terça-feira, abril 21, 2026

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Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná


A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.





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Brasil pode ter chuva e queda de temperatura na Páscoa


O fim de semana de Páscoa deve ser marcado pela atuação de diversos sistemas meteorológicos no Brasil, com previsão de pancadas de chuva nas cinco regiões do país e queda de temperatura no Rio Grande do Sul. As informações são do Meteored.

De acordo com a previsão, já na Sexta-feira Santa o país registra chuva em diversos estados. Um cavado atmosférico associado a um sistema frontal atua sobre o Sudeste do Brasil, favorecendo a formação de pancadas de chuva em áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Meteored, há risco de volumes expressivos em pontos isolados. “Há risco de chuvas de até 100 mm em alguns municípios pontuais. As tempestades também podem ocasionar rajadas de vento de até 100 km/h. Isso traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).”

Pancadas de chuva também devem ocorrer na região Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Goiás e Mato Grosso. No Nordeste do Brasil, a previsão indica chuva em Maranhão e Piauí, além de precipitações mais fracas em áreas próximas ao litoral. Já na região Norte do Brasil, pancadas de chuva localizadas podem atingir todos os estados.

A tendência é que o cenário de instabilidade se mantenha durante o fim de semana, com registros de chuva em grande parte do território nacional. Ainda assim, alguns estados devem ter predomínio de tempo firme, como Bahia e Mato Grosso do Sul, além de áreas da região Sul.

No sábado (4), uma frente fria deve avançar pela Região Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva moderadas. Inicialmente, o sistema atinge o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No domingo (5), as instabilidades podem alcançar o leste do Paraná.

De acordo com a previsão, os volumes associados a esse sistema podem chegar a cerca de 50 milímetros em algumas áreas. “Essas chuvas ocasionarão acumulados de até 50 mm – suficientes para causar alagamentos e pequenos transtornos, mas que não devem ocasionar grandes problemas para a população.”

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve avançar sobre parte do Rio Grande do Sul, provocando queda de temperatura, principalmente no sudeste do estado. As projeções indicam, porém, que o sistema não deve avançar de forma significativa para outras regiões do país durante o feriado.

O Meteored também aponta a possibilidade de formação de um novo sistema meteorológico no início da próxima semana. “Vale notar que na segunda-feira (6), uma ciclogênese ocorre na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, impulsionando uma nova frente fria pelo Brasil ao longo da semana que vem. Isso pode fazer com que chuvas mais expressivas e uma queda mais intensa das temperaturas sejam registrados sobre a região Sul a partir da segunda-feira (6).”





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trabalhos científicos impulsionam a evolução da cotonicultura brasileira


A evolução da cotonicultura brasileira — hoje uma das mais tecnificadas e competitivas do mundo — passa, necessariamente, pela produção científica. No centro desse avanço estão os trabalhos desenvolvidos por estudantes, pesquisadores e professores orientadores, que conectam conhecimento acadêmico às demandas reais do campo e contribuem diretamente para decisões mais assertivas, produtivas e sustentáveis.

No Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), essa conexão ganha protagonismo. O evento se consolida como um dos principais espaços de difusão científica do setor, reunindo pesquisas aplicadas que dialogam com os desafios da cadeia produtiva — do manejo à qualidade da fibra, passando por sustentabilidade e inovação tecnológica.

Para quem está no início da trajetória, o impacto da pesquisa é imediato. Giovanna Mattos, estudante premiada na última edição do CBA, destaca o papel transformador da experiência. “Participar do congresso foi extremamente enriquecedor. Ter meu trabalho reconhecido como o melhor da categoria graduação representa um marco importante na minha trajetória acadêmica”, afirma. Segundo ela, a pesquisa científica “é fundamental para a evolução da cotonicultura brasileira, pois gera conhecimento que auxilia na tomada de decisão no campo e contribui diretamente para o aumento da produtividade e conservação dos recursos naturais”.

A jovem também reforça o papel do congresso como porta de entrada para o mercado. “É uma oportunidade única de aprendizado, troca de experiências e crescimento profissional. O contato com profissionais e empresas amplia a visão sobre o setor e fortalece o interesse em seguir na área”, completa.

Do ponto de vista de quem já atua na pesquisa, o reconhecimento também representa um estímulo para seguir avançando. Larissa Teodoro, pesquisadora premiada no último CBA, destaca que a ciência é a base para o desenvolvimento sustentável da cultura. “A pesquisa científica deve ser a rota principal para o avanço da cotonicultura no Brasil, pois permite decisões mais assertivas e economicamente viáveis em toda a cadeia produtiva”, explica.

Ela ressalta que, em uma cultura complexa como o algodão, cada decisão impacta diretamente o resultado final. “Uma escolha equivocada pode afetar produtividade, qualidade da fibra e sustentabilidade da produção. Por isso, a ciência se torna indispensável em todas as etapas”, pontua. Para Larissa, a diversidade de temas abordados nos trabalhos apresentados no CBA — que vão do aumento de produtividade à sustentabilidade e qualidade industrial — reforça o nível de maturidade tecnológica do setor.

Já na visão do professor orientador, o processo científico vai além da geração de conhecimento: é também um instrumento de formação profissional e de conexão com o mercado. Fábio Echer, orientador premiado na última edição do congresso, destaca o papel do CBA nesse ciclo. “A participação no congresso coloca os estudantes em contato com toda a cadeia produtiva, ampliando sua rede de relacionamento e contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma.

Segundo ele, o caráter técnico do evento permite aproximar teoria e prática. “O CBA possibilita aos estudantes estabelecerem uma ligação direta entre a ciência e sua aplicação no campo, o que é fundamental para o processo formativo”, explica. Além disso, Echer destaca que os trabalhos científicos também cumprem uma função estratégica na troca de conhecimento. “É uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que os estudantes apresentam seus resultados, os questionamentos de produtores e técnicos geram novas ideias e hipóteses de pesquisa”.

Essa dinâmica contínua entre pesquisa e prática é o que sustenta o avanço da cotonicultura brasileira. Ao transformar dados em soluções e conhecimento em inovação, os trabalhos científicos apresentados no CBA reforçam o papel da ciência como um dos principais motores de desenvolvimento do setor — conectando gerações, integrando saberes e preparando o campo para os desafios do futuro.





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Governo do Estado adquire scanner de sementes que usa inteligência artificial



Scanner GroundEye com IA agiliza análise de qualidade de sementes no RS



Foto: Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) adquiriu um scanner de sementes chamado GroundEye, que utiliza inteligência artificial (IA). O equipamento de última geração está no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor) em Santa Maria, vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi). O investimento foi de cerca de R$ 177 mil, por meio do projeto estratégico de Descarbonização da Agropecuária.A principal finalidade é treinar a IA para identificar o vigor e a germinação de lotes de sementes. “Com essa ferramenta, pode-se ganhar tempo para se obter dados sobre a qualidade fisiológica da amostra de sementes avaliada”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do Ceflor, Evandro Missio.

O pesquisador conta que o princípio do equipamento é a captura de imagem através de duas câmeras dispostas abaixo e acima da amostra, permitindo que se tenha uma visão dos dois lados da semente. “Após a captura, as imagens são transferidas para um software instalado no computador acoplado ao equipamento. Com ele, é possível programar e treinar a IA para efetuar várias medições e determinações de variáveis de interesse – como peso, formato, coloração, espessura e rugosidade – num lote de sementes. Pode-se também medir o comprimento de plântula (planta jovem, recém germinada), obtendo-se mais de 300 informações por objeto”, conta.

Missio destaca que, além disso, o equipamento pode ajudar em projetos de pesquisa e coleta de dados científicos, com aplicabilidade para diferentes áreas de interesse – como entomologia, silvicultura, solos, microbiologia e forrageiras, entre outras. “O aparelho também vai qualificar a produção de mudas de espécies florestais nativas, com sementes mais padronizadas e selecionadas, que vão resultar em mudas mais adequadas para a restauração de plantas nativas”, explica.

Texto: Ascom SeapiEdição: Secom





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Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível


diesel
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal.

A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3). A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60 pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.

A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

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Febre aftosa na China expõe fragilidade, e pode reabrir portas ao Brasil


carne bovina China
Foto: Liu Lei/Xinhua

A China abateu cerca de 51 milhões de cabeças de gado em 2025 e produziu pouco mais de 8 milhões de toneladas de carne bovina, mas consome perto de 11 milhões de toneladas por ano.

Essa diferença mantém o país como maior importador global, com cerca de 30% do consumo dependente do mercado externo, em contraste com cotas e sobretaxas que chegam a 55% para conter, justamente, as compras externas.

A notícia de febre aftosa na China vai além de um problema sanitário. Ela expõe a tensão entre a necessidade de produzir mais e os limites do sistema produtivo, e seus efeitos chegam diretamente ao Brasil, sobretudo pelas exportações de carne.

A China precisa produzir mais, mas não consegue abrir mão de importar. O ponto central está no modelo.

Mais de 98% das propriedades são pequenas, com cerca de 15 milhões de produtores operando em baixíssima escala, muitas vezes abatendo menos de 10 animais por ano. Mesmo assim, respondem por mais da metade da produção. É um sistema pulverizado, com pouca padronização e difícil controle sanitário.

Mesmo com taxa de desfrute elevada (30% a 45%), fruto de sistemas mais intensivos, a China produz menos carne por animal que o Brasil. Abate mais, mas extrai menos, um sinal claro de limitação estrutural. A produção pulverizada aumenta o risco, e reduz o controle.

A pressão recente agravou o quadro. Cerca de 70% dos produtores operam no prejuízo, levando à liquidação de plantel e ao abate antecipado de matrizes. O resultado é um sistema mais fragilizado e exposto a problemas sanitários.

Para conter o desequilíbrio, o governo limitou importações. O Brasil passou a operar com volumes restritos. Mas fechar o mercado não resolve o problema de base, e pode ampliá-lo.

A experiência da Peste Suína Africana é um alerta. Após perdas expressivas, a China avançou para um modelo mais verticalizado na suinocultura. Na bovinocultura, essa mudança ainda é lenta.

Quando a sanidade falha, o mercado externo vira solução, não opção. Se a febre aftosa avançar, a prioridade será garantir o abastecimento. E isso significa ampliar importações.

Nesse cenário, o Brasil ganha espaço. Tem escala, oferta regular e sistema sanitário reconhecido. Mas não é garantia, é oportunidade.

No fim, a lição é direta: não há atalho para a segurança alimentar. Quando a produção falha, o mercado se ajusta, e quem está pronto ocupa espaço.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Arroba do boi gordo: preços têm alta após notícia de febre aftosa na China


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com elevação dos preços no decorrer desta quinta-feira (2). A dificuldade na aquisição de boiadas segue presente no mercado, mantendo escalas de abate encurtadas. O fator China, com a descoberta de focos de febre aftosa em centenas de animais do país, também ajudou a elevar patamares.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, alguns frigoríficos já sinalizam para redução de processamento diante de uma oferta ainda anêmica.

“Quando se trata da demanda, as exportações seguem aceleradas, em especial com destino à China, na mesma dinâmica já estabelecida em relação às cotas”, diz.

De acordo com ele, o foco de aftosa no gigante asiático é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. A China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 363,67 — ontem: R$ 361,83
  • Goiás: R$ 346,61 — ontem: R$ 341,96
  • Minas Gerais: R$ 351,76 — ontem: R$ 350,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 356,36 — ontem: R$ 351,93
  • Mato Grosso: R$ 360,14 — ontem: R$ 358,51

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta alta em seus preços no decorrer da quinta-feira, em especial nos cortes do dianteiro bovino.

Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curtíssimo prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Cortes de maior valor agregado, como a picanha, mignon, entre outros, acabaram apresentando recuos ao longo do dia. Por sua vez, a maior competitividade das proteínas concorrentes ainda é um limitador para altas mais consistentes no curtíssimo prazo”, disse o analista.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: se mantém a R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: estabilizou a R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.

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Mercado do boi registra novas altas


A cotação do boi gordo registrou alta em parte das praças pecuárias do Brasil, impulsionada pela oferta limitada de animais prontos para o abate. As informações constam na análise divulgada nesta quinta-feira (2) no informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria.

No estado de São Paulo, a arroba apresentou valorização para todas as categorias. Segundo a Scot Consultoria, “em meio a uma oferta de boiadas que continuava enxuta e escalas de abate que estavam curtas, as indústrias pagaram mais pela arroba durante à tarde de ontem e hoje de manhã”. De acordo com o levantamento, “a referência para os machos subiu R$5,00/@, enquanto para as fêmeas subiu R$2,00/@”. As escalas de abate no estado estavam, em média, para seis dias.

Em Goiás, o cenário também foi marcado por oferta restrita de animais e programações de abate curtas. Conforme o relatório da Scot Consultoria, “havia pouca oferta de boiadas no estado e grande parte das indústrias estavam com escalas curtas”, o que levou frigoríficos que precisavam recompor as programações a pagar valores maiores pela arroba.

Na região de Goiânia, o preço do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto o valor pago pelas fêmeas avançou R$5,00 por arroba. As escalas de abate na região estavam, em média, para oito dias. Já na região sul do estado, o levantamento aponta alta de R$2,00 por arroba para o boi gordo e de R$5,00 por arroba para as fêmeas. As escalas de abate estavam, em média, para cinco dias. No mercado do chamado “boi China”, destinado à exportação, também houve valorização. Segundo a Scot Consultoria, no estado o preço desse tipo de animal “subiu R$3,00/@”.

No Noroeste do Paraná, o mercado apresentou estabilidade nas cotações. De acordo com o informativo, “com uma oferta de boiadas que melhorou um pouco de ontem para hoje, os preços ficaram estáveis, embora ressalte-se que a oferta continua curta”. As escalas de abate na região estavam, em média, para sete dias.





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Saiba como ficaram os preços da soja às vésperas do feriado


Cotação da soja, preços
Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo moderado de negócios, poucas ofertas e cotações mistas ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve momentos de maior atratividade, impulsionados pela volatilidade, mas sem volumes relevantes negociados.

De acordo com ele, os prêmios de exportação seguem mais favoráveis para embarques a partir de maio, enquanto abril ainda apresenta baixa liquidez nos portos. Nesse cenário, negociações com prazos de pagamento mais longos têm oferecido melhores condições, enquanto a indústria atua de forma mais cautelosa, já relativamente abastecida.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações pontuais entre as praças, refletindo a dinâmica regional de oferta e demanda.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em dia de muita volatilidade, os participantes optaram por posicionar suas carteiras tendo em vista o final de semana prolongado.
A tensão no Oriente Médio seguiu no radar. Após o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, ter dito que vai continuar atacando o Irã, o clima de aversão ao risco voltou ao mercado financeiro internacional. Se, por um lado, o petróleo disparou, em contrapartida o dólar subiu, tirando competitividade dos produtos de exportação dos Estados Unidos. Na semana, a posição maio teve alta de 0,37%.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com
início em 1º de setembro, ficaram em 353.300 toneladas na semana encerrada em 26 de março. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 700 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,42%, a US$ 11,63 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,80 por bushel, com retração de 4,50 centavos de dólar ou 0,37%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 315,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 68,94 centavos de dólar, com ganho de 1,83 centavo ou 2,72%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.

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Cristiano Figueiredo assume liderança da UPL no Brasil


Cristiano Figueiredo UPL
Foto: divulgação

A UPL, fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis, anuncia a nomeação de Cristiano Figueiredo como CEO (Chief Executive Officer) no Brasil em substituição a Rogério Castro, que deixa a companhia após posicionar a empresa entre as maiores do mercado brasileiro.

Cristiano Figueiredo assume a liderança da UPL no Brasil após um detalhado processo sucessório, planejado de forma estratégica, que acompanha o movimento global de evolução da companhia.

Engenheiro agrônomo de formação, Figueiredo ingressou na UPL em maio de 2018, como líder executivo de negócios. Em abril de 2021, foi promovido a Chief Commercial Officer (CCO). Formado pela Faculdade Regional de Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal), ele tem MBA em agronegócio pela Fundação Dom Cabral.

O novo CEO soma mais de 25 anos de trajetória profissional, tendo passado por multinacionais, atuado em diversas áreas – como marketing e comercial – e liderado no país processos de integração de empresas após aquisições globais.

“Assumir a liderança da UPL no país é uma honra pela responsabilidade e pela oportunidade de contribuir para um momento estratégico. Nosso foco para os próximos ciclos é acelerar esse movimento, por meio de inovação aberta e parcerias, apoiando o produtor rural com tecnologias que conciliam produtividade, eficiência e sustentabilidade”, destaca o CEO da UPL Brasil, Cristiano Figueiredo.

Transição de liderança

Figueiredo assume a função anteriormente ocupada por Rogério Castro, cuja história com a companhia remonta a 2008. Naquele ano, ele tornou-se sócio da DVA, empresa adquirida pela UPL em 2011, quando passou a integrar o quadro de executivos da companhia.

Desde então, mantém uma atuação contínua, somando 18 anos de dedicação e contribuição para o desenvolvimento do negócio no Brasil.

Ao longo dessa trajetória, Castro teve papel relevante em diferentes fases da organização, contribuindo para ciclos de transformação, crescimento e consolidação da UPL no Brasil.

Em sua gestão, a companhia apresentou crescimento expressivo no país, realizou investimentos consistentes em tecnologia e lançou um número recorde de produtos inovadores, sempre com base na escuta ativa dos produtores rurais.

“Cristiano iniciou sua trajetória na UPL trabalhando comigo e, desde então, vem sendo preparado de forma estruturada para esse momento de sucessão. Fico muito feliz que este momento tenha chegado e desejo a ele muito sucesso como novo CEO da UPL Brasil”, destaca Castro.

UPL Global

Ao comentar a transição na liderança, o CEO da UPL Global, Mike Frank, destacou o reconhecimento ao trabalho realizado e reforçou a confiança na continuidade do crescimento.

“Agradeço ao Rogério pela dedicação e desejo sucesso ao Cristiano nesta nova etapa, com a confiança de que a empresa seguirá em crescimento, apoiada em inovação e proximidade com nossos canais de vendas e agricultores em todo o Brasil”, declara.

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