Embrapa cria técnica sustentável para compostagem de carcaças

A compostagem de carcaças de animais surge como uma alternativa sustentável e segura para produtores rurais, conforme técnica desenvolvida pela Embrapa. Essa abordagem visa reduzir riscos sanitários e impactos ambientais, sendo essencial para o descarte correto de milhões de toneladas de carcaça animal geradas anualmente no Brasil, um dos maiores produtores de carne do mundo.
Modelos de compostagem
A compostagem pode ser realizada em três modelos principais, todos acessíveis e que não exigem equipamentos caros:
- Compostagem tradicional: consiste em camadas de substrato e carcaças, adequada para animais pequenos.
- Compostagem acelerada: utiliza rotoaceleradores para triturar e homogeneizar a carcaça com substrato, reduzindo o tempo de compostagem para cerca de 30 dias.
- Compostagem em leiras: permite o tratamento de animais inteiros, cobrindo-os com substrato em um local seco e distante de mananciais.
Importância do processo
O descarte inadequado de carcaças pode causar contaminações e prejuízos à saúde humana e animal. A compostagem, ao eliminar patógenos, contribui para a bioseguridade das criações. Para cada quilo de animal morto, são necessários de 1,5 a 2 kg de substrato. Por exemplo, uma granja com 1.000 matrizes e 10% de mortalidade precisaria de cerca de 150 m² para compostagem.
Benefícios e considerações
Além de ser uma técnica acessível, a compostagem gera um composto orgânico que pode ser utilizado como fonte de nutrientes na agricultura, embora não seja recomendado para hortas ou frutas diretamente. O processo, que pode atingir temperaturas de quase 70ºC, garante a eliminação de agentes patogênicos, tornando-se uma solução eficiente e sustentável para o manejo de carcaças.
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