quarta-feira, abril 15, 2026
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Indústria de embalagens debate efeitos da guerra no Oriente Médio e aposta na circularidade


Fórum ABRE
Foto: reprodução/redes sociais

Nesta quarta-feira (15), São Paulo recebeu um encontro que reúne representantes da indústria de embalagens para discutir desafios e perspectivas do setor no Brasil, em um momento de pressão sobre a cadeia global de suprimentos.

O cenário internacional, especialmente a guerra no Oriente Médio, já impacta diretamente o mercado de petróleo (principal matéria-prima para a produção de plásticos) e acende o alerta entre os industriais.

O debate ocorre durante o Fórum Abre de Sustentabilidade em Embalagem e Consumo, promovido pela Associação Brasileira de Embalagens. O evento reúne agentes de toda a cadeia produtiva para discutir estratégias que aumentem a resiliência do setor diante das oscilações externas.

Entre os principais temas está a circularidade das embalagens, apontada como uma alternativa para reduzir a dependência de insumos virgens e mitigar os impactos de crises internacionais. A proposta envolve ampliar o uso de materiais reciclados, investir em inovação e repensar o design das embalagens, além de fortalecer sistemas de coleta, reciclagem e logística reversa.

Segundo a presidente executiva da Associação Brasileira Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino, o avanço dessa agenda depende de integração entre todos os elos da cadeia.

Ela destaca que novas regulamentações no Brasil já impõem metas relacionadas à reciclagem, reuso e incorporação de matéria-prima reciclada, exigindo alinhamento entre indústria, recicladores e demais agentes do setor.

“Esse é um alinhamento que precisa ser feito entre toda a cadeia, uma discussão de como nós avançamos juntos nessa agenda, que é uma agenda importante aqui no Brasil e no mundo todo, com objetivo de realmente garantir que esses materiais possam circular, possam ser reutilizados, continuar abastecendo a sociedade e trazer sustentabilidade”, reforça.

Cenário no Brasil

O Brasil já ocupa posição de destaque global quando o assunto é reaproveitamento de resíduos, com desempenho consolidado em diferentes cadeias produtivas. Esse avanço coloca o país em um patamar relevante dentro da agenda de sustentabilidade, embora ainda existam desafios

“Nós somos líderes na reciclagem de alguns materiais, como latas de alumínio. Temos índices muito importantes em garrafas PET, em papelão ondulado, em aço e também embalagens de vidro. E estamos agora buscando crescer em outros materiais, como outros tipos de plástico também”, destaca Pellegrino.

Discussões

O setor também precisa garantir que as embalagens mantenham suas funções essenciais, como proteção do conteúdo, eficiência logística e segurança ao consumidor. Outro ponto destacado é a necessidade de informar corretamente sobre o descarte adequado.

A discussão reforça que a circularidade não depende apenas da indústria, mas de toda a cadeia econômica da reciclagem. Para que o modelo funcione, é necessário gerar valor ao material reciclado e garantir a remuneração de todas as etapas do processo, viabilizando sua reinserção no ciclo produtivo.

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