sábado, abril 25, 2026
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Chuvas reduzem ritmo da colheita no arroz


A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul segue em ritmo mais lento, influenciada pelas condições climáticas registradas nos últimos dias e pela necessidade de avanço gradual das operações no campo. A avaliação é de Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, com base no informativo semanal do IRGA, que aponta que as chuvas recentes reduziram a velocidade dos trabalhos nas lavouras.

Segundo Jacociunas, ainda é necessário aguardar o encerramento da safra para que seja possível consolidar a produtividade média de cada região produtora. Até o momento, a evolução da colheita indica diferenças locais, especialmente em áreas onde o excesso de umidade atrasou a entrada das máquinas e prolongou a permanência das lavouras no campo.

Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a movimentação em unidades de recebimento e armazenagem chama atenção. De acordo com o agrônomo, há registros de filas de espera para descarga, cenário que pode indicar uma safra dentro da normalidade em termos de produtividade. A região, tradicional na produção de arroz irrigado, concentra parte importante da entrega do grão neste período.

Em relação à qualidade, a avaliação geral é positiva. Os grãos colhidos apresentam, de modo predominante, boa condição. No entanto, produtores que enfrentaram atraso na colheita relatam áreas colhidas mais recentemente com rendimento abaixo do melhor padrão, reflexo do prolongamento do ciclo de retirada do arroz das lavouras.

No mercado, a oferta segue retraída. Jacociunas observa que ainda existem lotes da safra passada em poder de produtores, que buscam negociar valores mais favoráveis. A retenção da produção também aparece na safra atual, em meio à expectativa de preços melhores. Para o agrônomo, essa estratégia envolve riscos, já que o valor desejado pode não ser alcançado.

Outro fator de pressão é a valorização do real frente ao dólar, que dificulta o escoamento da safra por meio das exportações. Esse movimento reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo e pode limitar alternativas de comercialização em um momento de maior disponibilidade do grão.

 





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