Boi gordo acumula alta superior a 13% no ano e lidera valorização na cadeia da pecuária

Os preços ao longo da cadeia da pecuária de corte registram movimentos distintos em 2026, com destaque para a valorização mais intensa do boi gordo no acumulado do ano e uma reação recente no atacado. É o que mostram dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que analisou desde o mercado de reposição até a venda de carne.
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Considerando o período de janeiro até 17 de abril, o animal pronto para o abate apresentou a maior alta, de 13,32%, superando outras categorias da cadeia. Na sequência, aparece a carne bovina no atacado, com avanço de 9,00%.
Já no recorte específico de abril, o comportamento muda: a carne lidera as valorizações no mês, com alta de 3,38%, seguida pelo bezerro, que acumula ganho de 2,36% no período.
Apesar do avanço mais forte do boi gordo no acumulado do ano, os dados revelam diferenças importantes entre os elos da cadeia. O bezerro segue com os preços mais elevados, reflexo da oferta mais restrita de animais para reposição. Enquanto isso, boi magro e boi gordo operam em níveis intermediários.
No segmento final, a carcaça casada no atacado da Grande São Paulo indica uma recomposição de margens, sinalizando melhora nas condições para o setor frigorífico.
De acordo com o Cepea, esse cenário aponta para um ajuste gradual entre oferta e demanda, com pressão maior sobre os preços dos animais terminados ao longo do ano e uma reação mais recente no mercado atacadista durante abril.
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