A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui. Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25). Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias. A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea.
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Foto: Pixabay
Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.
Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.
O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.
Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.
“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.
Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.
De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.
“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.
O programa Giro do Boi desta semana abordou a segurança da carne mal passada, esclarecendo que a segurança do alimento depende mais da técnica de preparo e da origem do que do ponto de cozimento.
Segundo o professor Sérgio Pflanzer, especialista em carne da Unicamp, em cortes íntegros, como picanha e filé mignon, a contaminação bacteriana, como Salmonella e E. coli, fica restrita à superfície.
O calor intenso do selamento é suficiente para eliminar microrganismos presentes na parte externa, garantindo a segurança da carne mal passada, que é rosada por dentro.
Confira:
Importância da selagem adequada
Pflanzer destaca que, ao selar a carne em altas temperaturas, as fibras musculares de cortes inteiros permanecem virtualmente estéreis. Assim, a carne mal passada é segura para consumo, desde que tenha sido bem selada.
No entanto, o cenário muda para hambúrgueres e almôndegas, onde o processo de moagem pode misturar a contaminação da superfície com o interior. Para carnes moídas, a recomendação é que o núcleo atinja pelo menos 71°C para garantir a eliminação total de patógenos.
Fatores de segurança na escolha da carne
Pflanzer informa que o risco real na segurança da carne não está na suculência, mas em fatores como selo de inspeção, procedência garantida e refrigeração adequada. O “vermelho” no centro da carne não é sangue, mas mioglobina, uma proteína que transporta oxigênio nos músculos.
A política brasileira sempre teve uma relação íntima com o dólar. Quando o real ganha força, o governo respira. Para a gestão Lula, que enfrenta desafios de aprovação, a valorização da nossa moeda não é apenas um dado financeiro, mas uma ferramenta de sobrevivência política.
O mecanismo é direto: dólar baixo significa importações mais baratas. Como grande parte da produção nacional hoje é atrelada a custos em dólar de fertilizantes a máquinas, o real forte reduz o custo de produção no Brasil.
Esse alívio na base da cadeia ajuda a segurar os preços finais, funcionando como um freio na inflação que o eleitor sente na gôndola.
A proteína animal é o exemplo claro dessa dinâmica. Com o dólar em queda (que já acumula baixa de 7,5% em 2026), exportar carne torna-se menos lucrativo comparado ao mercado interno. Isso aumenta a oferta de comida dentro do país e força a queda dos preços.
Para um governo que fez da “picanha” um símbolo, ver o preço das proteínas recuar é o argumento mais forte para reconquistar o bolso do cidadão.
No momento, o Planalto aposta que o carrinho de compras cheio falará mais alto do que as queixas dos exportadores. Se o dólar seguir cedendo, Lula terá o que comemorar: um possível alívio imediato no prato do brasileiro.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em seis estados na semana encerrada em 11 de abril.
Na média dos postos pesquisados no país, o etanol apresenta paridade de 69,28% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.
Em Goiás, a paridade era de 69,79%; em Mato Grosso, de 68,09%; em Mato Grosso do Sul, de 68,04%, no Paraná, de 69,70%, em Roraima, de 69,87%, e em São Paulo, de 67,56%.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
Preço do etanol cai em 10 estados e sobe em 11 e no DF
Os preços médios do etanol hidratado subiram em 11 Estados e no Distrito Federal, caíram em 10 e ficaram estáveis em 4 na semana encerrada no dia 11 de abril. O Amapá voltou a ter medição, com o litro valendo agora R$ 5,89.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol caiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,70 para R$ 4,69 o litro (-0,21%). Em São Paulo, principal produtor e consumidor e Estado com mais postos avaliados, o preço ficou estável, em R$ 4,52 o litro.
A maior alta porcentual na semana, de 3,31%, foi registrada no Pará, de R$ 5,13 para R$ 5,30 o litro. A maior queda ocorreu em Goiás, de -3,09%, de R$ 4,53 para R$ 4,39 o litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,79 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,66, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,39, foi registrado em Goiás, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,89 o litro.
A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil e atingiu 73,5% da área total cultivada, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Matopiba, que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos têm sido influenciados pela distribuição das chuvas no início de abril, com contraste entre os estados da Bahia e do Piauí.
No Piauí, os acumulados recentes de chuva favoreceram as lavouras, especialmente nas áreas mais tardias. As precipitações registradas no fim de março e início de abril contribuíram para a manutenção do potencial produtivo, principalmente no sudeste do estado, que vinha apresentando déficit hídrico. No centro-norte, como em Campo Maior, os excedentes hídricos ajudaram a estabilizar a estimativa de perdas em 31,2%, conforme o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). “O sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, para avaliar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas”, informa a análise.
Ainda no estado, a previsão de menores volumes de chuva no sul tem aberto uma janela para o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas.
Na Bahia, a evolução da colheita ocorre de forma mais lenta devido às condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançaram 88% da área entre o fim de março e a primeira semana de abril. A continuidade das chuvas tem dificultado o trânsito de máquinas e afetado a qualidade dos grãos no oeste do estado. Em áreas do centro-sul, como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas reduziram a umidade do solo. Segundo o Sisdadro, a perda de produtividade pode chegar a 42,6% até 14 de abril.
Para os próximos dias, a previsão indica irregularidade das chuvas no Nordeste. No Piauí, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões norte, centro-norte e sudeste, com volumes entre 20 e 70 mm. Na Bahia, as chuvas mais expressivas são esperadas para o sul do estado, com acumulados entre 30 e 90 mm, principalmente entre sábado (11) e domingo (12). Nas demais áreas, a tendência é de baixos volumes ao longo da semana.
As temperaturas máximas devem variar entre 28 °C e 36 °C na maior parte da região. No sudeste do Piauí, os valores podem superar 36 °C, enquanto na Bahia a tendência é de temperaturas acima de 30 °C ao longo da semana.
Esse cenário, marcado por irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas, tende a reduzir os estoques de água no solo, sobretudo no centro-sul da Bahia, onde o déficit hídrico deve persistir. A análise destaca a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para orientar o manejo das lavouras. “Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região”, conclui o boletim.
No programa Giro do Boi desta quinta-feira (9), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, destacou a importância do planejamento para os pecuaristas brasileiros diante da entressafra que se aproxima.
Segundo o especialista, o planejamento realizado neste período definirá se a fazenda conseguirá atravessar a escassez de alimentos com rentabilidade ou se enfrentará prejuízos, como a perda de peso do rebanho e a degradação do pasto. O foco deve ser o equilíbrio entre a oferta de alimento e o número de animais no pasto.
Wagner Pires ressaltou que o primeiro passo para lidar com a entressafra é entender a fisiologia das gramíneas tropicais, uma vez que o crescimento do capim não é linear ao longo do ano. Ignorar essa variação pode levar ao superpastejo.
Para aqueles que ainda têm umidade no solo, Pires sugeriu o uso de biosoluções como uma estratégia para prolongar a qualidade do pasto durante a entressafra. Ele esclareceu que a nutrição das plantas difere da adubação convencional e, em 2026, o uso de fertilizantes foliares será uma ferramenta crucial para a pecuária.
“É a tecnologia ajudando a equilibrar o manejo quando o clima não colabora”, afirmou Pires. Ele enfatizou que fortalecer a planta antes que o solo seque totalmente permite que o capim busque água em camadas mais profundas.
O dólar voltou a cair no fechamento desta sexta-feira (10) e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes em meio a um ambiente externo mais favorável e maior apetite por risco global.
O movimento foi influenciado pela estabilidade do petróleo no mercado internacional, pela repercussão de dados de inflação no Brasil e pela perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio, o que favorece ativos de países emergentes.
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,011 — menor nível desde abril de 2024. Ao longo do pregão, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00.
Na semana, a divisa acumulou recuo de 2,9%. No ano, a desvalorização chega a 8,72%.
Analistas apontam três fatores principais para o movimento: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio no cenário geopolítico, que reduz a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
No cenário interno, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que subiu 0,88% e veio acima das projeções, reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados. Esse ambiente aumenta a atratividade do real para o investidor estrangeiro.
Bolsa se aproxima dos 200 mil pontos
Na bolsa, o Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice superou os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.
Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde em 2026, consolidando a melhor sequência recente do mercado acionário brasileiro. Na semana, o índice acumulou ganho de 4,93%.
O principal motor desse movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro.
Esse fluxo também contribui para a valorização do real frente ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros, especialmente em um cenário de maior liquidez global e redução das incertezas externas.
O avanço do conflito no Oriente Médio segue no radar do agronegócio. A expectativa por uma negociação entre Estados Unidos e Irã ainda é incerta, enquanto o impacto já aparece nos custos de produção no Brasil.
No Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o tráfego de navios segue limitado e sob controle iraniano. O cenário pressiona as cotações do petróleo e, na sequência, encarece insumos estratégicos, como fertilizantes e diesel.
Fertilizantes sob pressão
Com o Brasil dependente da importação de cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, o repasse da alta internacional já começa a aparecer no mercado interno.
Um levantamento do Cepea mostra que, desde o início do conflito:
A ureia subiu 21% em Mato Grosso e 20,7% no Paraná;
O MAP (fosfato monoamônico) avançou 7,3% em Mato Grosso e 13,7% no Paraná;
O cloreto de potássio (KCl) teve alta de 2,9% em Mato Grosso, enquanto no Paraná, houve leve recuo de 0,9%.
Apesar disso, os preços ainda não refletem totalmente o movimento do mercado global.
Impacto varia entre culturas
Segundo o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, o efeito dos fertilizantes não é uniforme entre as culturas. No caso da soja, o impacto tende a ser menor. “A cultura não é grande demandante de nitrogenados, devido à fixação biológica de nitrogênio”, explica.
Por outro lado, culturas como milho, arroz, feijão e cana-de-açúcar dependem mais desses insumos e devem sentir com mais intensidade a alta de custos.
Além dos fertilizantes, o diesel também entra na conta e pressiona o custo operacional no campo.
Diferentemente de 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia elevou os preços das commodities, o cenário atual traz uma preocupação adicional: os produtos agrícolas não acompanham a alta dos insumos.
“O produto agrícola não está reagindo, e o poder de compra do produtor fica prejudicado”, afirma Osaki.
Com isso, o pesquisador explica que a tendência é de um mercado mais cauteloso, com produtores adiando compras e buscando racionalizar o uso de insumos para manter a produtividade.
Menos investimento e risco de inflação
Diante das margens mais apertadas, a avaliação é que o produtor pode reduzir investimentos e até o ritmo de produção na próxima safra. Segundo Osaki, esse movimento pode ter reflexos mais amplos na economia.
“Pode haver redução de oferta e, lá na frente, pressão sobre preços, o que impacta a inflação e dificulta a queda dos juros”, alerta.
Dependência externa preocupa
A vulnerabilidade brasileira fica ainda mais evidente diante da concentração global na oferta de fertilizantes.
No caso do potássio, por exemplo, o mercado é dominado por poucos países, como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Embora o Brasil tenha reservas, a exploração enfrenta entraves, principalmente por estar em áreas sensíveis da região amazônica.
Já no fosfato, há produção nacional, mas com qualidade inferior à de regiões como o Norte da África, o que reduz a competitividade.
“O custo de produção no Brasil precisa ser mais baixo que o dos concorrentes, e isso não tem acontecido”, aponta Osaki.
Bioinsumos ainda não substituem químicos
Apesar do avanço dos bioinsumos, eles ainda não são capazes de substituir integralmente os fertilizantes químicos.
Segundo Osaki, o uso atual é complementar. “É uma transição tecnológica. Ainda não conseguimos, com a tecnologia disponível, substituir totalmente os químicos”, explica.
A tendência, no entanto, é de crescimento gradual desse mercado, especialmente no Brasil, que já tem uso em larga escala.
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), acompanhou nesta quinta-feira (9) a visita de uma missão internacional conduzida pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF), de Cuba, no município de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra.
Durante a agenda, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã apresentou dados da cadeia produtiva, enquanto pesquisadores da Embrapa abordaram as principais pragas que afetam a cultura. A Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi detalhou aos visitantes o processo de certificação fitossanitária. A missão também visitou duas empresas exportadoras para conhecer o sistema de produção local e avaliar o atendimento às exigências sanitárias.
Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Deise Feltes Riffel, a atuação do órgão tem sido determinante para garantir a conformidade do setor. “O trabalho desenvolvido pela Secretaria junto aos produtores trouxe o respaldo que os técnicos cubanos estavam buscando, da rastreabilidade, de saber que tudo está de acordo com as normas. E é importante para o estado, para a cadeia produtiva, a abertura de novos mercados, para garantir o escoamento dos produtos que são de excelente qualidade”, afirmou.
O Rio Grande do Sul é o maior exportador de maçã do Brasil e embarca para 36 países, com destaque para Índia, Portugal e Irlanda. Em 2025, o estado produziu 567,40 mil toneladas, com concentração nos municípios de Vacaria, Bom Jesus e Caxias do Sul, conforme dados da publicação Radiografia da Pecuária Gaúcha 2025, da Seapi.
A missão cubana está no Brasil desde o início da semana para avaliar as condições de abertura do mercado à importação de frutas brasileiras. A agenda incluiu visitas em São Paulo, com análise de programas estaduais de certificação fitossanitária e sanidade de citros, além de áreas produtivas no Vale do São Francisco voltadas à exportação de uva.
A programação foi encerrada com reunião entre auditores da ONPF e representantes do Mapa, quando foram discutidos os resultados da auditoria e os próximos passos para a possível abertura do mercado cubano.