domingo, abril 26, 2026

Agro

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Radar Rural: novo videocast do Canal Rural traz leitura estratégica do setor


Com apresentação de João Nogueira e Beatriz Gunther, o Radar Rural é o novo videocast do Canal Rural
Beatriz Gunther é editora sênior do site do Canal Rural; João Nogueira atua como editor executivo do Mercado & Cia

Intempéries climáticas, conflitos geopolíticos e economia do país fragilizada. Esses são apenas alguns dos desafios enfrentados diariamente pelo produtor rural brasileiro, que com o passar dos anos fica cada vez mais resiliente e segue alimentando o mundo.

As águas são turbulentas e, no campo, cada decisão conta. É nesse contexto que nasce o Radar Rural, novo videocast do Canal Rural. Toda semana, os jornalistas João Nogueira e Beatriz Gunther trazem os principais fatos do mercado e como decisões políticas e econômicas impactam o agronegócio.

Com foco no Plano Safra, na mudança de gestão no Ministério da Agricultura antes das eleições e nos impactos da guerra no Oriente Médio, o primeiro episódio já está no ar:

Pensado para o formato digital, o videocast é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, o programa é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30.

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Líderes dos EUA e do Irã iniciam negociações em busca de acordo


Foto gerada por IA para o Canal Rural

As delegações de alto nível dos Estados Unidos e do Irã iniciaram oficialmente, neste sábado (11), uma rodada de conversas diretas e presenciais em Islamabad, no Paquistão.

De acordo com agências de notícias internacionais, o encontro busca consolidar um cessar-fogo frágil de duas semanas e discutir os termos para o fim de um conflito que já dura seis semanas e impacta severamente os mercados globais, especialmente o de petróleo e combustíveis.

Composição das delegações

De acordo com comunicados da Casa Branca e reportagens veiculadas na mídia norte-americana, a comitiva é chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que viajou acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner.

Do lado iraniano, a liderança das negociações cabe ao presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, conforme confirmado pela mídia estatal iraniana.

Pontos centrais e divergências

Conforme apurado pelas agências internacionais, os temas na mesa são críticos:

  • Exigências de Teerã: O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país entra nas negociações com “total desconfiança” e exige a liberação de ativos financeiros congelados (estimados em US$ 6 bilhões), segundo o Institute for the Study of War (ISW) e o jornal britânico The Guardian.
  • Segurança Marítima: O controle do Estreito de Ormuz é o ponto de maior tensão. A Reuters destaca que os EUA buscam a reabertura total da via, enquanto o presidente Donald Trump afirmou em redes sociais que iniciou um processo de “limpeza” do local.
  • Programa Nuclear: Já a Associated Press relata que a proposta de 15 pontos dos EUA exige restrições severas ao programa nuclear iraniano.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ovos/Cepea: Preços recuam na semana, mas média mensal segue alta


A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui. Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25). Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias. A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea. 

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AgroNewsPolítica & Agro

CNA alerta para vazio sanitário e semeadura da soja



CNA reforça ações para combater a ferrugem asiática na safra de soja



Foto: Pixabay

Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.

Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.

O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.

Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.

De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.





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É seguro comer carne mal passada? Especialista esclarece


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O programa Giro do Boi desta semana abordou a segurança da carne mal passada, esclarecendo que a segurança do alimento depende mais da técnica de preparo e da origem do que do ponto de cozimento.

Segundo o professor Sérgio Pflanzer, especialista em carne da Unicamp, em cortes íntegros, como picanha e filé mignon, a contaminação bacteriana, como Salmonella e E. coli, fica restrita à superfície.

O calor intenso do selamento é suficiente para eliminar microrganismos presentes na parte externa, garantindo a segurança da carne mal passada, que é rosada por dentro.

Confira:

Importância da selagem adequada

Pflanzer destaca que, ao selar a carne em altas temperaturas, as fibras musculares de cortes inteiros permanecem virtualmente estéreis. Assim, a carne mal passada é segura para consumo, desde que tenha sido bem selada.

No entanto, o cenário muda para hambúrgueres e almôndegas, onde o processo de moagem pode misturar a contaminação da superfície com o interior. Para carnes moídas, a recomendação é que o núcleo atinja pelo menos 71°C para garantir a eliminação total de patógenos.

Fatores de segurança na escolha da carne

Pflanzer informa que o risco real na segurança da carne não está na suculência, mas em fatores como selo de inspeção, procedência garantida e refrigeração adequada. O “vermelho” no centro da carne não é sangue, mas mioglobina, uma proteína que transporta oxigênio nos músculos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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O dólar como cabo eleitoral de Lula


presidente Lula aumento IOF
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom

A política brasileira sempre teve uma relação íntima com o dólar. Quando o real ganha força, o governo respira. Para a gestão Lula, que enfrenta desafios de aprovação, a valorização da nossa moeda não é apenas um dado financeiro, mas uma ferramenta de sobrevivência política. 

O mecanismo é direto: dólar baixo significa importações mais baratas. Como grande parte da produção nacional hoje é atrelada a custos em dólar de fertilizantes a máquinas, o real forte reduz o custo de produção no Brasil.

Esse alívio na base da cadeia ajuda a segurar os preços finais, funcionando como um freio na inflação que o eleitor sente na gôndola. 

A proteína animal é o exemplo claro dessa dinâmica. Com o dólar em queda (que já acumula baixa de 7,5% em 2026), exportar carne torna-se menos lucrativo comparado ao mercado interno. Isso aumenta a oferta de comida dentro do país e força a queda dos preços. 

Para um governo que fez da “picanha” um símbolo, ver o preço das proteínas recuar é o argumento mais forte para reconquistar o bolso do cidadão.

No momento, o Planalto aposta que o carrinho de compras cheio falará mais alto do que as queixas dos exportadores. Se o dólar seguir cedendo, Lula terá o que comemorar: um possível alívio imediato no prato do brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Paridade do etanol chega perto de 70%, mas gasolina ainda compensa mais


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em seis estados na semana encerrada em 11 de abril.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol apresenta paridade de 69,28% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Em Goiás, a paridade era de 69,79%; em Mato Grosso, de 68,09%; em Mato Grosso do Sul, de 68,04%, no Paraná, de 69,70%, em Roraima, de 69,87%, e em São Paulo, de 67,56%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

Preço do etanol cai em 10 estados e sobe em 11 e no DF

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 11 Estados e no Distrito Federal, caíram em 10 e ficaram estáveis em 4 na semana encerrada no dia 11 de abril. O Amapá voltou a ter medição, com o litro valendo agora R$ 5,89.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol caiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,70 para R$ 4,69 o litro (-0,21%). Em São Paulo, principal produtor e consumidor e Estado com mais postos avaliados, o preço ficou estável, em R$ 4,52 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 3,31%, foi registrada no Pará, de R$ 5,13 para R$ 5,30 o litro. A maior queda ocorreu em Goiás, de -3,09%, de R$ 4,53 para R$ 4,39 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,79 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,66, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,39, foi registrado em Goiás, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,89 o litro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas irregulares impactam colheita do feijão no MATOPIBA


A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil e atingiu 73,5% da área total cultivada, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Matopiba, que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos têm sido influenciados pela distribuição das chuvas no início de abril, com contraste entre os estados da Bahia e do Piauí.

No Piauí, os acumulados recentes de chuva favoreceram as lavouras, especialmente nas áreas mais tardias. As precipitações registradas no fim de março e início de abril contribuíram para a manutenção do potencial produtivo, principalmente no sudeste do estado, que vinha apresentando déficit hídrico. No centro-norte, como em Campo Maior, os excedentes hídricos ajudaram a estabilizar a estimativa de perdas em 31,2%, conforme o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). “O sistema considera indicadores agrometeorológicos, como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo, para avaliar os impactos das condições climáticas sobre o desempenho das culturas”, informa a análise.

Ainda no estado, a previsão de menores volumes de chuva no sul tem aberto uma janela para o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas.

Na Bahia, a evolução da colheita ocorre de forma mais lenta devido às condições meteorológicas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos alcançaram 88% da área entre o fim de março e a primeira semana de abril. A continuidade das chuvas tem dificultado o trânsito de máquinas e afetado a qualidade dos grãos no oeste do estado. Em áreas do centro-sul, como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas reduziram a umidade do solo. Segundo o Sisdadro, a perda de produtividade pode chegar a 42,6% até 14 de abril.

Para os próximos dias, a previsão indica irregularidade das chuvas no Nordeste. No Piauí, os maiores acumulados devem ocorrer nas regiões norte, centro-norte e sudeste, com volumes entre 20 e 70 mm. Na Bahia, as chuvas mais expressivas são esperadas para o sul do estado, com acumulados entre 30 e 90 mm, principalmente entre sábado (11) e domingo (12). Nas demais áreas, a tendência é de baixos volumes ao longo da semana.

As temperaturas máximas devem variar entre 28 °C e 36 °C na maior parte da região. No sudeste do Piauí, os valores podem superar 36 °C, enquanto na Bahia a tendência é de temperaturas acima de 30 °C ao longo da semana.

Esse cenário, marcado por irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas, tende a reduzir os estoques de água no solo, sobretudo no centro-sul da Bahia, onde o déficit hídrico deve persistir. A análise destaca a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas e do monitoramento da umidade do solo para orientar o manejo das lavouras. “Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região”, conclui o boletim.





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Entressafra à caminho: erro no manejo pode custar caro; veja recomendações


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

No programa Giro do Boi desta quinta-feira (9), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, embaixador de conteúdo e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, destacou a importância do planejamento para os pecuaristas brasileiros diante da entressafra que se aproxima.

Segundo o especialista, o planejamento realizado neste período definirá se a fazenda conseguirá atravessar a escassez de alimentos com rentabilidade ou se enfrentará prejuízos, como a perda de peso do rebanho e a degradação do pasto. O foco deve ser o equilíbrio entre a oferta de alimento e o número de animais no pasto.

Confira:

Estratégias para enfrentar a entressafra

Wagner Pires ressaltou que o primeiro passo para lidar com a entressafra é entender a fisiologia das gramíneas tropicais, uma vez que o crescimento do capim não é linear ao longo do ano. Ignorar essa variação pode levar ao superpastejo.

Para aqueles que ainda têm umidade no solo, Pires sugeriu o uso de biosoluções como uma estratégia para prolongar a qualidade do pasto durante a entressafra. Ele esclareceu que a nutrição das plantas difere da adubação convencional e, em 2026, o uso de fertilizantes foliares será uma ferramenta crucial para a pecuária.

“É a tecnologia ajudando a equilibrar o manejo quando o clima não colabora”, afirmou Pires. Ele enfatizou que fortalecer a planta antes que o solo seque totalmente permite que o capim busque água em camadas mais profundas.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Dólar encerra semana a R$ 5,01 e bolsa encosta nos 200 mil pontos


dólar
Foto: Pixabay

O dólar voltou a cair no fechamento desta sexta-feira (10) e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes em meio a um ambiente externo mais favorável e maior apetite por risco global.

O movimento foi influenciado pela estabilidade do petróleo no mercado internacional, pela repercussão de dados de inflação no Brasil e pela perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio, o que favorece ativos de países emergentes.

Dólar em queda com apoio de juros e commodities

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,011 — menor nível desde abril de 2024. Ao longo do pregão, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00.

Na semana, a divisa acumulou recuo de 2,9%. No ano, a desvalorização chega a 8,72%.

Analistas apontam três fatores principais para o movimento: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio no cenário geopolítico, que reduz a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

No cenário interno, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que subiu 0,88% e veio acima das projeções, reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados. Esse ambiente aumenta a atratividade do real para o investidor estrangeiro.

Bolsa se aproxima dos 200 mil pontos

Na bolsa, o Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice superou os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.

Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde em 2026, consolidando a melhor sequência recente do mercado acionário brasileiro. Na semana, o índice acumulou ganho de 4,93%.

O principal motor desse movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro.

Esse fluxo também contribui para a valorização do real frente ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros, especialmente em um cenário de maior liquidez global e redução das incertezas externas.

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