domingo, abril 26, 2026

Agro

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Doenças fúngicas silenciosas afetam produtividade no agro


Doenças fúngicas que se manifestam de forma silenciosa nos primeiros estágios das lavouras têm comprometido o potencial produtivo antes mesmo de serem percebidas. Essas doenças são apontadas como principais responsáveis pelo desequilíbrio financeiro e pela redução do rendimento das safras em diversas propriedades agrícolas.

Impacto das doenças nas lavouras

A sanidade foliar e o manejo preventivo, com atenção especial ao baixeiro das plantas, são decisivos para que produtores de culturas como soja, milho e algodão consigam buscar uma maior eficiência produtiva. Nos últimos anos, os agricultores têm enfrentado um cenário desafiador, com doenças que surgem mais cedo e evoluem rapidamente, muitas vezes de forma invisível, afetando a capacidade das plantas de produzir energia.

Principais doenças identificadas

  • Cultura da soja: mancha alvo, tombamento e anomalias.
  • Cultura do milho: doenças bipolares, diploide e fusárium.

Essas doenças podem causar perdas significativas, dificultando a reversão dos danos mesmo nas fases finais do ciclo das culturas.

Estratégias de manejo eficazes

Especialistas recomendam antecipar o manejo e reforçar as aplicações ao longo do ciclo, focando no baixeiro e nas primeiras folhas, como medidas essenciais para preservar o potencial produtivo. A preservação da sanidade do terço inferior da planta é crucial, pois é nessa região que se concentra a maior produtividade.

Inovações tecnológicas no controle

A pesquisa e o papel da indústria, aliados às novas tecnologias, são fundamentais em um sistema de manejo inteligente contra doenças. O uso de novas moléculas, como a família Revisol, tem mostrado eficácia no controle de doenças, reduzindo custos e aumentando a seletividade no manejo.

Resultados práticos no campo

Produtores que adotaram essas estratégias, como Leonardo em Lucas do Rio Verde, já observam resultados positivos nas lavouras de soja e milho. A prática de um manejo preventivo, em vez de corretivo, tem se mostrado mais eficaz, resultando em aumentos significativos na produtividade.

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Exportações de DDG e DDGS brasileiros crescem com China


As exportações de DDG (Dried Distillers Grains) e DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles) do Brasil estão em ascensão, impulsionadas pela recente chegada da primeira remessa ao mercado chinês. Este movimento gera otimismo no setor, que já vende esses coprodutos do etanol de milho para 25 países.

Expansão das exportações

O Brasil produziu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS na safra 2025-2026, representando um aumento de 20% em relação ao ciclo anterior. Essa expansão é resultado do crescimento das usinas de etanol de milho, que atualmente operam 27 unidades, com 14 outras em construção.

Desafios e oportunidades

Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a concorrência com o farelo de soja e a necessidade de manter a competitividade dos preços. A exportação se torna uma estratégia essencial para garantir a viabilidade do negócio, especialmente em um cenário de possível acomodação de preços no mercado interno.

Mercado chinês

A chegada do primeiro carregamento brasileiro à China, com 62.000 toneladas, marca um novo capítulo para o setor. A China, maior comprador de DDGs do mundo, busca reduzir sua dependência dos Estados Unidos, oferecendo uma oportunidade significativa para o Brasil. Em 2024, a China importou mais de 65 milhões de dólares em DDGs, quase todos dos EUA.

Perspectivas futuras

O Brasil está atualmente exportando cerca de 1 milhão de toneladas de DDG, enquanto os Estados Unidos exportam 12 milhões. Com a abertura do mercado chinês, o Brasil tem a chance de aumentar sua participação e atender à crescente demanda por esses produtos.

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Brasil é o maior produtor de café, mas enfrenta desafios


O Brasil continua a ser o maior produtor de café do mundo, com Minas Gerais liderando essa produção. No entanto, as mudanças climáticas representam um alerta significativo para o setor, podendo impactar diretamente o desempenho da safra de 2026, que gera opiniões divergentes entre estimativas otimistas e a realidade observada nas lavouras.

Desafios da produção de café

Bruno Meuchará, supervisor de cafeicultura do sistema Faeng Senar, destacou a responsabilidade de Minas Gerais na produção de café e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ele afirmou que:

  • A maioria dos produtores ainda utiliza o modelo de sequeiro, dependendo de condições climáticas ideais.
  • A irrigação é comum, mas não é a norma em todo o estado.
  • As condições climáticas podem afetar a saúde das lavouras e, consequentemente, a produção.

Perspectivas para a safra de 2026

As estimativas para a safra de café de 2026 variam. A CONAB projeta uma produção de cerca de 66 milhões de sacas, enquanto outras empresas sugerem números próximos a 75 milhões. Meuchará acredita que a safra não deve alcançar as expectativas de recorde histórico, que superaria a marca de 62 milhões de sacas de 2018.

Apoio aos produtores

O sistema Faeng Senar oferece suporte aos produtores de café através de um programa que dura quatro anos, com assistência técnica mensal. Este programa visa:

  • Fornecer recomendações independentes e isentas aos produtores.
  • Auxiliar na gestão de custos específicos de produção.
  • Capacitar os produtores a buscar as melhores opções no mercado.

Com a crescente preocupação sobre as mudanças climáticas, o setor cafeeiro brasileiro se vê diante de um cenário desafiador, exigindo adaptação e inovação para garantir a continuidade de sua produção.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar fecha em R$4,9836, no menor valor do ano, após Irã reabrir Estreito de…


Logotipo Reuters

 

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) – O anúncio de que o Irã vai reabrir o Estreito de Ormuz pesou sobre o dólar nesta sexta-feira no Brasil, com a moeda norte-americana encerrando o dia no território negativo, renovando a menor cotação do ano.

O dólar à vista encerrou o dia em leve queda de 0,20%, aos R$4,9836, menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$4,9805.

Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,53% e, no ano, recuo de 9,21%.

Às 17h09, o dólar futuro para maio DOLc1 — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,22% na B3, aos R$4,9960.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse pela manhã que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, no Líbano.

Trump, por sua vez, afirmou que os EUA manterão seu bloqueio naval contra o Irã até que um acordo seja finalizado, mas disse acreditar que isso “será feito muito rapidamente”. Segundo ele, representantes dos dois países podem voltar a se reunir no fim de semana. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que ainda há diferenças significativas entre os dois países quanto a questões nucleares.

A expectativa de um acordo entre os países e, em especial, o anúncio de reabertura de Ormuz fizeram o dólar ceder ante as demais divisas, incluindo o real, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana.

Às 10h06, o dólar à vista marcou a menor cotação intradia de R$4,9506 (-0,86%).

“O dólar recuou com força na sessão e chegou a renovar a mínima do ano, refletindo um movimento global de redução de prêmio de risco após a reabertura do Estreito de Ormuz”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Ainda durante a manhã, no entanto, o dólar voltou a ganhar força ante o real, se reaproximando dos R$5,00, com alguns participantes do mercado aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda.

Às 14h11, o dólar à vista marcou a máxima de R$4,9933 (estável), para depois encerrar a sessão em leve baixa.

No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — se mantinha em leve queda neste fim de tarde, mas acima da marca de 98, após ter oscilado abaixo disso durante boa parte do dia.

Em relatório a clientes distribuído pela manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o índice do dólar está com “tendência de baixa de longo prazo e ameaçando perder a região de 98, fato que beneficiaria ainda mais a moeda brasileira”.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

(Edição de Isabel Versiani)





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AgroNewsPolítica & Agro

Com alta em todos os grupos, IPPA/CEPEA avança 3% em março


Em março, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta de 3,02% em relação ao mês anterior. O resultado mensal refletiu aumentos em todos os subgrupos, com destaque para o IPPA-Hortifrutícolas (15,94%), seguido por IPPA-Grãos (3,01%), IPPA-Pecuária (2,65%) e IPPA-Cana-Café (1,20%), indicando um movimento de recuperação dos preços agropecuários no período. No grupo de grãos, os principais destaques de alta foram algodão, arroz, soja e trigo, enquanto o milho exerceu pressão negativa.

Na pecuária, houve elevação nos preços de boi gordo, leite e ovos, ao passo que frango vivo e suíno vivo apresentaram quedas. No segmento hortifrutícola, os aumentos de batata, banana e uva contrastaram com as retrações de tomate e laranja. Já em Cana-Café, o avanço do café foi parcialmente compensado pela queda da cana. 

O IPA-OG-DI registrou alta de 1,02% no mês, indicando que, em março, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos avançaram 2,4% em dólares e, com a leve depreciação cambial (0,38%), resultaram em aumento de 2,79% quando medidos em reais. 

Na comparação entre períodos (jan-mar/2026 contra jan-mar/2025), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 9,79%, com retrações em todos os grupos: IPPA-Cana-Café (-16,61%), IPPA-Hortifrutícolas (-14,05%), IPPA-Grãos (-9,85%) e IPPA-Pecuária (-5,73%). No mesmo período, o IPA-OG-DI recua 2,55%, enquanto os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 14,29% em reais e de 4,59% em dólares, refletindo também a valorização de 10,12% do real no período. 





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Após 12 anos tocando uma granja sozinha, produtora vê filho assumir comando e ampliar negócios


A trajetória de Maria Elisa, em Orleans (SC), é um testemunho de resistência. Durante 12 anos, ela foi o rosto e a força por trás de uma granja de 30 mil aves, assumindo a liderança em um setor majoritariamente masculino. Vinda de uma rotina exaustiva na lavoura de fumo e milho, onde a tração animal e o trabalho manual eram a regra desde os onze anos, Elisa encontrou na avicultura, em 2012, a oportunidade de mudar o destino da família e abandonar as incertezas das safras a céu aberto.

O início foi um mergulho no desconhecido. Sem experiência prévia, ela aprendeu o manejo na prática, chegando ao extremo de dormir dentro do aviário para garantir o controle térmico dos pintinhos. Tudo isso enquanto conciliava a produção intensiva com o cuidado de pais doentes e as demandas da casa. “Foi um período de muito desafio, mas de muito aprendizado”, afirmou a produtora, que se tornou referência em dedicação dentro do sistema de integração.

Sucessão familiar

A história de Maria Elisa ganhou um novo capítulo em 2023, quando o filho Guilherme decidiu trocar a vida na cidade pelo retorno às raízes. A sucessão familiar, muitas vezes um gargalo no campo, aconteceu de forma planejada. Guilherme trouxe o fôlego da juventude e o foco exclusivo na técnica, transformando a gestão da granja climatizada em uma operação de alta performance.

Com a entrada do filho, a propriedade atingiu novos índices de produtividade. A divisão de tarefas permitiu que Maria Elisa seguisse como mentora e braço direito, enquanto Guilherme aplica o rigor técnico exigido pela indústria. Essa união entre a experiência de quem “sentia” o lote noites a fio e a visão moderna de quem busca eficiência máxima resultou em premiações e no reconhecimento da qualidade do frango produzido em Orleans, que hoje abastece mercados no Brasil e no exterior.

Legado e futuro

Para Dona Elisa, o maior troféu não são os prêmios de produtividade, mas ver o filho prosperando na terra que ela defendeu sozinha por mais de uma década. A avicultura proporcionou à família não apenas estabilidade financeira, mas o orgulho de pertencer a uma cadeia global de alimentos. A transição da enxada e da tração animal para os painéis de controle da granja climatizada simboliza a evolução da mulher no agro e a força da sucessão familiar catarinense.

Hoje, a família de Elisa olha para o futuro com a segurança de quem construiu um legado sólido. O plano é consolidar os ganhos de eficiência e, quem sabe, expandir. Mas o objetivo principal já foi alcançado: manter a família unida no campo, com a certeza de que a produção de alimentos é um propósito de vida que atravessa gerações.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Quando o frio chega? Meteorologista do Canal Rural aponta data da virada no tempo


frio
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante a semana predomina temperaturas elevadas e tempo seco em boa parte do Centro-Sul do Brasil. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o padrão de calor será prolongado, com a chegada do frio mais significativo apenas na virada para maio.

No último domingo (19), os termômetros chegaram a 40,6 °C em Porto Estrela (MT), de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além do calor, a baixa umidade relativa do ar, abaixo dos 30% em algumas áreas, aumenta o risco para focos de incêndio, especialmente no interior do Centro-Oeste e do Sudeste.

De acordo com Müller, a tendência para os próximos 10 dias é de manutenção desse cenário, com um “bolsão” de ar quente e seco predominando sobre o Brasil central. As máximas podem voltar a atingir entre 38 °C e 39 °C em áreas do Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso.

Enquanto isso, a chuva se concentra em outras regiões. No Norte, os volumes podem variar entre 40 e 100 milímetros em cinco dias, com acumulados mais elevados em pontos isolados. Já no Sul, a expectativa é de retorno das precipitações mais significativas na próxima semana, com até 100 mm, beneficiando principalmente áreas do Paraná que enfrentam restrição hídrica.

Frio demora, mas pode trazer geada

Apesar de amanheceres mais amenos no Sul e Sudeste, com mínimas entre 12 °C e 15 °C, o frio mais intenso ainda está distante. Segundo o meteorologista, a mudança mais consistente no padrão de temperatura deve ocorrer apenas na virada de abril para maio.

Entre os dias 26 e 30 de abril, as mínimas voltam a cair no Sul, ficando abaixo dos 10 °C, mas ainda sem risco de geada. Já no início de maio, há संभावना de incursões de ar frio mais fortes, especialmente no Rio Grande do Sul, com possibilidade de geadas fracas em áreas de fronteira com o Uruguai.

Em municípios como Dom Pedrito (RS), os termômetros podem registrar mínimas entre 5 °C e 6 °C nas primeiras semanas de maio, indicando a chegada mais efetiva do outono.

Chuva irregular e atenção no campo

Para regiões produtoras como Bataguassu (MS), o calor continua sendo destaque, com máximas entre 35 °C e 36 °C até o início de maio, o que pode provocar estresse térmico no gado em confinamento.

A chuva será irregular nessas áreas, com dois episódios previstos: um na virada do mês e outro no fim da primeira semana de maio. Ainda assim, os acumulados não devem ultrapassar 50 mm.

No Sul, por outro lado, a previsão indica volumes mais expressivos no começo de maio. Em partes do Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 150 mm na primeira semana do mês, o que pode atrapalhar os trabalhos no campo.

Além disso, modelos climáticos já apontam sinais de atuação do fenômeno La Niña nas próximas semanas, o que tende a favorecer chuvas acima da média na região Sul.

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AgroNewsPolítica & Agro

Novas cultivares de cana serão apresentadas na Agrishow 2026



Setor sucroenergético recebe novas cultivares



Foto: Canva

O Instituto Agronômico apresentará duas novas variedades de cana-de-açúcar durante a Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto. As cultivares IACCTC09-6166 e IAC07-2361 serão exibidas no espaço do instituto, onde também funciona a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana, vinculada à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Além dos novos materiais, o Instituto Agronômico levará ao evento outras dez cultivares já difundidas no país, além de informações sobre tecnologias como o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) e a Tecnologia do Terceiro Eixo. O sistema de mudas tem produção anual estimada em 200 milhões de unidades, enquanto a tecnologia de plantio já é adotada em parte do setor com o objetivo de reduzir a exposição da cultura ao déficit hídrico.

Segundo o líder do Programa Cana IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, o evento permitirá a aproximação com o público. “Será uma oportunidade para o público interagir com os nossos pesquisadores e conhecer os materiais mais recentes liberados pelo Programa Cana IAC ao setor sucroenergético, com alto potencial produtivo e com características que agradam produtores e indústria”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, as variedades IAC07-2361 e IACCTC09-6166 são indicadas para a região Centro-Sul do Brasil e ampliam as alternativas disponíveis aos produtores. As cultivares apresentam características voltadas à produtividade agroindustrial e à adaptação ao manejo mecanizado ao longo dos ciclos produtivos.

A variedade IAC07-2361 é descrita como adaptada à mecanização no plantio e na colheita, com população de colmos estável ao longo dos cortes e resistência ao acamamento. Já a IACCTC09-6166 apresenta manutenção uniforme de colmos, adaptação a diferentes ambientes e longo período de utilização industrial, além de características compatíveis com sistemas mecanizados.





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Alta da gasolina mantém etanol competitivo em SP, mostra Itaú BBA


Posto de combustível - etanol
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do etanol hidratado registraram alta no mercado spot de São Paulo entre o fim de março e o início de abril. Dados da Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o biocombustível foi negociado a R$ 3,02 por litro em 31 de março, aumento de 4% em relação aos 30 dias anteriores.

No dia 10 de abril, a cotação chegou a R$ 3,04 por litro, mantendo o movimento de valorização no período.

Oferta e paridade influenciam cotações

Na região de Paulínia, principal polo de comercialização, os preços acompanharam a tendência de alta. O movimento reflete menor disponibilidade do produto, maior firmeza das distribuidoras e melhora da paridade com a gasolina.

O período coincide com a transição para o início da safra 2026/27 no Centro-Sul, com retomada da moagem pelas usinas.

Mercado externo impacta combustíveis

O cenário internacional influenciou o mercado no período. A variação do petróleo, associada a tensões no Oriente Médio, afetou os preços da gasolina no Brasil.

Sem reajustes formais, a gasolina registrou aumento indireto, o que ampliou a competitividade do etanol e sustentou a demanda no curto prazo.

Expectativa para a safra

Para a safra 2026/27, a previsão é de aumento na produção, com crescimento da moagem e maior direcionamento para o etanol no Centro-Sul.

No curto prazo, o mercado segue condicionado às oscilações do setor de energia.

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STF dá ultimato sobre a Moratória da Soja


STF
Foto: Ascom STF

A soja brasileira, motor do PIB nacional, vive um momento de definição. O epicentro é a Moratória da Soja, um pacto que, embora vendido como selo de sustentabilidade, hoje é visto por muitos como uma ferramenta de exclusão que fere a soberania do Código Florestal e o direito à livre concorrência.

O movimento agora é de contagem regressiva. O STF fixou o dia 30 de abril como o prazo final para que as partes entreguem propostas de acordo. Enquanto isso, o Cade já reafirmou seu entendimento de que o pacto tem contornos de prática restritiva e deveria ter sido encerrado no início deste ano, mantendo a pressão sobre a ilegalidade da medida.

A moratória transmite ao mundo a falsa ideia de que o produtor tenta burlar normas, quando o desrespeito ambiental é a exceção

A grande crítica que surge do campo é a penalização injusta. Ao impor regras paralelas ao que já diz a lei brasileira, a moratória transmite ao mundo a falsa ideia de que o produtor tenta burlar normas, quando o desrespeito ambiental é a exceção, não a regra. Cria-se uma sensibilidade negativa: quanto mais se tenta “remediar” um problema inexistente para quem cumpre a lei, mais o produtor paga a conta de uma desconfiança descabida.

O produtor brasileiro já segue uma das legislações ambientais mais rigorosas do planeta. Punir quem está dentro da legalidade é ignorar o esforço de quem preserva e produz.

O Brasil não pode aceitar que acordos privados se sobreponham à soberania das nossas leis.

O encerramento é claro: o Brasil não pode aceitar que acordos privados se sobreponham à soberania das nossas leis. O que se espera do STF e do Cade não é um novo pacto de restrições, mas o respeito definitivo ao Código Florestal. É hora de parar de penalizar quem carrega o país nas costas e reconhecer, de uma vez por todas, a legalidade e a competência do produtor rural brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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