Quem é Muhammad Ibrahim

Ibrahim é engenheiro agrônomo com vasta experiência em gestão internacional e dedicou 35 anos à construção de redes para aumentar a produtividade e a resiliência do setor agrícola nas Américas. Ele foi indicado para liderar o IICA pelo governo da República Cooperativa da Guiana.

O novo diretor-geral assumirá o cargo em 15 de janeiro de 2026, durante uma cerimônia que será realizada na sede do IICA em San José, na Costa Rica. Ele sucederá o veterinário argentino Manuel Otero, que liderou a organização desde 2018, tendo sido reeleito em 2021.



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Embrapa sequencia genomas de capim-elefante em colaboração internacional; saiba mais



Uma colaboração científica internacional, com a participação da Embrapa Gado de Leite, sequenciou os genomas de 450 genótipos de capim-elefante coletados em dezoito países. A descoberta promete um novo impulso para o melhoramento genético da forrageira, consolidando seu potencial para a pecuária tropical e a produção de bioenergia.

O capim-elefante, originário da África e adaptado ao Brasil desde o início do século XX, é fundamental para cultivares como o Capiaçu (silagem) e o Curumi (pastejo).

Em entrevista ao Giro do Boi, a doutora em genética e melhoramento Ana Luísa Souza Azevedo, pesquisadora da Embrapa, destacou a relevância do estudo: “Ele é baseado para entender a diversidade, mas além disso, começou um estudo paralelo de associação”.

Confira a entrevista completa:

Benefícios da pesquisa

O estudo, resultado de uma parceria com o International Livestock Research Institute (ILRI), avaliou o material genético por cinco anos, permitindo mapear genes ligados à produtividade, valor nutritivo e potencial energético.

Ana Luísa informou que o grande benefício para o produtor é o desenvolvimento acelerado de novas cultivares. “Utilizando ferramentas genômicas, você reduz o tempo médio necessário para desenvolver uma cultivar (que normalmente leva de dez a quinze anos) para sete, oito anos”, revelou.

A aceleração possibilitará o lançamento de cultivares mais específicas, adaptadas a desafios como o estresse hídrico. A pesquisa também foca no potencial do capim-elefante para a produção de bioenergia, devido à sua alta eficiência fotossintética.

Próximos passos na pesquisa

O próximo passo inclui explorar a edição gênica e o sequenciamento para tornar as plantas mais resistentes. “A gente vai desmembrar todos esses estudos agora de associação para as características de maior interesse, por exemplo, associar com resistência a cigarrinha”, explicou a pesquisadora.

O objetivo é gerar marcadores que aumentem a resistência das plantas a pragas, doenças e, principalmente, ao estresse hídrico.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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demanda aquecida segue elevando preços



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com a alta das cotações no decorrer desta terça-feira (4).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte.

“No geral a demanda permanece aquecida, as exportações ainda são o grande destaque de 2025, com um ritmo acelerado de embarques. A demanda doméstica também conta com seus predicados no último bimestre, garantindo fôlego aos preços da carne no atacado”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,75 — ontem: R$ 323,83
  • Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,64
  • Minas Gerais: R$ 310,29 — R$ 309,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,14 — R$ 331,02
  • Mato Grosso: R$ 305,88 — R$ 305,07

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços firmes no decorrer da semana, ainda em perspectiva de alta no curto prazo.

De acordo com Iglesias, esse movimento é graças ao auge do consumo no mercado doméstico durante o último bimestre, com a incidência do 13º salário, a criação de postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano.

  • Quarto dianteiro: segue a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: ainda é cotada a R$ 17,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: se mantém a R$ 25 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,77%, sendo negociado a R$ 5,3987 para venda e a R$ 5,3967 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3791 e a máxima de R$ 5,4021.



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Negociações lentas e preços em queda: confira as cotações da soja no Brasil



O mercado brasileiro de soja teve um dia de baixa liquidez e preços pressionados. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas foram escassas e o vendedor manteve spreads elevados, enquanto compradores atuaram de forma contida.

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Nesta segunda-feira (4), a indústria seguiu com ritmo reduzido com o fim da temporada, e os portos registraram indicações mistas ao longo do dia. Ontem (3), a comercialização apresentou maior firmeza, mas os volumes voltaram a diminuir nesta terça-feira.

Na safra nova, apenas fixações pontuais foram registradas, sem avanço consistente. Os prêmios continuam em baixa, enquanto a queda em Chicago e a alta do dólar mantiveram as cotações irregulares no mercado interno.

Acordo EUA-China

Sobre o acordo entre Estados Unidos e China, a consultoria diz que, apesar do entendimento político entre os dois países ter contribuído para realização de lucros em Chicago, o mercado segue aguardando confirmações oficiais de novas compras chinesas de produtos americanos. Sem anúncios concretos, o movimento acabou sendo limitante para os preços.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 136,00 para 135,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 137,00 para 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de 134,00 para 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 127,00 para 125,00
  • Dourados (MS): caiu de 127,00 para 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 125,00 para 124,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 142,00 para 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 142,00 para 141,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia em baixa, com realização de lucros após as altas recentes. O acordo entre Estados Unidos e China trouxe expectativa de novas vendas aos chineses, mas sem confirmações oficiais o mercado perdeu força. A valorização do dólar frente a outras moedas também pesou sobre as cotações.

Contratos futuros

O contrato janeiro/2026 caiu 12,75 centavos (1,12%), para US$ 11,21 1/2 por bushel. Março/2026 recuou 12,50 centavos (1,09%), para US$ 11,27 3/4 por bushel.
No farelo, dezembro recuou US$ 3,40 (1,05%), a US$ 317,40 por tonelada. O óleo dezembro fechou a 49,53 centavos de dólar, queda de 0,31 centavo (0,62%).

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,77%, negociado a R$ 5,3987 para venda e R$ 5,3967 para compra, com variação entre R$ 5,3791 e R$ 5,4021 ao longo do dia.



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Produção brasileira de grãos aumenta 63% em 10 anos



O Brasil vai registrar recorde na produção de grãos este ano e colher uma safra 63% maior que há dez anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em uma década, a área plantada e a produtividade também cresceram. Os grãos ocupam hoje no país uma área 41% maior em relação a 2015 e a produtividade subiu 15,6% na comparação entre 2015 e 2025. Em relação a 2024, o ciclo deste ano será 16,8% maior.

Conforme dados do Instituto, há dez anos, a produção brasileira de grãos atingiu 209,5 milhões de toneladas em uma área plantada de 57,6 milhões de hectares, com produtividade média de 3,64 toneladas por hectare.

Este ano, a estimativa do IBGE aponta que serão colhidas 341,9 milhões de toneladas em uma área de 81,3 milhões de hectares, e a produtividade média será de 4,21 toneladas por hectare.

Exportações em alta

A demanda aquecida é uma das justificativas para o aumento da produção de grãos no Brasil. Balanço da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) mostra que os embarques de soja devem atingir 102,2 milhões de toneladas até o final de outubro, superando os volumes anuais de 2024 e 2023.

A safra recorde de grãos deste ano reforça a força do agro brasileiro e seu papel essencial no crescimento econômico do país. Além de garantir o abastecimento interno, a alta produtividade coloca o Brasil em posição ainda mais estratégica no comércio global de alimentos.

Para o country director da Ascenza Brasil, Renato Francischelli, tal desempenho só é possível graças ao investimento contínuo em tecnologia, sustentabilidade e eficiência dentro da porteira, que assegura competitividade aos produtores e gera desenvolvimento para toda a cadeia do agronegócio.

Ele lembra que relatório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontou que a área para soja deve crescer 40% no período entre 2023/24 e 2033/34. “As expectativas são de que
o setor de grãos continue se consolidando como um forte motor da agricultura e da economia
nacional”, disse.

De acordo com Francischelli, o uso de tecnologias, melhores sementes, insumos e práticas de manejo melhoradas são os condutores dos ganhos em produtividade. “O manejo adequado e as boas práticas agrícolas são fundamentais para melhorar os resultados da produção e para enfrentar eventuais reveses do clima”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa de Estágio da Syngenta abre oportunidades para estudantes de graduação


A multinacional Syngenta anuncia novas oportunidades para o seu Programa de Estágio. São cerca de 60 vagas para jovens talentos que desejam iniciar uma carreira de sucesso em uma das maiores empresas do agronegócio. As oportunidades são para modelos de trabalho híbrido e presencial, com inscrições abertas até o dia 7 de novembro no site do Programa.

As vagas são destinadas a estudantes de graduação com disponibilidade de dois anos para estagiar, e estão distribuídas entre as cidades de São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Holambra (SP), Goiânia (GO), Londrina (PR) e Paulínia (SP). O início do período dos estágios está previsto para fevereiro de 2026.

O programa busca universitários com perfis dinâmicos, curiosos e colaborativos, de cursos como Administração, Economia, Engenharias, Marketing, Química, TI, Direito, Biologia, Psicologia, entre outros. As áreas de atuação incluem Recursos Humanos, Pesquisa e Desenvolvimento, Marketing, Sustentabilidade, Produção, Suprimentos, Finanças e Jurídico.

“A Syngenta é uma empresa consolidada no agronegócio brasileiro e mundial, o que a torna o lugar ideal para dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso. Buscamos jovens talentos diversos, que queiram fazer a diferença e crescer conosco, contribuindo para os desafios e as inovações do setor. Acreditamos que equipes plurais impulsionam a criatividade e os resultados”, afirma Luciana Miyagui, Coordenadora de Atração de Talentos na Syngenta.

Um dos grandes diferenciais do programa é a jornada de desenvolvimento estruturada que visa promover o crescimento pessoal e profissional dos estagiários dentro da Syngenta, a partir de treinamentos em parceria com a Cia de Talentos e curso de inglês com a Hult EF. Os aprovados terão acesso a um pacote de benefícios completo, que inclui remuneração compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, acesso ao Wellhub, cartão de natal, day off no aniversário e benefícios que variam conforme a localidade, como vale mobilidade, fretado ou estacionamento, além de vale-refeição ou refeição no local.

Setor aquecido

No segundo trimestre de 2025, o agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde, com um total de 28,2 milhões de pessoas empregadas no setor. Os dados são de pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O número mostra a força da categoria para a economia do Brasil, e representa um avanço de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, incorporando aproximadamente 244 mil novos trabalhadores no ramo.

 





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Setor produtivo reage à possível inclusão da tilápia em lista de espécies invasoras



A possível decisão do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA) de incluir a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras voltou a preocupar o setor produtivo. Entidades e produtores alertam que a medida pode trazer impactos diretos à economia, principalmente aos pequenos produtores, responsáveis por 98% da produção nacional.

Segundo entidades do setor, a tilápia é uma espécie já domesticada, cultivada há mais de 25 anos no Brasil, com a autorização do Ibama e em condições controladas. Caso a espécie seja incluída na lista de espécies exóticas invasoras, a decisão pode gerar restrições severas ou até a proibição da atividade, colocando em risco a sobrevivência de milhares de produtores em todo o país.

“Trabalhos científicos que o Ministério do Meio Ambiente apresentou, que justificou a colocação da tilápia na lista, são trabalhos que a gente considera na academia como trabalhos rasos”, afirma o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Segundo o produtor Edmilson Zabott, a espécie é criada legalmente no Brasil há mais de duas décadas, sob controle sanitário e autorização do Ibama. “A gente não tem notícias de pescadores que frequentam esses rios que algum dia fizeram alguma captura de tilápia. Então não existe isso. É um controle muito rígido”, afirmou.

Produção do Paraná

O Paraná é responsável por 36% da produção nacional movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo ração, frigoríficos, transporte e comércio. Em 2023 e 2024, as exportações cresceram 94% em valor e 68% em volume, reforçando a importância do setor para a economia estadual e para o posicionamento do Brasil no mercado internacional de pescados.

“Nós estamos produzindo com critérios de sanidade, com todos os cuidados para que ela não cause o impacto no meio ambiente e nos rios. A proibição é descabida. Nós entendemos que não tem sentido, não tem necessidade desse enquadramento” disse gerente técnico do sistema Faep/Senar, Jefrey Kleine Albers.

Posicionamento do Ministério do Meio Ambiente

De acordo com nota publicada pelo Ministério do Meio Ambiente, a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras não resultará na proibição do cultivo no Brasil, a Peixe BR contesta.

Segundo o presidente da Peixe BR, mesmo que o governo afirme que a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras não resultará na proibição do cultivo, na prática o efeito seria o mesmo. Isso porque, conforme a entidade, as empresas brasileiras e internacionais seguem regras rígidas de compliance e não podem adquirir produtos classificados oficialmente como invasores.

“O Ibama só precisa publicar a lista, não precisa fazer mais nada”, destacou a associação, que classificou a nota do Ministério do Meio Ambiente como “anestésica”, por apenas amenizar as reações do setor enquanto a decisão é implementada.



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Embrapa e CNPQ abrem seleção para programa de bolsas 2025; veja como participar



A Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), torna pública a chamada nº 2 do edital nº 1, referente à seleção de candidatos para o Programa de Bolsas, no âmbito do convênio Embrapa/CNPq.

O processo visa identificar e selecionar estudantes interessados em atuar em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, contribuindo para o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no país.

As inscrições estão abertas a partir desta terça-feira (4) e vão até o dia 14 de novembro, com um total de quatro vagas oficiais e uma para cadastro de reserva. A inscrição deve ser realizada exclusivamente por meio de formulário eletrônico, disponível na chamada n° 2.

O resultado será divulgado em 18 de novembro de 2025.

Detalhes da chamada e oportunidades

O edital completo, que contém todas as informações necessárias, está acessível por meio do link. O setor de gestão de pessoas da Embrapa Milho e Sorgo informa que esta é uma oportunidade para participar de atividades científicas em ambientes de excelência, adquirindo experiência prática e ampliando a formação acadêmica e profissional.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (31) 3027-1298 ou 3027-1165, ou pelo e-mail [email protected].

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Frente fria provoca chuvas de até 200 mm nos próximos dias, diz Inmet



Uma frente fria avança pelo país nesta semana e deve provocar chuvas volumosas e persistentes em boa parte do Centro-Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema deve favorecer acumulados superiores a 200 milímetros em áreas de São Paulo e Rio de Janeiro, além de temporais no Sul e Centro-Oeste.

Enquanto isso, o Nordeste segue com tempo seco e baixa umidade, e o Norte terá chuvas concentradas especialmente no Amazonas.

Frente fria intensifica chuvas no Sudeste e no Sul

De acordo com o Inmet, a atuação da frente fria e de sistemas frontais associados vai garantir uma semana de chuva intensa em grande parte do Sudeste e do Sul.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro podem registrar acumulados entre 150 e 200 mm, com risco de alagamentos, deslizamentos e transtornos urbanos.

No Sul, as precipitações devem ocorrer em duas etapas, até o dia 4 de novembro, de forma mais isolada, e depois, entre os dias 6 e 7, com a chegada de um novo sistema frontal que traz volumes entre 100 e 150 mm no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Centro-Oeste também terá pancadas fortes

A instabilidade provocada pela frente fria deve alcançar o Centro-Oeste, especialmente Goiás e o Distrito Federal, com chuvas acima de 150 mm em alguns pontos.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a chuva será bem distribuída, com pancadas fortes em áreas isoladas. A umidade relativa do ar deve se manter acima de 50% em quase toda a região.

Norte e Nordeste terão comportamentos opostos

Na Região Norte, as áreas de instabilidade favorecem chuvas volumosas no Amazonas, com acumulados que podem superar 150 mm, enquanto Amapá, norte do Tocantins e norte e leste do Pará terão pouca chuva, inferior a 10 mm.

Já no Nordeste, a previsão é de tempo seco em praticamente toda a região. Somente o sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão podem registrar pancadas isoladas, com acumulados próximos de 80 mm no sudoeste baiano.

Os índices de umidade relativa do ar permanecem baixos, podendo cair abaixo de 20% no interior da Bahia e do Piauí.

Com a influência da frente fria, as temperaturas devem cair no Sul e Sudeste a partir da segunda metade da semana, após um breve período de calor. No Centro-Oeste, o aumento da nebulosidade mantém o tempo abafado, mas com trégua do calor extremo.

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Operação contra pesca ilegal apreende 14 toneladas de tubarões e atuns



O Ibama apreendeu 14 toneladas de pescado ilegal durante operação de fiscalização intitulada Makaira em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A ação, realizada em 23 de outubro, contou com o apoio do Batalhão Ambiental da Brigada Militar do estado.

A iniciativa focava coibir as infrações da pesca de espinhel pelágico, modalidade que utiliza linhas secundárias fixas à linha principal com anzóis e iscas em cada ponta para capturar atuns, espadartes e tubarões, que são as espécies pesqueiras com maior controle ambiental no país.

Durante o período de abordagem às embarcações, os agentes vistoriaram os petrechos utilizados, a rota percorrida e o horário de lançamento dos equipamentos de pesca.

A equipe flagrou o descumprimento da largada noturna, que compreende o período do entardecer ao amanhecer náuticos, com a finalidade de diminuir a captura incidental de aves marinhas por embarcações pesqueiras.

Apoio tecnológico e penalidades previstas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolveu uma rotina computacional automatizada de análise de cruzeiros de pesca, aplicada na ação.

Dessa forma, a prática permite individualizar com precisão as fases de navegação, lançamento de equipamentos, espera e recolhimento, de forma sucessiva, confrontando os horários de lançamento com os do pôr do sol náutico.

Além disso, a mesma embarcação recebeu uma multa por ter exercido a pesca por mais de 18 horas em horário proibido, expondo as aves marinhas a elevado risco.

O Ibama prendeu em flagrante dois tripulantes, responsáveis pelas operações de pesca, pelas condutas de pesca proibida e falsidade ideológica.

Mais de oito toneladas dos pescados apreendidos já foram doadas ao Programa Sesc Mesa Brasil, que presta assistência a entidades beneficentes que atuam em prol de comunidades em situação de insegurança alimentar.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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