Mato Grosso registrou um desempenho histórico na exportação de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, consolidando a liderança nacional no setor. O estado embarcou aproximadamente 251.000 toneladas em equivalente de carcaças, representando uma alta de 26,27% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desempenho das exportações
O volume exportado marca um recorde para o período, conforme informou o Instituto Matogrossense de Carne. Este crescimento reflete a robustez do setor agropecuário do estado e sua capacidade de atender à demanda externa.
Contexto do mercado
O aumento nas exportações é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a qualidade da carne produzida em Mato Grosso.
O estado se destaca na produção de carne bovina, sendo um dos principais fornecedores do Brasil.
A tendência de crescimento deve continuar, impulsionada pela demanda internacional.
A região da Bahia, especialmente o município de João Dourado, entra em um período seco, enquanto Jaguari, no Rio Grande do Sul, registra chuvas significativas. As previsões climáticas indicam mudanças importantes para ambas as localidades nos próximos meses.
Previsão para a Bahia
Em João Dourado, a previsão para abril aponta para a continuidade do período seco, com temperaturas máximas em torno de 30ºC. A expectativa é de um último pulso de chuvas na segunda semana de maio, mas com volumes baixos, entre 10 e 15 mm.
Período seco se intensifica na região de Irecê.
Retorno das chuvas volumosas previsto para setembro e outubro.
Previsão para Jaguari
No Rio Grande do Sul, Jaguari deve enfrentar um aumento nas temperaturas no final do mês, com mínimas abaixo de 10ºC previstas para a segunda semana de maio. A possibilidade de geadas aumenta no final de maio e início de junho.
Chuvas devem voltar, mas não de forma volumosa.
Expectativa de chuvas acima da média em junho, com volumes de até 170 mm.
Os agricultores devem se preparar para as condições climáticas, que podem impactar as atividades no campo, especialmente em Jaguari, onde a colheita da soja está em andamento.
Foi lançada oficialmente em Juazeiro, no norte da Bahia, a Barra AgroShow 2026, que promete dobrar o faturamento em relação à edição anterior. A organização do evento espera um crescimento significativo em sua área e número de expositores, além de trazer novidades para o setor agropecuário.
Expectativas de faturamento
A Barra AgroShow 2026 projeta um faturamento de R$ 60 milhões, superando os R$ 32 milhões registrados no ano passado. O evento deve crescer em área de exposição entre 30% e 40% e contará com uma programação diversificada.
Novidades do evento
Inclusão da pecuária na programação, com exposição de animais da região.
Realização de palestras qualificadas sobre fruticultura e agricultura familiar.
Promoção do evento “Mulheres do Agro”, com foco na participação feminina no setor.
Contribuição para o desenvolvimento regional
A Barra AgroShow é vista como uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva da fruticultura e agropecuária no Vale do São Francisco. O evento será realizado entre os dias 19 e 22 de agosto em Barra, no oeste da Bahia, e contará com a participação de autoridades locais, representantes de empresas e instituições de ensino.
A semana começa com temperaturas elevadas e calor intenso no centro-sul do Brasil. No último domingo, Porto Estrela, município do Mato Grosso, registrou 40,6ºC, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A situação é preocupante, pois os índices de umidade relativa podem ficar abaixo dos 30%, aumentando o risco de focos de incêndio.
Previsão do tempo para os próximos dias
O meteorologista Artur Miller, do canal Rural Notícias, alerta que o calor e a seca devem persistir nas próximas semanas, especialmente nas regiões sudeste e centro-oeste. As previsões indicam:
Temperaturas máximas entre 38ºC e 39ºC no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Possibilidade de chuvas volumosas na região norte, com acumulados de 40 a 50 mm em Rondônia e Acre.
Retorno de chuvas no Paraná, com expectativa de pelo menos 100 mm, beneficiando a agricultura local.
Impactos nas regiões afetadas
A situação climática pode afetar a produção agrícola e a saúde animal. O estresse térmico no gado em confinamento é uma preocupação, com temperaturas podendo chegar a 36ºC. Além disso, a previsão de chuvas para o Rio Grande do Sul pode trazer geadas fracas no início de maio, impactando as lavouras.
Condições climáticas no Sudeste
No Sudeste, o tempo deve permanecer firme, com temperaturas elevadas e sem previsão de chuvas significativas até o final de abril. A expectativa é de que a frente fria que avança sobre a região sul traga temporais, especialmente no Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.
Durante uma agenda na Europa, o governo brasileiro e o governo alemão divulgaram uma declaração conjunta que inclui acordos em defesa, inteligência artificial e diálogo estratégico sobre ação climática e combate a crimes ambientais. As medidas foram apresentadas em paralelo à maior feira industrial do mundo, que ocorre em Hannover.
Compromissos com a sustentabilidade
Na declaração, os dois países reafirmaram o compromisso com a transição energética, o combate às mudanças climáticas e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. O Brasil se posicionou como um parceiro chave para a descarbonização da indústria europeia, destacando sua matriz energética limpa e o potencial na produção de biocombustíveis e hidrogênio verde.
Agroeficiência e bioeconomia
O Brasil busca consolidar a imagem de um agroeficiente e sustentável.
O governo brasileiro defendeu que a produção agrícola pode crescer sem avançar sobre florestas.
Brasil e Alemanha sinalizaram interesse em ampliar projetos conjuntos na bioeconomia.
Inovação e tecnologia no campo
A agenda inclui também inovação no campo, com foco em digitalização, monitoramento ambiental e desenvolvimento de tecnologias para uma agricultura mais eficiente e resiliente às mudanças climáticas. Além disso, os países discutem a cooperação em minerais estratégicos e energia limpa.
Reposicionamento do Brasil
O Brasil está se reposicionando de fornecedor de commodities para protagonista da economia verde global, com o agro como vitrine. A relação com a Alemanha se fortalece em um momento em que há pressão global para produzir mais com menos impacto ambiental.
O Brasil espera também um maior aporte da Alemanha para a preservação de florestas, reforçando sua posição como um parceiro estratégico na transição energética e na luta contra as mudanças climáticas.
A compostagem de carcaças de animais surge como uma alternativa sustentável e segura para produtores rurais, conforme técnica desenvolvida pela Embrapa. Essa abordagem visa reduzir riscos sanitários e impactos ambientais, sendo essencial para o descarte correto de milhões de toneladas de carcaça animal geradas anualmente no Brasil, um dos maiores produtores de carne do mundo.
Modelos de compostagem
A compostagem pode ser realizada em três modelos principais, todos acessíveis e que não exigem equipamentos caros:
Compostagem tradicional: consiste em camadas de substrato e carcaças, adequada para animais pequenos.
Compostagem acelerada: utiliza rotoaceleradores para triturar e homogeneizar a carcaça com substrato, reduzindo o tempo de compostagem para cerca de 30 dias.
Compostagem em leiras: permite o tratamento de animais inteiros, cobrindo-os com substrato em um local seco e distante de mananciais.
Importância do processo
O descarte inadequado de carcaças pode causar contaminações e prejuízos à saúde humana e animal. A compostagem, ao eliminar patógenos, contribui para a bioseguridade das criações. Para cada quilo de animal morto, são necessários de 1,5 a 2 kg de substrato. Por exemplo, uma granja com 1.000 matrizes e 10% de mortalidade precisaria de cerca de 150 m² para compostagem.
Benefícios e considerações
Além de ser uma técnica acessível, a compostagem gera um composto orgânico que pode ser utilizado como fonte de nutrientes na agricultura, embora não seja recomendado para hortas ou frutas diretamente. O processo, que pode atingir temperaturas de quase 70ºC, garante a eliminação de agentes patogênicos, tornando-se uma solução eficiente e sustentável para o manejo de carcaças.
A realização de um tour técnico promovido pela Elicit Plant Brasil marcou o encerramento da colheita da soja no Rio Grande do Sul (RS) e o fechamento da safra de milho verão no ciclo 2025/2026. O encontro reuniu pesquisadores, agricultores e representantes da distribuição para avaliação dos resultados e análise técnica das lavouras em diferentes regiões do Estado.
O tour teve como destaque visitas técnicas a áreas de pesquisa e propriedades rurais nos municípios de São Luiz Gonzaga, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo, Pontão e Santa Bárbara do Sul, promovendo a integração entre ciência, prática de campo e mercado. Conforme o responsável pelas operações da empresa no país, Felipe Sulzbach, durante a visitação, os participantes acompanharam de perto o desempenho das lavouras, discutiram estratégias de manejo e analisaram os impactos das condições climáticas sobre a produtividade da soja.
Nas áreas conduzidas por pesquisadores, foram apresentados resultados de ensaios e avaliações técnicas com foco no comportamento de cultivares, sanidade das plantas, manejo nutricional e controle de pragas e doenças. Já nas propriedades de agricultores, o grupo conferiu na prática as decisões tomadas ao longo da safra, os desafios enfrentados e os resultados obtidos em ambientes reais de produção.
Nesse contexto, o Elizon, desenvolvido pela Elicit Plant, demonstrou alta performance técnico‑comercial na soja, contribuindo para a proteção do potencial produtivo e a estabilidade das lavouras frente aos estresses abióticos. De acordo com Sulzbach, em áreas de pesquisa e campos comerciais, o produto apresentou resultados consistentes, “com excelente seletividade, favorecendo a manutenção da área foliar sadia e o equilíbrio fisiológico ao longo do ciclo”. “Esses atributos resultaram em maior uniformidade de desenvolvimento e mais segurança no manejo fitossanitário, reforçando o posicionamento de Elizon como uma solução estratégica de valor agregado para programas de manejo da soja, alinhando desempenho agronômico e resultado econômico ao produtor e à distribuição,” destaca.
O tour também marcou o fechamento oficial da safra de milho verão, com a apresentação de um panorama técnico direcionado à distribuição. Foram compartilhados dados de produtividade que registrou entre 15 e 17 sacos a mais, análise do comportamento das lavouras frente ao clima, desempenho de tecnologias utilizadas e os principais aprendizados do ciclo, contribuindo para o alinhamento estratégico e o planejamento da próxima safra.
Sulzbach afirma que a iniciativa reforça a importância da troca de experiências, da validação técnica em campo e da proximidade com a distribuição. “Os dados da safra são transformados em informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão e o posicionamento junto ao produtor rural”, reitera.
O estresse térmico causado pelo calor extremo tem impactado significativamente a produção avícola no Brasil, afetando o bem-estar das aves e reduzindo a produtividade, além de aumentar os impactos ambientais da atividade.
Consequências do estresse térmico
O estresse térmico ocorre quando as aves ficam fora da zona ideal de temperatura, resultando em desequilíbrio no organismo e comprometendo seu desenvolvimento e produção. As principais consequências incluem:
Perda do equilíbrio metabólico, aumentando o gasto energético.
Redução do consumo de ração e aumento do consumo de água.
Maior vulnerabilidade a doenças.
Queda na produção e até mortalidade em casos graves.
Impactos na produção
As alterações provocadas pelo estresse térmico resultam em:
Redução do ganho de peso entre 5% a 17%.
Perda na produção de ovos de 10% a 20%.
Comprometimento da qualidade da carne e da casca dos ovos.
Medidas de manejo e nutrição
Para mitigar os efeitos do calor, é essencial implementar ajustes de ambiência e manejo, tais como:
Uso de ventiladores, nebulizadores e painéis evaporativos.
Manutenção da água fresca e em quantidade suficiente.
Controle da densidade de aves por metro quadrado.
Fornecimento de ração nas horas mais frescas do dia.
Além disso, ajustes nutricionais como aumentar a densidade energética das rações e utilizar aditivos funcionais podem melhorar a digestibilidade e a imunidade das aves, contribuindo para um sistema produtivo mais equilibrado e com menor impacto ambiental.
O Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) deve recuar 4,4% neste ano, para R$ 1,416 trilhão ante R$ 1,481 trilhão registrados no ano passado, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a confederação, a recuperação lenta dos preços dos produtos agrícolas neste ano mantém a projeção de queda do VBP.
“Esse resultado ainda reflete a combinação da redução dos preços reais na comparação com 2025, embora se verifique uma recuperação nos preços de algumas commodities agrícolas em 2026, associada a variações positivas na produção agropecuária”, explicou a confederação em nota técnica.
A previsão de faturamento para a agricultura é de R$ 917,8 bilhões, retração de 5,2% ante 2025. Produtos com participação relevante no total do VBP devem registrar recuo no faturamento bruto neste ano, como o café robusta (-21,2%), seguido do algodão em pluma (-16,6%), da cana-de-açúcar (-4,1%) e do milho (-5,7%).
“Para o algodão e o milho, espera-se redução tanto nos preços quanto na produção na comparação anual, enquanto, para o café robusta e a cana-de-açúcar, projeta-se aumento na quantidade produzida”, observou a CNA.
Em contrapartida, entre as culturas com crescimento no VBP, destacam-se o café arábica, com alta de 8,2%, impulsionada pelo forte avanço da produção (23,3%), apesar da queda nos preços (-12,3%), e a soja, com crescimento marginal de 0,1%, sustentado pelo aumento de 3,7% na produção, frente a uma redução de 3,4% nos preços, apontou a confederação.
Pecuária
Já a pecuária deve registrar receita de R$ 498,0 bilhões, queda anual de 2,8%, projeta a CNA, em nota técnica. “Com exceção da carne bovina, para a qual se espera um crescimento de 7,6% no VBP, mesmo diante de uma redução de 1,45% na produção, os demais produtos devem apresentar queda em seus VBPs. Esse resultado decorre de recuos superiores a 10% nos preços, apesar do aumento esperado nas quantidades produzidas, insuficiente para compensar a queda de preços na comparação anual”, detalhou a CNA.
A entidade projeta reduções de 18,7% no VBP do leite, de 12,7% na carne suína, de 9,8% na carne de frango e de 6,9% nos ovos.
O valor bruto da produção é o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais recebidos pelos produtores de todo o País.
A importação de alho argentino tem gerado um impacto significativo no mercado brasileiro, resultando em uma queda acentuada nos preços e prejuízos para os agricultores locais. A Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) estima que a produção nacional deve diminuir entre 15% e 20% neste ano devido à forte concorrência do alho importado.
Impacto das importações
A cultura do alho, que envolve cerca de 40.000 produtores, principalmente nas regiões serrana e sul do Brasil, enfrenta um cenário desafiador. O excesso de oferta registrado em 2025 derrubou os preços no mercado interno, levando muitos agricultores a não conseguirem comercializar nem 20% da safra passada.
Ações da ANAPA
A ANAPA deve protocolar um pedido de investigação por prática de dumping contra o alho argentino, que entra no Brasil sem tarifas devido ao Mercosul.
A alegação é de que o alho argentino está sendo comercializado abaixo do custo de produção nacional.
O presidente da ANAPA, Rafael Corcino, destacou que a Argentina depende fortemente do mercado brasileiro, destinando cerca de 70% da sua produção ao Brasil nos últimos 10 anos.
Expectativas para o futuro
Com a expectativa de que o volume de alho importado ultrapasse 10 milhões de caixas em 2026, a ANAPA alerta para a necessidade de ações que protejam os produtores brasileiros e garantam a sustentabilidade da produção nacional.