segunda-feira, abril 20, 2026
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O que é a vaquinha-verde-amarela e por que ela pode ser uma ameaça nas lavouras?


vaquinha-verde-amarela
Foto: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva/Embrapa Trigo

A vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) é um dos besouros que mais preocupam produtores rurais por causa dos danos que pode causar em diversas lavouras ao longo de todo o ano.

Presente em praticamente todas as regiões do Brasil e também em outros países da América do Sul, a espécie ataca culturas como batata, soja, trigo, milho, feijão, tomate, abóbora, melão e pepino, comprometendo o desenvolvimento das plantas e reduzindo a produtividade no campo.

Pertencente à família dos crisomelídeos, a vaquinha-verde-amarela faz parte de um dos grupos de besouros mais associados a prejuízos agrícolas. Esses insetos são fitófagos, ou seja, alimentam-se de plantas, e por isso encontram nas lavouras um ambiente favorável para se desenvolver.

Comportamento

Segundo o mestre em zoologia pela Universidade de Pernambuco (UFPB), João Paulo Nunes, na fase larval, a vaquinha permanece no solo e se alimenta das raízes das plantas, prejudicando a absorção de água e nutrientes. Já na fase adulta, o besouro ataca a parte aérea da cultura, raspando folhas e podendo atingir flores e frutos.

“As larvas vão estar no subsolo no caso no solo se alimentando das raízes e os adultos vão estar na parte aérea, ou seja, plantas. Os adultos podem raspar as folhas, atacar as flores e frutos também. E e eu acho que essa espécie ela tem uma chance maior de causar doenças para as plantas”, explica Nunes.

De acordo com Nunes, essa dupla forma de ataque torna o controle mais difícil para o produtor, já que o inseto atua tanto abaixo quanto acima do solo. Enquanto os adultos podem ser atingidos por defensivos aplicados na lavoura, as larvas permanecem protegidas no solo, o que exige o uso de estratégias combinadas para evitar infestações.

Prejuízos

Além dos danos diretos, a vaquinha-verde-amarela pode deixar as plantas mais vulneráveis a doenças, agravando ainda mais os prejuízos. Segundo Nunes, folhas danificadas, manchas e redução no vigor das plantas são alguns dos sinais observados em áreas afetadas pela praga.

“Uma planta doente é geralmente aquela planta que a folha fica com a coloração mais escura, sabe? Com algumas manchas, e pode ficar com uma folha enrugada, ela fica toda estranha. Os agricultores certamente conseguem identificar quando a planta está saudável e quando ela tem alguma doença”, destaca.



Dano de adulto de Diabrotica speciosa em colmo de trigo
Foto: Marsaro Júnior, Alberto/Embrapa

Manejo

Como a espécie ocorre durante todo o ano, o manejo precisa ser contínuo. Diferente de outras pragas que apresentam períodos específicos de maior incidência, a vaquinha-verde-amarela exige monitoramento constante e controle em diferentes fases do ciclo.

Entre as estratégias utilizadas estão o uso de inseticidas, o controle biológico com organismos que atacam ovos e larvas, e práticas de manejo como a rotação de culturas. Para Nunes, alternar espécies cultivadas ajuda a interromper o ciclo da praga e reduzir sua permanência na área.

A combinação dessas medidas é considerada fundamental para evitar perdas econômicas e manter a produtividade das lavouras. Sem controle adequado, a presença da vaquinha-verde-amarela pode comprometer o desenvolvimento das culturas e aumentar os custos de produção.

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