quarta-feira, abril 29, 2026

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Lula defende biocombustíveis brasileiros e critica regras ambientais da União Europeia


Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20), durante visita à Alemanha, o que chamou de trajetória pioneira dos biocombustíveis brasileiros e criticou o regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações foram dadas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hanôver.

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.

Lula destacou que o transporte figura atualmente como um dos principais gargalos de descarbonização da Europa. “Apesar disso, a União Europeia está revisando o seu regulamento sobre biocombustíveis. Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”.

O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, completou.

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu.

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Sial Canadá 2026: Brasil amplia presença e mira novos mercados no setor de alimentos


Sial Canadá
Foto: Sial/divulgação

Mais de 50 empresas brasileiras irão participar do Sial Canadá 2026, que será realizado entre 29 de abril e 1º de maio, em Montreal. A feira é considerada uma das principais plataformas globais de negócios e tendências da indústria de alimentos e bebidas.

O evento reúne empresas, compradores e especialistas de diversos países, em um cenário de crescimento do setor impulsionado por produtos mais saudáveis, sustentáveis e práticos.

Segundo o CEO do Sial Network, Nicolas Trenteseaux, o Sial Paris, criado em 1964, tornou-se um dos principais encontros globais da indústria alimentícia. Já o Sial Canadá, realizado desde 2001, é hoje a maior feira de inovação alimentar da América do Norte, conectando empresas a mercados estratégicos.

Brasil busca ampliar negócios e presença internacional

O Brasil participa de forma ativa do circuito global do Sial. Em 2025, a presença brasileira no Canadá gerou cerca de R$ 22 milhões em exportações. Já na edição de 2024 do Sial Paris, o país alcançou aproximadamente US$ 3,25 bilhões em negócios imediatos e futuros.

Para 2026, mais de 50 empresas brasileiras estarão no Sial Canadá, em uma estratégia voltada à expansão de mercados e fortalecimento das exportações.

A edição anterior do evento reuniu cerca de 23 mil visitantes profissionais de 78 países. Desse total, 83% tinham poder de decisão de compra, o que reforça o potencial de geração de negócios.

A diretora da Bäumle Organização de Feiras, Brena Bäumle, avalia que a presença brasileira é consistente e posiciona o país em uma das principais plataformas globais do setor.

Portfólio diversificado e foco em tendências de consumo

A participação brasileira reúne produtos com diferentes perfis e alinhados às tendências globais. Entre os itens apresentados estão:

  • açaí em diferentes formatos
  • cafés especiais
  • chocolates premium
  • mel e castanhas
  • frutas in natura e processadas
  • sucos e bebidas funcionais
  • alimentos plant-based

Também ganham espaço produtos como própolis, ingredientes amazônicos e alimentos processados voltados à conveniência.

Empresas como Natural One, 100% Amazônia, Annora Alimentos e Vapza representam segmentos estratégicos, como saudabilidade, sustentabilidade, conveniência e inovação.

Além de marcas consolidadas, o evento também reúne empresas brasileiras em processo de internacionalização, ampliando a competitividade do país no exterior.

Estrutura e articulação institucional

A delegação brasileira é organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com entidades como Ministério da Agricultura, CNA, OCB e Invest Paraná.

As empresas participam em um estande coletivo, com apoio na conexão com compradores internacionais. Como ação complementar, a CCBC promove uma experiência gastronômica com produtos brasileiros para atrair potenciais clientes.

Segundo Beatriz Calegare, da CCBC, o Sial Canadá é uma vitrine estratégica para apresentar a diversidade e o potencial dos alimentos brasileiros ao mercado internacional.

Ela destaca ainda que o crescimento das relações comerciais entre Brasil e Canadá tem sido impulsionado também por fatores geopolíticos.

Expansão global e novos mercados

O Sial Network organiza mais de 12 eventos por ano, conectando cerca de 700 mil profissionais e 17 mil expositores.

Entre as novidades para 2026 está o lançamento do Sial Vietnam, que ocorre de 11 a 14 de novembro, em Ho Chi Minh City. O evento marca a expansão da rede para o Sudeste Asiático, região com forte crescimento no consumo de alimentos e bebidas.

O Vietnã, com mais de 100 milhões de habitantes, apresenta aumento da renda e maior demanda por produtos importados. O país também se consolida como hub regional de comércio e produção.

Atualmente, o comércio entre Brasil e Vietnã ainda é concentrado em commodities, mas há crescimento na presença de alimentos industrializados, como proteínas, snacks, bebidas e produtos prontos.

Calendário Sial 2026

  • Sial Canadá: 29 de abril a 1º de maio — Montreal
  • Sial Shanghai: 18 a 20 de maio — Xangai
  • Gourmet Selection: julho — Paris
  • Sial China South (Guangzhou): 3 a 5 de setembro
  • Sial Paris: 17 a 21 de outubro
  • Sial Interfood Jakarta: 4 a 7 de novembro
  • Sial Vietnam: 11 a 14 de novembro — Ho Chi Minh

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O que é a vaquinha-verde-amarela e por que ela pode ser uma ameaça nas lavouras?


vaquinha-verde-amarela
Foto: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva/Embrapa Trigo

A vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) é um dos besouros que mais preocupam produtores rurais por causa dos danos que pode causar em diversas lavouras ao longo de todo o ano.

Presente em praticamente todas as regiões do Brasil e também em outros países da América do Sul, a espécie ataca culturas como batata, soja, trigo, milho, feijão, tomate, abóbora, melão e pepino, comprometendo o desenvolvimento das plantas e reduzindo a produtividade no campo.

Pertencente à família dos crisomelídeos, a vaquinha-verde-amarela faz parte de um dos grupos de besouros mais associados a prejuízos agrícolas. Esses insetos são fitófagos, ou seja, alimentam-se de plantas, e por isso encontram nas lavouras um ambiente favorável para se desenvolver.

Comportamento

Segundo o mestre em zoologia pela Universidade de Pernambuco (UFPB), João Paulo Nunes, na fase larval, a vaquinha permanece no solo e se alimenta das raízes das plantas, prejudicando a absorção de água e nutrientes. Já na fase adulta, o besouro ataca a parte aérea da cultura, raspando folhas e podendo atingir flores e frutos.

“As larvas vão estar no subsolo no caso no solo se alimentando das raízes e os adultos vão estar na parte aérea, ou seja, plantas. Os adultos podem raspar as folhas, atacar as flores e frutos também. E e eu acho que essa espécie ela tem uma chance maior de causar doenças para as plantas”, explica Nunes.

De acordo com Nunes, essa dupla forma de ataque torna o controle mais difícil para o produtor, já que o inseto atua tanto abaixo quanto acima do solo. Enquanto os adultos podem ser atingidos por defensivos aplicados na lavoura, as larvas permanecem protegidas no solo, o que exige o uso de estratégias combinadas para evitar infestações.

Prejuízos

Além dos danos diretos, a vaquinha-verde-amarela pode deixar as plantas mais vulneráveis a doenças, agravando ainda mais os prejuízos. Segundo Nunes, folhas danificadas, manchas e redução no vigor das plantas são alguns dos sinais observados em áreas afetadas pela praga.

“Uma planta doente é geralmente aquela planta que a folha fica com a coloração mais escura, sabe? Com algumas manchas, e pode ficar com uma folha enrugada, ela fica toda estranha. Os agricultores certamente conseguem identificar quando a planta está saudável e quando ela tem alguma doença”, destaca.



Dano de adulto de Diabrotica speciosa em colmo de trigo
Foto: Marsaro Júnior, Alberto/Embrapa

Manejo

Como a espécie ocorre durante todo o ano, o manejo precisa ser contínuo. Diferente de outras pragas que apresentam períodos específicos de maior incidência, a vaquinha-verde-amarela exige monitoramento constante e controle em diferentes fases do ciclo.

Entre as estratégias utilizadas estão o uso de inseticidas, o controle biológico com organismos que atacam ovos e larvas, e práticas de manejo como a rotação de culturas. Para Nunes, alternar espécies cultivadas ajuda a interromper o ciclo da praga e reduzir sua permanência na área.

A combinação dessas medidas é considerada fundamental para evitar perdas econômicas e manter a produtividade das lavouras. Sem controle adequado, a presença da vaquinha-verde-amarela pode comprometer o desenvolvimento das culturas e aumentar os custos de produção.

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Radar Rural: dólar, El Niño e boi gordo são os destaques do novo episódio


Dólar em queda e preço do boi gordo são temas do videocast Radar Rural
Foto gerada por IA para o Canal Rural

Queda do dólar, retorno do fenômeno El Niño e preço do boi gordo em patamar recorde. Esses são os destaques do novo episódio do Radar Rural. Apresentado pelos jornalistas João Nogueira e Beatriz Gunther, o videocast foi pensado primeiro para o Youtube e reúne os principais assuntos que movimentam o agronegócio.

O segundo episódio já está disponível:

Dólar abaixo de R$ 5 divide impactos no agro

A queda do dólar, que chegou a operar abaixo de R$ 5, traz impactos diferentes dentro do setor. Enquanto pressiona quem exporta, pode favorecer a compra de insumos — embora fatores externos ainda limitem esse alívio.

Segundo o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, ouvido pela equipe do programa, o movimento reflete um enfraquecimento global da moeda norte-americana, com investidores buscando ativos em mercados emergentes.

Retorno do El Niño acende alerta

No clima, o retorno do El Niño acende o alerta para a safra 2026/27. O fenômeno pode provocar mudanças no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do país, exigindo atenção do produtor.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há possibilidade de intensificação do fenômeno nos próximos meses. Já o consultor do Planeta Campo, Renato Rodrigues, destaca que o produtor pode adotar estratégias para mitigar impactos.

Arroba do boi atinge maior valor da história

Na pecuária, a arroba do boi gordo segue em patamar recorde.

Conforme explicou o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a alta está ligada à oferta mais restrita de animais e à demanda internacional aquecida no início do ano, especialmente por parte da China.

População de jumentos gera debate

O episódio também aborda o debate sobre a população de jumentos no Brasil, que ganhou repercussão após decisão judicial e levanta discussões sobre preservação e uso da espécie.

O Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30.

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Exportação de carne bovina cai 6,6% em volume, mas receita sobe 21,4%, segundo Abrafrigo


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações brasileiras de carne bovina perderam fôlego em volume em março, mas mantiveram crescimento expressivo em receita, refletindo a valorização dos preços no mercado internacional.

A receita cambial somou US$ 1,476 bilhão no mês, alta de 21,42% ante março de 2025, enquanto o volume embarcado recuou 6,65%, para 270,53 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Considerando apenas a carne bovina in natura, responsável por cerca de 90% das vendas externas do setor, os embarques cresceram 8,95% em março, para 233,79 mil toneladas, com receitas de US$ 1,36 bilhão, avanço de 29,14% na comparação anual. O desempenho indica desaceleração frente aos meses anteriores, pois o volume havia avançado 28,7% e 24% em janeiro e fevereiro, respectivamente, em um cenário de base de comparação elevada após recordes sucessivos em 2025.

Acumulado do primeiro trimestre

No acumulado do primeiro trimestre, as exportações totais de carne bovina (incluindo industrializados e subprodutos) somaram US$ 4,32 bilhões, crescimento de 32,29% ante igual período de 2025. O volume embarcado atingiu 827,64 mil toneladas, alta de 10,98%.

Apenas a carne in natura respondeu por US$ 3,98 bilhões no trimestre, avanço de 37,45%, com embarques de 700,98 mil toneladas (+19,92%). O preço médio de exportação subiu 14,61%, para US$ 5.642 por tonelada.

China segue líder; EUA mantém segunda posição

A China seguiu como principal destino, com receitas de US$ 1,816 bilhão no trimestre (+41,83%) e volume de 325,68 mil toneladas (+39,35%). Os preços médios avançaram 15%, para US$ 5.578 por tonelada. O país respondeu por 46,4% do volume exportado e 45,6% da receita com carne in natura.

Os Estados Unidos mantiveram a segunda posição, com forte expansão das compras diante do déficit interno de oferta. As exportações de carne in natura cresceram 60,96% em valor, para US$ 588,98 milhões, enquanto o volume aumentou 28,51%, para 98,17 mil toneladas. Os preços médios subiram 25,25%, para cerca de US$ 6 mil por tonelada.

Europa, Chile e Rússia ampliam compras

Para a União Europeia, as vendas de carne in natura avançaram 29,48% em receita, para US$ 187,96 milhões, e 21,16% em volume, para 21,71 mil toneladas, com preços médios de US$ 8.656 por tonelada (+6,86%). Considerando todos os produtos, as exportações ao bloco somaram US$ 251,57 milhões (+49,84%).

Entre outros mercados relevantes, o Chile ampliou as compras em 27,6% em volume e 36,9% em valor no trimestre, enquanto a Rússia registrou forte expansão, com alta de 73,4% no volume e 91,1% na receita. O México também apresentou crescimento consistente, com avanço de 37,5% no volume e 55,6% no valor.

No trimestre, 106 países elevaram suas importações de carne bovina brasileira, enquanto 49 reduziram as compras, reportou a Abrafrigo.

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Fiscais apreendem 42 mil litros de diesel e 55 cabeças de gado em operações


Apreensão de Gado
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreendeu 42 mil litros de óleo diesel e 55 cabeças de gado durante operações de fiscalização realizadas nos dias 18 e 19 de abril, no posto da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, nordeste paraense.

No domingo (19), os fiscais estaduais apreenderam uma carga de óleo diesel avaliada em R$ R$ 217.728,00 após identificarem irregularidades na documentação apresentada pelo transportador.

O motorista do caminhão-tanque apresentou nota fiscal indicando origem e destino em São Luís (MA), mas a equipe constatou divergências entre o condutor informado na nota fiscal e no manifesto eletrônico, além de irregularidades cadastrais da empresa destinatária no Pará.

Apreensão de diesel
Foto: divulgação/Sefa

“O contribuinte apresentava inscrição estadual suspensa, pois não foi localizado no endereço informado. Isso reforçou a suspeita de tentativa de burlar a fiscalização”, explicou o coordenador da unidade, Gustavo Bozola.

Após a autuação, ainda houve a emissão de uma nova nota fiscal simulando o envio da carga para Manaus (AM), configurando nova tentativa de burlar a fiscalização. Diante das irregularidades, foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 74.462,98.

Gado

No sábado (18), também em Cachoeira do Piriá, a fiscalização apreendeu 55 cabeças de gado avaliadas em R$ 192.500,00.

Os animais saíram de Iguatu (CE) com destino a Garrafão do Norte (PA), com documentação que indicava negociação entre pessoas físicas. No entanto, a quantidade transportada e o perfil dos animais indicavam finalidade comercial, o que exige inscrição estadual do destinatário.

“Pela idade dos animais, a venda não era para cria, recria ou engorda, mas para abate e comercialização, o que reforça o caráter comercial da operação”, destacou Gustavo Bozola.

Foi lavrado TAD no valor de R$ 51.205,00, referente a imposto e multa.

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Boletim Focus: mercado eleva Selic para 13% este ano; PIB também sobe


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) subiu para 13,00% em 2026, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC).

A estimativa é divulgada semanalmente pela instituição com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a previsão foi elevada para 11,00%, enquanto para 2028, a estimativa se manteve em 10,00%. pela décima terceira semana seguida.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – subiu de 4,71% para 4,80% este ano, enquanto para 2027, foi elevada de 3,91% para 3,99%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,60% pela segunda semana seguida.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 1,85% para 1,86%. Para 2027, a projeção também se manteve em 1,80%, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 110 semanas).

Já as previsões de cotação do dólar para 2026 e 2027 caíram para R$ 5,30 e R$ 5,35, respectivamente. Para 2028, a estimativa diminuiu para R$ 5,40 pela segunda semana seguida.

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‘Quem não faz conta, paga a conta’, diz pecuarista sobre gestão na recria


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

No programa Giro do Boi desta semana, o pecuarista e consultor Victor Darido, da Fazenda Água Preta (SP), trouxe um alerta importante sobre a recria e engorda na pecuária. Segundo Darido, embora essas etapas ofereçam as maiores margens de lucro, também representam o maior risco operacional.

A máxima “quem não faz conta, paga a conta” resume a necessidade de uma gestão atenta, pois qualquer erro no manejo ou na suplementação pode transformar o potencial de ganho em prejuízo significativo.

Confira:

O segredo do sucesso

Darido enfatiza que o sucesso na Fazenda Água Preta vem da mudança de abordagem em relação ao garrote, que deixou de ser visto como um animal de “espera” para ser considerado uma “Ferrari” que necessita de combustível de qualidade. Através da Recria Intensiva a Pasto (RIP), a fazenda alcança um Ganho Médio Diário (GMD) de 1,1 kg, resultado de boas práticas e foco no desempenho individual.

Essa gestão cuidadosa permite produzir uma arroba na recria com custo variando entre R$ 105 e R$ 110, um fator crucial para diluir o ágio pago na compra do bezerro. Com esse desempenho, os animais entram na fase de terminação já em equilíbrio financeiro, proporcionando maior segurança para o ciclo final.

Ciclo otimizado

O ciclo total, do desmame ao abate, foi reduzido para apenas doze meses, permitindo um giro de capital mais ágil em comparação ao sistema tradicional. A experiência de Darido demonstra que a gestão vai além dos números; os detalhes do dia a dia garantem a saúde e a tranquilidade do rebanho.

Com a previsão de um El Niño severo, Victor Darido reforça que a gestão de risco deve ser antecipada para evitar problemas com o gado durante os meses de escassez. Ele afirma que a recria intensiva não admite amadorismo e que o pecuarista deve atuar como um gestor de riscos, assegurando o bem-estar animal e o controle de custos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportações de frutas e mira Itália e Canadá


Produtores brasileiros participarão da Macfrut 2026, uma das principais feiras internacionais do setor frutícola, que acontecerá de 21 a 23 de abril, no Rimini Expo Centre, na Itália. Na 43ª edição, o evento será ainda maior, mais internacional e inovador. 

A participação brasileira integra as ações de promoção do projeto Frutas do Brasil, iniciativa de internacionalização da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na Macfrut, os exportadores brasileiros terão a oportunidade de melhorar o entendimento do mercado de frutas e aumentar a rede de contato com os países do leste europeu e dos Balcãns, alinhados assim com a estratégia de diversificação dos destinos de exportação das frutas brasileiras.

Abacate e manga serão os grandes destaques do evento, razão pela qual será fundamental a presença da fruticultura brasileira que tem grande competitividade com essas espécies de frutas. A programação inclui iniciativas como o Avocado Day e o Mango Day, com rodadas de negócios, degustações e encontros estratégicos, oferecendo uma oportunidade qualificada de conexão com compradores internacionais e alinhamento às tendências globais do setor. Está planejada também uma série de visitas a cooperativas de produtores de frutas na região de Rimini-Itália onde os produtores-exportadores terão contato com novas tecnologias de produção e gestão da atividade frutícola.

Dando continuidade à estratégia de internacionalização, será realizada, na sequência, a missão Frutas do Brasil – Canadá 2026, que levará produtores e representantes do setor para uma agenda de promoção comercial, prospecção de mercado e fortalecimento de parcerias naquele país. A ação, que ocorrerá de 26 de abril a 01 de maio, tem como objetivo estreitar relações diretamente com importadores, distribuidores e redes varejistas canadenses.

A agenda inclui visitas técnicas a centros de distribuição e supermercados em Toronto, participação na CPMA Convention and Trade Show e presença na SIAL Canada, uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos.

O Canadá já se destaca como um mercado relevante para a fruticultura brasileira. Em 2025, o país importou 31,8 mil toneladas de frutas do Brasil, movimentando cerca de US$ 39,1 milhões. Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, melancia e uva, que se destacam pela qualidade, regularidade de oferta e aceitação no mercado internacional. Os números evidenciam uma relação comercial já consolidada, mas com potencial de expansão considerando a demanda crescente por frutas tropicais brasileiras em um país que somente produz frutas de clima temperado.

A missão tem também o objetivo de validar as tendências de consumo, demandas específicas e oportunidades de ampliação das exportações brasileiras identificadas nos estudos de inteligência comercial. Para o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Souza, o aumento das exportações diretas para o Canadá contribui significativamente para a estratégia do setor de aumentar as exportações brasileiras de frutas frescas na América do Norte.

“Essa missão nos permite entender com mais profundidade as demandas e particularidades do mercado canadense. Será uma oportunidade importante para aumentar e consolidar os relacionamentos comerciais com os importadores daquele país”.

Para o gerente comercial da empresa Dom Vicente, Welligton Pathric, a iniciativa representa uma oportunidade concreta de expansão de mercado.

“A proposta é estabelecer novas conexões com o mercado canadense, com foco na expansão e descentralização da operação de limão, aproveitando de forma estratégica essa janela de mercado, ainda que curta, na América do Norte”, afirma.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa destoa do exterior e recua pressionado por Petrobras


Logotipo Reuters

Por Paula Laier

SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, sem conseguir acompanhar o viés otimista desencadeado por expectativas de um fim próximo para a guerra no Irã, uma vez que o tombo dos preços do petróleo derrubou as ações da Petrobras e de outras petrolíferas negociadas na B3.

As cotações da commodity desabaram após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota para um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, que estava praticamente fechada desde o começo da guerra no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,55%, a 195.733,51 pontos, no terceiro pregão seguido no vermelho e encerrando a semana com declínio de 0,81%. No melhor momento do dia, pela manhã, avançou a 198.665,65 pontos. Na mínima, à tarde, registrou 195.367,90 pontos. O índice Small Caps, que não tem os papéis da Petrobras na sua composição, fechou em alta de 0,93%.

O volume financeiro no pregão somou R$44,73 bilhões, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 9,07%, a US$90,38, determinada principalmente pela declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, de que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada após acordo de cessar-fogo firmado no Líbano.

Araqchi afirmou em uma publicação no X que o estreito está aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias, mediada pelos EUA, entre as forças israelenses e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e acordada entre Israel e Líbano.

Em paralelo, referendando o tom otimista nos mercados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã virá “em breve”.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançou 1,2%, renovando máximas.

De acordo com o responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, houve um “fortíssimo” movimento de descompressão de risco no mercado internacional, decorrente principalmente do movimento dos preços do petróleo. Zanlorenzi acrescentou que a forte queda da commodity naturalmente gera uma melhora do otimismo internacional, principalmente em relação a risco institucional e preço de combustíveis e matéria-prima energética e, consequentemente, inflação.

“Isso ajuda muito o Brasil”, afirmou, explicando que o Ibovespa acabou sendo penalizado pelo peso muito grande que as ações da Petrobras – que chegaram a desabar 7,6% no pior momento no caso das preferenciais – têm na sua composição. Na carteira válida para o pregão desta sexta-feira, publicada pela B3, as ações da Petrobras detinham uma participação combinada de 13% no índice.  

Zanlorenzi ponderou que essa melhora do mercado internacional, porém, pode devolver um otimismo maior para o mercado norte-americano e afetar o fluxo de capital global, que vem sendo um dos principais suportes para as ações brasileiras. A piora da perspectiva de risco para os EUA desencadeou desde o ano passado um movimento de rotação de ativos, com recursos saindo do mercado norte-americano principalmente para mercados emergentes, com o Brasil beneficiando-se de tal migração.

“Talvez a retomada de uma exuberância muito grande de preço ou de perspectiva nos Estados Unidos possa impactar um pouco a entrada de capital…(para as ações brasileiras)”, acrescentou Zanlorenzi, avaliando que isso pode explicar a bolsa brasileira não ter mostrado uma “euforia” nesta sessão. 

Entre as ações com maior queda nesta sessão, apontou, estão justamente aquelas que receberam grande parte desse fluxo externo e mais subiram, como Petrobras e Axia, o que pode ser o estrangeiro realizando lucros.

Dados da B3 sobre a movimentação de investidores estrangeiros mostram uma entrada líquida de R$14,6 bilhões em abril até o dia 15, com o saldo no ano positivo em R$68 bilhões.

No começo da semana, apoiado por esse fluxo, o Ibovespa renovou recordes e testou os 199 mil pontos pela primeira vez.

    DESTAQUES

• PETROBRAS PN caiu 4,86% e PETROBRAS ON recuou 5,31%, minadas pelo declínio dos preços do petróleo. A estatal também anunciou acordo para comprar uma participação da petrolífera Oranto e assumir como operadora do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África. Nem o “upgrade” dos analistas do Bank of America, que elevaram a recomendação para as ações da estatal para compra, reverteu o efeito negativo do exterior. No setor, PRIO ON perdeu 4,03%, BRAVA ENERGIA ON cedeu 6,28% e PETRORECONCAVO ON encerrou em queda de 4,12%.

• AXIA ON perdeu 3,16%, tendo ainda no radar corte na previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o crescimento da carga de energia no Brasil em abril. O órgão agora prevê crescimento de 0,7% ante igual mês de 2025, a 82.239 megawatts médios, abaixo do incremento de 1,9% da projeção anterior.

• VALE ON subiu 2,64%, no primeiro pregão após divulgar que elevou em 3,9% suas vendas de minério de ferro entre janeiro e março ante o mesmo período de 2025, alcançando o maior volume para um primeiro trimestre desde 2018. A produção de minério de ferro da companhia cresceu 3% na mesma comparação. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian subiu 0,39%, a 778,5 iuans (US$114,06) a tonelada.

• BRADESCO PN avançou 1,97%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, apoiado ainda em expectativas positivas para o balanço do primeiro trimestre. Para analistas do Safra, o Bradesco será o único grande banco incumbente a apresentar leve expansão sequencial no retorno sobre o patrimônio (ROE). No setor, ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,38%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 0,49% e SANTANDER BRASIL UNIT terminou com elevação de 0,45%.

• USIMINAS PNA fechou em alta de 3,15%, em pregão positivo no setor, com CSN ON avançando 2,57% e GERDAU PN subindo 0,05%. Analistas do BTG Pactual chamaram a atenção para dados do setor, como uma “dose muito necessária de otimismo”, após meses de indicadores negativos e rentabilidade no setor em mínimas de uma década.

• FLEURY ON caiu 2,57%. Analistas do BTG Pactual cortaram recomendação da ação para neutra e o preço-alvo de R$19 para R$18. Eles ressaltaram que o “downgrade” não tem a ver com performance operacional, mas reflete um ‘valuation’ relativo menos atrativo em comparação com os principais ‘benchmarks’ do setor de saúde e menor probabilidade de um desfecho de M&A.

• ONCOCLÍNICAS ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 15,33%, a R$1,58, após obter decisão liminar da Justiça de São Paulo concedendo proteção contra vencimento antecipado de dívidas.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)





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