O mercado físico do boi gordo começa a apresentar sutis sinais de mudança, com frigoríficos passando a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate, indicando para avanços.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.
“Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, sinaliza.
O especialista lembra que em termos de normas regulatórias, a China é cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no país asiático.
Preços médios da arroba
São Paulo: R$ 369,33 — ontem: R$ 369,79
Goiás: R$ 358,04 — ontem: R$ 359,64
Minas Gerais: R$ 357,65 — ontem: R$ 350,29
Mato Grosso do Sul: R$ 361,25 — ontem: R$ 361,48
Mato Grosso: R$ 365,14 — ontem: R$ 365,81
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9921 para venda e a R$ 4,9901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9849 e a máxima de R$ 4,9999.
No Giro do Boi desta quarta-feira (15), o debate sobre a recria ganhou contornos decisivos com a participação do Dr. Guilherme Vieira, médico veterinário e consultor. O foco central foi o confronto entre o modelo tradicional, caracterizado pela lentidão e pelo estresse pós-desmame, e a recria intensiva a pasto (RIP), o modelo “turbinado”.
O veredito técnico é claro: investir em uma recria caprichada não é apenas uma escolha nutricional, mas uma estratégia financeira para quem deseja girar o capital até três vezes mais rápido e verticalizar a produção por área. A recria tradicional é apontada como o maior gargalo da pecuária brasileira, onde animais negligenciados perdem tempo e peso, especialmente na transição para a seca.
Confira:
Benefícios da recria intensiva
A RIP surge como a solução para “vender tempo” e aumentar o faturamento. Enquanto a recria extensiva pode levar de 36 a 48 meses para o abate, a RIP permite que o animal entre com sete arrobas e saia com até doze arrobas em apenas três a cinco meses. O sistema possibilita girar o negócio até três vezes por ano na mesma área, elevando a lotação de duas cabeças para seis cabeças por hectare.
A fase de recria é o momento do “estirão”. O aporte correto de proteína garante o desenvolvimento ósseo e muscular (hipertrofia), preparando o animal para um acabamento superior no gancho ou para a reprodução precoce das fêmeas.
Para que a recria turbinada entregue resultados, o Dr. Guilherme Vieira destaca que a fazenda precisa de rigor técnico e infraestrutura adequada. Ele informou que o grande problema do Brasil é o animal passar por duas secas na recria, o que causa um prejuízo muscular difícil de recuperar. Na RIP, o animal já aprende a comer no cocho e mantém o desenvolvimento constante.
Isso garante que novilhas entrem em reprodução aos 13 ou 14 meses, combatendo o “útero infantil” e acelerando o retorno sobre o investimento em genética. A recria intensiva é o caminho para transformar a fazenda em uma indústria de alta velocidade.
Como pontuado no programa, em 2026, a lucratividade não depende apenas de ter o boi, mas de quão rápido esse boi se torna produto final.
O mercado de máquinas agrícolas começou 2026 em queda. As vendas no varejo somaram 9,8 mil unidades no primeiro trimestre, recuo de 13,1% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados fazem parte do balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado nesta quarta-feira (15).
Importações avançam e ampliam pressão sobre o setor
Enquanto o mercado interno recua, as importações seguem em alta. No primeiro trimestre, foram adquiridas 3,35 mil máquinas agrícolas, crescimento de 48,4% na comparação anual.
Já as exportações apresentaram leve avanço. Os embarques totalizaram 1,33 mil unidades, alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O cenário reforça a tendência de aumento da participação de máquinas estrangeiras no mercado brasileiro.
Setor acumula quatro anos de retração
A queda no início de 2026 mantém uma trajetória negativa. As vendas internas de máquinas agrícolas recuam há quatro anos consecutivos.
Em 2025, o setor comercializou 49,8 mil unidades, queda de 3,6% sobre 2024. Na comparação com 2021, a redução chega a 10 mil unidades. O destaque negativo foi o desempenho das colheitadeiras, com volume reduzido a quase um terço no período.
Segundo a Anfavea, o cenário está ligado à volatilidade da renda no campo e ao custo elevado do crédito.
Juros altos limitam investimentos no campo
De acordo com o presidente da entidade, Igor Calvet, o nível de juros segue como um dos principais fatores de pressão.
O custo do financiamento impacta diretamente a decisão de compra de máquinas agrícolas. Por isso, a entidade defende o fortalecimento de instrumentos como o Plano Safra e linhas do BNDES.
Por outro lado, há crescimento na venda de tratores de baixa potência. O avanço está associado à agricultura familiar e a programas como o Pronaf Mais Alimentos.
Projeção indica nova queda em 2026
Para o restante do ano, a Anfavea projeta retração de 6,2% nas vendas de máquinas agrícolas. As exportações também devem cair 12,8%.
O principal ponto de atenção segue sendo o avanço das importações. Em 2025, o volume já havia atingido 11 mil unidades, alta de 17% sobre o ano anterior. No ano anterior, foram 9,4 mil máquinas.
A Índia lidera o ranking de importações, com 6 mil unidades. A China aparece na sequência, com crescimento de 85,7% e 3,9 mil máquinas.
Segundo a entidade, produtos estrangeiros têm vantagem competitiva e podem custar até 27% menos. O resultado é o aumento da pressão sobre a indústria nacional.
Máquinas rodoviárias também enfrentam cenário desafiador
O segmento de máquinas rodoviárias apresentou estabilidade em 2025, com 37 mil unidades vendidas. O desempenho foi sustentado pela demanda da mineração, que compensou a fraqueza da construção civil.
Para 2026, a projeção é de queda de 4,7%, para 35,3 mil unidades. As exportações cresceram 17,8% no ano passado, mas devem recuar 10,7% neste ano. A expectativa está ligada à instabilidade tarifária, principalmente nos Estados Unidos.
As importações também avançaram e superaram 20 mil unidades, com forte presença de máquinas chinesas.
“Mais de 16 mil dessas máquinas rodoviárias vieram da China, muitas delas em concorrências públicas que deveriam considerar não apenas a localização da produção e os empregos gerados no país, mas também a qualidade dos produtos e dos serviços de assistência técnica — aspecto que precisa ser revisto com urgência”, afirma Igor Calvet.
O mercado brasileiro de soja registrou maior volume de negócios na sessão desta quarta-feira (15), com melhora nas cotações nos portos.
Segundo o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o avanço da Bolsa de Chicago deu suporte ao mercado, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis e o dólar operou de forma neutra.
“De maneira geral, foi uma semana calma nas ofertas, com pequenas variações nas cotações, mas hoje tivemos um movimento melhor”, afirma. Com isso, houve reporte de negócios ao longo do dia, acompanhando a leve recuperação dos preços.
Preços médios da saca de soja
Passo Fundo (RS): avançou de R$ 121,50 para R$ 122,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 122,50 para R$ 123,00
Cascavel (PR): passaram de R$ 117,00 para R$ 118,00
Rondonópolis (MT): avançaram de R$ 106,50 para R$ 107,00
Dourados (MS): subiram de R$ 109,50 para R$ 111,00
Rio Verde (GO): foi de R$ 107,00 para R$ 108,00
Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 127,00 para R$ 128,00
Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 127,50 para R$ 128,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Com o dia mais cauteloso e de poucas oscilações no financeiro, as atenções se voltaram para o cenário fundamental, principalmente o início do plantio nos Estados Unidos.
De acordo com Safras, os ganhos foram determinados pela previsão de chuvas no Meio Oeste dos Estados Unidos, que poderia atrasar os trabalhos.
“Foi o pretexto suficiente para recuperar parte das perdas acumuladas durante as últimas sessões. Outro ponto de sustentação foi o ritmo lento das vendas por parte dos produtores americanos, que esperam por preços melhores”, desta Silveira.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 9,00 centavos de dólar, ou 0,77%, a US$ 11,67 por bushel.
A posição julho teve cotação de US$ 11,83 1/4 por bushel, com elevação de 10,50 centavos de dólar ou 0,89%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 4,70 ou 1,42% a US$ 334,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,60 centavos de dólar, com ganho de 1,16 centavo ou 1,74%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9921 para venda e a R$ 4,9901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9849 e a máxima de R$ 4,9999.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (15) pedindo a suspensão das Resoluções nº 5.268/2025 e nº 5.193/24, do Conselho Monetário Nacional (CMN).
De acordo com as resoluções, instituições financeiras passaram a usar, desde 1º de abril, dados do Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) como parte das análises para concessão de crédito em propriedades rurais com área superior a quatro módulos fiscais, em todo o território nacional.
Na prática, conforme a CNA, a medida criou uma nova etapa de verificação nas operações de crédito rural utilizando dados de sensoriamento remoto de um sistema que não diferencia automaticamente situações de desmatamento legal, autorizadas pelos órgãos ambientais competentes, de casos de desmatamento ilegal, além de sobreposições de propriedades e polígonos de desmatamento.
“Todos os normativos, sob um pretexto equivocado de proteção ambiental, expurgam dos produtores a presunção de inocência, o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, culminando na desconsideração do direito de propriedade”, diz a CNA na ação.
A Confederação alega ainda que as normas imputam uma penalidade antes do produtor ter a oportunidade de apresentar uma justificativa, de fazer sua defesa.
“A Resolução CMN 5268/2025 veda a concessão de crédito como uma medida presumida e antecipatória de culpa, permitindo que que o produtor rural demonstre sua regularidade somente após penalizado. Enquanto a instituição financeira não analisar as provas apresentadas de regularidade pelo produtor, há completa paralisação de fornecimento do crédito com alta possibilidade de inviabilização da safra”.
Ainda de acordo com a ação, “não é possível que se presuma a má-fé do produtor que requer crédito e o Prodes verifique uma supressão vegetal. Primeiro porque a supressão pode ter sido legal; segundo porque é uma completa mácula à lógica dos direitos fundamentais”.
Acesso ao crédito
Nos argumentos, a CNA diz que é preciso que normas administrativas que impactam diretamente o direito de propriedade dos produtores rurais guardem estrita relação com todos os demais direitos fundamentais.
“Inviabilizar o acesso ao crédito, sem ao menos estabelecer prazo específico e peremptório para a análise das justificativas, é antecipar uma culpa que sequer pode existir” afirma.
Para a CNA, retirar do produtor rural o acesso ao crédito é o mesmo que “condená-lo a não produzir”. E que o cenário econômico é “complexo e delicado”, com altas no preço dos fertilizantes e queda no preço das commodities.
“A grande maioria dos produtores está sem reservas para suprir negativas de acesso a crédito, o que levará a um cenário catastrófico para o setor.”
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que pede a “medida cautelar” foi encaminhada ao ministro Gilmar Mendes.
A cadeia produtiva do tabaco, uma das mais relevantes para a economia do Sul do Brasil, estará no centro de um amplo debate institucional no próximo dia 23 de abril, com a realização do primeiro encontro do Ciclo de Seminários Regionais promovido pela Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentitabaco) em parceria com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). A iniciativa propõe um espaço estruturado de diálogo para tratar dos impactos sociais, econômicos e de saúde que envolvem trabalhadores, produtores e municípios diretamente ligados ao setor.
O encontro em Santa Cruz do Sul marca o início de uma agenda regional que também passará por Santa Catarina e Paraná, consolidando uma mobilização inédita em torno de temas estratégicos como saúde do trabalhador, geração de renda, desenvolvimento regional e perspectivas futuras da atividade. A proposta é reunir trabalhadores da indústria, lideranças sindicais, gestores públicos e especialistas em um ambiente técnico e institucional, capaz de produzir reflexão qualificada e encaminhamentos concretos, representantes dos 525 municípios envolvidos na cadeia produtiva do tabaco na região Sul.
Com participação de especialistas reconhecidas nacionalmente, como a psicóloga Mônica Gorgulho e a toxicologista Silvia Cazenave, o seminário terá abordagem técnica sobre saúde do trabalhador e seus desdobramentos no contexto produtivo. As discussões também irão considerar o papel das políticas públicas, os desafios da proteção social e os caminhos possíveis para a sustentabilidade econômica dos municípios que têm na cadeia do tabaco uma de suas principais bases. Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a proposta é qualificar o debate a partir de evidências e da realidade vivida no setor. “Estamos promovendo um espaço de escuta e construção, onde a saúde do trabalhador e o contexto produtivo são tratados com seriedade e responsabilidade, conectando conhecimento técnico com a realidade de quem sustenta essa cadeia todos os dias”, afirma.
As contribuições dos encontros serão sistematizadas em um documento-base regional, que servirá como subsídio para uma audiência pública no Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2026. Marcon ressalta que a proposta é ampliar o protagonismo dos trabalhadores no debate institucional. “Estamos estruturando um espaço sério, técnico e representativo, onde a realidade de quem está na base produtiva será considerada com responsabilidade. Esse processo é fundamental para qualificar o diálogo nacional sobre o setor.”
A articulação com os municípios reforça o alcance da iniciativa e a necessidade de integração entre diferentes níveis institucionais. Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, o envolvimento das administrações municipais é estratégico para compreender os impactos diretos da atividade. “Os municípios vivem diariamente os efeitos econômicos e sociais da cadeia do tabaco. Participar desse processo é contribuir para construir caminhos que garantam equilíbrio, desenvolvimento e segurança para as comunidades”, destaca.
Programação
Santa Cruz do Sul (23 de abril de 2026)
8h30min – Credenciamento e café de boas-vindas;
8h45min – Abertura institucional;
9 horas – Apresentação técnica sobre saúde do trabalhador;
10h30min – Intervalo;
10h40min – Painel de debate sobre emprego e desenvolvimento regional;
11h40min – Construção do documento-base regional;
12h15min – Encerramento.
Horário: 8h30min às 12h30min
Local: Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul
Especialistas convidadas
Mônica Gorgulho é psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação consolidada na área de políticas públicas relacionadas ao uso de substâncias e redução de danos. Possui trajetória vinculada ao Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com participação em projetos do Ministério da Saúde e atuação em organismos nacionais e internacionais voltados à saúde pública.
Silvia Cazenave é doutora em Toxicologia e ex-superintendente de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atuou como perita criminal toxicologista por mais de três décadas e como professora titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, sendo referência nacional na área de toxicologia aplicada e políticas relacionadas a substâncias.
Depois de sete anos, o Espírito Santo volta ao centro do turismo rural brasileiro. Entre os dias 16 e 18 de abril, Santa Teresa recebe a Ruraltur, considerada a maior feira gratuita do segmento no país — um movimento que vai além da visitação e se consolida como motor de desenvolvimento para o interior.
Com apoio do Sebrae/ES, o evento transforma o Parque de Exposições de Santa Teresa em um ambiente estratégico de conexão entre empreendedores, produtores e o público. A proposta é fortalecer pequenos negócios, ampliar mercados e impulsionar o turismo como alternativa concreta de geração de renda.
A feira reúne experiências que vão da gastronomia ao artesanato, passando por roteiros turísticos, cultura e inovação. Além da exposição, a programação inclui palestras, workshops e rodadas de negócios — criando oportunidades reais para quem quer crescer no campo.
Para o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, a realização do evento no estado amplia o alcance dos empreendedores locais e reforça o papel do turismo rural na economia. Segundo ele, “a realização da Ruraltur no Espírito Santo é uma oportunidade estratégica para o fortalecimento da economia estadual. O turismo rural é uma das grandes vocações do Espírito Santo e nossos empreendedores estarão em evidência nacional. É também uma oportunidade para ampliar mercado, ganhar notoriedade e criar conexões que geram negócios concretos e sustentáveis para o campo”.
Mais do que um evento, a Ruraltur é um espaço de transformação — onde tradição e empreendedorismo caminham juntos e mostram que o interior tem cada vez mais protagonismo no desenvolvimento do Brasil.
Programação: Santa Teresa 16 de abril, quarta-feira Abertura e programação técnica e cultural Parque de Exposições
16h | Abertura da feira e credenciamento 17h | Apresentação de Santa Teresa (auditório) 17h | Cozinha-show – cafés especiais 17h30 | Agricultura familiar e educação ambiental 18h | Palestra sobre paisagismo no turismo rural 18h | Cozinha-show – cacau e chocolate 18h | Dança italiana das nonas 19h | Abertura oficial 19h | Chegada dos tropeiros 20h | Produção de goiabada artesanal 20h | Coral italiano 21h | Roda de viola 23h30 | Encerramento
Santa Teresa 17 de abril, quinta-feira Conteúdo técnico, negócios e apresentações culturais Parque de Exposições
16h | Abertura da feira 16h20 | Regionalização do turismo 16h50 | Região dos Imigrantes 17h | Cozinha-show – pudim de queijo 17h20 | Roda de conversa turismo ES 18h | Banda Circolo Trentino 18h | Cozinha-show – biscotto 18h | Turismo de luxo (palestra) 18h | Chegada dos tropeiros 19h | Dança típica 19h | Cozinha-show – conilon 19h30 | Rodada de negócios 20h | Banda Ferrari 20h | Degustação de cachaças 21h30 | Show musical 23h30 | Encerramento
Santa Teresa 18 de abril, sexta-feira Cultura, negócios e experiências do turismo rural Parque de Exposições
11h | Cantoria italiana 12h | Produção de melaço 14h | Abertura da feira 14h | Apresentação cultural carroceiros 14h20 | Nota Fiscal Fácil para produtor rural 15h | Turismo rural criativo 15h | Grupo de violões 15h40 | Case Sergipe 16h | Dança folclórica 16h | Cozinha-show – chocolate 16h | Roda de conversa nacional 17h | Cozinha-show – cantina italiana 18h | Dança pomerana 18h | Cozinha-show – banana chips 18h30 | Rodada de negócios 19h | Pisa da uva 19h | Cozinha-show – risoto 19h30 | Show musical 22h | Show principal 23h30 | Encerramento
Nesta quarta-feira (15), São Paulo recebeu um encontro que reúne representantes da indústria de embalagens para discutir desafios e perspectivas do setor no Brasil, em um momento de pressão sobre a cadeia global de suprimentos.
O cenário internacional, especialmente a guerra no Oriente Médio, já impacta diretamente o mercado de petróleo (principal matéria-prima para a produção de plásticos) e acende o alerta entre os industriais.
O debate ocorre durante o Fórum Abre de Sustentabilidade em Embalagem e Consumo, promovido pela Associação Brasileira de Embalagens. O evento reúne agentes de toda a cadeia produtiva para discutir estratégias que aumentem a resiliência do setor diante das oscilações externas.
Entre os principais temas está a circularidade das embalagens, apontada como uma alternativa para reduzir a dependência de insumos virgens e mitigar os impactos de crises internacionais. A proposta envolve ampliar o uso de materiais reciclados, investir em inovação e repensar o design das embalagens, além de fortalecer sistemas de coleta, reciclagem e logística reversa.
Segundo a presidente executiva da Associação Brasileira Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino, o avanço dessa agenda depende de integração entre todos os elos da cadeia.
Ela destaca que novas regulamentações no Brasil já impõem metas relacionadas à reciclagem, reuso e incorporação de matéria-prima reciclada, exigindo alinhamento entre indústria, recicladores e demais agentes do setor.
“Esse é um alinhamento que precisa ser feito entre toda a cadeia, uma discussão de como nós avançamos juntos nessa agenda, que é uma agenda importante aqui no Brasil e no mundo todo, com objetivo de realmente garantir que esses materiais possam circular, possam ser reutilizados, continuar abastecendo a sociedade e trazer sustentabilidade”, reforça.
Cenário no Brasil
O Brasil já ocupa posição de destaque global quando o assunto é reaproveitamento de resíduos, com desempenho consolidado em diferentes cadeias produtivas. Esse avanço coloca o país em um patamar relevante dentro da agenda de sustentabilidade, embora ainda existam desafios
“Nós somos líderes na reciclagem de alguns materiais, como latas de alumínio. Temos índices muito importantes em garrafas PET, em papelão ondulado, em aço e também embalagens de vidro. E estamos agora buscando crescer em outros materiais, como outros tipos de plástico também”, destaca Pellegrino.
Discussões
O setor também precisa garantir que as embalagens mantenham suas funções essenciais, como proteção do conteúdo, eficiência logística e segurança ao consumidor. Outro ponto destacado é a necessidade de informar corretamente sobre o descarte adequado.
A discussão reforça que a circularidade não depende apenas da indústria, mas de toda a cadeia econômica da reciclagem. Para que o modelo funcione, é necessário gerar valor ao material reciclado e garantir a remuneração de todas as etapas do processo, viabilizando sua reinserção no ciclo produtivo.
O Capim Mombaça, também conhecido como Colonião, é um verdadeiro “tanque” para produzir carne, mas exige precisão cirúrgica no manejo. Segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, a altura é o que separa o pecuarista que lucra daquele que produz apenas “vassoura” e talo no pasto, perdendo o valor nutricional que essa forrageira pode oferecer.
O segredo para dominar o Capim Mombaça está em respeitar sua fisiologia. O objetivo é colher o máximo de folhas antes que a planta gaste energia alongando o colmo (talo).
Estamos em meados de abril, um período crítico onde o Capim Mombaça tende a penduar (florescer) e endurecer para enfrentar a seca. Para que o Capim Mombaça entregue sua alta performance, ele exige um pacote tecnológico mínimo.
O boi ganha peso comendo folha, não talo. Manejar o Capim Mombaça com a régua na mão garante uma taxa de lotação superior e um acabamento muito mais rápido dos animais. É a forrageira perfeita para quem faz Recria Intensiva a Pasto (RIP) e busca giro rápido no estoque.
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) interceptou durante fiscalização uma carga de quase 40 toneladas delaranja, transportada com documentação adulterada e sem comprovação de origem, na BR-116, em Jequié, após identificação de fraude.
A abordagem ocorreu no posto fixo da Agência, uma das barreiras sanitárias mantidas em rodovias e áreas de divisa, que integram a atuação permanente da Adab em diferentes regiões do estado no controle do trânsito agropecuário.
Nesse sentido, as autoridades verificaram que o condutor apresentou uma Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), mas o documento não correspondia à carga. Após consulta aos sistemas oficiais, a Adab considerou o documento inválido, o que permitiu identificar inconsistências.
Além disso, também constataram que a PTV havia sido adulterada a partir de um documento legítimo, emitido anteriormente para outra carga, com frutos transportados e volume diferentes.
Cargas sem procedência
Foto: Divulgação/Seagri
Na conferência, a documentação indicava o transporte de 20 toneladas de limão, enquanto o caminhão transportava laranja, em volume superior ao declarado, quase 40 toneladas. A divergência envolvia tanto os frutos transportados quanto a quantidade informada.
De acordo com a investigação, como a documentação apresentada não era válida, não foi possível confirmar a origem dos frutos nem o trajeto da carga, o que compromete a rastreabilidade e o controle do trânsito de vegetais.
Nessas condições, cargas sem procedência podem circular entre diferentes regiões produtoras do estado, como o Recôncavo, Litoral Norte e Chapada Diamantina, com risco para essas áreas.
Dessa forma, a Adab reteve o carregamento, a empresa responsável foi autuada por irregularidades na documentação e o caso encaminhado às autoridades policiais.
O transportador foi conduzido para os procedimentos legais e, após audiência de custódia, foi liberado e seguiu viagem com destino ao estado de São Paulo.