sexta-feira, março 27, 2026

Agro

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Mapa cria grupo de trabalho para fortalecer sustentabilidade da carne bovina


Pecuária
Foto: reprodução/Planeta Campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) criou um grupo de trabalho com o objetivo de avançar na sustentabilidade da cadeia da carne bovina no Brasil. A iniciativa pretende ampliar o controle da produção, melhorar a gestão das informações e tornar o sistema mais confiável.

A proposta é ampliar o controle e a eficiência de toda a cadeia produtiva da carne bovina, alinhando sustentabilidade e competitividade.

O grupo reúne representantes de diferentes áreas do ministério, além de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Federação dos Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Entre as principais ações previstas estão a definição de critérios e prazos para a rastreabilidade do rebanho, a harmonização de políticas públicas e o fortalecimento do diálogo entre governo, produtores e agentes do mercado.

O desenvolvimento de soluções que incentivem práticas mais sustentáveis também está entre as prioridades, assim como o fortalecimento da cadeia da carne bovina e a ampliação do acesso a mercados.

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Onda de calor chega ao Brasil e eleva termômetros aos 40°C


Imagem de Stefan Schweihofer por Pixabay

A primeira onda de calor de 2026 já liga o sinal de alerta nas lavouras de soja, especialmente no interior da região Sul e em Mato Grosso do Sul. As temperaturas máximas devem ficar acima dos 35°C, podendo alcançar os 40°C em algumas áreas.

O cenário preocupa principalmente os produtores que ainda estão no plantio do milho segunda safra, já que o calor excessivo eleva a temperatura do solo e compromete a germinação. A recomendação, neste momento, é aguardar a passagem desse período mais crítico antes de avançar com a semeadura.

Enquanto o calor domina parte do Centro-Sul, a chuva ganha força no Norte do país. Nos próximos dias, os maiores volumes devem se concentrar no Acre, norte do Pará e centro-norte do Maranhão, com acumulados entre 50 e 70 mm em apenas cinco dias. Esse padrão reforça o contraste climático entre as regiões e mantém o produtor atento às janelas ideais de manejo.

Como fica o tempo?

A mudança começa a aparecer na próxima semana. Com o enfraquecimento da onda de calor, a chuva volta gradualmente para a região Sul a partir de quarta e quinta-feira, com volumes entre 40 e 45 mm. Esse retorno também deve alcançar áreas de São Paulo e o centro-sul de Minas Gerais, ajudando na recomposição da umidade do solo e criando melhores condições para o avanço das atividades no campo.

7 a 11 de abril

Já no período entre 7 e 11 de abril, a tendência é de intensificação das chuvas no Norte e no Matopiba, com volumes mais expressivos. Os acumulados podem ultrapassar os 70 mm em cinco dias no norte de Minas Gerais e no norte de Mato Grosso, reforçando um cenário de maior regularidade hídrica nessas regiões e exigindo atenção redobrada dos produtores quanto ao manejo e ao planejamento da safra.

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Reservatório se rompe em fazenda e água se espalha rapidamente em área de soja; veja vídeo


barragem se rompe em fazenda no Piauí
Foto: reprodução

Um reservatório de água utilizado para irrigação se rompeu nesta quinta-feira (26) em uma fazenda no interior do Piauí. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a estrutura cede e a água avança rapidamente sobre uma área de soja.

O incidente ocorreu na Fazenda Ribeirão, localizada no município de Baixa Grande do Ribeiro, no sul do estado. A ocorrência foi confirmada pelo Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres Naturais do Piauí e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

De acordo com a Defesa Civil, não houve registro de feridos ou de danos a comunidades próximas. Apesar do impacto visual das imagens, o rompimento ficou restrito à área da propriedade rural.

Ainda não há informações sobre a capacidade do reservatório, o volume de água armazenado no momento do incidente nem as causas que levaram ao rompimento da estrutura.

O secretário de Meio Ambiente de Baixa Grande do Ribeiro, José Martins, informou que o caso será apurado para identificar possíveis impactos ambientais e responsabilidades.

As autoridades seguem monitorando a área e devem divulgar novas informações após a conclusão das análises técnicas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo mostra reação no Sul



No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por ton


No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF
No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa

O mercado de trigo na Região Sul apresenta movimentos de reação nos preços, com negociações ainda pontuais e foco dos compradores em garantir abastecimento futuro. De acordo com a TF Agroeconômica, há sinais de firmeza nas cotações, sustentados principalmente pela oferta restrita de produto de melhor qualidade.

No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, com indicações mais elevadas para entregas a partir de maio. A avaliação predominante é de que os níveis mais baixos dificilmente retornarão, diante da escassez de trigo de qualidade, agravada por problemas na safra argentina. Nesse cenário, lotes superiores disponíveis no estado tendem a alcançar maior valorização. O preço ao produtor também avançou, chegando a R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o mercado segue dependente do trigo gaúcho, com aumento recente nos preços impulsionado principalmente pelo custo do frete, que elevou os valores CIF para a faixa de R$ 1.310 a R$ 1.315 por tonelada. Também há oferta de produto local em níveis semelhantes. O encarecimento logístico levou moinhos a reajustarem os preços da farinha em cerca de 3%, movimento que encontrou pouca resistência. Apesar da boa qualidade geral, há limitações técnicas em parte dos lotes, enquanto o trigo branqueador segue escasso e com prêmios elevados.

No Paraná, o mercado permanece firme, porém com negociações lentas e disputa entre compradores e vendedores. As cotações variam entre R$ 1.300 e R$ 1.380 CIF, com maior interesse por contratos de entrega futura. A menor movimentação também reflete a prioridade dos produtores na colheita de outras culturas. No segmento importado, a demanda segue voltada a produtos de maior qualidade, com trigo argentino e paraguaio mantendo presença nas ofertas.

 





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Fiscais apreendem cargas de gado avaliadas em mais de R$ 580 mil


Gado
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais de receitas estaduais apreenderam 180 cabeças de gado bovino avaliadas em mais de R$ 580 mil, nesta quinta-feira (26), durante fiscalizações realizadas no Pará. As cargas apresentavam irregularidades fiscais e divergências de rota, o que levou à retenção dos animais e à aplicação de multas.

Na primeira ocorrência, 75 cabeças de gado, avaliadas em R$ 293 mil, foram apreendidas em Dom Eliseu, no nordeste do estado. Os animais tinham origem em Formosa do Rio Preto (BA) e destino declarado a Rondon do Pará, no sudeste paraense, e foram interceptados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Itinga, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).

Segundo o coordenador Rafael Brasil, o veículo foi inicialmente abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e encaminhado à fiscalização estadual. A carga estava fora da rota prevista, com indícios de que seria destinada ao município de Barcarena (PA). “A entrega em local diverso descaracteriza a operação de transferência isenta, tornando o documento fiscal inidôneo para acobertar o trânsito”, explicou.

Diante das irregularidades, foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 36.968,40, referente à cobrança de imposto e multa.

Segunda ocorrência

Na segunda ocorrência, também registrada na quinta-feira (26), fiscais apreenderam 105 cabeças de gado avaliadas em R$ 288.999,90. A carga tinha origem no município de Tuntum (MA) e destino declarado a Jacundá (PA).

Gado
Foto: divulgação/Sefa

De acordo com o coordenador Gustavo Bozola, o veículo trafegava fora do percurso esperado, o que implicaria um trajeto cerca de 1.200 quilômetros maior do que o necessário. Durante a análise, foi identificado que se tratava de uma operação de transferência entre estabelecimentos do mesmo contribuinte.

Os fiscais também constataram inconsistências no tempo de deslocamento informado na nota fiscal. O documento foi emitido às 12h43 do dia 23 de março de 2026, e o veículo chegou ao posto fiscal às 16h21 do mesmo dia – intervalo considerado incompatível com a distância entre a origem e o local da fiscalização, que exigiria mais de nove horas de viagem.

Neste caso, também foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 36.413,98, referente à cobrança de imposto e multa.

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Conflito no Oriente Médio pressiona trigo e acende alerta para alta na farinha


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Foto: Embrapa

O avanço do conflito no Irã já começa a impactar a cadeia do trigo no Brasil e preocupa a indústria de moagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o cenário internacional tem provocado uma rápida elevação dos custos, com potencial de reflexos sobre o preço da farinha.

Por meio de nota, a entidade destacou que a alta do petróleo tem puxado o aumento do diesel e dos fretes, tanto no mercado interno quanto no externo. Ao mesmo tempo, as cotações do trigo avançam no Brasil e no exterior, enquanto insumos, embalagens e seguros internacionais também ficam mais caros.

Esse movimento, de acordo com a Abitrigo, cria um ambiente de forte pressão para toda a cadeia produtiva e eleva o risco de repasses ao longo dos próximos meses.

Pressão interna agrava cenário

Além do impacto externo, mudanças tributárias no Brasil têm ampliado a preocupação do setor. A incidência de PIS/Cofins sobre o trigo importado, somada à redução de benefícios fiscais, elevou a carga sobre itens essenciais como a farinha de trigo.

Na avaliação da entidade, esse cenário reduz a capacidade da indústria de absorver custos e aumenta a possibilidade de repasse ao consumidor.

Indústria busca conter efeitos

Mesmo diante do ambiente adverso, a Abitrigo afirma que as empresas têm adotado medidas para mitigar os impactos. Entre as estratégias estão a otimização de estoques, a diversificação de origens do trigo e fornecedores, além da revisão de rotas logísticas e ganhos de eficiência operacional.

O setor também recorre, quando possível, a instrumentos de gestão de risco de preços e mantém diálogo com autoridades para defender medidas que garantam a competitividade e o abastecimento.

“Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirmou o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

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Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em comparação à safra passada


colheita da soja
Foto: Agência Estadual de Notícias do Paraná

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 71,5% da área plantada até o dia 27 de março, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Apesar do avanço semanal, o ritmo dos trabalhos no campo ainda segue abaixo do registrado em anos anteriores.

Na semana anterior, o índice era de 63,8%, indicando progresso nas operações. No entanto, em igual período do ano passado, a colheita já atingia 83,1% da área, enquanto a média histórica para o período é de 77,5%, o que reforça o atraso atual.

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Carne bovina: cota da China deve ter efeito limitado, avalia Abrafrigo; exportações disparam


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Foto: Agência Brasil/arquivo

O forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina no início de 2026 indica que as medidas de salvaguarda impostas pela China devem ter impacto reduzido sobre o setor ao longo do ano. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nos dados mais recentes do comércio exterior.

Nos dois primeiros meses do ano, o Brasil registrou crescimento expressivo nas vendas externas, com aumento de 39% na receita e de 22% no volume embarcado em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a entidade, ao todo foram exportadas 557,24 mil toneladas, com faturamento de US$ 2,865 bilhões. No ano passado, o volume foi de 455,97 mil toneladas e a receita somou US$ 2,065 bilhões.

O resultado reflete o avanço das exportações para diversos mercados e reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de carne bovina.

China segue líder, mas perde participação

A China permanece como o principal destino da carne bovina brasileira, com compras de US$ 1,221 bilhão no primeiro bimestre, alta de 36% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado chegou a 223,7 mil toneladas, com crescimento de 21,7%.

Apesar da liderança, a participação chinesa nas exportações totais caiu para 42,6%, ante 43,4% no ano anterior. Quando consideradas apenas as vendas de carne in natura, a fatia recuou de 48,6% para 46,5%, evidenciando a expansão de outros mercados.

Os preços médios também avançaram. A carne in natura exportada para a China teve valorização de 12%, atingindo US$ 5.461 por tonelada, informa a Abrafrigo.

Estados Unidos impulsionam demanda

Os Estados Unidos ampliaram significativamente as compras e se consolidaram como o segundo maior destino da carne bovina brasileira. As exportações de carne in natura cresceram 97,3% em receita, somando US$ 379 milhões. O volume embarcado avançou 60%, para 63,08 mil toneladas.

No total, incluindo outros produtos bovinos, as vendas ao mercado norte-americano alcançaram US$ 448,7 milhões, com alta de 56,8%.

O crescimento ocorre em meio ao déficit de produção interna dos Estados Unidos, que devem demandar cerca de 2,5 milhões de toneladas em importações em 2026, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Europa, Chile e Rússia ampliam compras

A União Europeia também apresentou avanço nas importações, com crescimento de 24,6% na receita, que atingiu US$ 121,4 milhões, e alta de 18,8% no volume embarcado.

Na América do Sul, o Chile manteve desempenho consistente, com aumento de 29,3% no valor das compras.

A Rússia foi um dos destaques entre os principais destinos, com crescimento de 132,3% na receita e de 106,6% no volume, subindo para a quinta posição entre os maiores compradores.

Diversificação sustenta crescimento

Além dos principais mercados, países como Egito, Emirados Árabes Unidos, México e Arábia Saudita também ampliaram as importações no início do ano. No total, 109 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 42 reduziram as aquisições, contabiliza a entidade.

Esse movimento reforçaria a diversificação das exportações e reduz a dependência de um único mercado.

Oferta mais restrita pode influenciar preços

Apesar do cenário positivo, a avaliação da Abrafrigo é de que o setor enfrenta desafios relacionados à oferta. O Brasil passa por uma mudança no ciclo pecuário, com valorização dos animais de reposição e redução do abate de fêmeas, o que deve limitar a disponibilidade de carne ao longo de 2026.

Ao mesmo tempo, tensões no Oriente Médio podem elevar os custos logísticos. Ainda assim, o impacto tende a ser limitado, já que a região respondeu por 8,5% das receitas no primeiro bimestre.

A possível abertura e consolidação de mercados como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul deve contribuir para manter a demanda aquecida.

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‘Expectativas são boas, mas margens apertadas exigem eficiência no campo’, diz sojicultor de RR


Arquivo pessoal Leonardo Vendruscol

Com a liberação do plantio da soja em Roraima a partir de 18 de março, os produtores dão início a uma nova safra em um cenário que mistura desafios financeiros e expectativa positiva. O estado segue um calendário diferente de semeadura e vazio sanitário, o que exige organização e estratégia. Mesmo diante das dificuldades, o sentimento no campo é de resiliência.

O Soja Brasil conversou com o produtor rural Leonardo Vendruscolo, de Alto Alegre, que detalha o momento vivido no estado. ”As expectativas são muito boas, por mais que o produtor esteja passando por dificuldades com margens apertadas. A gente segue sempre otimista, uma nova safra começa e o nosso papel é buscar uma boa produtividade”, afirma.

Segundo ele, o produtor está mais cauteloso, mas não perde o foco. “Acredito que o produtor está mais cauteloso pelo momento da agricultura no Brasil, mas ao mesmo tempo otimista, esperando uma melhora no preço até a colheita.”

No campo, o clima tem dado algum suporte. Chuvas pontuais ajudam no preparo das áreas e na dessecação, enquanto a expectativa é de que o período chuvoso se consolide a partir de 20 de abril, marcando o início efetivo do plantio. Outro ponto positivo é a palhada formada ao longo de 2025. “Uma das principais estratégias nesta safra é a boa palhada que conseguimos construir. Isso vai ser muito positivo para a safra 26”, destaca Vendruscolo.

Por outro lado, o peso dos custos é um dos maiores desafios, principalmente para quem busca expandir a área. “O maior impacto que vejo aqui em Roraima é a abertura de novas áreas, porque demanda mais corretivos e fertilizantes. Isso exige crédito, e hoje o crédito está mais limitado, com juros elevados”, explica. Mesmo com parte dos insumos adquiridos antecipadamente, o cenário ainda preocupa. “Conseguimos comprar fertilizantes entre outubro e dezembro com preços melhores, mas hoje os custos estão muito elevados.”

Diante desse cenário, a saída tem sido investir em eficiência. “O produtor está cada vez mais tecnificado. É usar semente de qualidade, agricultura de precisão, colocar só o necessário, principalmente porque os fertilizantes estão caros”, afirma. Para ele, o momento exige decisões mais assertivas. “Agora é produzir bem, fazer o básico bem feito e esperar que o preço da soja melhore até a colheita, para termos um cenário mais animador.”

Mesmo com os desafios, o sentimento predominante ainda é de esperança. “As expectativas são muito boas. Mesmo com as dificuldades, o produtor segue otimista e focado em fazer o seu papel dentro da porteira”, conclui.

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Jovens produtores incluem biogás na gestão do setor


Biodigestor
Foto: Rogério Monteiro/ divulgação Embrapa

Uma ação importante no setor da proteína animal está em desenvolvimento no Brasil e também no mundo. Exemplos nacionais marcantes incluem o de Maria Antonieta Guazelli, líder do setor lácteo e diretora da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). Em sua propriedade, os dejetos da atividade leiteira são processados em um biodigestor e transformados em biofertilizantes, biometano e bioeletricidade. Esses insumos são utilizados nas lavouras de café, com resultados positivos na produtividade.

Da mesma forma, na Cooperativa Primato, em Toledo (PR), o investimento em “bioplantas”, em parceria com a MWM, marca da Tupy, permite a oferta de biofertilizantes aos agricultores. A iniciativa fortalece a economia circular, abre espaço para a participação da região no mercado de carbono e ainda gera uma fonte adicional de receita para a cooperativa, além de ampliar a segurança no acesso a fertilizantes de qualidade.

Essas iniciativas também foram destaque no Salão da Agricultura de Paris, onde diversas palestras abordaram o chamado “mundo bio”, reunindo grandes marcas de alimentos e práticas de agricultura e pecuária regenerativas. Nesse contexto, ganha força uma tendência irreversível: a transformação de dejetos, resíduos e até do chamado “lixo” em soluções que promovem saúde e aumentam a rentabilidade da atividade agropecuária.

Durante passagem por São Paulo, alunos internacionais do MBA com dupla diplomação — pela Audencia Business School, na França, e pela Fecap, no Brasil, no programa Food & Agribusiness Management (FAM) — visitaram a indústria e a área de descarbonização da MWM, marca da Tupy. A empresa atua no desenvolvimento de biodigestores, instalações e bioplantas capazes de produzir biofertilizantes, biometano para a movimentação de veículos e máquinas, e bioeletricidade. Essa energia pode ser utilizada na própria propriedade, aumentando a segurança do abastecimento, além de possibilitar a comercialização do excedente em regiões onde esse tipo de acordo já é viável.

Mas acima e além de tudo, sob a ótica do marketing da proteína animal, fica cada vez mais claro que a carne do futuro exigirá, além das práticas inovadoras já adotadas no Brasil ao longo de toda a cadeia produtiva — da genética à industrialização e à chegada ao consumidor —, uma abordagem mais “clean”. Trata-se de um ciclo de vida completo, com foco em saúde e sustentabilidade do início ao fim.

Nesse cenário, saúde passa a ser sinônimo de alimento, alinhada ao conceito “one planet, one health”. A transformação de dejetos e resíduos, assim como a eliminação de problemas como odores e o uso de lagoas de dejetos nas propriedades, tende a se consolidar como prática do passado. Durante a visita, alunos internacionais de diversos continentes demonstraram grande interesse e ficaram impressionados com os avanços do Brasil nas áreas de bioenergia, biogás e sustentabilidade na produção de proteína animal.

Em visita à Savencia — responsável por marcas como Polenghi e recentemente adquirente da Quatá —, os estudantes também observaram como a sustentabilidade e o uso do biogás estão cada vez mais integrados à gestão e à avaliação de desempenho das empresas e de seus executivos.

Agradecemos à MWM, marca da Tupy, pela recepção, visita e extraordinária aula.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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