Dólar encerra semana a R$ 5,01 e bolsa encosta nos 200 mil pontos

O dólar voltou a cair no fechamento desta sexta-feira (10) e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes em meio a um ambiente externo mais favorável e maior apetite por risco global.
O movimento foi influenciado pela estabilidade do petróleo no mercado internacional, pela repercussão de dados de inflação no Brasil e pela perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio, o que favorece ativos de países emergentes.
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Dólar em queda com apoio de juros e commodities
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,011 — menor nível desde abril de 2024. Ao longo do pregão, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00.
Na semana, a divisa acumulou recuo de 2,9%. No ano, a desvalorização chega a 8,72%.
Analistas apontam três fatores principais para o movimento: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio no cenário geopolítico, que reduz a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
No cenário interno, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que subiu 0,88% e veio acima das projeções, reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados. Esse ambiente aumenta a atratividade do real para o investidor estrangeiro.
Bolsa se aproxima dos 200 mil pontos
Na bolsa, o Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice superou os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.
Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde em 2026, consolidando a melhor sequência recente do mercado acionário brasileiro. Na semana, o índice acumulou ganho de 4,93%.
O principal motor desse movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro.
Esse fluxo também contribui para a valorização do real frente ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros, especialmente em um cenário de maior liquidez global e redução das incertezas externas.
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